Jangadeiros recebe 1º Campeonato Brasileiro da Juventude

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Um novo capítulo na história das categorias de base da vela no Brasil começa a ser escrito a partir desta terça-feira, dia 14, em Porto Alegre. O 1º Campeonato Brasileiro da Juventude terá início no tradicional Clube dos Jangadeiros, com regatas a partir das 14h, nas raias do Guaíba. A competição reunirá meninos e meninas de até 19 anos, com disputa nas seguintes classes: RS:X (Masc. e Fem.), Laser Radial (Masc. e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc. e Fem.), Nacra 15 (Aberto), Optimist (Masc. e Fem.) e Hobie Cat.

O Brasileiro Interclubes da Juventude entra em 2017 na programação anual da modalidade neste ciclo olímpico dos Jogos Tóquio-2020. O campeonato serve como preparação para os velejadores que vão disputar o Mundial da Juventude, em Sanya, na China, em dezembro.

Em sua edição 2017, o Brasileiro Interclubes será organizado em conjunto pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela); o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC); e o Clube dos Jangadeiros, que será sede do evento.

 

O futuro da vela decidido na reunião da World Sailing (por Blu)

Nosso parceiro Ricardo Blu Lobato do site regras.com.br comenta tudo o que foi decidido na reunião anual da World Sailing. Confira abaixo o post atualizado:

Nesta semana que passou, a World Sailing se reuniu para decidir o futuro da vela. Como ex-membro do Comitê de Regras e do Sub-comitê de umpires, tive a oportunidade de participar desta reunião duas vezes. São nove dias de reuniões em diversos comitês para tudo ser decidido neste final de semana. O esquema acima define o processo de tomada de decisão da World Sailing.

Uma crítica constante feita aqui era que não havia uma conexão entre os representantes do Brasil na reunião e os velejadores. Diversas iniciativas foram feitas, principalmente com a criação do Comitê Técnico de Vela (CTV) e a Comissão de Atletas da CBVELA, todos eleitos diretamente. O presidente da CBVELA, Marco Aurélio, participa pessoalmente da reunião sem o tradicional envio de substituto. Esta reunião marca o início da atuação do Torben Grael no conselho da World Sailing como Vice-Presidente. A última vez que tivemos um brasileiro lá foi durante o período entre 1986 e 1994 com Peter Siemsen. Ele foi responsável pela criação de todo o regulamento que permitiu a propaganda nos barcos, iniciando o profissionalismo na vela.

No meio de dezenas de propostas, reuniões e muita politicagem é difícil extrair alguma coisa que possa impactar positivamente o nosso esporte. Separei então alguns tópicos relevantes para a vela brasileira.

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Mulheres e Sustentabilidade

Uma novidade desta reunião foi a transmissão ao vivo. Acompanhei o fórum dobre a participação das mulheres na vela e o fórum de sustentabilidade, assim como a reunião do conselho foram transmitidas ao vivo.

Fórum das Mulheres: A percepção geral é que as mulheres têm as mesmas oportunidades que os homens do Optimist até as classes Olímpicas. A dificuldade ocorre na vela de oceano e America’s Cup. Mas não saiu nada da discussão de ação prática que poderia ser feita pela World Sailing. O exemplo da Volvo Ocean Race seria o caminho. A regra da regata foi alterada para incentivar a escalação de pelo menos duas velejadoras. A ABVO poderia fazer algo semelhante por aqui. Que tal bonificar o barco em 1s/milha para cada tripulante feminina? Nos barcos de classe, poderia ser permitido uma tripulante feminina que não somasse no peso final da tripulação.

Fórum de Sustentabilidade: Outro buzzword deste evento é “sustentabilidade”. O fórum trouxe diversas propostas de ideias, mas a verdade é que muita pouca ação prática foi realizada. Foi criado um belo documento sobre o assunto (http://sailing.org/tools/documents/SustainabilityAgenda2030-[23247].pdf) , mas as metas são muito genéricas. Quando são específicas, são muito modestas e de longo prazo. Por exemplo, querem reduzir em 50% o número de barcos de técnicos nas regatas da World Sailing até 2024. Meu último ato na CBVELA foi escrever uma submissão para restringir os barcos de técnicos totalmente já. A proposta foi completamente rechaçada no Comitê de Eventos ano passado. Inacreditável a situação atual do nosso esporte. Ter barcos como o Volvo 65 que precisam navegar com o motor ligado para poder pressurizar o sistema de quilha pivotante. Nos eventos de classes Olímpicas, é quase um bote para cada barco a vela. Para não dizer que não há propostas de mudanças sobre o tema, a Federação Inglesa propôs que a regra 55 (lixo na água) não pudesse ser alterada, como ocorre na Volvo Ocean Race. Confira o artigo Santos-Rio x Volvo Ocean Race.

