Ubatuba Sailing Festival reúne estrelas da vela oceânica Brasileira

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O Ubatuba Iate Clube vai ser o point da vela no feriado prolongado do Dia do Trabalho. Isto por que entre os dias 28 de abril e 1º de maio o clube do litoral norte paulista vai sediar o Ubatuba Sailing Festival, tradicional competição da vela oceânica brasileira, válido também como etapa do Campeonato Paulista de Oceano. Nomes como Torben e Lars Grael já confirmaram a participação na competição.

“O USF é um evento que merece a atenção das pessoas. É um local central para quem vai do Rio de Janeiro ou de São Paulo, então dá para atrair as flotilhas do Rio, Niterói e Angra dos Reis e Paraty, bem como as flotilhas de Ilhabela, Guarujá e Santos. O clube tem uma excelente estrutura de apoio, uma hospitalidade que figura entre as melhores do Brasil e consegue promover um evento que tem uma ótima mistura entre a parte social e a competição. Vou velejar com o Tangará II, um Farr 40 de cruzeiro que corre na classe RGS. O nosso objetivo é confraternizar com os amigos de Ubatuba e de São Paulo”, disse Lars, um veterano no evento. “Eu participei deste evento nos anos 80 a bordo do veleiro Mano’s Champ e voltei há uns três anos no C30 Caballo Loco, do comandante Mauro Dotorri, sócio do UIC, com meu parceiro medalhista de bronze em Seul Clínio Freitas e com o Colin Gomm, que estiveram comigo nesta primeira competição. Há dois anos vim com o Tangará II e meu recado é: prestigiem o USF. Estivemos lá e garantimos que o evento vai ser muito bom!”, concluiu. Continuar lendo “Ubatuba Sailing Festival reúne estrelas da vela oceânica Brasileira”

Zeusé fita-azul da Regata Cidade de Florianópolis

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Com excelente presença da flotilha oceânica do Iate Clube de Santa Catarina a Copa Veleiros de Oceano teve início nesse sábado com mais de vinte barcos na raia da Baía Norte para a realização da Regata Cidade de Florianópolis. O evento que fez parte das comemorações de aniversário da capital catarinense foi realizado em condições de ventos sudeste/sudoeste entre 10-12 nós.

Comandado por Inácio Vandresen, a tripulação do Zeus Team foi a primeira a completar o percurso conquistando o troféu Fita Azul, além do título na classe C30, uma das mais competitivas da vela oceânica brasileira. A equipe do Zeus Team terminou a regata longa, que teve como dois triângulos e mais um barlasota contornando as boias sempre por bombordo, em 1h06min50s, pouco mais de um minuto à frente do Corta Vento, vice-campeã da classe C30.

O Absoluto, que retornou as competições na abertura da Copa Veleiros de Oceano, também fez uma excelente regata confirmando a vitória na classe ORC, andando sempre bem próximo aos dois barcos da classe C30. Enquanto isso, na classe IRC a vitória ficou com o Argonauta 4.

Uma das classes mais disputadas nesse sábado, a HPE-25 contou com vitória da tripulação gaúcha do Tereza. Apenas vinte segundos separou a equipe campeã dos catarinenses do Força 12, repetindo o bom duelo que as duas tripulações travaram durante o Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina. Logo atrás veio o Arretado, completando o pódio.

Classe com maior número de participantes, a RGS A teve como vencedor o Plancton, comandando por Pedro Santiago, após correção de tempo. Em segundo lugar veio o Bruxo e em terceiro o Açores III. Na RGS B deu Euphoria.

Retornando as competições na Copa Veleiros de Oceano a classe Bico de Proa contou com a presença de duas embarcações e teve como vencedor o Sarangonha seguido por Zimbrox. Na RGS Cruzeiro A Taura I (1º), Morabeza (2º) e Quival (3º) subiram ao pódio, enquanto na RGS Cruzeiro B o título ficou com o Açores II enquanto o Vento Solar terminou em segundo.

A próxima etapa da Copa Veleiros de Oceano acontece no dia 8 de abril com a realização da Regata Fortalezas. Ao final da Regata Cidade de Florianópolis, as tripulações participaram de sorteios com premiações na Pousada Pedras Rollantes e no Café no Sítio.

