Segunda perna da Volvo Ocean Race larga com ventos de 30 nós

Domingo também foi dia da largada da segunda perna da Volvo Ocean Race. Desta vez o desafio para as sete equipes é maior e eles terão que chegar na Cidade do Cabo, em um percurso de 7 mil milhas a partir de Lisboa. Única representante do Brasil, Martine Grael segue a bordo do Team AkzoNobel.

Mas, logo na largada, os velejadores puderam sentir que de tranquila a velejada não vai ter nada. Foi só sair da costa de Cascais que o vento passou a soprar na casa dos 30 nós e o mar cresceu, ficando com ondas de mais de 4 metros. O Dongfeng Race Team assumiu a liderança e o recorde de velocidade desta edição com 33 nós.

“Para ser honesto, está muito difícil. Das três pernas que corri na última edição, não vimos nada perto do que estamos vivendo hoje. Uma onda jogou a Bianca [Cook] longe enquanto ela estava amarrada ao cinto de segurança. Ela ficou presa de costas no cockpit enquanto levava centenas de litros de água na cara. Foi assustador de assistir. A Liz [Wardley] chegou rapidamente nela e conseguiu resolver”, contou Sam Greenfield, On Board Reporter do Turn the Tide on Plastic.

Na manhã desta segunda-feira o Team AkzoNobel liderava a flotilha, com um bordo mais ao sul, a uma velocidade de 20,7 nós, com vento de 19,5 nós. Confira o andamento da flotilha clicando aqui.

Fotos Ainhoa Zanchez/VOR

 

Tira-teima: o que pode na VOR que não pode na Santos – Rio?

No dia 28 de outubro de 2017, além da chegada da primeira perna da Volvo, chegou a nossa tradicional regata Santos-Rio. Vendo as imagens da Volvo, é possível ver várias coisas que são proibidas pelas regras de regata, mas permitidas Volvo Ocean Race.

Você sabe o que é permitido na Volvo, mas não é permitido na Santos-Rio? Confira!

Mais um artigo da coluna Tira- Teima em conjunto com Ricardo Lobato, o Blu, do site regras.com.br.

1. Suspender a regata. É como “pedir altos” no pique pega. O barco com a regata suspensa, depois de informar o comando da regata, pode ligar o motor, atracar e içar o barco. Antes de voltar a regata, deve retomar exatamente ao ponto onde a regata foi suspensa. Se a parada for antes das 12 primeiras horas, o barco não pode retomar a regata em menos de 2 horas. Depois de 12 horas de regata a suspensão deve durar ao menos 12 horas. Próximo a chegada ou na última perna, não é permitido suspender a regata.

2. Uso de outriggers. Conhecidas como “muleta”, elas não podem ser usadas se passarem para fora da borda do barco nas regatas normais (regra 50.3). Mas na Volvo, as muletas são permitidas, desde que colocadas num ponto específico na popa para ajudar a dar ponto nas velas code 0.


As muletas para fora do barco a sotavento não são permitidas nas regatas, somente o pau de spi, mas sempre para barlavento.
Foto: Ainhonha Sanchez / Volvo Ocean Race

3. Lastro móvel. A regra 51 é alterada na Volvo para permitir a movimentação do equipamento não lacrado para melhorar a estabilidade do barco. Na Santos-Rio, por exemplo, não é permitido movimentar as velas não utilizadas para barlavento do barco. Esta manobra é conhecida na gíria da Volvo como sail stack. É umas das tarefas mais desgastantes da regata e as mulheres não são dispensadas desta função. O Volvo 65 também tem dois tanques de agua (um na frente e outro atrás) que podem ser utilizados para equilibrar o barco.


Mulheres do Akzo Nobel fazendo força para posicionar as velas a barlavento!
Foto: Conrad Frost / Volvo Ocean Race

4. Abandonar o barco. Calma! Ninguém será deixado para trás. A regra 47.2 é alterada para permitir que os convidados (também conhecido como “jumpers”) possam saltar do barco um pouco depois da largada. Mas, tanto na Santos- Rio quanto na Volvo, não é permitido deixar nenhum tripulante para trás. Mesmo em situações extremas, onde é difícil resgatar alguém com vida, não vale falar coisas do tipo “ele preferiria que continuássemos a regata!”. Nunca um barco pode seguir a regata sem um de seus tripulantes.


Foto: @Turn the tide on Plastic

5. Lixo na água. Esta parece até piada, mas a regra 55 é alterada na Volvo para permitir que as lanzinhas que amarram o balão para facilitar a sua subida possam cair na água. Restos de comida também podem ser jogados no mar. Quero saber se o barco ecológicoTurn the Plastic On está jogando os elásticos e lanzinhas no oceano!

Será que algumas destas inovações não seriam também bem-vindas nas nossas regatas oceânicas como Recife-Fernando de Noronha ou Santos-Rio?

Volvo Ocean Race começa com crise no AkzoNobel

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Depois de muita espera, finalmente começou neste domingo em Alicante, Espanha, a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Nesta primeira etapa os sete barcos partiram rumo à Lisboa, Portugal, onde deverão chegar dentro de dois dias aproximadamente.

O que marcou este início, no entanto, não foi a disputa acirrada entre os barcos na largada e sim a crise entre a equipe AkzoNobel e o skipper Simeon Tienpont.

A empresa de Tienpont havia sido contratada pela AkzoNobel para gerir os recursos do patrocínio da equipe. Porém, no início da última semana, veio à tona que ele havia feito uma má gestão destes recursos e, por isto, havia sido dispensado (oficialmente a equipe disse que deu a opção de ele permanecer como skipper do time e ele não aceitou).

