Françoise Gabbart parte em busca do recorde de volta ao mundo em solitário

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François Gabbart, que estava de standby desde o último dia 22 de outubro, finalmente partiu para a tentativa de quebra de recorde de volta ao mundo em solitário. O Francês cruzou no último sábado, a bordo do maxitrimarã Macif, a linha imaginária entre o farol de Creac’h, em Ushant, na França, e o farol de Lizard Point, na Inglaterra. O recorde a ser batido é de 49 dias, 3 horas, 4 minutos e 28 segundos e foi estabelecido em 25 de dezembro de 2016 por Thomas Coville. Na manhã desta segunda-feira ele velejava 251 milhas à frente do recorde.

Para acompanhar a velejada de Gabbart, clique aqui. 

 

Volvo Ocean Race: Mapfre vence a Leg Zero e quer brigar pelo título

Após quase 70 horas de navegação, o quarto e último teste da Leg Zero terminou nesta manhã de quuarta-feira, nas proximidades La Coruña, na Espanha. Com a flotilha praticamente em frente à costa galega e com uma previsão de ventos ruins para os próximos dois dias, a organização tomou, na terça-feira (15), a decisão de encurtar a rota e colocar ponto final na disputa. O Vestas 11th Hour Racing estava na frente e, por isso, ficou com a vitória na etapa. O time comandado por Charlie Enright acabou a competição na quinta colocação geral. Com os resultados acumulados, o vencedor foi o Mapfre, de Xabi Fernández. As quatro etapas da Leg Zero não contam ponto para a volta ao mundo, porém deixaram claro que, com treino e entrosamento qualquer uma das sete equipes poderá andar na frente.

Nas quatro etapas, que incluíram a temida Fastnet Race, os times puderam enfrentar diversas condições de vento e mar, que a skipper do Turn The Tide on Plastic Dee Caffari classificou como “tão duras como velejar nos mares do Sul”. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Mapfre vence a Leg Zero e quer brigar pelo título”

ENTREVISTA EXCLUSIVA: MARTINE GRAEL

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A velejadora Martine Grael é daquelas pessoas que não tem como não admirar. Talentosa, carismática, simpática e amante da natureza, tem em seu currículo nada menos que uma medalha de ouro olímpica conquistada na sua primeira participação na competição, no ano passado, no Rio de Janeiro, além de diversos títulos internacionais como o Mundial de 49er FX e a prata no Pan-Americano de Toronto na mesma classe, sempre ao lado da parceira Kahena Kunze.

Mas, na semana passada Martine começou um novo desafio: o de integrar a equipe Akzo Nobel na próxima Volvo Ocean Race. A estreia em competições foi na regata Volta a Ilha de Wight, primeira perna da chamada Leg Zero, que não conta pontos para a volta ao mundo, mas que tem a presença de todos os times e, por isso, serve como um grande teste. Dois dias mais tarde ela disputou a temida Fastnet Race, de 600 milhas náuticas, ficando na quarta colocação. Martine, no entanto não seguiu com o time para as outras duas etapas da Leg Zero (Plymouth até Saint Malo e Saint Malo até Lisboa), pois tinha agendado dois compromissos obrigatórios para a participação na competição.

Confira a entrevista abaixo:

Notícias Náuticas: Por que você não seguiu com a equipe nestas duas pernas?
Martine: Acabei ficando em Plymouth para fazer um curso médico e um de VHF neste final de semana. Mas, como a flotilha já vai ter partido, vou direto para Barcelona, na Espanha, para pegar o 49erFX e seguir para o Porto, em Portugal, onde disputarei o Mundial da classe ao lado da Kahena.

NN: E como foi a experiência de participar de uma regata como a Fastnet Race a bordo de um VO65?
M: Foi bem cansativa e estressante, com muitos ganhos e perdas de distância. Foi um exemplo de como os próximos nove meses vão ser. Tínhamos os outros os barcos à vista todo o tempo e a velocidade dependia muito do entrosamento da tripulação.

NN: Como está a adaptação para o oceano depois de tanto tempo velejando de monotipo?
M: O começo foi bem difícil, especialmente com as cargas de peso que temos que carregar das velas. Mas o corpo vai acostumando.  O que tenho demorado mais a me adaptar é a falta de sono. Eu geralmente durmo oito horas por dia e nesses barcos tempo de sono é escasso.