Copa Cidade de Porto Alegre abre comemorações de aniversário da capital gaúcha

Velejaço da XXIII Copa Cidade de Porto Alegre pintou de cores a orla do Guaíba. Foto André Alves de Oliveira.jpg

Um final de semana perfeito para os amantes da vela. Com um belo céu azul e ventos que chegaram próximos aos 20 nós de intensidade, emoções não faltaram na XXIII Copa Cidade de Porto Alegre de Vela de Oceano, uma homenagem  à capital gaúcha, que no próximo dia 26 completa seu aniversário de 245 anos.  As três principais premiações da competição – troféu rotativo da classe ORC, troféu rotativo da classe RGS e barco Fita Azul (primeira embarcação a cruzar a linha de chegada no Velejaço) ficaram com o Clube dos Jangadeiros.  Prestigiaram a cerimônia de premiação autoridades como o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, o Comandante da Capitania dos Portos de Porto Alegre, Amaury Marcial Gomes Junior,  e o representante do Governo Estadual do Rio Grande do Sul, o assessor superior da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer, Gelson Pires.

Mais uma vez, as imponentes embarcações de oceano pintaram de cores a orla do Guaíba com suas velas em trajeto que foi até a Usina do Gasômetro. O barco Hobart (vencedor na ORC), do Comandante Airton Schneider, o barco Caulimaran (vencedor na RGS), do Comandante Emilio Strassburger e o barco San Chico 3 (vencedor no Fita Azul), do Comandante Francisco Freitas, foram os grandes campeões.  

 “Estamos muito felizes em ter vencido a Copa Cidade de Porto Alegre depois de alguns anos sem o título. Para mim, essa vitória teve um gostinho especial porque pude velejar ao lado do meu filho, Artur, após um certo tempo sem competirmos juntos. Comissão de regata, Clube dos Jangadeiros, demais embarcações e tripulações estão todos de parabéns. Foi um belo campeonato”, declarou Airton Schneider, campeão da classe ORC.

Uma das grandes atrações da edição deste ano da Copa Cidade de Porto Alegre foi a presença do medidor chefe internacional da classe ORC-INT, o italiano Nicola Sironi. Graças a sua presença, o cálculo dos resultados das regatas pode ser transmitido ainda com os barcos na água, com muito mais rapidez. Sironi esteve na Capital para dar treinamentos aos medidores do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de disponibilizar o programa que elabora a fórmula matemática dos cálculos. Todo esse cuidado é necessário para garantir que se obtenha o resultado mais justo possível a cada regata, já que os barcos da classe não seguem um padrão.

“O Clube dos Jangadeiros se sente extremamente orgulhoso em patrocinar esta Copa Cidade de Porto Alegre, trazendo os velejadores dos clubes co-irmãos para celebrarmos o aniversário da nossa capital. Essa é a maneira que os iatistas, que tanto navegam no Guaíba, têm a agradecer a esta cidade, que de dentro das águas é ainda mais bonita”, encerrou o Comodoro do Clube dos Jangadeiros na cerimônia de premiação do campeonato festivo.

Confira o resultado completo:

Classe ORC

Classes RGS, J24 e MT19

Velejaço

Solitário

Itajaí Sailing Team recebe prêmio da Copa Brasil de Oceano

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A equipe do Itajaí Sailing Team – time de vela que representa a cidade em competições nacionais – participa no próximo dia 23 de março, no Iate Clube do Rio de Janeiro, da entrega do prêmio da Copa do Brasil de Oceano 2016. A equipe venceu a competição na Categoria IRC. A solenidade será realizada no Salão Marlin Azul no Iate Clube, a partir das 19h. O prêmio será entregue ao técnico da equipe, André Bochecha Fonseca, e ao velejador Gastão Furlin, uns dos destaques da equipe e natural de Itajaí.

De acordo com Associação Brasileira de Vela Oceânica (ABVO), o Itajaí Sailing Team fez um excelente trabalho não só nas regatas, mas também fora delas. A equipe catarinense coordenada por Alexandre Santos deixou sua marca nas inúmeras ações sociais que fez por onde passou, levando livros e material escolar para as escolas públicas das cidades onde os principais eventos foram disputados.

