Vendée Globe: Kito de Pavant é resgatado; Seb Josse desiste da regata

Mais um dia no mar para os velejadores da Vendée Globe é mais um dia de… problemas! Seb Josse, que estava com o foil de bombordo do Edmond de Rothschild quebrado desde segunda-feira quando colidiu com uma onda, desistiu da competição. Ele e seu time bem que tentaram pensar em uma solução para consertar o barco, porém, o vento de mais de 40 nós e as ondas de mais de 8 metros não ajudaram muito.

Em oitavo lugar, Thomas Ruyant também relatou problemas a bordo esta manhã. Uma quebra no dispositivo de lastro de bombordo fez com que muita água entrasse no barco. Ele deu um jibe e está tentando secar o compartimento. No momento ele enfrenta ventos de 30 a 40 nós, com ondas de 3 a 4 metros.

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Kito de Pavant sofre grave avaria e espera por resgate na Vendée Globe

A bruxa está solta na Vendée Globe. Após Kojiro Shiraishi, do Spirit of Yukoh, desistir da regata nesta segunda-feira por ter quebrado seu mastro, mais barcos estão apresentando problemas. O mais crítico é Kito de Pavant, que se chocou com um OFNI enquanto velejava a 16 nós de vento, com mar grosso e as velas rizadas. Após o choque, o Bastide Otio começou a fazer muita água e Kito acabou pedindo socorro.

“Bati em algo sólido com a quilha. Foi um choque violento e o barco diminuiu a velocidade. Os rolamentos da quilha foram arrancados e a quilha só está no lugar por conta do macaco hidráulico que está cortando o casco. A caixa da quilha foi destruída e está entrando muita água, mas no momento esta água está limitada ao compartimento do motor. Estou passando por 40 nós de vento e ondas de 5 a 6 metros. O barco parou. Trouxe as velas para dentro, para que ele incline menos. A situação foiestabelecida por agora. Tenho meu kit de sobrevivência comigo. Alguém vai vir me resgatar. Estou tentando contatar Marion Dufresne para pedir que venha até mim”, disse ele, que ocupa a 10ª colocação.

Quem também está avariado é o terceiro colocado Seb Josse, que bateu forte em uma onda e acabou quebrando o foil de bombordo do Edmond de Rothschild. No momento do incidente ele navegava a 900 milhas do Cabo Lewwin com mar bastante agitado e ventos variando entre 30 e 35 nós.

E se Seb segue na disputa, Romain Attanasio não teve a mesma sorte a bordo do Famille Mary-Etamine du Lys. Ele está seguindo para a Cidade do Cabo após ter os dois lemes danificados. Esta é a primeira Vendée Globe da qual ele participa e aparentemente não quer desistir. Ele indicou ao seu time que vai resolver o problema sozinho, conforme as regras da regata, e voltará para o mar. Atualmente ele ocupa a 18ª colocação.

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Spirit of Yukoh perde o mastro e Kojiro Shiraishi é obrigado a desistir da Vendée Globe

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O velejador Kojiro Shiraishi tomou um susto na madrugada do último domingo. Enquanto o velejador estava dentro do barco, ouviu um estrondo muito forte e o mastro veio abaixo. “Às 3h30 UTC ouvi de dentro do barco o mastro se quebrando. Rapidamente fui para fora do barco para checar o estrago, mas o mastro estava quebrado na metade, acima da segunda cruzeta. Consegui remover a parte quebrada e precisarei subir no mastro de novo para arrumar a bagunça. O vento estava na casa dos 20 nós quando isso aconteceu. Não preciso de assistência, estou seguindo para a Cidade do Cabo. Peço desculpas para todos os que me apoiaram e queria deixar o meu agradecimento especial aos meus patrocinadores”, disse ele.

Enquanto isso, Armel Le Cleac’h acaba de bater o tempo de referência até o Cabo Leewin em 5 dias, 14 horas e 16 minutos. Na liderança novamente, ele está a mais de 100 milhas de Alex Thomson, segundo colocado.

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Disputa pela liderança da Vendée Globe segue acirrada; Thompson reassume a ponta

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Depois de 25 dias no mar, você pensa que a flotilha da Vendée Globe está espalhada, cada um na sua rota, tentando completar a volta ao mundo o mais rápido possível. Pois não é bem assim. A briga pela liderança segue acirrada e, depois de quatro dias em segundo lugar, o inglês Alex Thomson reassumiu a liderança da competição. Tanto ele quanto Armel Le Cleac’h seguem velejando muito rápido e deverão quebrar o recorde da regata. Os dois estão separados por apenas 14 milhas. Já Seb Josse, terceiro colocado, está a mais de 560 milhas de distância da dupla. Para acompanhar o tracking da regata, clique aqui.