NN: O que você achou desta nova regra da Volvo Ocean Race que meio que obriga os times a serem mistos?
M: Acho que vai abrir muitas portas para a vela feminina no mundo todo. Eu não teria tido uma oportunidade melhor.

NN: Muitos dos tripulantes que estão sendo anunciados na VOR não têm experiência com o Oceano. Por que você acha que os times estão investindo nestes velejadores ao invés de pegar velejadores mais experientes em regatas de oceano?
M: Não me leve a mal, mas os times estão investindo muito nos velejadores mais experientes, mas tem que lembrar que também é uma regata bem dura fisicamente e um pouco de juventude traz a vitalidade necessária. Mas a galera de monotipo que entrou nessa regata tem um peso e tanto: a dupla neozelandesa Peter Burling e Blair Tuke, por exemplo, que estão no Team Brunel e no Mapfre não são velejadores quaisquer. Entendo que tem velejadores que já nasceram no oceano, mas com o velejador você traz a disciplina. O olímpico sempre quer mais, quer a perfeição. E estas regatas são mais duras, mais longas, sim, precisa se acostumar, mas ninguém é bobo. Quando fiz os primeiros treinos eu queria testar. O Peter e o Blair sabem o que podem encontrar pela frente. Sabem que tem o risco de marear e chegar no meio do caminho e pedir pra sair.

NN: E como está sendo a experiência para você?
M: Nunca entendi por que as pessoas ficavam no meio da regata falando “o que eu tô fazendo aqui?” Quando você chega em terra, não lembra o que passou? Só que isso aconteceu comigo. Estava na água pensando “Que que eu to fazendo? Estou muito cansada, fazendo uma mega força” Não estávamos ganhando, mas agora estou aqui em Plymouth pensando “caramba, queria muito estar naquele barco!”. Estou seguindo a regata, com saudade de velejar.. então, realmente não dá pra explicar!

Boa sorte, Martine! Nós e o Brasil inteiro estaremos torcendo por você e te esperando em Itajaí de braços abertos!

 

Volvo Ocean Race passa a ser disputada de dois em dois anos

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As próximas edições da Volta ao Mundo já estão com datas marcadas: 2019-20, 2021-22 e 2023-24.  A organização anunciou a mudança na periodicidade da competição, que passa a ser de dois em dois anos e não três em três como era até hoje. Esta mudança terá um impacto positivo no valor comercial do evento, bem como nas equipes profissionais de vela e nas cidades-sede. Nas últimas edições, Portugal e o Brasil fizeram parte do maior evento de vela oceânica do planeta. 

“Um ciclo mais curto significa que podemos encurtar cada edição por alguns meses. O atual formato é de até nove meses. No entanto, vamos chegar a  mais mercados agora”, disse Mark Turner, CEO da Volvo Ocean Race. “Ao mesmo tempo, fortaleceremos o ADN da regata, que está sempre em todo o mundo e em todos os oceanos, principalmente na Antártida que é seu coração”. Continuar lendo “Volvo Ocean Race passa a ser disputada de dois em dois anos”

Mapfre é a terceira equipe a confirmar participação na Volvo Ocean Race

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O MAPFRE está de volta à Volvo Ocean Race para a edição 2017-18. O barco espanhol, que leva o nome de uma empresa de seguros global, é o terceiro time confirmado para a regata, que começa em outubro deste ano. Além do espanhóis, a Volta ao Mundo terá o chinês Dongfeng Race Team e o holandês team AkzoNobel.

Na última edição da Volvo Ocean Race, em 2014-15, o MAPFRE venceu a perna de Auckland e pegou pódio em outras três oportunidades. O retorno do barco espanhol é uma prova do sucesso do projeto, que atrelou esporte com lado comercial.

O presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, disse é uma honra para a empresa estar numa das competições mais difíceis do esporte mundial. ”A competição de vela representa os mesmos valores que nos definem como uma empresa”.

“Nossa experiência na última edição, com uma grande equipe de profissionais, comprometida e determinada a fazer o melhor nesta regata, foi muito positiva. Além disso, a Volvo Ocean Race terá paradas em alguns de nossos principais mercados, como Espanha, Brasil e Estados Unidos, e assim aumentaremos o reconhecimento da marca da MAPFRE em nível internacional”.

