Brasil encerra mundiais de Finn e Nacra no top 20

Os Campeonatos Mundiais de duas classes olímpicas terminaram neste domingo, dia 10, na Europa, com o Brasil aparecendo no top 20 em ambas as competições. Na jovem classe Nacra 17, que estreou novos barcos com foil na competição em La Grande Motte (França), a dupla João Bulhões e Gabriela Nicolino ficou na 15ª posição, com 143 pontos perdidos, no primeiro evento que fizeram juntos neste ciclo olímpico. E na tradicional classe Finn, no Lago Balaton (Hungria), Jorge Zarif acabou em 16° lugar (149 p.p.) e André Mirsky terminou em 66° (430 p.p.). Continuar lendo “Brasil encerra mundiais de Finn e Nacra no top 20”

Americano Bora Goulari sofre grave acidente no Nacra 17

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O americano Bora Goulari está hospitalizado após perder três dedos da mão direita durante um treino em La Grande Motte, na França. A cidade será sede do próximo Mundial e ele e sua proeira Helena Scutt estavam treinando, quando, em uma arribada com 18 nós, o barco capotou e ele prendeu os dedos no bordo de fuga do foil. Ele ficou inconsciente e foi resgatado pelo treinador italiano Gabriele Bruni, que estava próximo à  dupla, de bote.

“Eles estavam treinando e em uma arribada o barco entrou com a proa na água, o que é comum. Sua mão, no entanto, acabou no bordo de fuga da bolina de boreste. Eu o puxei para fora d’água, pois percebi que estava meio fraco e, assim que o peguei, vi que estava com a mão cheia de sangue e que seus dedos não estavam ali. Coloquei ele no bote e, pelo rádio, acionei o pessoal em terra, solicitando um carro com urgência. Passei um antisséptico que estava no kit de primeiros socorros do barco, enquanto ele gritava de dor. O pior foi quando ele me pediu que tirasse suas luvas que estavam apertando a ferida”, disse o treinador italiano.

O técnico americano chegou em seguida e ajudou no resgate, assim como o argentino Santiago Lange, que voltou velejando o barco para o clube.

Goulari é campeão mundial de Moth e de Melges 24 e participou dos Jogos do Rio 2016 na classe Nacra 17. a previsão é que ele tenha alta em 4 semanas.

O incidente é só mais um capítulo na classe, que tem estado nas notícias nos últimos dias, por conta de um recall com uma peça que se quebrava facilmente.

Atualizado às 18h36

Medal Race do Nacra 17 é cancelada no Evento Teste do Mundial de Vela após fabricante anunciar recall

Hoje em dia é muito comum vermos na TV as grandes montadoras anunciando recall em determinados modelos de carros por diferentes motivos. O que não estamos acostumados é ver recall de barco. Pois isto está acontecendo com os novos barcos da classe Nacra 17. Neste final de semana a World Sailing anunciou que a medal race da classe no Evento Teste do Mundial de Classes Olímpicas, que foi disputado em Aarhus, na Dinamarca, até este sábado, foi cancelada por conta de problemas na placa inferior que suporta a nova bolina.

Os barcos que serão usados em Tóquio 2020 possuem fólios e são uma versão atualizada dos barcos usados no Rio 2016. Conversamos com Gabi Nicolino, que faz parte da Equipe Olímpica Brasileira, e acaba de retornar da Itália, onde passou cinco semanas treinando para o Mundial de Nacra, que será disputado a partir do dia 5/9 em La Grand Mote, na França.

“Nós fomos para a Europa na intenção de disputar o Campeonato Europeu, porém, o kit que deveria chegar no final de junho só chegou dia 12 de julho e optamos, então por ficar treinando em Torbole, na Itália, ao invés de competir. Neste kit vem os cascos novos e os foils novos (leme e bolina) todo o resto (mastro, trampolim, velas, etc) nós já tínhamos. Continuar lendo “Medal Race do Nacra 17 é cancelada no Evento Teste do Mundial de Vela após fabricante anunciar recall”

Samuca e Bruna são campeões brasileiros de Nacra 17

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Samuel Albrecht e Bruna Martinelli conquistaram o título brasileiro da classe Nacra 17 encerrado no domingo (18) no Iate Clube do Rio de Janeiro. A dupla do Veleiros do Sul liderou todo o campeonato e venceu com boa diferença de pontos para os segundos colocados. Samuca, que representou o Brasil nos Jogos do Rio 2016 na classe Nacra comentou o desempenho no campeonato com sua nova proeira.

– Foi uma estreia acima da expectativa, parecia até que já velejávamos há mais tempo. Fiquei surpreso com o desempenho da Bruna, que ainda não completou 20 velejadas no barco. Nosso esforço e trabalho dos últimos dias valeram a pena e nos deixam animados para seguir na campanha olímpica com mais empenho.