Tienpont entrou com recursos para ter o cargo de volta e venceu na justiça. Neste meio tempo Brad Jackson, que era whatch captain, havia assumido o comando da equipe e Rome Kirby foi contratado para reforçar o time. Porém, com a volta de Tienpont, os dois, Joca Signorini e Jules Salter, os velejadores mais experientes do time, pularam fora e não disputaram esta primeira etapa. Martine Grael decidiu seguir com a equipe, pelo menos até Lisboa. O português Antônio Fontes, do Team Sun Hung Kai foi emprestado ao AkzoNobel para esta etapa.

Na manhã desta segunda-feira os times estavam a pouco mais de 1.100 milhas de Lisboa. O Vestas 11th Hour Racing lidera a flotilha, com o Akzo Nobel em segundo, a apenas 4,5 milhas de distância.

Para acompanhar a flotilha, clique aqui.

FOTO: Ainhoa Sanches

 

Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel

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Três vezes vencedor da Volvo Ocean Race, Brad Jackson foi confirmado nesta segunda-feira como o novo skipper da equipe holandesa AkzoNobel. Aos quarenta e nove anos, natural de Auckland na Nova Zelândia, Brad Jackson irá participar pela sétima vez na Volvo Ocean Race, depois de, na edição 2015-16, ter sido o treinador da equipe feminina sueca Team SCA.

Jackson vai assumir a posição de skipper, mantendo também o seu papel de watch captain em conjunto com o brasileiro Joca Signorini, que vai participar pela terceira vez na prova, tendo vencido a edição de 2008-09. Brad Jackson foi anunciado depois da recente saída do skipper Simeon Tienpont. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel”

Volvo Ocean Race: Mapfre vence primeira in-port; Akzo Nobel demite skipper

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A Volvo Ocean Race começou oficialmente neste final de semana em Alicante, na Espanha, com a disputa da primeira in-port race. Com os sete barcos na água, o Mapfre provou mais uma vez que experiência e entrosamento são a chave do sucesso na regata, garantindo a primeira vitória oficial na competição. O time de Xabi Fernandez montou todas as boias na primeira colocação e só teve que administrar a liderança para garantir os 7 primeiros pontos da volta ao mundo.

“A nossa intenção era largar do lado esquerdo, mas o Pablo (Arrarte) viu o espaço, depois de uma manobra ruim do Team Brunel. Aproveitamos para ir para a direita e tudo correu bem. A verdade é que não foi fácil, mas arriscamos na largada”, disse Fernandez.

Em segundo ficou o Dongfeng Race Team, seguido pelo Vestas 11th Hour Racing.

Já o Akzo Nobel, time de Martine Grael e Joca Signorini enfrentou uma crise a bordo, que acabou com a demissão do skipper  Simeon Tienpont. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Mapfre vence primeira in-port; Akzo Nobel demite skipper”

Mapfre vence prólogo da Volvo Ocean Race

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Falta pouco para o início da Volvo Ocean Race. A flotilha disputou até esta quarta-feira o prólogo da competição, que tinha como objetivo levar os barcos de Lisboa até Alicante, de onde eles largarão no próximo dia 22, mas que ainda não conta pontos para a volta ao mundo. A falta de vento no Mar Mediterrâneo obrigou a organização a encurtar o percurso, terminando em Cabo de Gata. Dois dias e 18 horas depois, o Mapfre cruzou a linha, seguido do Team Brunel. As demais equipes ainda estão sendo esperadas.

Jogo virtual da Volvo Ocean Race será lançado novamente

O jogo da Volvo Ocean Race está de volta, melhor do que nunca, oferecendo a última tecnologia em jogos de vela virtuais.

A nova versão do jogo, será lançada para coincidir com a largada do Prólogo no dia 8 de outubro, agora terás a oportunidade de disputar não só as regatas offshore, mas também as inshore.

Nos 11 portos de parada, as tripulações trocam de barco para as regatas in-port, pequenos sprints em campos de regata perto da costa. Pela primeira vez, os jogadores também vão ter a oportunidade de testar as suas capacidades nestas regatas curtas. Continuar lendo “Jogo virtual da Volvo Ocean Race será lançado novamente”

Organização reconsidera as datas para as próximas edições da Volvo Ocean Race

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Na sequência de uma profunda reflexão com os principais acionistas, determinou-se que é necessário um tempo de planeamento adicional para implementar as mudanças recentemente anunciadas no cronograma da prova.

Como resultado, a edição de 2019-20 proposta com barcos novos não ocorrerá como planeado. Um cronograma revisto para futuras Volvo Ocean Race será anunciado com a maior brevidade possível.

A Volvo continua empenhada em garantir que as mudanças planeadas ofereçam benefícios sustentáveis ​​a longo prazo à regata e às equipas participantes. Continuar lendo “Organização reconsidera as datas para as próximas edições da Volvo Ocean Race”

Volvo Ocean Race: Annalise Murphy é anunciada no Turn The Tide On Plastic

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A irlandesa Annalise Murphy foi anunciada como reforço do Turn The Tide On Plastic, equipe comandada por Dee Caffari. O time também contará com a neozelandesa Bianca Cook. As duas se encaixam na regra dos velejadores com idade inferior a 30 anos e reforçam o objetivo da skipper de ter um time misto e jovem.

“A Annalise e a Bianca adicionam força ao time e estão aprendendo muito rápido. Annalise tem experiência com vela olímpica e suas habilidades de regatas são óbvias, mas ela ainda está aprendendo sobre a vida offshore, enquanto Bianca já tem experiência em regatas oceânicas e está confortável com vida a bordo”, disse Dee.
Annalise é velejadora de Laser e disputou as duas últimas olimpíadas, enquanto Bianca tem mais de 70 mil milhas acumuladas em regatas pelo mundo.

A largada da regata está prevista para o dia 22 de outubro em Alicante, na Espanha.