Vendée Globe: troca de líderes e falta de informação meteorológica marcam o final de semana

Mais um final de semana agitado para os velejadores que estão disputando a Vendée Globe. Jéremie Beyou, atual quinto colocado, confessou que está velejando “às cegas”, depois que seu sistema de satélite quebrou há alguns dias. As únicas informações que ele tem são as enviadas pela organização e o SMA, de Paul Mailhat, que está no seu visual.

Apesar de poder parecer um problema, Beyou já está acostumado a velejar assim, uma vez que ele venceu três vezes a regata Solitaire du Figaro, que proíbe o acesso a informações externas sobre meteorologia.

“Agora estou velejando um dia após o outro. Não estou conseguindo seguir muito o que vem pela frente, já que não estou recebendo as informações sobre previsão do tempo. Estou pegando algumas informações nos boletins de segurança da organização. É difícil fazer um planejamento para mais do que 24 ou 36 horas, então estou navegando observando as condições em volta de mim e corrigindo o curso de acordo com isso. Não é legal, mas me lembra a Solitaire du Figaro, regata na qual não temos acesso a informações meteorológicas. Estou passando muito tempo na carta náutica, mas não é muito eficiente, pois recentemente eu estava esperando vento de 20 nós e acabei com rajadas de mais de 30”, disse ele.

Enquanto isso, a briga pela liderança está acirrada. No sábado Armel Le Cleac’h assumiu a ponta, deixando Alex Thomson na segunda colocação. A diferença entre eles é de menos de 30 milhas. Já Seb Josse, terceiro colocado, está quase 500 milhas atrás.

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Vendée Globe: Safran é o terceiro a desistir da regata após quebra no leme

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O velejador francês Morgan Lagravière abandonou a Vendée Globe nesta quinta-feira após problemas com o leme do Safran, enquanto ocupava a quarta colocação. “Tive uma noite muito dura, com problemas no piloto automático. Velejava em cerca de 20 a 25 nós de vento, mas o barco estava incontrolável. Fui jogado de um lado ao outro umas quatro ou cinco vezes. Enquanto estava tirando uma soneca durante a tarde, senti o barco aproar. Quando fui colocá-lo de novo no rumo, percebi que o leme de sotavento havia saído da base e que 2/3 dele estavam quebrados. Acho que foi por que bati em um OFNI. Infelizmente não tenho ferramentas suficientes para consertá-lo, então este é o fim para mim. Quero manter a mente positiva nesta aventura: foram 18 dias de uma regata incrível, com um barco muito bom, que sempre me colocou na briga. A regata em solitário foi uma oportunidade para que eu pudesse me conhecer um pouco melhor e sobre o que é importante na vida. Quero agradecer meu time e os fãs que me apoiaram”, disse ele.

Lagravière está seguindo para a Cidade do Cabo, onde deverá chegar em três dias.

Enquanto isso, Alex Thomson, que também teve problemas a bordo, segue velejando cada vez mais rápido. Ele baixou em 5 dias o tempo de Armel Le Cleac’h até o Cabo da Boa Esperança. Em 2012 o francês havia chegado a este ponto com 22 dias e 23 horas de regata. Thomson foi o mais rápido em 27 anos de Vendée Globe, com o tempo de 17 dias, 22 horas e 58 minutos.

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Vendée Globe tem mais um incidente e Vincent Riou é forçado a desistir

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Depois da desistência de Bertrand de Boc no último final de semana, nesta terça-feira foi a vez de Vincent Riou abandonar a Vendée Globe. A bordo do PRB, o velejador francês se chocou com um Objeto Flutuante Não Identificado no último domingo e, com problemas na quilha, acabou desistindo da competição após 16 dias no mar.

“É um grande desapontamento. Mas, como sempre, a vida continua e para mim significa levar o meu barco a salvo para algum lugar. No domingo à noite alguma coisa se chocou com o bulbo. A quilha imediatamente começou a vibrar e depois a se mover para os lados. Isso logo parou. Não foi imediatamente já que o barco velejava a 25 nós quando isto aconteceu. É normal coisas baterem na quilha nestas regatas oceânicas e o choque nem foi tão grande.