O gaúcho Samuel Albrecht e pernambucana Bruna Martinelli depois de dois meses velejando juntos em Porto Alegre deram início a campanha olímpica. Após a Copa Brasil de Vela realizada em março em Porto Alegre, Samuca e Isabel Swan, nossos representantes nos Jogos do Rio 2016 na classe Nacra, desfizeram a parceria. No lugar da velejadora carioca entrou Bruna, 30 anos, que competia na prancha a vela olímpica e foi campeã sul-americana 2016. Ela veio de muda para o Sul e desde o começo de abril treina no Veleiros do Sul.   Depois de período de adaptação os dois velejadores oficializaram a dupla e a campanha para Tóquio 2020. Por enquanto os treinos estão concentrados no Guaíba. Bruna, que competiu na Copa Brasil ainda na classe RS:X e ficou em segundo atrás de Patrícia Freitas, diz que não sentiu dificuldade em velejar na nova classe.
– Comecei na Optimist, passei por outros monotipos, como a Hobie 16, e Oceano. Nos últimos tempos me fixei na prancha vela olímpica na qual consegui vários títulos, mas não estou na Equipe Brasileira de Vela 2017. Então resolvi experimentar a Nacra 17. Há muita relação no velejar entre todos os barcos, por isso não estranhei e também minha condição física favorece o trabalho de proa no Nacra. Neste brasileiro já consegui comprovar isso.
Samuca conta que viu na Bruna um biótipo certo para velejar no barco. “Eu fiz o convite e ela topou esse desafio”.
– Nós estamos no início da campanha e começamos a definir nossos objetivos. Nesse ano queremos correr a Copa Brasil em dezembro em Ilhabela e o Sul-americano da classe que ainda não está com data marcada. Nós vamos treinar muito em Porto Alegre. Em 2018 queremos velejar no novo Nacra 17 foiling, barco que fará parte do programa da vela nos Jogos de Tóquio.

A compra de barco está nos planos de Samuca para o próximo ano e também participar de competições internacionais. Ao desfazer a dupla com Isabel Swan, Samuca perdeu a vaga da Equipe Brasileira de 2017 da CBVela, obtida ao vencer a Copa Brasil nesse ano.
– São investimentos que precisarei fazer, conto com o apoio do Crioula Sailing Team, do Veleiros do Sul e Ministério do Esporte, enquanto Bruna conta com o do Time Pernambucano do governo estadual, mas necessitaremos buscar outros apoiadores.

Deixar o calor de Recife para treinar nas águas geladas do Guaíba nessa época do ano não foi problema para Bruna. Ela comenta que já velejou em outros países e está adaptada.
– O pessoal aqui do Veleiros me recebeu muito bem e então sinto-me à vontade, moro no Clube e faço o treinamento físico na academia, já estou me acostumando aqui no Sul.

Chegar até Tóquio será uma busca permanente para atingir metas a cada ano, mas na cultura brasileira gaúchos e pernambucanos sempre foram conhecidos pela proximidade quanto ao espírito combativo.

 

Nacra 17 poderá ter foils em Tokyo 2020

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A classe Nacra 17 realizou no último dia 19 uma assembleia virtual para tratar, dentre outros assuntos, do uso de foils para a próxima Olimpíada. A proposta foi aceita por 59% dos associados e já foi encaminhada para a World Sailing. Três opções foram colocadas em pauta para o uso do foil:

– reformar um marco MK1 para que passe a ter foils por € 7900
– comprar uma nova plataforma por €14500, com a possibilidade de vencer a plataforma ML1 por € 7500
– comprar um barco novo por € 24250, um aumento de aproximadamente € 2000 em relação ao modelo MK1

O próximo passo é a definição pela federação internacional de quais classes farão parte do programa olímpico de Tokyo 2020.

 

 

Após as Olimpíadas, velejador americano é assaltado…nos EUA

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Os Jogos Olímpicos terminaram e é hora de voltar para casa e retomar a rotina. Menos para Bora Gulari, membro do Team USA na classe Nacra 17. O velejador voltou Detroit e quando chegou no Iate Clube se deu conta que todo o seu material havia sido roubado de dentro do seu carro, na porta de casa. “Minha vida estava naquela mala”, disse ele. O material roubado nada tinha a ver com uniformes ou outro material olímpico do time americano. Na mala estavam todas as ferramentas, seu spinnaker, roupas de velejar e o bib que ele usou nos Jogos, tudo avaliado em US$ 10 mil (aproximadamente R$ 32 mil). “Isto só me faz sentir mal sobre a minha vizinhança”, disse ele. O material acabou sendo recuperado, com exceção de dois pares de óculos.

Nacra 17 não dá medalhas ao Brasil, mas arranca lágrimas com pódio argentino

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Na vela, diferentemente de outros esportes, a rivalidade com a Argentina é sempre deixada de lado, ainda mais quando o argentino no barco é o simpático Santiago Lange, velho conhecido dessas águas de cá. Com 54 anos, Lange chegou aos Jogos do Rio 2016 sem muitas chances de medalha, mas com muitas vitórias, na carreira e na vida.

