Brasileiros são top 10 no Mundial de Lightining

Terminou neste sábado em Salinas, no Equador, o Mundial da classe Lightining. O evento reuniu 56 tripulações de 11 países, incluindo uma do Brasil. Klaus Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Silva. O trio ficou com a 10ª colocação. Os vencedores foram os argentinos Javier Conte, Julio Alsogaray e Paula Salerno. A equipe, que começou com um 57 na primeira regata, venceu nada menos que seis das nove regatas disputadas, terminando o campeonato com 12 pontos perdidos. O segundo colocado ficou com 40 pontos perdidos. Desde 1961 uma equipe não vencia no mesmo ano o Mundial, o Norte Americano e o Sul-Americano.

Confira os resultados: http://bit.ly/2Bq7DHS

Brasileiros são vice-campeões mundiais máster de Lightining

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O time formado por Klaus Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Silva não para de conquistar títulos pelo mundo na classe Lightining. Desta vez os velejadores do YCSA levaram a prata no mundial Master, realizado em Salinas, no Equador com apenas um ponto de diferença. O título ficou com os americanos Ched Proctor, Meredith Killion e Todd Wake. Participaram da competição 23 tripulações de sete países. Confira os resultados.

 

Proeiros brasileiros são destaque na final da SSL em Nassau

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A quinta edição da Star Sailors League Finals reunirá os melhores velejadores do mundo de 4 a 9 de dezembro em Nassau, nas Bahamas. Serão oito brasileiros disputando a premiação de 200 mil dólares: cinco proeiros e três timoneiros entre as 25 duplas selecionadas ou convidadas conforme o ranking anual da SSL, a exemplo do que acontece no tênis em relação ao ATP FInals.

Os rankings consideram cerca de 200 regatas disputadas ao longo do ano em todos os continentes e são elaborados individualmente. Os brasileiros ocupam as seguintes posições entre os proeiros: Bruno Prada (3), Samuel Gonçalves (8), Henry Boening (9), Arthur Lopes (18) e Guilherme de Almeida (42). Na lista dos timoneiros aparecem: Lars Grael (7), Robert Scheidt (12) e Torben Grael (20).

Bruno Prada, o brasileiro mais bem colocado, venceu a primeira edição da SSL Finals em 2013 com Scheidt e foi vice-campeão em 2015 com o neozelandês Hamish Pepper. Neste ano, o tetracampeão mundial de Star terá um parceiro inédito: o sueco Freddy Loof. “Ele é um amigo e rival de longa data. Velejador de primeira linha foi nosso parceiro nos pódios olímpicos de Star dos Jogos de 2008 e 2012, com bronze e ouro”, elogiou Prada, prata e bronze com Scheidt nas duas olimpíadas, respectivamente.   Continuar lendo “Proeiros brasileiros são destaque na final da SSL em Nassau”

Karoline Bauermann e Marcela Mendes vencem o 1º Brasileiro feminino de HC16

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Karoline Bauermann e Marcela Mendes são as primeiras campeãs do Brasileiro da Classe Hobie Cat 16. Na manhã de quarta-feira (15), a dupla terminou na liderança após três regatas, disputadas no Guaíba, em Porto Alegre, assegurando o título.

Ao todo, quatro duplas participaram das provas, realizadas diante da ilha do Clube dos Jangadeiros, sede da competição. Quase todas também disputam o Brasileiro de Hobie Cat Master junto com atletas homens. Karoline, atleta do Jangadeiros e também campeã gaúcha, faz dupla com Mario Dubeux, enquanto Marcela, do Iate Clube de Santa Catarina Veleiros da Ilha, é bicampeã do Sul Brasileiro junto com Ricardo Halla.

“É um título importante”, comemorou Marcela Mendes. Velejadora há 15 anos, ela espera que a competição estimule mais mulheres a participarem do Hobie Cat: “Ter mais de nós é um avanço”. Continuar lendo “Karoline Bauermann e Marcela Mendes vencem o 1º Brasileiro feminino de HC16”

Mundial Jovem de Kite traz promessas da modalidade para o Brasil

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Uma parceria inédita entre CBVela (Confederação Brasileira de Vela), IKA (Internacional Kiteboarding Association), World Sailing (Federação Internacional de Vela) e ABK (Associação Brasileira de Kitesurf), em conjunto com o Bradesco, vai trazer para o Brasil, neste fim de novembro, o futuro do kitesurfe. O paradisíaco litoral de Barra Grande, no Piauí, será a sede do Campeonato Mundial Jovem de Kitesurf, de 26 de novembro a 1° de dezembro. O evento será classificatório para os países da América do Sul para os Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, 2018.

