Austrália ganha dois ouros na última competição de vela paralímpica da história

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Terminou neste sábado na Marina da Glória a competição de vela paralímpica.  Das três medalhas de ouro que estavam em disputa a Austrália venceu duas com Daniel Fitzgibbon e Liesl Tesch na Skud 18 e Colin Harrison, Russell Boaden e Jonathan Harris na Sonar, e ainda levou mais uma prata para casa com Matthew Bugg na 2.4. O título ficou com o francês Damien Seguin. O Brasil encerrou sua participação em 16º na 2.4 com Nuno Santa Rosa, 8º no Skud com Bruno Landgraf e Marinalva Almeida, e 11º na Sonar com Marcão, Jamaica e Herivelton.

Apenas uma regata foi disputada neste sábado para cada classe, na raia do Pão de Açúcar, bem próximo aos mais de mil expectadores que compareceram na marina da Glória para acompanhar de perto a última disputa da vela em Paralimpíadas.

Para ver os resultados completos, clique aqui.

Austrália domina vela paraolímpica

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A quinta feira terminou verde e amarela na Marina da Glória. Mas não foi por causa do Brasil e sim por causa da Austrália, que lidera nas três classes. O vento bom permitiu a realização de três regatas para a classe 2.4 e duas para a Skud e Sonar, fazendo com que o programa voltasse ao normal, sem nenhuma regata em atraso. O Brasil aparece em 13º na Sonar, 8º na Skud e 16º na 2.4. Para esta sexta-feira estão programadas duas regatas para cada classe, com largada às 13h. No sábado haverá apenas uma regata, seguida pela cerimônia de premiação. Para ver os resultados completos, clique aqui.

Vento forte marca o terceiro dia da vela paralímpica       

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Se nesta terça-feira o dia foi devagar, com vento fraco e regatas canceladas, a quarta-feira foi totalmente o oposto. O vento forte que soprou com até 20 nós permitiu a realização de três regatas para as três classes paralímpicas de vela. A Austrália lidera nas classes Sonar e Skud, enquanto a Alemanha lidera na 2.4. O Brasil aparece em 12º na Sonar, 9º na Skud e 15º na 2.4. O resultado completo pode ser visto aqui. Para esta quinta-feira estão previstas mais duas regatas, com largada a partir das 12h.

Falta de vento marca segundo dia da vela paralímpica

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O segundo dia de regatas das Paralimpíadas do Rio 2016 foi marcado por muita espera. O vento, que estava fraco e vindo da direção errada, fez com que as Comissões de Regata das duas raias deixassem os velejadores esperando em terra até ter as melhores condições possíveis para velejar. Quando foi 14h30 foi dado o sinal sonoro que indicava a liberação para os barcos irem para a água. Apenas uma regata foi realizada para as classes Skud e Sonar. Os velejadores de 2.4 acabaram voltando para terra sem completar a prova. Para esta quarta-feira estão programadas três regatas para cada classe e o Brasil entra na água com Nuno Santa Rosa em 13º na Skud, Bruno Landgraf e Marinalva Almeida em 9º na Skud e Marcão, Jamaica e Herivelton em 11º na Sonar. Os resultados completos podem ser vistos aqui.

Vela brasileira estreia nos Jogos Paralímpicos

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Depois de muita espera, finalmente a vela estreou nos Jogos Paralímpicos Rio 2016. O dia foi marcado por um sol forte e vento médio nas raias do Pão de Açúcar e Escola Naval. O Brasil não fez uma estreia muito boa, terminando o dia em 13º na Sonar, 8º no Skud 18 e 13º no 2.4. A Austrália domina as classes Sonar e Skud, enquando a Alemanha lidera na 2.4. Os resultados completos podem ser vistos aqui. Para esta terça-feira estão programadas mais duas regatas para cada classe. Quem quiser acompanhar de perto as competições, pode garantir o seu ingresso em: http://bit.ly/2bDT3Ux

Especial Velejadores Paralímpicos: Marcão, Jamaica e Herivelton

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Antonio Marcos do Carmo e José Matias Gonçalves de Abreu são mineiros. Herivelton Ferreira é brasiliense. Nascidos longe do mar, os três são os representantes paralímpicos brasileiros…. na vela! O trio compete na classe Sonar e arranca sorrisos por onde passa. Sempre animados e com sotaques divertidos, são categóricos em dizer que, quem veleja pela primeira vez, não quer parar jamais.

José e Marcos competem juntos há cinco anos e contavam com o reforço de Tui Oliveira, que acabou sendo substituído por Herivelton há pouco mais de dois meses por conta de uma doença.

