Segunda perna da Volvo Ocean Race larga com ventos de 30 nós

Domingo também foi dia da largada da segunda perna da Volvo Ocean Race. Desta vez o desafio para as sete equipes é maior e eles terão que chegar na Cidade do Cabo, em um percurso de 7 mil milhas a partir de Lisboa. Única representante do Brasil, Martine Grael segue a bordo do Team AkzoNobel.

Mas, logo na largada, os velejadores puderam sentir que de tranquila a velejada não vai ter nada. Foi só sair da costa de Cascais que o vento passou a soprar na casa dos 30 nós e o mar cresceu, ficando com ondas de mais de 4 metros. O Dongfeng Race Team assumiu a liderança e o recorde de velocidade desta edição com 33 nós.

“Para ser honesto, está muito difícil. Das três pernas que corri na última edição, não vimos nada perto do que estamos vivendo hoje. Uma onda jogou a Bianca [Cook] longe enquanto ela estava amarrada ao cinto de segurança. Ela ficou presa de costas no cockpit enquanto levava centenas de litros de água na cara. Foi assustador de assistir. A Liz [Wardley] chegou rapidamente nela e conseguiu resolver”, contou Sam Greenfield, On Board Reporter do Turn the Tide on Plastic.

Na manhã desta segunda-feira o Team AkzoNobel liderava a flotilha, com um bordo mais ao sul, a uma velocidade de 20,7 nós, com vento de 19,5 nós. Confira o andamento da flotilha clicando aqui.

Fotos Ainhoa Zanchez/VOR

 

Volvo Ocean Race começa com crise no AkzoNobel

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Depois de muita espera, finalmente começou neste domingo em Alicante, Espanha, a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Nesta primeira etapa os sete barcos partiram rumo à Lisboa, Portugal, onde deverão chegar dentro de dois dias aproximadamente.

O que marcou este início, no entanto, não foi a disputa acirrada entre os barcos na largada e sim a crise entre a equipe AkzoNobel e o skipper Simeon Tienpont.

A empresa de Tienpont havia sido contratada pela AkzoNobel para gerir os recursos do patrocínio da equipe. Porém, no início da última semana, veio à tona que ele havia feito uma má gestão destes recursos e, por isto, havia sido dispensado (oficialmente a equipe disse que deu a opção de ele permanecer como skipper do time e ele não aceitou).

Tienpont entrou com recursos para ter o cargo de volta e venceu na justiça. Neste meio tempo Brad Jackson, que era whatch captain, havia assumido o comando da equipe e Rome Kirby foi contratado para reforçar o time. Porém, com a volta de Tienpont, os dois, Joca Signorini e Jules Salter, os velejadores mais experientes do time, pularam fora e não disputaram esta primeira etapa. Martine Grael decidiu seguir com a equipe, pelo menos até Lisboa. O português Antônio Fontes, do Team Sun Hung Kai foi emprestado ao AkzoNobel para esta etapa.

Na manhã desta segunda-feira os times estavam a pouco mais de 1.100 milhas de Lisboa. O Vestas 11th Hour Racing lidera a flotilha, com o Akzo Nobel em segundo, a apenas 4,5 milhas de distância.

Para acompanhar a flotilha, clique aqui.

FOTO: Ainhoa Sanches

 

Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel

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Três vezes vencedor da Volvo Ocean Race, Brad Jackson foi confirmado nesta segunda-feira como o novo skipper da equipe holandesa AkzoNobel. Aos quarenta e nove anos, natural de Auckland na Nova Zelândia, Brad Jackson irá participar pela sétima vez na Volvo Ocean Race, depois de, na edição 2015-16, ter sido o treinador da equipe feminina sueca Team SCA.

