Martine e Kahena competem contra os homens na Copa Brasil de Vela

IV Copa Brasil de Vela

Os bons ventos da vela começaram a soprar nesta segunda-feira em Porto Alegre. Foi o primeiro dia de regatas da IV Copa Brasil de Vela e da II Copa Brasil de Vela Jovem, que estão sendo realizadas no Guaíba, com sede dividida entre o Clubes dos Jangadeiros e o Veleiros do Sul. Neste dia de estreia, destaque para a participação das velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze na raia entre os homens, na disputa da classe 49er. As campeãs olímpicas da 49erFX venceram uma das duas regatas disputadas e estão em segundo lugar na classificação, com quatro pontos perdidos.

“Toda competição é válida, e competir com os homens é um desafio maior. Hoje, demos um jeito de acertar todos os detalhes para ganhar alguma vantagem caso o vento aumentasse. E isso deu certo”, explicou Martine, que topou o desafio de correr ao lado de Kahena de 49er pela falta de um número suficiente de adversárias na 49erFX. As embarcações das duas classes são iguais, mas o mastro e a vela são maiores na 49er. Continuar lendo “Martine e Kahena competem contra os homens na Copa Brasil de Vela”

Martine Grael/Kahena Kunze e Jorginho Zarif são ouro na etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela

Miami teve um fim de semana à brasileira na vela. Depois do ouro de Martine Grael e Kahena Kunze, no sábado, na classe 49er FX, Jorge Zarif subiu no topo do pódio neste domingo, dia 29, na classe Finn, na disputa da etapa americana da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (World Sailing).

Foi o bicampeonato do atleta brasileiro no evento, em que tinha sido campeão em 2016, além de dois bronzes em 2013 e 2014. E foi o fecho dourado de uma semana irretocável para Zarif no City of Miami Regatta Park. O velejador não deu chances aos adversários. Já ao fim da primeira fase, não podia mais ser alcançado pelos rivais. Para sacramentar o ouro, bastava completar a regata de medalha, o que o brasileiro fez neste domingo em terceiro lugar. Com o resultado, encerrou a competição com 23 pontos perdidos, bem à frente do britânico Ben Cornish, segundo colocado com 51 p.p.

“Foi uma grande semana. É o começo do ciclo olímpico, então eu estava relaxado, com a cabeça tranquila, sem me preocupar muito com o resultado. Acho que posso tentar mais velejar correndo menos riscos, como fiz aqui. É um ponto que posso levar daqui para frente”, disse o velejador brasileiro, em entrevista para o canal da World Sailing no YouTube.

Outras duas regatas de medalha disputadas neste domingo tiveram presença de velejadores brasileiros. Na classe Laser, Bruno Fontes terminou a regata em décimo lugar, fechando sua participação também na décima colocação, com 161 pontos perdidos. Na 470 masculina, Henrique Haddad e Breno Abdulklech ficaram na décima posição na última prova e em nono na classificação geral (101 p.p.).

A próxima grande competição para os velejadores brasileiros será a IV Copa Brasil de Vela, em Porto Alegre, de 5 a 11 de março. O evento será seletivo para formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017.

 

Resultados completos do Brasil na etapa de Miami da Copa do Mundo: 

Classer 49er FX: Martine Grael e Kahena Kunze, 1º lugar, 35 pontos perdidos

Classe Finn: Jorge Zarif, 1º lugar, 23 p.p.

Classe 470 masculina: Henrique Haddad e Breno Abdulklech, 9º lugar, 101 p.p.

Classe Laser: Bruno Fontes, 10º lugar, 161 p.p.

Classe 49er: Robert Scheidt e Gabriel Borges, 16º lugar, com 140 pontos perdidos

Classe RS:X feminino: Bruna Martinelli, 17ª colocação (182 p.p.)

Classe Laser Radial: Gabriella Kidd, 25ª posição (218 p.p.)

Mais informações e resultados completos da etapa de Miami da Copa do Mundo:
https://swc2017-miami.sapsailing.com

 

Grael/Kunze estreiam na liderança da Copa do Mundo de Miami

Foto: Sailing Energy

A Copa do Mundo de Vela começou sua edição 2017 em Miami, nos Estados Unidos. Martine Grael e Kahena Kunze lideram a classe 49erFX com dois pontos perdidos após três regatas e um descarte. Jorginho Zarif também fez uma boa estreia, somando cinco pontos para aparecer na segunda colocação da classe Finn após duas regatas. Henrique Haddad e Breno Abduklech aparecem em quarto na classe 470 também após duas regatas.

A competição marca a estreia da dupla Robert Scheidt e Gabriel Borges em eventos do Circuito Mundial da Federação Internacional. Os dois terminaram o primeiro dia em 22º lugar entre 26 barcos. Nesta quarta-feira (25), a dupla brasileira volta para o mar em busca de mais entrosamento e experiência nessa nova etapa da carreira para Scheidt, que, aos 43 anos, decidiu encarar o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes das classes Star e Laser, que o consagraram no iatismo.

Scheidt/Borges foram melhorando a cada disputa. Abriram a competição com um 23º lugar. Na segunda prova os brasileiros subiram para 19º e encarraram sua participação na etapa inicial com a 18º posição na última corrida da programação. Com esses resultados, têm 60 pontos perdidos para figurar em 22º. A liderança está com os franceses Lucas Rual e Emile Amoros, com 20 pontos perdidos. No total, a classe 49er terá 12 regatas em Miami, mais a medal race, programada para ser disputada no sábado (28).

