Em Porto Alegre, Copa Brasil de Vela terá disputa de kitesurf

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A IV Copa Brasil de Vela será recheada de emoções nas águas da capital gaúcha. Isso porque, além dos principais nomes da vela nacional, a competição – que acontece de 5 a 11 de março, juntamente com a II Copa Brasil de Vela Jovem – terá a classe kitesurfe, com atletas de ponta mostrando toda a sua habilidade. O evento é organizado pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela), com patrocínio máster do Bradesco, patrocínio do Grupo Energisa para o projeto de Vela Jovem e apoio da Federação de Vela do Estado do Rio Grande do Sul.

Esta será a primeira vez que a Copa Brasil contará com uma competição de Kitesurfe, e a expectativa é grande para receber feras como o jovem Arthur Veloso, Nayara Rocha e Bruno Lobo, este último, o atual campeão brasileiro de Hidrofoil, título conquistado em 2016, em Maracaípe, Pernambuco. A disputa, inclusive, será a primeira etapa do Circuito Brasileiro de Kitesurfe Hidrofoil 2017.

“Para nós, é super importante ter o kitesurfe presente no principal evento de vela olímpica do país. Temos grandes chances de ter o kite aprovado como evento exibição nos Jogos de Tóquio, portanto, precisamos cada vez mais nos aproximar dos velejadores, de forma a iniciar uma preparação futura nessa importante classe. Estamos muito entusiasmados com a presença dos atletas do kite na Copa Brasil”, afirmou o Diretor-executivo da CBVela, Daniel Santiago.

A competição de Kitesurfe Hidrofoil em Porto Alegre contará com duas categorias: Tubular e Foil. Na primeira, os kites são equipados com velas infláveis, enchidas por uma bomba manual, ao contrário da segunda, em que se utiliza apenas o vento, durante a regata, para inflar as velas, formando uma espécie de parapente. A ideia da Associação Brasileira de Kitesurfe (ABK) é realizar várias outras etapas da modalidade ao longo do ano.

“Vai ser muito legal para nós participar desta Copa Brasil e estamos na expectativa de grandes disputas, sobretudo entre os atletas nordestinos, que andam muito forte, e os do próprio Rio Grande do Sul, que também vêm com força para a competição. Sem dúvida, será muito bom inclusive para que eles se preparem para campeonatos internacionais”, avalia o Presidente da ABK, Augusto Sampaio. Além da competição de Kitesurfe em si, que acontece de 9 a 11 de março, o evento contará com uma clínica para instrutores, ministrada pela ABK, de 5 a 7.

Estrelas da Vela em Porto Alegre:

Dentro do melhor espírito de parceria, a sede será dividida entre os dois grandes clubes da modalidade em Porto Alegre: o Clube dos Jangadeiros e o Veleiros do Sul. As duas competições – IV Copa Brasil de Vela e II Copa Brasil de Vela Jovem –  serão disputadas paralelamente, a fim de dar uma oportunidade para os jovens velejadores terem contato com os atletas das classes olímpicas, incluindo ídolos no evento como Robert Scheidt, Isabel Swan, Martine e Kahena

 

O evento serve de seletiva para a formação da equipe brasileira de Vela em 2017. Os atletas vencedores da IV Copa Brasil de Vela e os velejadores Sub-23 mais bem classificados na IV Copa Brasil de Vela, nas suas respectivas classes, passarão a fazer parte do plano de investimento da CBVela para participação nas principais competições internacionais deste ano, sendo constantemente analisados no Programa de Desenvolvimento Individual de Atletas durante todo o ciclo olímpico, até Tóquio 2020.

A IV Copa Brasil terá disputa nas seguintes classes: RS:X (Masc e Fem.), Laser Standard, Laser Radial (Fem.), Finn, 470 (Masc e Fem.), 49er, 49er FX, Nacra 17 (Misto), Kitesurf Hidrofoil Open (Tubular e Foil) e  Kitesurf Hidrofoil Amador (Tubular).