A Espanha tem forte tradição na regata, competindo em oito das 12 edições da Volta ao Mundo. No entanto, nenhum barco do país venceu a regata.

“É uma grande notícia confirmar uma equipe espanhola para a próxima edição e, é claro, é bom ver outro patrocinador voltar para a regata depois de uma campanha bem sucedida”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. “Com Alicante confirmada recentemente como a largada para as três edições seguintes, a Espanha tem um papel significativo na história. Será importante ver os fãs espanhóis nas docas para saludar o time local”.

O diretor da campanha espanhola será mais uma vez Pedro Campos, que iniciou sua trajetória na edição 2005-6 com o MOVISTAR.

Ele irá anunciar o comandante e os tripulantes nos próximos dias. Em 2014-15, o MAPFRE contou com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como tático e o português Renato Conde como integrante da equipe de terra.

“Estamos muito gratos e orgulhosos de ter o apoio total da MAPFRE mais uma vez pela grande aventura que é a Volvo Ocean Race. É provavelmente o evento mais longo, mais difícil e mais extremo no mundo esportivo. Estar na linha de partida de Alicante com a chance de tentar vencer  é o nosso primeiro grande desafio e nosso trabalho para os próximos meses”.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Recordes de volta ao mundo: Joyon desiste enquanto Coville tem tudo para estabelecer nova marca

Thomas Coville está cada vez mais perto de estabelecer um novo recorde de volta ao mundo. A bordo do Sodebo, um maxitrimarã de 31 metros, ele está a 972 milhas à frente do recorde atual, de 57 dias, 13 horas, 34 minutos e seis segundos, estabelecido por Francis Joyon em 2008 a bordo do trimarã IDEC. Esta distância corresponde a pouco mais de um dia e meio de velejada.

Para acompanhar o percurso dele, clique aqui.

E se Coville está feliz em solitário, Joyon não pode dizer o mesmo. Ele não só está vendo o seu recorde de volta ao mundo ser batido, como acabou de desistir de tentar o recorde do Trofeu Julio Verne. Em acordo com a sua tripulação, ele resolveu aproar o seu maxitrimarã IDEC Sport de volta para casa. Após sete dias no mar ele estava 400 milhas atrás do recorde atual, de 45 dias, 13 horas, 42 minutos e 53 segundos, estabelecido por Loïck Peyron a bordo do Banque Populaire V em 2012.

“Com rajadas muito violentas e longos períodos de calmaria, pensei muito antes de consultar o Marcel van Triest se valeria a pena seguir em frente. Parece que a demora para chegar ao Equador iria atrapalhar a nossa chegada na zona de baixa pressão de Cabo Frio, o que significa que chegaríamos muito atrás do recorde no Cabo da Boa Esperança”, disse Joyon.

Quem também segue na tentativa de quebra de recorde é o italiano Gaetano Mura. Ele está velejando sozinho a bordo de um Classe 40 e já chegou na marca dos 30 dias no mar. O recorde a ser batido é de 137 dias, 20h, 1min e 57 segundos, atual recorde mundial, estabelecido pelo chinês Guo Chuan em abril de 2013.

 

 

Vendée Globe: troca de líderes e falta de informação meteorológica marcam o final de semana

Mais um final de semana agitado para os velejadores que estão disputando a Vendée Globe. Jéremie Beyou, atual quinto colocado, confessou que está velejando “às cegas”, depois que seu sistema de satélite quebrou há alguns dias. As únicas informações que ele tem são as enviadas pela organização e o SMA, de Paul Mailhat, que está no seu visual.

Apesar de poder parecer um problema, Beyou já está acostumado a velejar assim, uma vez que ele venceu três vezes a regata Solitaire du Figaro, que proíbe o acesso a informações externas sobre meteorologia.

“Agora estou velejando um dia após o outro. Não estou conseguindo seguir muito o que vem pela frente, já que não estou recebendo as informações sobre previsão do tempo. Estou pegando algumas informações nos boletins de segurança da organização. É difícil fazer um planejamento para mais do que 24 ou 36 horas, então estou navegando observando as condições em volta de mim e corrigindo o curso de acordo com isso. Não é legal, mas me lembra a Solitaire du Figaro, regata na qual não temos acesso a informações meteorológicas. Estou passando muito tempo na carta náutica, mas não é muito eficiente, pois recentemente eu estava esperando vento de 20 nós e acabei com rajadas de mais de 30”, disse ele.