Jackson vai assumir a posição de skipper, mantendo também o seu papel de watch captain em conjunto com o brasileiro Joca Signorini, que vai participar pela terceira vez na prova, tendo vencido a edição de 2008-09. Brad Jackson foi anunciado depois da recente saída do skipper Simeon Tienpont. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel”

Volvo Ocean Race: Mapfre vence primeira in-port; Akzo Nobel demite skipper

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A Volvo Ocean Race começou oficialmente neste final de semana em Alicante, na Espanha, com a disputa da primeira in-port race. Com os sete barcos na água, o Mapfre provou mais uma vez que experiência e entrosamento são a chave do sucesso na regata, garantindo a primeira vitória oficial na competição. O time de Xabi Fernandez montou todas as boias na primeira colocação e só teve que administrar a liderança para garantir os 7 primeiros pontos da volta ao mundo.

“A nossa intenção era largar do lado esquerdo, mas o Pablo (Arrarte) viu o espaço, depois de uma manobra ruim do Team Brunel. Aproveitamos para ir para a direita e tudo correu bem. A verdade é que não foi fácil, mas arriscamos na largada”, disse Fernandez.

Em segundo ficou o Dongfeng Race Team, seguido pelo Vestas 11th Hour Racing.

Já o Akzo Nobel, time de Martine Grael e Joca Signorini enfrentou uma crise a bordo, que acabou com a demissão do skipper  Simeon Tienpont. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Mapfre vence primeira in-port; Akzo Nobel demite skipper”

ENTREVISTA EXCLUSIVA: MARTINE GRAEL

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A velejadora Martine Grael é daquelas pessoas que não tem como não admirar. Talentosa, carismática, simpática e amante da natureza, tem em seu currículo nada menos que uma medalha de ouro olímpica conquistada na sua primeira participação na competição, no ano passado, no Rio de Janeiro, além de diversos títulos internacionais como o Mundial de 49er FX e a prata no Pan-Americano de Toronto na mesma classe, sempre ao lado da parceira Kahena Kunze.

Mas, na semana passada Martine começou um novo desafio: o de integrar a equipe Akzo Nobel na próxima Volvo Ocean Race. A estreia em competições foi na regata Volta a Ilha de Wight, primeira perna da chamada Leg Zero, que não conta pontos para a volta ao mundo, mas que tem a presença de todos os times e, por isso, serve como um grande teste. Dois dias mais tarde ela disputou a temida Fastnet Race, de 600 milhas náuticas, ficando na quarta colocação. Martine, no entanto não seguiu com o time para as outras duas etapas da Leg Zero (Plymouth até Saint Malo e Saint Malo até Lisboa), pois tinha agendado dois compromissos obrigatórios para a participação na competição.

Confira a entrevista abaixo:

Notícias Náuticas: Por que você não seguiu com a equipe nestas duas pernas?
Martine: Acabei ficando em Plymouth para fazer um curso médico e um de VHF neste final de semana. Mas, como a flotilha já vai ter partido, vou direto para Barcelona, na Espanha, para pegar o 49erFX e seguir para o Porto, em Portugal, onde disputarei o Mundial da classe ao lado da Kahena.

NN: E como foi a experiência de participar de uma regata como a Fastnet Race a bordo de um VO65?
M: Foi bem cansativa e estressante, com muitos ganhos e perdas de distância. Foi um exemplo de como os próximos nove meses vão ser. Tínhamos os outros os barcos à vista todo o tempo e a velocidade dependia muito do entrosamento da tripulação.

NN: Como está a adaptação para o oceano depois de tanto tempo velejando de monotipo?
M: O começo foi bem difícil, especialmente com as cargas de peso que temos que carregar das velas. Mas o corpo vai acostumando.  O que tenho demorado mais a me adaptar é a falta de sono. Eu geralmente durmo oito horas por dia e nesses barcos tempo de sono é escasso.

NN: O que você achou desta nova regra da Volvo Ocean Race que meio que obriga os times a serem mistos?
M: Acho que vai abrir muitas portas para a vela feminina no mundo todo. Eu não teria tido uma oportunidade melhor.