“Comecei a velejar em 2011 na Lagoa dos Ingleses, através de um convite de um amigo. Dois meses depois corri meu primeiro campeonato Brasileiro de Sonar e fomos vice-campeões. No mesmo ano comece a velejar no exterior e aí não parei mais”, conta José, mais conhecido como Jamaica. Ele nasceu com uma doença chamada Osteogênese Imperfeita (ou Ossos de Vidro), que deixa os ossos fragilizados, fazendo com que se quebrem com facilidade. Aos 28 anos, o mais jovem integrante do time brasileiro já teve mais de 70 fraturas. Iniciou um tratamento em 2002 e em 2007 estava praticamente curado.

O primeiro contato de Marcão com a vela também foi através de um amigo, na mesma lagoa, em setembro 2006. O gosto pela competição veio em dezembro do mesmo ano, em São Paulo, com um quarto lugar no Campeonato Brasileiro. De lá para cá, outros bons resultados deram um impulso na carreira do velejador. Aos 11 anos Marcão foi atropelado saindo da escola e sofreu uma lesão na coluna, deixando sua perna direita dormente e sem sensibilidade. Anos mais tarde, após muitas lesões, acabou optando por amputar o membro e hoje leva uma vida até mais ativa do que antes.

Em 2011 Marcão, Tui e Jamaica começaram a velejar juntos e a competir fora do país. O sonho paralímpico dos três veio em 2013, mas o Brasil possuía apenas um barco da classe Sonar e era difícil treinar assim. Há pouco mais de um ano, no entanto, mais três barcos foram adquiridos e uma base de treinamento foi montada no Clube Naval Charitas, em Niterói. Os três não se mudaram para o Rio de Janeiro, como Bruno Landgraf e Marinalva Almeida, da classe Skud, porém passavam cerca de 20 dias por mês treinando na Guanabara. Continuar lendo “Especial Velejadores Paralímpicos: Marcão, Jamaica e Herivelton”

Especial Velejadores Paralímpicos: Nuno Santa Rosa

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Nuno Santa Rosa é um amante da vela desde quando ainda morava na Ilha do Mosqueiro, no Pará, onde nasceu. Foi lá que deu os primeiros bordos, em cima de um Laser. Quando foi transferido para Brasília, para dar aula de processamento de imagem na UNB, acabou conhecendo a classe 2.4 e uma clínica com Lars Grael o incentivou a competir mais seriamente. Em 2009 conquistou o vice-título brasileiro de 2.4 e em 2011 de Sonar, classe na qual tentou a vaga para Londres, sem sucesso. Mas foi a mudança de Brasília para o Rio de Janeiro que impulsionou sua carreira na vela.

Nuno comprou o próprio 2.4 e começou a se dedicar mais em busca do sonho paralímpico. A vaga veio no Brasileiro em dezembro de 2015, no Rio de Janeiro, mesma raia em que estará competindo a partir do dia 12. O treinamento foi feito parte no Rio, parte na Europa, junto com os melhores do mundo.

A classe 2.4 é aberta, ou seja, pode ser velejada por qualquer pessoa, seja homem, mulher, deficiente ou não. Em competições como o tradicional Princesa Sofia, por exemplo, o número de inscritos é muito maior do que nas classes Olímpicas, chegando a 80 barcos. Não existe um handicap e qualquer pessoa consegue velejar o barco.

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A classe entrou no programa paralímpico em Sydney 2000, e teve como primeiro campeão o alemão Heiko Kroger. Nuno será o primeiro representante brasileiro na categoria. Para ser elegível, o velejador precisa ter uma deficiência mínima. Nuno, que teve poliomielite com 1 ano de idade, acabou ficando uma deficiência na perna esquerda, o que não o impediu de ter uma vida normal. “Meu pai e minha mãe me deram condições para ter uma vida normal. Dirijo carro normal, subo e desço em árvore sem problema algum”, disse ele.

Antes de se tornar atleta paralímpico, no entanto, ele já estava envolvido com a equipe brasileira de vela olímpica. Ele foi o responsável pelo mapeamento da baía de Guanabara, a maré e as correntes, que durou de 2013 a janeiro de 2016. “Neste período tive a oportunidade de conviver com todos os atletas olímpicos antes de eles se tornarem atletas olímpicos. Convivi com muita gente boa que acabou não se classificando também e vi que para estas pessoas ficou faltando algo para completar a vida. Por isso, quando eu consegui a vaga paralímpica, me senti muito gratificado. Fui cumprimentado por todos os meus adversários”.

Além de grande conhecedor da Guanabara, Nuno contará com a torcida brasileira durante os seis dias de competição. “Estou confiante quanto à troca de marés, por exemplo. Fora que a paisagem é deslumbrante e já estou acostumado com ela. Falar português com as pessoas envolvidas na competição também é um fator muito legal. Ficarei muito feliz se terminar no top 10”. Nuno treinou de três a quatro vezes por semana e por duas vezes contou com a ajuda de Lars Grael como sparing.