Mais tarde naquela noite comecei a ouvir barulho de rachaduras na quilha. Aquele tipo de barulho que já ouvido antes do carbono raspando entre a quilha e o casco. Pensei ser alguma fricção, mas nada sério. Gradualmente o barulho foi aumentando. Comecei a me questionar e pensar no que poderia acontecer. Resolvi falar com o pessoal de terra.

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Vendée Globe: Bertrand de Boc desiste, enquanto Thompson se choca com um ofni

O final de semana foi agitado na Vendée Globe. A bordo do MACSF, Bertrand de Boc, que havia parado em Fernando de Noronha para checar um barulho a bordo, acabou desistindo da competição. Após dois mergulhos e muita conversa com o time em terra, ficou constatado que o casco estava muito danificado para continuar a volta ao mundo.

“Ter que tomar esta decisão é muito difícil. Ela acontece alguma vez na vida de um slipper, o que não quer dizer que seja fácil de lidar. Estou muito desapontado, porém não seria seguro enfrentar os mares do Sul neste estado”, disse ele.

Quem também teve problemas foi o líder Alex Thompson. No sábado o Hugo Boss se chocou com um objeto flutuante não identificado e obrigou o velejador a desacelerar o barco para consertar o foil que foi danificado. No momento do incidente o vento estava em torno dos 22 nós e o barco planava a 24 nós.

“Às 9h35 UTC eu estava na cabine tentando dormir e o barco navegava em ventos de 22 nós com a J2 e um rizo na mestra. Estava com uma velocidade média de 24 nós quando ouvi um barulho e o barco parou e virou 20 graus para boreste. Rapidamente subi para o deck, soltei as escotas e percebi que devia ter me chocado com alguma coisa. Virei o barco para popa e olhei o foil, que estava quebrado e havia alguns arranhões no costado. Agora eu desacelerei completamente, troquei as velas e vou seguir assim até o mar melhorar e o vento diminuir para que eu possa avaliar corretamente o estrago. Não vi nada na água, mas parece que alguma coisa enroscou no barco e causou uma quebra significante no foil. Fui instruído a fazer uma inspeção na parte interna do barco e parece que a estrutura não foi afetada”, disse Thompson.

Na manhã desta segunda-feira ele continuava na liderança, com pouco mais de 80 milhas de vantagem sobre Seb Josse, a bordo do Edmond de Rothschild. Para conferir a posição de cada um, acesse: http://bit.ly/vendeetracking

Vendée Globe: Bertrand de Broc quebra e segue para Fernando de Noronha

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Pouco depois de partir da França quando ainda passava pela costa portuguesa na disputa da Vendée Globe, Bertrand de Broc se chocou com alguma coisa. E como colisões assim são normais em uma regata de volta ao mundo, ele continuou velejando. Porém o barulho que esta colisão causou está preocupando o velejador e, por isso, ele optou por seguir para Fernando de Noronha e avaliar o que aconteceu.

“A bordo de um IMOCA sempre tem muito barulho. Faz parte do nosso dia a dia. Há barulhos que conhecemos e há barulhos que são um alerta. Não uso fones redutores de barulho quando velejo pois, quero ouvir os barulhos e reconhece-los. A longo prazo, quando tem um problema, este som fica insuportável”, disse ele.

Acompanhe a regata em tempo real em: http://bit.ly/vendeetracking

Nota da editora: Nada mau parar em um lugar como Noronha para resolver um problema, não é mesmo?

 

Alex Thompson segue abrindo vantagem na liderança da Vendée Globe ao passar pela costa brasileira

A costa do Brasil está mesmo fazendo bem para Alex Thompson. A bordo do Hugo Boss, o inglês tem velejado a 22 nós enquanto o vento sopra entre 16 e 19 nós. “O vento finalmente girou um pouco para a esquerda, permitindo que o Hugo Boss veleje um pouquinho mais rápido. Estou gostando! Terei um pouco mais de vento pela frente nas próximas horas, depois ele baixa e a partir de amanhã teremos uma arrancada de três ou quatro dias até o Cabo da Boa Esperança”, disse Thompson ao passar pela costa de Salvador, local onde em janeiro do ano passado ele perdeu o mastro enquanto disputava a Barcelona World Race ao lado de Pepe Ribes.

“O Alex está indo muito rápido. Está abrindo vantagem, mas ainda temos muito pela frente. Estou velejando a minha própria rota, sem olhar muito a velocidade média dele. Estou focado no potencial do meu barco. Muita coisa ainda vai acontecer. Cruzamos os Doldrums muito bem e agora tenho que manter o ritmo para não ficar para trás”, disse Armel Le Cleach, segundo colocado, a 90 milhas do líder.

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