Um menino e uma menina (nascidos entre o ano de 2000 e 2003) se classificarão por continente para os Jogos Olímpicos da Juventude, e outros quatro lugares por gênero também serão disputados no Mundial. O COI (Comitê Olímpico Internacional) reservará ainda uma vaga a mais por sexo para um país que tenha participado dos eventos classificatórios, mas que tenha deixado de classificar por pouco. Continuar lendo “Mundial Jovem de Kite traz promessas da modalidade para o Brasil”

Jangadeiros recebe 1º Campeonato Brasileiro da Juventude

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Um novo capítulo na história das categorias de base da vela no Brasil começa a ser escrito a partir desta terça-feira, dia 14, em Porto Alegre. O 1º Campeonato Brasileiro da Juventude terá início no tradicional Clube dos Jangadeiros, com regatas a partir das 14h, nas raias do Guaíba. A competição reunirá meninos e meninas de até 19 anos, com disputa nas seguintes classes: RS:X (Masc. e Fem.), Laser Radial (Masc. e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc. e Fem.), Nacra 15 (Aberto), Optimist (Masc. e Fem.) e Hobie Cat.

O Brasileiro Interclubes da Juventude entra em 2017 na programação anual da modalidade neste ciclo olímpico dos Jogos Tóquio-2020. O campeonato serve como preparação para os velejadores que vão disputar o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.

Em sua edição 2017, o Brasileiro Interclubes será organizado em conjunto pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela); o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC); e o Clube dos Jangadeiros, que será sede do evento.

 

O futuro da vela decidido na reunião da World Sailing (por Blu)

Nosso parceiro Ricardo Blu Lobato do site regras.com.br comenta tudo o que foi decidido na reunião anual da World Sailing. Confira abaixo o post atualizado:

Nesta semana que passou, a World Sailing se reuniu para decidir o futuro da vela. Como ex-membro do Comitê de Regras e do Sub-comitê de umpires, tive a oportunidade de participar desta reunião duas vezes. São nove dias de reuniões em diversos comitês para tudo ser decidido neste final de semana. O esquema acima define o processo de tomada de decisão da World Sailing.

Uma crítica constante feita aqui era que não havia uma conexão entre os representantes do Brasil na reunião e os velejadores. Diversas iniciativas foram feitas, principalmente com a criação do Comitê Técnico de Vela (CTV) e a Comissão de Atletas da CBVELA, todos eleitos diretamente. O presidente da CBVELA, Marco Aurélio, participa pessoalmente da reunião sem o tradicional envio de substituto. Esta reunião marca o início da atuação do Torben Grael no conselho da World Sailing como Vice-Presidente. A última vez que tivemos um brasileiro lá foi durante o período entre 1986 e 1994 com Peter Siemsen. Ele foi responsável pela criação de todo o regulamento que permitiu a propaganda nos barcos, iniciando o profissionalismo na vela.

No meio de dezenas de propostas, reuniões e muita politicagem é difícil extrair alguma coisa que possa impactar positivamente o nosso esporte. Separei então alguns tópicos relevantes para a vela brasileira.

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Mulheres e Sustentabilidade

Uma novidade desta reunião foi a transmissão ao vivo. Acompanhei o fórum dobre a participação das mulheres na vela e o fórum de sustentabilidade, assim como a reunião do conselho foram transmitidas ao vivo.

Fórum das Mulheres: A percepção geral é que as mulheres têm as mesmas oportunidades que os homens do Optimist até as classes Olímpicas. A dificuldade ocorre na vela de oceano e America’s Cup. Mas não saiu nada da discussão de ação prática que poderia ser feita pela World Sailing. O exemplo da Volvo Ocean Race seria o caminho. A regra da regata foi alterada para incentivar a escalação de pelo menos duas velejadoras. A ABVO poderia fazer algo semelhante por aqui. Que tal bonificar o barco em 1s/milha para cada tripulante feminina? Nos barcos de classe, poderia ser permitido uma tripulante feminina que não somasse no peso final da tripulação.