Além destes dois fóruns, foram realizadas algumas apresentações no primeiro dia da reunião do conselho. Uma foi um programa que leva a vela nas escolas  http://ac35endeavouropen.com. Vale lembrar que o Projeto Grael já faz isto a 20 anos! Uma apresentação curiosa foi uma “evolução” do Optimist. Colocaram uma nova proa e mastro de carbono no barco. Interessante, mas inapropriado para uma reunião com vários assuntos para resolver. Afinal, a classe Optimist é um sucesso a décadas. E ideia de novos barcos para crianças não faltam. Minha predileta é a do Romel Castro de Brasilia, o Optimaster

Olimpíadas 2024:

Eventos: Sem dúvida é o tópico mais polêmico. A decisão das classes será feita somente na reunião de maio de 2018. Mas alguma coisa já ficou definido. Haverá divisão homogenia entre eventos para mulheres e homens. Isto obrigou a aumentar o número de eventos mistos a um mínimo de dois eventos ou no máximo quatro abrindo novas oportunidades.

Formato: O Comitê de Eventos apreciou algumas submissões sobre alterações no formato. Duas propunham que o vencedor da última regata levaria a medalha de ouro. A Submissão japonesa tinha uma largada com uma linha torta e com posicionamento favorecendo o primeiro do campeonato até o ultimo dia. Já a proposta da classe RSX criaria uma eliminatória até a última regata com 3 pranchas somente. Bem ao estilo da Star Sailing League ou da Snipe Challenge realizada este ano no Rio de Janeiro

Mas nada disto agradou o Comitê de Eventos. Entretanto, numa votação apertada no comitê de eventos (8×6), foi recomendada a troca da medal race por três regatas de 10 minutos no último dia para a classe 49er e FX. As três regatas teriam peso 1 cada e seriam corridas num “estádio”. Na votação informal entre os atletas no facebook a proposta foi rechaçada por grande margem grande margem. Depois de muito debate, o conselho manteve o formato original do Rio 2016 para todas as classes com uma regata da medalha com pontos dobrados. A votação foi apertada (21×19). A única novidade para 2024 será largada de través para o RSX.

Classificação 2020: A classificação para as Olimpíadas de 2020 será decidida com 40% das vagas no mundial da World Saing 2018 na Dinamarca. O mundial de 2019, um evento continental (na América do Sul será no Rio ou Buenos Aires) e os jogos pan americanos irão definir as vagas restantes. Estão tentando a igualdade de gênero em número de atletas já. Isto significa que teremos 44 países representados no Laser Radial em 2020. A média de participação de países no mundial radial feminino é de em torno de 25 países. De onde surgirão 20 novos países neste curto prazo?

Fim do monopólio para a fabricação de barcos Olímpicos

Esta é uma grande novidade e poderia trazer impacto real na melhoria do nosso esporte. Confesso que como ex-Laserista gostava do conceito de um fabricante monopolista. Afinal, isto significaria, na teoria, uma igualde de condições entre os velejadores. Um só fabricante também teria ganho de escala e preços melhores. Mas a realidade é muito diferente. Os fabricantes monopolistas não mantem um bom controle de qualidade e praticam preços acima do mercado. Um exemplo foi o problema com as quilhas das pranchas RSX na campanha para Londres. Os velejadores da classe precisavam comprar dezenas até encontrar uma que funcionasse. Mesmo durante os Jogos os velejadores encontraram problemas com o material fornecido. Com o monopólio, existe também a possibilidade de velejadores com melhor relacionamento com os fabricantes serem beneficiados. Enquanto um poderia escolher o caimento do mastro e peso do seu Laser, outro teria que pegar um barco na sorte. Mas a gota d’água foi o completo caos no lançamento da classe Nacra 17. Longas filas para comprar o barco, diversos defeitos de fabricação nas caixas de bolina, velas com dimensões e formatos diferentes. Sem falar dos preços exorbitantes. A vela é o único esporte equipado onde existe o monopólio na fabricação do equipamento. É verdade que no futebol, vôlei e tênis a bola é fornecida de um único fabricante. Mas cada atleta pode trazer sua raquete, bicicleta, remo ou chuteira. Isto é inclusive uma preocupação dos dirigentes da World Sailing que poderiam estar passíveis a processos legais sobre beneficiamento para estes fabricantes. As submissões 013-17 014-17 015-17 016-17 e 018-17 exigem o fim do uso de marcas registradas, como a Laser, em equipamentos Olímpicos. Não seria mais permitido a seleção de um barco olímpico que não pudesse ser construída por qualquer pessoa. Seria o fim do monopólio da Laser, Nacra e NeilPride!