Quando as Paralimpíadas acabarem, ele sabe bem o que vai fazer da vida: se aposentar da UFRJ e se mudar para um motor home na Europa, onde quer percorrer as belas estradas rebocando seu barco em busca das melhores regatas, que servirão como treino para o Mundial: “Quero poder competir de igual para igual com os estrangeiros e ganhar um título Mundial. Se treinar, dá!”

Vela adaptada disputa Paralimpíadas pela última vez

 

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A vela está presente nas Olimpíadas desde Paris 1896, porém a vela adaptada só virou oficialmente esporte paralímpico em Sydney 2000. Estiveram em disputa as classes Sonar (que foi apresentada como teste em Atlanta, 1996), adaptada para três velejadores e sem balão, e 2.4, para uma pessoa. A estreia brasileira veio em 2008 na classe Sonar. Em 2012 o país foi representado por Bruno Landgraf e Elaine Cunha na Skud. Bruno volta às raias paraolímpicas em 2016 ao lado de Marinalva Almeida na mesma classe.

Por decisão do Comitê Paralímpico Internacional, a vela não mais fará parte do programa de competições paralímpicas a partir de 2020, porém o que se diz é que há um esforço para que o esporte volte em 2024.

Quem quiser assistir a competição no Rio de Janeiro, pode clicar aqui e garantir o seu ingresso. As regatas começam no dia 12 e seguem até o dia 17 nas raias do Pão de Açúcar e Escola Naval.

Baía de Guanabara está interditada para os Jogos Paralímpicos

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Assim como ocorreu nos Jogos Olímpicos, a Baía de Guanabara está interditada por conta das competições de vela. A restrição à navegação começou nesta terça-feira e segue até o próximo dia 17 de setembro, quando serão disputadas as medal races. O horário será menor, vai das 11 às 18h todos os dias, assim como a área, que vai ao Sul do través da cabeceira nº02 (norte) do Aeroporto Santos Dumont até as proximidades da Ilha Rasa.

Quem quiser acompanhar as competições, pode comprar ingressos aqui.

Brasil conquista um bronze no torneio de vela adaptada no Rio de Janeiro

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Terminou nesta terça-feira, 21, a última competição de vela adaptada nas águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, antes dos Jogos Paralímpicos Rio 2016. A Welcome to Rio Regata começou na quarta-feira, 15, com condições de vento que permitiram a realização de treze regatas. A melhor colocação do Brasil foi no SKUD 18, na qual Bruno Landgraf e Marinalva de Almeida ficaram com a medalha de bronze (37 pontos) e Rafael Correa e Diana Botelho em quinto lugar (44 pontos). Nos barcos Sonar e 2.4mR, os brasileiros ficaram em 11º e sexto lugar, respectivamente.
 
“A competição com os atletas de fora é supersaudável para nós, uma vez que nos ajuda a crescer como atletas. Nós já conhecemos as raias, mas velejar sem ter outros barcos em uma disputa acirrada como aconteceu nesta competição nos limita em termos de parâmetros. O saldo para nós não poderia ter sido diferente, foi ótimo”, comenta a proeira Marinalva de Almeida.
 
Os estrangeiros dominaram a competição. No SKUD 18, a dupla australiana Dar Fitzgibin e Liest Tesch conquistou o ouro, com 24 pontos. Em seguida vieram os americanos Ryan Porteous e Maureen McKinnon, com 29 pontos. 
 
No Sonar, o topo do pódio foi da dupla da Noruega, com Aleksander Wang-Hansen e Maric Solberg (25 pontos). A prata ficou com os canadenses Paul Tingley, Logan Campbell e Sctt Lutes (37 pontos) e, em terceiro, ficaram os Estados Unidos, com Rick Doerr, Brad Kendell e Hugh Freund (38 pontos). 
 
Já no 2.4mR, com um resultado bem apertado e definidos apenas nesta quarta, os Estados Unidos venceram, com Dee Smith (22 pontos). O francês Seguin Damien (26 pontos) ficou com a prata e, em terceiro lugar, ficou Matt Buss, da Austrália (28 pontos). “Foi uma competição de alto nível, o que foi muito bom para nós, já que estamos sempre em busca dos melhores resultados para esta modalidade, que ainda é tão recente no Brasil”, avalia o coordenador da Seleção Brasileira de Vela Adaptada, Walcles Osório.
 
A Confederação Brasileira de Vela Adaptada (CBVA), com o apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e das Loterias Caixa, trouxe ao Rio de Janeiro mais de 50 atletas – todos com vagas garantidas para os Jogos Paralímpicos. Além do Brasil, mais dez países participaram da competição: Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Israel, Noruega e Nova Zelândia. Todos os três barcos que irão competir nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 entraram nas águas da Baía: no Sonar participam três tripulantes; no SKUD 18 há dois tripulantes, sendo um deles obrigatoriamente uma mulher; e no barco 2.4mR há espaço para apenas um tripulante.
Fonte: assessoria