NN: Muitos dos tripulantes que estão sendo anunciados na VOR não têm experiência com o Oceano. Por que você acha que os times estão investindo nestes velejadores ao invés de pegar velejadores mais experientes em regatas de oceano?
M: Não me leve a mal, mas os times estão investindo muito nos velejadores mais experientes, mas tem que lembrar que também é uma regata bem dura fisicamente e um pouco de juventude traz a vitalidade necessária. Mas a galera de monotipo que entrou nessa regata tem um peso e tanto: a dupla neozelandesa Peter Burling e Blair Tuke, por exemplo, que estão no Team Brunel e no Mapfre não são velejadores quaisquer. Entendo que tem velejadores que já nasceram no oceano, mas com o velejador você traz a disciplina. O olímpico sempre quer mais, quer a perfeição. E estas regatas são mais duras, mais longas, sim, precisa se acostumar, mas ninguém é bobo. Quando fiz os primeiros treinos eu queria testar. O Peter e o Blair sabem o que podem encontrar pela frente. Sabem que tem o risco de marear e chegar no meio do caminho e pedir pra sair.

NN: E como está sendo a experiência para você?
M: Nunca entendi por que as pessoas ficavam no meio da regata falando “o que eu tô fazendo aqui?” Quando você chega em terra, não lembra o que passou? Só que isso aconteceu comigo. Estava na água pensando “Que que eu to fazendo? Estou muito cansada, fazendo uma mega força” Não estávamos ganhando, mas agora estou aqui em Plymouth pensando “caramba, queria muito estar naquele barco!”. Estou seguindo a regata, com saudade de velejar.. então, realmente não dá pra explicar!

Boa sorte, Martine! Nós e o Brasil inteiro estaremos torcendo por você e te esperando em Itajaí de braços abertos!

 

Volvo Ocean Race: Mapfre vence terceira etapa da Leg Zero

Os espanhóis do Mapfre venceram a terceira etapa da Leg Zero da Volvo Ocean Race, que pariu de Plymouth, na Inglaterra, rumo a St. Malo, na França. O time comandado por Xabi Fernandez cruzou a linha de chegada às 6h29, horário local, seguido por Team Brunel, às 7h10, e Dongfeng Race Team, às 7h19. O Team Akzo Nobel, que contou com o reforço apenas de Joca Signorini (Martine ficou em Plymouth), foi o quinto a cruzar a linha, às 7h32.

“Foi um excelente resultado e uma excelente regata para nós, do começo ao final. Fizemos boas escolhas indo mais para o mar aberto, pegando mais vento e vencendo a corrente, enquanto víamos os outros times caírem nela. Estou muito satisfeito com o resultado”, disse Xabi.

Martine Grael não participou da etapa:
A velejadora brasileira Martine Grael, que compete pelo Team Akzo Nobel, não participou desta etapa. Após a regata Fastnet Race ela ficou em Plymouth, na Inglaterra, para fazer dois treinamentos obrigatórios para a Volvo Ocean Race: um de rádio vhf e outro médico. De lá ela segue para Barcelona, onde pegará seu 49erFX e seguirá para o Porto, em Portugal, onde disputará o Mundial da classe ao lado de Kahena Kunze.

Leg Zero, Terceira etapa, de Plymouth a Saint-Malo:

  1. MAPFRE elapsed time 0629 UTC
  2. Team Brunel 0710
  3. Dongfeng Race Team 0719
  4. Vestas 11th Hour Racing 0728
  5. Team AkzoNobel 0732
  6. Turn the Tide on Plastic 0835
  7. Sun Hung Kai/Scallywag 0908

Resultado acumulado da Leg Zero após três etapas:

  1. MAPFRE 23 points
  2. Team Brunel 20
  3. Dongfeng Race Team 19
  4. Team AkzoNobel 15
  5. Vestas 11th Hour Racing 12
  6. Turn the Tide on Plastic 9
  7. Sun Hung Kai/Scallywag 7

Volvo Ocean Race: Dongfeng vence Fastnet Race entre os VO65

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Uma batalha épica. Assim foi a Fastnet Race entre as sete equipes que disputarão a próxima edição da Volvo Ocean Race. Depois de 600 milhas náuticas, o Dongfeng venceu a regata com apenas 56 segundos de vantagem sobre o Mapfre, segundo colocado. O Akzo Nobel, de Martine Grael e Joca Signorini, ficou na quarta colocação, 14 minutos atrás dos vencedores.