Minha posterior experiência na classe Snipe me ensinou que é muito melhor ter o mercado de barcos aberto com boas regras e uma classe bem administrada. O sucesso da classe no Brasil se deve principalmente à fabricação nacional de um barco extremamente competitivo. O início de um pequeno estaleiro para fabricação de monotipos não necessita de um grande investimento e deve ser incentivada.

Mas, apesar do apoio do presidente da World Sailing e do seu board, a proposta de acabar com o monopólio perdeu feio na votação. Os interesses dos monopólios estão bem enraizados dentro do conselho da World Sailing. Veja a discussão a partir de 2h16 (https://www.youtube.com/watch?v=jW0okGYWzBQ)

Regras

Na minha especialidade, regras, estão sendo discutidas alguns ajustes para corrigir erros e isto será o tema de um novo artigo. Mas finalmente os umpires estão colocando na agenda a utilização da tecnologia a serviço dos competidores. Tracking, drones e demais ferramentas poderiam ser utilizadas para auxiliar umpires e juízes. Outro ponto interessante foi a proposta do presidente do comitê de regras que queria acabar com o prinicipio do reconhecimento das infrações nas regatas de flotilha com umpires, assim como o que acontece no match race onde o velejador só precisa se penalizar se o juiz apitar. Uma alteração que mudará a forma que as regatas são disputadas foi a alteração do caso 78 proposta pela submissão http://www.sailing.org/tools/documents/16517RacingRulesofSailingCase78-[23124].pdf. Ela foi aprovada e limita a marcação a outro barco para beneficiar numa seletiva.

Vela de Oceano

A reunião da World Sailing for realizada em conjunto com a reunião da ORC. foi a criação do primeiro campeonato mundial de veleiros de oceano. As regras de medição estão atraindo cada vez mais o pessoal de barcos de cruzeiros e aumentando muito a participação. Continua o desenvolvimento de um sistema universal de medição (Universal Measurement System – UMS). O medidor Rogerio Albuquerque explicou que isto vai facilitar um barco a medir em diversos sistemas de medição, aumentando chances de qualquer barco de série e atraindo mais gente para a vela de oceano. No lado, competitivo, foi criado o Campeonato Mundial de Vela de Oceano. Ele será disputado em classes monótipos com regatas em águas abrigadas e costeiras, conforme tendência já discutido no meu artigo “O fim da ORC!”.

E-sailing

Desculpem o tom de brincadeira do meu primeiro artigo. Esse negócio é sério e movimenta milhões. A indústria do vídeo game já supera a do cinema. Há programas e canais de televisão transmitindo competições ao vivo.  Os melhores jogadores ganham igual a jogador de futebol e as finais são feitas em estadios de futebol com dezenas de milhares de pessoas assistindo ao vivo. A Intel é a nova patrocinadora do Comitê Olímpico Internacional e o que era brincadeira vai virar esporte. O mundial de vela virtual foi aprovado e o comitê de regras já está trabalhando na adaptação das regras.

Este é o resumo do que aconteceu. Obrigado ao Torben e ao Marco Aurélio por enviar as informações diretamente das sala de reunião. Obrigado também pelos ótimos comentário de todos enquanto ia atualizando as notícias no facebook. Agora é hora de revisar também os rumos da vela nacional!

 

Ganriela Kidd é a melhor brasileira no Mundial Jr de Laser

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Terminou nesta quarta-feira na Bélgica o Mundial Jr de Laser. Com dez das doze regatas programadas disputadas, Gabriela Kidd, do ICRJ, foi a melhor da equipe brasileira, terminando na 23ª colocação entre as meninas do Laser Radial. Ricardo Luz, também do ICRJ, ficou em 32º na Laser Standard, enquanto Stephan Kunath, do YCSA, ficou em 47º geral e 9º no sub19, ambos na flotilha ouro. Marcelo Gallicchio terminou sua participação em 22º na Flotilha Prata.