De acordo com Alexandre dos Santos, 2016 foi um ano de grande realizações. A primeira delas foi a aquisição do novo veleiro, considerado um momento único para o projeto. “O segundo passo muito importante foi a formação de velejadores”, disse. A terceira realização do ano passado foram os resultados nas competições que a equipe participou. “O ITS sempre manteve a regularidade e isso fez toda a diferença, o que garantiu o título nacional, até então inédito na vela catarinense”, reforça.

O time, que compete num veleiro da classe Soto 40 com 10 tripulantes, participou das principais competições da vela oceânica do País no Sul, Sudeste e Nordeste. Foi campeão estadual da categoria IRC, venceu a Regata Marejada e ficou em 2º lugar na Regata Santos Rio. O projeto Itajaí Sailing Team tem o patrocínio da APM Terminals Itajaí, Portonave, Multilog, JBS, Brasfrigo e Poly Terminais, além de apoio da Anasol, Marina Itajaí, Molim e Clindex.

ABVO divulga calendário da Copa Brasil de Oceano

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A Copa Brasil 2016 foi um sucesso e visando melhorar ainda mais e incentivar uma maior participação dos barcos no evento, a ABVO divulga esta semana as regatas válidas para a Copa Brasil 2017. A novidade este ano fica por conta das regatas internacionais que possuem o Brasil como destino e que tenham barcos brasileiros competindo.

Podem participar da Copa Brasil todos os barcos de Oceano que sejam afiliados à ABVO e que estejam em dia com as classes ORC, IRC, RGS, Clássicos ou MOCRA. A forma de pontuação continua sendo a mesma, com o vencedor de cada etapa ganhando o número de pontos relativos ao número de inscritos. Barcos de fora da região onde acontece o evento ganham 2 pontos bônus, de fora do estado, 4, e barcos brasileiros em competições internacionais, 8 pontos.

No final do ano, o barco com maior pontuação nas regras ORC e IRC recebe o Troféu José Carlos Laport.

Para conferir o regulamento, clique aqui.

O calendário completo pode ser visto aqui.

Vendée Globe: Foresight Natural Energy perde o mastro a 700 milhas da chegada

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A Vendée Globe é daquelas regatas em que o skipper só pode ficar aliviado quando cruza a linha de chegada. Que o diga o neozelandês Conrad Colman, do Foresight Natural Energy. Faltando 794 milhas para a chegada em Les Sables d’Olonne, na França, após 97 dias no mar,no último sábado, quando navegava a 230 milhas da costa de Portugal, sob ventos de 30 a 35 nós,  três rizos na mestra e genoa 3, o mastro do barco veio abaixo. Ele não se machucou e não vai desistir da regata. A ideia é fazer uma mastreação de fortuna e seguir assim até o final. No momento ele navega a 0,5 nó.

Não completaram esta edição da Vendée Globe: Bertrand de Broc (Mascif), Vincent Riou (PRB), Morgan Lagravière (Safran), Tanguy de Lamotte (Iniciatives-Coeur), Kojiro Shiraishi (Spirt Of Youkoh), Kito de Pavant (Bastide Otio), Seb Jossé (Edmond de Rothschield), Thomas Ruyant (Le Souffle du Nord pour Le Projet Imagine), Stéphane Le Diraison (Campagnie du Lit), Paul Meilhat (SMA) e Enda O’Coineen (Team Ireland).

O vencedor foi Armel Le Cleac’h, do Banque Populaire, que completou a circum-navegação do globo em 74 dias, 3 horas, 35 minutos e 46 segundos, estabelecendo um novo recorde para a competição.

Para acompanhar o tracking da regata, clique aqui.

Inaê, Carino, Pajero, Força 12, Cherne e Katana vencem o Circuito Floripa

O Circuito de Floripa chegou ao último dia com disputas acirradas. O vencedor da classe HPE-25 só foi definido  na última regata do evento. O Força 12, de Santa Catarina, chegou ao último dia com um ponto de vantagem e velejando em família conseguiu sustentar a primeira posição à frente do Tereza, do Rio Grande do Sul.