Fórum de Sustentabilidade: Outro buzzword deste evento é “sustentabilidade”. O fórum trouxe diversas propostas de ideias, mas a verdade é que muita pouca ação prática foi realizada. Foi criado um belo documento sobre o assunto (http://sailing.org/tools/documents/SustainabilityAgenda2030-[23247].pdf) , mas as metas são muito genéricas. Quando são específicas, são muito modestas e de longo prazo. Por exemplo, querem reduzir em 50% o número de barcos de técnicos nas regatas da World Sailing até 2024. Meu último ato na CBVELA foi escrever uma submissão para restringir os barcos de técnicos totalmente já. A proposta foi completamente rechaçada no Comitê de Eventos ano passado. Inacreditável a situação atual do nosso esporte. Ter barcos como o Volvo 65 que precisam navegar com o motor ligado para poder pressurizar o sistema de quilha pivotante. Nos eventos de classes Olímpicas, é quase um bote para cada barco a vela. Para não dizer que não há propostas de mudanças sobre o tema, a Federação Inglesa propôs que a regra 55 (lixo na água) não pudesse ser alterada, como ocorre na Volvo Ocean Race. Confira o artigo Santos-Rio x Volvo Ocean Race.

Além destes dois fóruns, foram realizadas algumas apresentações no primeiro dia da reunião do conselho. Uma foi um programa que leva a vela nas escolas  http://ac35endeavouropen.com. Vale lembrar que o Projeto Grael já faz isto a 20 anos! Uma apresentação curiosa foi uma “evolução” do Optimist. Colocaram uma nova proa e mastro de carbono no barco. Interessante, mas inapropriado para uma reunião com vários assuntos para resolver. Afinal, a classe Optimist é um sucesso a décadas. E ideia de novos barcos para crianças não faltam. Minha predileta é a do Romel Castro de Brasilia, o Optimaster

Olimpíadas 2024:

Eventos: Sem dúvida é o tópico mais polêmico. A decisão das classes será feita somente na reunião de maio de 2018. Mas alguma coisa já ficou definido. Haverá divisão homogenia entre eventos para mulheres e homens. Isto obrigou a aumentar o número de eventos mistos a um mínimo de dois eventos ou no máximo quatro abrindo novas oportunidades.

Formato: O Comitê de Eventos apreciou algumas submissões sobre alterações no formato. Duas propunham que o vencedor da última regata levaria a medalha de ouro. A Submissão japonesa tinha uma largada com uma linha torta e com posicionamento favorecendo o primeiro do campeonato até o ultimo dia. Já a proposta da classe RSX criaria uma eliminatória até a última regata com 3 pranchas somente. Bem ao estilo da Star Sailing League ou da Snipe Challenge realizada este ano no Rio de Janeiro

Mas nada disto agradou o Comitê de Eventos. Entretanto, numa votação apertada no comitê de eventos (8×6), foi recomendada a troca da medal race por três regatas de 10 minutos no último dia para a classe 49er e FX. As três regatas teriam peso 1 cada e seriam corridas num “estádio”. Na votação informal entre os atletas no facebook a proposta foi rechaçada por grande margem grande margem. Depois de muito debate, o conselho manteve o formato original do Rio 2016 para todas as classes com uma regata da medalha com pontos dobrados. A votação foi apertada (21×19). A única novidade para 2024 será largada de través para o RSX.

Classificação 2020: A classificação para as Olimpíadas de 2020 será decidida com 40% das vagas no mundial da World Saing 2018 na Dinamarca. O mundial de 2019, um evento continental (na América do Sul será no Rio ou Buenos Aires) e os jogos pan americanos irão definir as vagas restantes. Estão tentando a igualdade de gênero em número de atletas já. Isto significa que teremos 44 países representados no Laser Radial em 2020. A média de participação de países no mundial radial feminino é de em torno de 25 países. De onde surgirão 20 novos países neste curto prazo?