Para ver o resultado completo, clique nos links abaixo:

STANDARD
RADIAL

Brasil participa do Campeonato Britânico de Optimist

Os pequenos velejadores do Clube de Campo São Paulo e do YCSA estão em Weymouth disputando o Campeonato Inglês de Optmist. Apesar do frio, os brasileiros estão bastante animados e velejando muito bem. A melhor atleta na flotilha Junior é Gabriela Vessel, que aparece na 13ª colocação. Henrique Lowy está em 41º e André Vasconcellos em 126 sem disputar nenhuma regata. Entre os Seniores, Gabriela Bartijotto é a 110ª colocada. O evento vai até o dia 4 de agosto na mesma raia onde foi disputada a Olimpíada de Londres 2012.

Confira os resultados:

JUNIOR

SENIOR

 

Brasileiros disputam Mundial de Laser sub21

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Oito regatas já foram disputadas no Mundial de Laser Sub 21 e o Brasil segue no meio da tabela. Entre as meninas, Gabriela Kidd aparece na 22ª colocação. Ela chegou a terminar uma das regatas na terceira posição, porém não disputou a quinta regata da série, que entrou como descarte. Entre os meninos, também após oito regatas, Ricardo Luz é o melhor brasileiro, na 28ª colocação. Stephan Kunath está em 44º e Marcelo Gallicchio em 87º.

“Começamos o campeonato com excesso de vento e sem regatas no primeiro dia. No segundo tivemos três regatas, começando com vento médio, que velejei pior, depois o vento foi baixando e fui melhorando. No terceiro dia tivemos mais regatas com vento forte, de 20 a 25 nós, e também não tive um dia muito bom. Hoje o vento baixou novamente para médio e consegui velejar melhor, perdendo um pouco no popa, mas recuperando no contra-vento. Sei que preciso melhorar. Estou com um pouco de dor nas costas, que está me atrapalhando. Vamos torcer para melhorar amanhã”, disse Gabi Kidd.

“Nas primeira regata do campeonato eu estava bem nervoso, larguei mal e fui para o lado errado. Na segunda consegui melhorar, tirando um 13º. Na terceira estava mal, mas o vento baixou e consegui me recuperar, já que sou um pouco mais rápido no vento mais fraco e com onda. No segundo dia, também com vento forte, fui bem, tirei um 12º e um 15º, achei que ia ser mais difícil, mas consegui sustentar bem. Hoje na primeira regata montei no meio da flotilha a primeira boia e fui recuperando no popa, que sou mais rápido, Na segunda eu estava no top 10, mas levei a segunda bandeira amarela e tive que me retirar da regata. Já na terceira estava muito mal, recuperei 10 posições no popa e acabei entre os 15”, disse Ricardo.

Para ver a súmula completa, clique nos links abaixo:
Meninos
Meninas

Brasil tem quatro duplas no Mundial de 29er

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Neste sábado começa em Long Beach, na Califórnia, o Mundial de 29er e o Brasil estará na água com quatro duplas: Rafaela Salles/Fernanda Blyth, Breno Kneipp/Ian Paim, Helena De Marchi/Nicole Buuck e Lorenzo Bernd/Phillip Rumpp. No total 130 velejadores participarão da competição, que tem 20 regatas programadas, sendo 10 para a fase classificatória e 10 para a fase final. O evento termina no dia 5 de agosto.

Foto: Matias Capizzano

 

Lorenzo Balestrin é quarto colocado no Norte Americano de Optimist

Terminou no último sábado no Canadá o Norte Americano de Optimist. O Brasil chegou no último dia de regatas com chances de subir ao pódio, porém apenas uma regata foi disputada no último dia. O vento estava muito fraco e a terceira bateria acabou sendo anulada no meio, por conta de um temporal. Com isso, Lorenzo Balestrin acabou ficando na quarta colocação com apenas um ponto a menos que o terceiro colocado, o melhor resultado desde 2005. O título ficou com o americano de mãe baiana Stephan Baker. O Brasil também conquistou a medalha de bronze no evento por equipes.