Enquanto isso, a briga pela liderança está acirrada. No sábado Armel Le Cleac’h assumiu a ponta, deixando Alex Thomson na segunda colocação. A diferença entre eles é de menos de 30 milhas. Já Seb Josse, terceiro colocado, está quase 500 milhas atrás.

Acompanhe a regata em tempo real clicando aqui.

A bordo do maxitrimarã Sodebo, Coville veleja à frente do recorde de volta ao mundo em solitário

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E na tentativa de quebrar o recorde de volta ao mundo em solitário, Thomas Coville já veleja 360 milhas à frente do atual tempo, de 57d 13h 34m 6s, estabelecido por Francis Joyon em janeiro de 2008. Mas a vida a bordo do Sodebo Ultim, um trimarã de 31 metros, não está fácil. Após quatro dias de muitos jibes, as condições agora permitem que ele manobre menos. Nesta terça-feira ele reportou ter se chocado com um animal enquanto navegava a 30 nós de velocidade, mas aparentemente o barco nada sofreu. Não temos notícia do animal. A previsão é que ele cruze o cabo Leeuwin nesta quinta-feira, faltando apenas o cabo Horn para a lista de três cabos obrigatórios na volta ao mundo.

Para acompanhar a saga, clique aqui

 

Dongfeng Racing Team anuncia segunda participação da Volvo Ocean Race

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O Dongfeng Racing Team, terceiro colocado na edição 2014-15 da Volvo Ocean Race, anunciou nesta segunda-feira que estará na água novamente na edição 2017-18 da competição. Mais uma vez o skipper será o francês Charles Caudrelier (campeão em 2011-12 a bordo do Groupama) e a equipe correrá sob a bandeira chinesa.

“Claro que estou feliz, pois aprendi sobre a china e seu povo e gosto muito de trabalhar com eles. Estou muito feliz de ver o Dongfeng de novo na água e é muito bom ver um patrocinador que se sente feliz com a vela e está feliz em se envolver de novo com a competição. Com o anúncio de hoje o time ‘chega cedo’ na linha de largada, o que nos dá uma vantagem para achar a melhor tripulação e treinar o máximo possível. Mas, não é uma tarefa fácil – a próxima edição será a mais longa e mais dura, com três vezes mais velejadas nos mares do sul. Na última edição, os velejadores chineses, que quase não tinham experiência em regatas offshore, se juntaram ao time e tiveram um desempenho além das nossas expectativas em relação à equipe internacional. Juntos mostramos que podemos superar as adversidades e sermos ainda mais forte e unidos no final”, disse Caudrelier.

O Dongfeng Race Team é a segunda equipe a confirmar a participação na próxima edição da VOR. O primeiro foi o AzkoNobel, que terá Simeon Tienpont  como skipper.

 

 

Race Village da VOR terá maior interação entre público e equipes

E a organização da Volvo Ocean Race segue divulgando as novidades para a edição 2017/18 da competição. Após anunciar uma maior abertura para a participação feminina, a possibilidade de os velejadores interagirem com os fãs através das redes sociais e a construção do oitavo barco da flotilha de VO65, agora a novidade vem na montagem das race villages nos locais de paradas da regata ao redor do mundo.

A ideia é que as bases das equipes façam parte desta race village, permitindo que a interação com o público seja maior. O que antes ficava nos bastidores, agora estará exposto, em um ambiente natural.

“Estamos tentando trazer os fãs para a nossa sala, permitindo que eles sintam o que realmente acontece por ali”, disse Richard Mason, diretor de operações da VOR.

Estas bases serão montadas e desmontadas pela organização, permitindo que os times foquem apenas na competição, reduzindo o investimento milionário que é fazer uma campanha de volta ao mundo. Além disso, este será mais um local para que os patrocinadores possam divulgar suas marcas e trabalhar melhor a parte de hospitalidade.

“Na Volvo Ocean Race, timing é tudo e a habilidade de construir e desmontar estas Race Villages rapidamente será vital. Estamos sempre buscando inovação e esta solução é incrível. O contêiner já virou parte da estrutura, então é uma solução muito eficiente e irá reduzir a quantidade de contêineres que enviamos ao redor do mundo em 60%”, completou , Quérine van Osc, diretor de experiência das Race Villages.