“Os barcos da HPE-25 são todos iguais e o que faz diferença é a tocada da tripulação e nós velejamos em família. A filha (Larissa Juk), o filho (Alex Juk) e o Rodolfo fizeram um ótimo trabalho e no final conseguimos conquistar o título”, comentou Arno Juk, comandante do Força 12.

Campeão da edição 2016 do Circuito Oceânico, o Zephyrus começou o sábado com pequena vantagem sobre o Cherne, na liderança da RGS Geral. Porém, com uma tática perfeita e acertando todas as manobras, a equipe da Marinha do Brasil cruzou a linha de chegada com grande diferença sobre os catarinenses e após o tempo corrigido a tripulação pode comemorar o título no Circuito Oceânico.

“É sempre um prazer estarmos aqui em Florianópolis e essa garotada que está aí é o que a gente estimula na vela brasileira. Esses aspirantes da Escola Naval são a continuidade da vela. Por isso fazemos questão de estar sempre aqui e de competir em eventos como esse, que são tão importantes para o nosso esporte “, disse o Comandante Paulo Carvalho.

Completando o rol de campeões, o Inae/Transbrasa confirmou o título da classe IRC. O Pajero, na ORC, e o Carino, na Cruzeiro, já haviam confirmado as conquistas na sexta-feira, com uma regata de antecedência.

Brasileiro de C30:

A flotilha de C30 comprovou nesse sábado, em Jurerê, o porquê é considerada uma das classes mais competitivas da vela oceânica do Brasil. Após quatro dias de “pegas” acirrados, os títulos do 28º Circuito Oceânico e da primeira etapa do Campeonato Brasileiro foram decididos nos metros finais da última regata do evento. Comandados por Fábio Filippon, a tripulação Katana comemorou as duas vitórias mantendo a tradição de vitórias catarinenses no Circuito.

Com apenas uma regata realizada nesse sábado em condições de vento nordeste, variando de 7-11 nós, Zeus Team e Corta Vento abriram frente de Katana e Caballo Loco, que chegaram empatados em pontos no último dia de competição do Brasileiro. Durante as três primeiras “pernas” da regata o Caballo Loco vinha à frente, em 3º, mas nos metros finais a equipe catarinense conquistou a posição que garantiu o título, com apenas 14 segundos de vantagem após quase 1h10 de prova.

“A Classe C30 é muito competitiva. Todos ganharam regatas, todos ficaram em último, e hoje poderia ter acontecido qualquer coisa. Vencer aqui era algo que não estávamos esperando. Foi na última perna, no último popa. Fazia mais de um ano que não nos víamos todos a bordo, mas nos conhecemos muito bem e a interação entre todos da equipe foi ótima”, comentou o comandante Fábio Filippon. “Dentro de um C30 a tática é outra, a estratégia de competição é outra. Hoje nós abandonamos a flotilha e ficamos em um match race particular e na reta final a emoção era enorme, estávamos todos com o coração na boca”, completou.

Com a vitória na última regata, o Zeus Team terminou a primeira etapa do Brasileiro na segunda posição e o Circuito Oceânico em 3º, alternando as posições com o Caballo Loco, vice no circuito e 3º no Brasileiro. Inclusive, o nacional da classe segue totalmente aberto. Para se ter uma ideia de tamanho equilíbrio, Katana e Zeus Team somaram 13 pontos, com vantagem no descarte para o Katana, enquanto Caballo Loco e Corta Vento somaram 14 pontos, com vantagem no descarte para a tripulação paulista.