Confira o resultado completo em: http://bit.ly/2syt4pw

Fotos: Matias Capizzano

Sul-americano de 29er começa nesta quarta no Jangadeiros

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Depois de sediar o Brasileiro de 29er, a IV Copa Brasil de Vela e a II Copa Brasil da Vela Jovem, a XXIII Copa Cidade de Porto Alegre, chegou a vez do Clube dos Jangadeiros abrir as portas para receber o Campeonato Sul Americano de 29er. O evento vai reunir cerca de 50 velejadores jovens do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. A Comissão de Regatas prevê a realização de até 12 provas.

Copa Brasil de Vela 2017 será sediada em Porto Alegre

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Porto Alegre vai ser o grande palco da vela brasileira neste começo de 2017. De 5 a 11 de março, a capital gaúcha receberá a IV Copa Brasil de Vela e a II Copa Brasil de Vela Jovem, principais competições do calendário nacional da modalidade. O evento é organizado pela Confederação Brasileira de Vela, com patrocínio máster do Bradesco, patrocínio do Grupo Energisa para o projeto de Vela Jovem e apoio da Federação de Vela do Estado do Rio Grande do Sul.

Dentro do melhor espírito de parceria, a sede será dividida entre os dois grandes clubes da modalidade em Porto Alegre: o Clube dos Jangadeiros e o Veleiros do Sul. As duas competições serão disputadas paralelamente, a fim de dar uma oportunidade para os jovens velejadores terem contato com os atletas das classes olímpicas, incluindo ídolos cuja presença no evento está prevista, como:

  • Robert Scheidt, maior medalhista olímpico do esporte brasileiro, que agora está na classe 49er;
  • Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs olímpicas da classe 49er FX nos Jogos Rio 2016;
  • Fernanda Oliveira, medalhista olímpica na classe 470 em Pequim-2008;
  • Isabel Swan, medalhista olímpica na classe 470 em Pequim-2008;
  • Torben Grael, coordenador-técnico da Equipe Brasileira de Vela, dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos, vice-presidente da Federação Internacional de Vela e membro do Hall da Fama da modalidade.

O evento serve de seletiva para a formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017. Os atletas vencedores da IV Copa Brasil de Vela e os velejadores Sub 23 mais bem classificados na IV Copa Brasil de Vela, nas suas respectivas classes, passarão a fazer parte do plano de investimento da CBVela para participação nas principais competições internacionais deste ano, sendo constantemente analisados no Programa de Desenvolvimento Individual de Atletas durante todo o ciclo olímpico, até Tóquio 2020.

A IV Copa Brasil terá disputa nas seguintes classes: RS:X (Masc e Fem.), Laser Standard, Laser Radial (Fem.), Finn, 470 (Masc e Fem.), 49er, 49er FX, Nacra 17 (Misto), Kitesurf Hidrofoil Open (Tubular e Foil) e  Kitesurf Hidrofoil Amador (Tubular).

A II Copa Brasil de Vela Jovem está aberta para as classes RS:X (Masc e Fem.), Laser Radial (Masc e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc e Fem.) e Hobie Cat 16 (Aberto).

Uma das grandes atrações do evento será a classe Kitesurfe, que aproxima a vela tradicional dos esportes radicais, com a prancha decolando da água para voos acrobáticos na paisagem do Rio Guaíba.

Olivia Belda e Fernanda Blyth lideram o Brasileiro de 420 em Ilhabela

A Comissão de Regatas liderada por Cuca Sodré bem que tentou, mas o vento está custando a aparecer em Ilhabela. Os dois primeiros dias do Campeonato Brasileiro de 420, que está sendo disputado na Escola de Vela Lars Grael até este sábado, foram de espera e regatas canceladas. Nesta sexta-feira, no entanto, finalmente foram realizadas as três primeiras regatas da competição, suficientes para validar o campeonato. Olivia Belda e Fernanda Blyth, do YCSA e do ICRJ lideram a competição com cinco pontos perdidos.

O dia foi longo, com mais de sete horas na água e a largada da primeira regata só foi dada pouco antes das 17h. A última regata terminou quase no escuro, depois das 19h, na Ponta das Canas, norte da Ilha.

A ideia é fazer mais três regatas neste sábado, porém, o dia amanheceu chuvoso novamente e sem vento. Para ver a súmula completa clique aquiclique aqui.