Ainda em Cowes, largada do Dongfeng e do Mapfre foi melhor que a dos outros barcos e os dois permaneceram juntos, no visual um do outro, até o final. A regata faz parte da Leg Zero, uma série de quatro provas que não conta ponto para a Volvo Ocean Race, mas que tem extrema importância para que a flotilha possa testar seus barcos e tripulantes e conhecer seus adversários.

Resultados:

1. Dongfeng Race Team: 2 dias 15 horas 38 minutos 10 segundos
2. MAPFRE: 2 dias 15 horas 39 minutos 06 segundos
3. Team Brunel: 2 dias 15 horas 45 minutos 47 segundos
4. team AkzoNobel: 2 dias 15 horas 52 minutos 40 segundos
5. Vestas 11th Hour Racing: 2 dias 16 horas 09 minutos 11 segundos
6. Sun Hung Kai/Scallywag: 2 dias 16 horas 13 minutos 53 segundos
7. Turn the Tide on Plastic: 2 dias 16 horas 17 minutos 32 segundos

Nesta quinta-feira a flotilha parte de Plymouth para Saind-Malo, na França, na disputa da terceira perna da Leg Zero. No sábado haverá uma regata pro-am e a partida para Lisboa na última perna da competição. A largada da VOR será dada em Alicante no dia 22 de outubro.

Rolex Fastnet Race larga em Cowes, na Inglaterra, com brasileiros na disputa

Trezentos e sessenta e oito. Esta é a quantidade de veleiros de oceano que largou neste domingo de Cowes, na Inglaterra, rumo ao farol de Fastnet e de lá até Plymouth, na tradicional – e temida – Rolex Fastnet Race, com 600 milhas náuticas. Dentre os barcos de 29 nacionalidades, a bordo de um com bandeira holandesa, estão dois brasileiros: Martine Grael e Joca Signorini, que disputarão a Volvo Ocean Race no Team AkzoNobel. A Rolex Fastnet Race faz parte da Leg Zero da VOR, uma série de quatro regatas que não contam ponto para a volta ao mundo, mas que são de suma importância na preparação dos sete inscritos.

A organização espera que os maxitrimarãs, barcos mais rápidos da flotilha, cruzem a linha de chegada nesta terça-feira.

Volvo Ocean Race: Mapfre vence primeira etapa da Leg Zero e bate recorde

Para os velejadores que irão disputar a Volvo Ocean Race a competição começou hoje com a disputa da primeira etapa da Leg Zero, uma série de quatro regatas que ainda não contam ponto, mas que tem todos os inscritos na competição. E o mais rápido a completar o percurso de 50 milhas ao redor da ilha de Wight, na Inglaterra, foi o espanhol Mapfre. Com 3 horas 13 minutos e 11 segundos, o time de Xabi Fernández também estabeleceu um novo recorde de monocasco para a regata, que era de 3h20. Apenas cinco minutos separaram os quatro primeiros colocados, sendo que o AkzoNobel, time dos brasileiros Martine e Joca, ficou com a terceira posição, a apenas dois minutos do líder. O vento estava variando entre 15 e 20 nós, com rajadas que chegaram a 35 nós, o que exigiu bastante dos velejadores novatos, que ainda não conhecem os barcos muito bem.  “Sentimos que fizemos uma regata sólida e foi bom estar no topo da flotilha. Nos deu confiança. Claro que tem algumas coisas que poderemos melhorar, mas também tiramos muitas coisas positivas da regata”, disse Simeon Tienpont, slipper do AkzoNobel:

Resultados:
1. MAPFRE: 3 horas 13 minutos 11 segundos
2. Team Brunel: 3 horas 14 minutos 55 segundos
3. team AkzoNobel: 3 horas 15 minutos 16 segundos
4. Dongfeng Race Team: 3 horas 18 minutos 26 segundos
5. Turn the Tide on Plastic: 3 horas 24 minutos 16 segundos
6. Vestas 11th Hour Racing: 3 horas 25 minutos 10 segundos
7. Sun Hung Kai/Scallywag: 3 horas 29 minutos 53 segundos

O próximo desafio da flotilha será a tradicional e temida Fastnet Race, que larga no próximo dia 6 de