Santiago só resolveu disputar este ciclo olímpico na Nacra 17 para ficar mais perto dos filhos Yago (28 anos) e Klaus (21 anos) velejadores da classe 49er. Com Cecilia Carranza, de 29 anos, Lange conquistou a vaga olímpica, mas um câncer de pulmão quase o tirou da disputa. Com a doença superada e um só pulmão, Santiago começou a competição com resultados irregulares, fazendo 11º, 2º e 13º lugares no primeiro dia de provas. No segundo dia, mais resultados inconsistentes, 13º, 2º e 12º lugares. Mas, a partir do terceiro dia de regatas, os bons resultados começaram a ficar mais constantes e Lange e Carranza se firmaram nas primeiras colocações chegando à medal race na terceira colocação com chances reais de medalhas. Lange e Carranza velejaram com garra e mesmo chegando na 6ª colocação na regata final, eles garantiram o ouro, deixando para trás as duplas da Austrália e Itália, que terminaram a fase de classificação na frente.

Lange que é dono de duas medalhas de bronze conquistadas na classe Tornado em Atenas-2004 e Pequim-2008 e representou a Argentina em cinco edições de Jogos.

Sem dúvidas foi o pódio mais emocionante da vela. O hino nacional da Argentina arrancou lágrimas de Santiago e do público que aplaudiu muito o velejador. Lágrimas que também rolaram ainda dentro d’água quando os filhos de Lange pularam na água para abraçar o pai e Cecilia logo após a medal race. Foi emocionante e inspirador.

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Pódio: Jason Waterhouse e Lisa Darmanin, da Austrália ficaram com a prata da classe Nacra e Thomas Zajac e Tanja Frank, da Áustria, com o bronze. Os brasileiros Samuel Albrecht e Isabel Swan terminaram na 10ª posição geral.

Fotos World Sailing

 

Dia decisivo: Laser, Finn e Nacra 17 disputam medal races hoje na Rio 2016

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As classes Laser Standart e Radial, Finn e Nacra 17 terão um dia emocionante hoje, a disputa das medal races – regatas finais – da Rio 2016. O Brasil não terá representante somente na Laser Radial, mas a torcida dos brasileiros deve ficar com a lituana Gintare Scheidt, esposa de Robert Scheidt, que está na briga pela medalha de bronze da classe, mesma situação do marido que corre na Laser Standart e precisa de um ótimo resultado para conquistar sua sexta medalha olímpica. Scheidt já adiantou que vai lutar pela vitória e a disputa promete emoções fortes.

Nas medal races da Finn e Nacra 17 a medalha para o Brasil ficou muito distante. Os brasileiros devem entrar na raia para garantir uma boa colocação na final olímpica e iniciar o ciclo para Tóquio 2020 com o pé direito. Vale ressaltar que Jorginho Zarif, da Finn, e a dupla Samuel Albrecht e Isabel Swan, da Nacra 17, fizeram ótimas regatas e chegaram à final, resultado que já merece exaltação para os velejadores.

As medal races estão marcadas para às 13h05.

Foto World Sailing

 

Samuel Albrecht e Isabel Swan classificados para a medal race da Nacra 17 na Rio 2016

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Neste domingo (14) a dupla brasileira Samuel Albrecht e Isabel Swan conquistou a vaga para a medal race, a regata que decidirá os medalhistas na classe Nacra 17. Samuca e Bel se classificaram ao somarem 101 pontos perdidos.

As três regatas finais da fase classificatória foram disputadas na raia da Escola Naval após atraso por falta de vento. A dupla teve um dia positivo, conseguindo reverter os resultados do sábado. Na primeira regata fez o sétimo lugar, na segunda chegaram em oitavo lugar, resultado que se repetiu na terceira e última disputa.

Este é um ótimo resultado para a dupla formada há pouco mais de um ano.

Os argentinos Santiago Lange e Cecília Carranza foram os vencedores da série classificatória com 65 pontos perdidos. Santiago é o velejador mais velho da raia com 54 anos, Cecília tem 29.

A medal race da Nacra 17 ocorre na terça-feira (16) a partir das 14h05 na raia olímpica do Pão de Açúcar. Hoje (15) as tripulações classificadas para a medal race descansam e não haverá regatas para a classe.

Foto World Sailing

Brasileiros da Nacra 17 estão na 11ª colocação geral na Rio 2016

The Rio 2016 Olympic Sailing Competition features 380 athletes from 66 nations, in 274 boats racing across ten Olympic disciplines. Racing runs from Monday 8 August through to Thursday 18 August 2016 with 217 male and 163 female sailors racing out of Marina da Gloria in Rio de Janeiro, Brazil. Sailing made its Olympic debut in 1900 and has been a mainstay at every Olympic Games since 1908. For more information or requests please contact Daniel Smith at World Sailing on marketing@sailing.org or phone +44 (0) 7771 542 131.

Isabel Swan e Samuel Albrecht, da Nacra 17, terminam o dia na 11º posição geral e ainda tem chances de entrar na medal race da classe que acontece na terça-feira (16). Os resultados de hoje (12º, 4º e 19º) complicaram um pouco a rota para a medal race da dupla brasileira.

França, Alemanha e Espanha lideram a classe que corre mais três regatas neste domingo (14).

Foto World Sailing