Classificação final do 28º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina:
C30:
1º Katana – 9pp
2º Caballo Loco – 11pp
3º Zeus Team – 11pp

ORC:
1º Pajero – 5pp
2º Itajaí Sailing Team – 13pp
3º Catuana Kim – 18pp

IRC:
1º Inae/Transbrasa – 5pp
2º Argonauta – 6pp

RGS Geral:
1º Cherne – 7pp
2º Zephyrus – 9pp
3º Ursa Maior – 11pp

HPE-25:
1º Força 12 – 6pp
2º Tereza – 9pp
3º Arretado – 12pp

Cruzeiro:
1º Carino – 3pp
2º Xamego – 6pp
3º Quival – 12pp

Velejaço Noturno chega a sua 50ª edição no Guaíba, em Porto Alegre

O tradicional Velejaço Noturno promovido pelo Veleiros do Sul em Porto Alegre completou 50 edições nesta quarta-feira (08). O tempo colaborou com as tripulações que foram para raia participar do evento comemorativo. O vento leste de intensidade de 12 a 14 nós e a lua cheia tornaram uma regata agradável para os velejadores dos 17 barcos inscritos.

A largada do Velejaço foi às 19h30min em frente ao clube com 20 barcos (17 inscritos). O percurso da regata era até a boia do canal próximo ao Gasômetro, retorno até ao par da Piava e chegada entre a CR e o farol do Clube. O barco Stromboli, de Pedro Chiesa, foi o fita azul ao cruzar a linha de chegada às 20h37min52s. Seguido pelo Xerife, de Luiz Tarrago, às 20h38min12s.

Concebida pelo atual Comodoro Eduardo Ribas em 2009, a simpática regata da vela gaúcha surgiu com a ideia de aproveitar o horário de verão, e as boas condições do tempo entre outubro e março, para uma regata mensal no meio da semana com perfil descontraído e de agregar familiares e amigos nas tripulações. O Velejaço não tem premiação, mas vale súmula e ninguém quer ficar para traz na raia.

É conhecida também como a regata do pôr-do-sol, com o Guaíba e a Cidade bem ajustados ao doce cenário que os velejadores vislumbram durante a prova. É um evento que cada vez mais traz gente de fora da vela para experimentar a sua delícia. E não há quem saia dela sem ser contaminado por essa experiência.

Segundo dia de regatas do Circuito de Floripa tem disputas acirradas

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Muito conhecido pelos velejadores catarinenses, o famoso vento nordeste deu as caras nessa quinta-feira em Jurerê para a alegria das tripulações que participam do 28º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina. Com ventos de 8 a 12 nós, a comissão conseguiu realizar duas regatas barla-sota para a maioria das classes, com exceção dos C30, que competiram por três vezes, devido as disputas do Campeonato Brasileiro, e RGS Cruzeiro, que compete apenas uma vez por dia.

Mantendo o ritmo do primeiro dia, o Pajero venceu as duas regatas dessa quinta na classe ORC e abriu vantagem para o Itajaí Sailing Team, segundo colocado na classificação geral. O veleiro modelo Soto 40 adaptou-se muito bem as condições de vento neste segundo dia, com grande entrosamento da equipe. No entanto, as duas vitórias foram apertadas, especialmente na segunda, quando a equipe paulista venceu por apenas 4 segundos de diferença o Ângela Star após o tempo corrigido.

Tático do barco carioca, o campeão mundial de Finn e quarto colocado nas Olimpíadas do Rio, Jorge Zarif, falou sobre o campeonato. “Eu já competi uma vez aqui em Florianópolis durante uma pré-olímpica, em 2011. O lugar é fantástico. Nossa equipe velejou bem na segunda regata, quando tinha mais vento”, afirmou.

Acirrada mesmo está a competição entre os quatro veleiros C30. Após a regata de percurso, os duelos barla-sota mostraram a verdadeira emoção da classe, com todos andando bem próximos. Nesse ano, por ser válido como Campeonato Brasileiro, a competição em Florianópolis tem dois eventos acontecendo de forma simultânea. As duas primeiras regatas do dia foram válidas para o Circuito e Brasileiro, enquanto a última, somente com os quatro barcos na raia, contou pontos apenas para a competição nacional.

Com dois primeiros e um quarto lugar, o Katana manteve a ponta na classificação geral, provando que mesmo com uma tripulação totalmente reformulada o barco se manteve extremamente competitivo. Atual campeão brasileiro, o Zeus Team foi o mais regular nesse segundo dia de competições e assumiu a ponta do Brasileiro mesmo sem vencer nenhuma regata.