Fim do monopólio para a fabricação de barcos Olímpicos

Esta é uma grande novidade e poderia trazer impacto real na melhoria do nosso esporte. Confesso que como ex-Laserista gostava do conceito de um fabricante monopolista. Afinal, isto significaria, na teoria, uma igualde de condições entre os velejadores. Um só fabricante também teria ganho de escala e preços melhores. Mas a realidade é muito diferente. Os fabricantes monopolistas não mantem um bom controle de qualidade e praticam preços acima do mercado. Um exemplo foi o problema com as quilhas das pranchas RSX na campanha para Londres. Os velejadores da classe precisavam comprar dezenas até encontrar uma que funcionasse. Mesmo durante os Jogos os velejadores encontraram problemas com o material fornecido. Com o monopólio, existe também a possibilidade de velejadores com melhor relacionamento com os fabricantes serem beneficiados. Enquanto um poderia escolher o caimento do mastro e peso do seu Laser, outro teria que pegar um barco na sorte. Mas a gota d’água foi o completo caos no lançamento da classe Nacra 17. Longas filas para comprar o barco, diversos defeitos de fabricação nas caixas de bolina, velas com dimensões e formatos diferentes. Sem falar dos preços exorbitantes. A vela é o único esporte equipado onde existe o monopólio na fabricação do equipamento. É verdade que no futebol, vôlei e tênis a bola é fornecida de um único fabricante. Mas cada atleta pode trazer sua raquete, bicicleta, remo ou chuteira. Isto é inclusive uma preocupação dos dirigentes da World Sailing que poderiam estar passíveis a processos legais sobre beneficiamento para estes fabricantes. As submissões 013-17 014-17 015-17 016-17 e 018-17 exigem o fim do uso de marcas registradas, como a Laser, em equipamentos Olímpicos. Não seria mais permitido a seleção de um barco olímpico que não pudesse ser construída por qualquer pessoa. Seria o fim do monopólio da Laser, Nacra e NeilPride!

Minha posterior experiência na classe Snipe me ensinou que é muito melhor ter o mercado de barcos aberto com boas regras e uma classe bem administrada. O sucesso da classe no Brasil se deve principalmente à fabricação nacional de um barco extremamente competitivo. O início de um pequeno estaleiro para fabricação de monotipos não necessita de um grande investimento e deve ser incentivada.

Mas, apesar do apoio do presidente da World Sailing e do seu board, a proposta de acabar com o monopólio perdeu feio na votação. Os interesses dos monopólios estão bem enraizados dentro do conselho da World Sailing. Veja a discussão a partir de 2h16 (https://www.youtube.com/watch?v=jW0okGYWzBQ)

Regras

Na minha especialidade, regras, estão sendo discutidas alguns ajustes para corrigir erros e isto será o tema de um novo artigo. Mas finalmente os umpires estão colocando na agenda a utilização da tecnologia a serviço dos competidores. Tracking, drones e demais ferramentas poderiam ser utilizadas para auxiliar umpires e juízes. Outro ponto interessante foi a proposta do presidente do comitê de regras que queria acabar com o prinicipio do reconhecimento das infrações nas regatas de flotilha com umpires, assim como o que acontece no match race onde o velejador só precisa se penalizar se o juiz apitar. Uma alteração que mudará a forma que as regatas são disputadas foi a alteração do caso 78 proposta pela submissão http://www.sailing.org/tools/documents/16517RacingRulesofSailingCase78-[23124].pdf. Ela foi aprovada e limita a marcação a outro barco para beneficiar numa seletiva.

Vela de Oceano

A reunião da World Sailing for realizada em conjunto com a reunião da ORC. foi a criação do primeiro campeonato mundial de veleiros de oceano. As regras de medição estão atraindo cada vez mais o pessoal de barcos de cruzeiros e aumentando muito a participação. Continua o desenvolvimento de um sistema universal de medição (Universal Measurement System – UMS). O medidor Rogerio Albuquerque explicou que isto vai facilitar um barco a medir em diversos sistemas de medição, aumentando chances de qualquer barco de série e atraindo mais gente para a vela de oceano. No lado, competitivo, foi criado o Campeonato Mundial de Vela de Oceano. Ele será disputado em classes monótipos com regatas em águas abrigadas e costeiras, conforme tendência já discutido no meu artigo “O fim da ORC!”.

E-sailing

Desculpem o tom de brincadeira do meu primeiro artigo. Esse negócio é sério e movimenta milhões. A indústria do vídeo game já supera a do cinema. Há programas e canais de televisão transmitindo competições ao vivo.  Os melhores jogadores ganham igual a jogador de futebol e as finais são feitas em estadios de futebol com dezenas de milhares de pessoas assistindo ao vivo. A Intel é a nova patrocinadora do Comitê Olímpico Internacional e o que era brincadeira vai virar esporte. O mundial de vela virtual foi aprovado e o comitê de regras já está trabalhando na adaptação das regras.

Este é o resumo do que aconteceu. Obrigado ao Torben e ao Marco Aurélio por enviar as informações diretamente das sala de reunião. Obrigado também pelos ótimos comentário de todos enquanto ia atualizando as notícias no facebook. Agora é hora de revisar também os rumos da vela nacional!

 

Jacques Vabre: Mussulo está de volta na regata após pausa na Bretanha

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Após uma breve pausa no porto de Camaret, na Bretanha, para consertar o barco, a dupla Leoardo Chicourel e Zé Guilherme Caldas, do Classe 40 Mussulo, voltou a competir na Transat Jacques Vabre.