A II Copa Brasil de Vela Jovem está aberta para as classes RS:X (Masc e Fem.), Laser Radial (Masc e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc e Fem.) e Hobie Cat 16 (Aberto).

Em entrevista, Scheidt cofirma que poderá mudar de classe para Olimpíada de Tóquio. Gabriel Borges deverá ser seu proeiro na classe 49er

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O Notícias Náuticas foi o primeiro a divulgar o treino de Scheidt e Gabriel na Guanabara no dia 23 de outubro

Em uma recente entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o multimedalhista Robert Scheidt confirmou o que o Notícias Náuticas já havia sugerido há algumas semanas: a mudança para a classe 49er.

Robert, que foi visto treinando na Guanabara ao lado de Gabriel Borges, também conhecido como Coveiro, deverá disputar a primeira etapa da Copa do Mundo de Vela, em Miami, EUA, em Janeiro, já na nova classe. “[o 49er] é um barco que tem muita velocidade, mas para isso virar uma campanha olímpica dependo de algumas coisas. Tenho acordos com parceiros que terminam no fim do ano e em janeiro. Preciso conversar com eles para ver se sigo em frente para mais um ciclo olímpico. Se virar campanha olímpica, vou sentar na mesa e conversar com ele sobre muitas coisas. O Gabriel seria o nome para ser meu parceiro”, disse Scheidt ao jornalista Paulo Favero.

O velejador de 43 anos possui em seu currículo nada menos que cinco medalhas olímpicas (duas de ouro na Laser em 1996 e 2004; duas de prata na Laser em 2000 e na Star em 2008; e uma de bronze  naStar em 2012), enquanto Gabriel, de apenas 24 anos, acaba de participar da sua primeira Olimpíada, ao lado de Marco Grael, tendo terminado na 11ª colocação na classe 49er.

“O lado da idade eu sempre tenho de cuidar, de lesões e recuperação. Tenho chance de velejar bem na 49er. Claro que tem uma montanha para aprender e evoluir. Acredito que em quatro anos dá para fazer um bom papel. Eu tenho uma família de esportistas, sempre me cuidei na parte de alimentação e nesses últimos anos dosei os treinamentos, fazendo com mais qualidade do que com quantidade. A vela é um esporte que depende da experiência, pois é necessário saber ler o vento e tomar decisões. O lado físico é importante, mas é só um dos aspectos”, disse Scheidt.

A matéria completa do jornal O Estado de S. Paulo pode ser vista aqui.

 

Classes olímpicas da Rio 2016 deverão ser confirmadas para Tóquio 2020 diz Federação Internacional

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Carlo Croce, presidente da World Sailing, divulgou um comunicado nesta quinta-feira confirmando que as 10 classes que fazem parte do programa olímpico serão indicadas para Tóquio 2020. O COI colocou a vela em uma lista de esportes que deveria sofrer alguma mudança no número de atletas, porém, após a conferência anual da Federação Internacional, a decisão foi de manter as classes e ainda adicionar uma 11ª, mantendo o número de atletas em 380. Esta decisão permitirá que sejam mantidos os projetos criados em torno destas classes para o último ciclo olímpico. Além disso, a World Sailing também quer apresentar uma outra classe como demonstração, o que faria com que o número de atletas ficasse acima da cota.

Em relação à igualdade de gêneros, o número de homens e mulheres poderá ser alterado para 2020 e só poderá ser igual em 2024.

Nacra 17 poderá ter foils em Tokyo 2020

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A classe Nacra 17 realizou no último dia 19 uma assembleia virtual para tratar, dentre outros assuntos, do uso de foils para a próxima Olimpíada. A proposta foi aceita por 59% dos associados e já foi encaminhada para a World Sailing. Três opções foram colocadas em pauta para o uso do foil:

– reformar um marco MK1 para que passe a ter foils por € 7900
– comprar uma nova plataforma por €14500, com a possibilidade de vencer a plataforma ML1 por € 7500
– comprar um barco novo por € 24250, um aumento de aproximadamente € 2000 em relação ao modelo MK1

O próximo passo é a definição pela federação internacional de quais classes farão parte do programa olímpico de Tokyo 2020.