Atual campeão brasileiro e do Circuito Oceânico, o Zpehyrus assumiu a ponta na RGS Geral com duas vitórias no dia de hoje. Comandados por Sergio Sevilliano a tripulação catarinense abriu três pontos de vantagem para o Cherne, da Marinha do Brasil, que nessa quarta-feira havia vencido a regata de percurso.

Já na classe HPE-25 o cenário segue o mesmo do primeiro dia, com o gaúcho Tereza na ponta. Mesmo com uma vitória do Força 12 nessa quinta, o veleiro de Porto Alegre manteve a ponta com dois pontos de vantagem sobre os catarinenses. Mesma situação do Carino, entre os Cruzeiros, que repetiu a vitória do primeiro dia. Por fim, na IRC a liderança é do catarinense Argonauta.

Classificação – 28º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina
C30:
1º Katana – 6pp
2º Zeus – 7pp
3º Corta Vento – 8pp

ORC:
1º Pajero – 3pp
2º Itajaí Sailing Team – 7pp
3º Zeus – 12pp

IRC:
1º Argonauta – 4pp
2º Inae/Transbrasa – 6pp

RGS:
1º Zephyrus – 4pp
2º Cherne – 7pp
3º Ursa Maior – 8pp

HPE-25:
1º Tereza – 4pp
2º Força 12 – 6pp
3º Arretado –  8pp

Cruzeiro:
1º Carino – 2pp
2º Xamego – 4pp
3º Quival – 6pp

Classificação – Campeonato Brasileiro de C30
1º Zeus – 9pp
2º Caballo Loco – 10pp
3º Katana – 10pp
4º Corta Vento – 11pp

Camiranga e Ventaneiro já estão prontos para a largada da Buenos Aires – Rio

No próximo sábado, dia 11 de fevereiro, dois barcos brasileiros estarão prontos para um super desafio: a regata Buenos Aires – Rio. A competição, que este ano chega a sua 25ª edição, tem 1200 milhas de puro desafio, do jeito que uma regata longa como esta deve ser e do jeito que os tripulantes do Camiranga e do Ventaneiro gostam.

O Soto 65 Camiranga, de Eduardo Plass, é o maior barco da competição. O time gaúcho tem feito bonito por onde passa, conquistando a fita-azul nas principais regatas oceânicas do Brasil e da América do Sul. A última vitória foi na regata Buenos Aires – Punta, disputada em janeiro. Para a Buenos Aires Rio o time será formado, além de Eduardo, por Samuel Albrecht, Gilcimar Percilio, Pedro Cruz, Diego Garay, Gonzalo Vertiz, Fabricio Streppel, Augusto Streppel, Fabio Santarosa, Miguel Virgilio, Gustavo Thiesen e Geison Mendez.

Já o Ventaneiro tem se aventurado em águas mais distantes e também representou o Brasil muito bem em eventos no Caribe, em 2016. Após a participação na Semana de Punta del Este, em janeiro, o time de Renato Cunha decidiu, assim, meio no susto, disputar a Buenos Aires Rio. “A ideia era correr o Circuito de Florianópolis, mas depois de um papo com a equipe lá em Punta decidimos participar da Buenos Aires – Rio. O barco já estava lá, pronto, e parte da tripulação também já estava disponível. Foi só uma questão de chamar mais alguns amigos e esperar a hora da largada”, disse o comandante.

Ao lado de Renato estarão Ricardo Ermel, André Nahoum, Felipe Diniz, Breno Osthoff, Alfredo Rovere, Sergio Goretkin Filho e Johnny King.

Quem quiser poderá acompanhar a regata no link: http://posicionadores.yca.org.ar/ A largada está prevista para as 15h, horário argentino, ou 16h, horário brasileiro.

Desde que foi disputada pela primeira vez, em 1947, a regata Buenos Aires – Rio teve quatro ganhadores brasileiros: Cairu II, de Jorge Geyer, em 1953; Pluft, de Israel Klabin, em 1971; Wa Wa Too, de Fernando Nabuco de Abreu, em 1977; e Madrugada, de Pedro Paulo Couto, em 1979. Para ver a lista completa de campeões, clique aqui. http://buenosairesrio.org.ar/historia/