“Estamos saindo agora de Camaret, após resolvermos os problemas no barco. Apesar de um pouco frustados por ter parado, estamos com com muita garra para continuar a regata. Realmente não tínhamos outra opção, pois precisávamos de peças para repor nos instrumentos e outro cabo elétrico para nossa fonte de energia, materiais que só chegaram à noite. Mas tudo tem seu lado bom! Após a subida no mastro, constatamos que tínhamos que trocar alguns cabos estruturais que não estavam bons, mais atraso porém foi resolvido outro problema que provavelmente ia acontecer na viagem.
Seguimos firmes e felizes por estar de volta ao mar! Abraço a todos!!”

Na manhã desta quarta-feira os dois apareciam em 14º, velejando a pouco mais de 11 nós, a 417 milhas dos líderes.

Hans e Karina Hutzler vencem o Brasileiro de Dingue em Ilhabela

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Terminou em Ilhabela no último domingo o Campeonato Brasileiro da classe Dingue. O evento reuniu 47 duplas em três dias com sete regatas disputadas. Hans e Karina Hutzler, do Cabanga Iate Clube, souberam ler melhor as duas raias usadas na competição (no baixio do canal de São Sebastião e próximo à ponta das Canas) e levou o troféu para casa. Bruno dos Reis e Ana Carolina Varoni, de Ilhabela, ficaram em segundo, enquanto Leonardo Almeida e Sofia Hutzler completaram o pódio na terceira colocação.

“Foi um campeonato bem difícil, com vento forte no primeiro dia, chegando a 25 nós, no segundo ele diminuiu um pouco e no terceiro e último dia ele ficou bem fraco e rondado. Tivemos velejadores vindo de outras classes, como Star, Laser, Hobie Cat, o que elevou o nível da classe. No último dia os sete primeiros chegaram com chance e tivemos muitas trocas de posições na água. A classe Dingue é uma classe que agrega famílias, casais e isso é muito legal”, disse Hans.

Resultados:

  1. Hans e Karina Hutzler
  2. Bruno dos Reis e Ana Carolina Varoni
  3. Leonardo Almeida e Sofia Hutzler
  4. David Backer e Lucas Miranda
  5. Luis Otávio Correia e Isaias Menezes
  6. Luis José Correia Jr e Anisio Correia
  7. Alvaro Bastos e Guilherme de Souza
  8. Eugênio e Regina Gerth
  9. Giancarlo Canalli e Patreze Luan
  10. Fabio e Luca Bruggioni

Definidos os campeões do Circuito Rio

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Entre os dias 2 e 6 de novembro o ICRJ promoveu o Circuito Rio, que reuniu as classes ORC, IRC e BRA-RGS, além da Mini Transat. IRC e BRA-RGS disputaram seis regatas, enquanto a ORC fez uma a mais. As três classes tiveram provas de percurso e barla-sota.

O primeiro dia teve regata para Maricás para as classes ORC e IRC, com 32 milhas, e ilhas Rasa, Pai e Mãe com chegada na Laje para a BRA-RGS. O vento estava forte, soprando de leste-sueste com rajadas de 20 nós, permitindo que o primeiro barco completasse a regata em pouco mais de 4 horas. No segundo dia, o vento estava da mesma direção e duas regatas barla-sota foram realizadas para a ORC dentro da baía de Guanabara. IRC e BRA-RGS fizeram regata de percurso para as ilhas do Pai e da Mãe, chegando na Laje. O terceiro dia de regatas teve um vento bastante rondado que demorou a entrar e a CR acabou conseguindo fazer uma regata com percurso único para todas as classes montando uma boia no rumo norte e depois as ilhas do Pai e da Mãe. No último dia, já com a entrada da frente-fria, com muita corrente e vento de sudoeste, duas regatas barla-sota foram realizadas pelas três classes dentro da baía de Guanabara.

“Este foi o primeiro campeonato do Inaê na ORC e conseguimos ganhar de barcos que estão na classe há muitos anos. Por ser um barco de cruzeiro totalmente adaptado para regatas , creio que tivemos um ótimo desempenho neste campeonato , mesmo porque também estamos reciclando a equipe e nos acostumando com novas regulagens. Foi um grande desafio medir o barco na ORC e enfrentar grandes barcos e nomes da vela nacional , mas o resultado esta ai e tende a melhorar!”, disse Bayard Umbuzeiro Filho, do Inaê.

Confira os resultados:
ORC
IRC
BRA-RGS