Robert analisou o primeiro dia em Miami. “Em termos de resultados, foi um dia ruim. Apesar de largadas relativamente boas, não conseguimos velejar bem com o vento. Na última regata, até estávamos em quarto lugar, mas erramos um pouco na estratégia do popa e muitos barcos passaram. Mas enfim, a cada dia na água, a cada disputa, estamos evoluindo. Certamente dá para velejar melhor do que hoje (ontem) e vamos com tudo para melhorar isso”, disse o bicampeão olímpico, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios de COB e CBVela.

A etapa de Miami da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela) é a primeira grande competição do ano, mas a temporada 2017 começou há duas semanas para Scheidt e seu novo parceiro. A dupla disputou a Miami Mid Winters e terminou em 11º lugar na disputa que envolveu 17 barcos.

Scheidt entra na disputa da classe 49er na Copa do Mundo confiante após a experiência na Mid Winters. “Foi ótimo ter feito essa competição para ganhar ritmo, ver como são as largadas, a dinâmica da flotilha e a tática da regata, que é muito diferente do que eu estou acostumado. O mais importante é que sentimos ter melhorado a cada dia”, afirmou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios. Após a World Cup, a nova dupla pretende participar da Copa Brasil, em Porto Alegre e, a partir de abril, investir mais tempo em treinamento, desta vez na Europa.

Além da dupla Robert Scheidt/Gabriel Borges, o Brasil tem mais velejadores da etapa de Miami da Copa do Mundo. São eles: Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX); Jorge Zarif (Finn); Bruno Fontes (Laser); Henrique Haddad e Breno Abdulklech (470 masculina); Gabriella Kidd (Laser Radial); e Bruna Martinelli (RS:X feminina).

Para ver os resultados completos, clique aqui.

Copa do Mundo de Miami começa nesta terça com brasileiras como favoritas

A primeira grande competição internacional reunindo as classes olímpicas no ciclo Tóquio 2020 terá regatas a partir desta terça-feira, dia 24. Com mais de 450 atletas inscritos, a etapa de Miami marca o início da temporada 2017 da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela), no City of Miami Regatta Park. Velejadores brasileiros medalhistas olímpicos estarão na disputa, como Martine Grael e Kahena Kunze, na 49er FX, e Robert Scheidt, agora competindo na classe 49er ao lado de Gabriel Borges. Além deles, Jorge Zarif também estará na água, defendendo a medalha de ouro que conquistou em Miami no ano passado.

“Agora é outro momento, começo de temporada e de ciclo olímpico. Vai ser o primeiro campeonato na Finn depois da Olimpíada, com vários adversários fortes. Não será fácil repetir essa medalha, mas vou em busca de um bom resultado”, afirma Zarif.

As regatas de medalha estão previstas para os dias 28 (sábado) e 29 (domingo). De olho em mais um pódio, as campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze chegam ao evento embaladas pelo título no Miami Mid Winters da classe 49er FX. Na classe RS:X feminina, Bruna Martinelli também vem de um resultado expressivo na última semana: a medalha de prata no Campeonato Norte-Americano, atrás apenas da espanhola Marina Alabau.

Em 2016, o Brasil conquistou três medalhas na etapa de Miami da Copa do Mundo. Foram dois ouros (Jorge Zarif, na Finn; e Robert Scheidt, então na classe Laser); e um bronze (Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, na 470 feminina). No total em etapas da Copa do Mundo (desde 2009), o Brasil soma 39 medalhas, sendo 19 de ouro, 11 de prata e nove de bronze.

Os seguintes velejadores brasileiros estão em Miami para a Copa do Mundo: Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX); Robert Scheidt e Gabriel Borges (49er); Jorge Zarif (Finn); Bruno Fontes (Laser); Henrique Haddad e Breno Abdulklech (470 masculina); Gabriella Kidd (Laser Radial); e Bruna Martinelli (RS:X feminina).

Mais informações sobre a etapa de Miami da Copa do Mundo:
http://miami.ussailing.org/

Martine e Kahena vencem o Midwinters de 49er FX em Miami

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Na primeira competição após os Jogos Rio 2016, Martine Grael e Kahena Kunze mantiveram a doce rotina do pódio. Melhor ainda: o topo do pódio. As campeãs olímpicas da classe 49er FX conquistaram nesta segunda-feira, dia 14, o título do Miami Mid Winters, nos Estados Unidos. Com sobras, elas garantiram a medalha de ouro vencendo sete de 11 regatas e fechando o campeonato com 13 pontos perdidos.

Foi o segundo título de Martine e Kahena no Mid Winters, onde elas levaram ouro em 2015 e bronze em 2016. Em segundo lugar chegaram as americanas Paris Henken/Helena Scutt, com 24 pontos, e as norueguesas Ragna Agerup/ Maia Agerup ficaram com o bronze (35 p.p.).

A competição marcou também a estreia de Robert Scheidt em sua nova classe, a 49er. Ao lado de Gabriel Borges, o maior medalhista olímpico do esporte brasileiro terminou na 11ª posição, com 116 pontos perdidos, após sofrer com quebras no barco durante o primeiro dia do campeonato. O ouro foi para Diego Botin e Santi López, com 28 p.p.

Aberto para as classes Nacra 17, 49er e 49er FX, o Miami Mid Winters foi um evento de preparação para a etapa de Miami da Copa do Mundo da World Saling (Federação Internacional de Vela), que começa no próximo domingo, dia 22, no City of Miami Regatta Park. As primeiras regatas estão previstas para terça-feira, dia 24, com disputas em todas as classes olímpicas: Nacra 17, 49er, 49er FX, Finn, Laser, Laser Radial, RS:X masculino e feminino, e 470 masculino e feminino.

Mais informações sobre o Miami Mid Winters:

http://www.regattanetwork.com/event/13682#_newsroom

Fonte: assessoria

Scheidt e Coveiro têm problema na estreia da 49er; Grael e Kunze lideram

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A estreia de Robert Scheidt na classe 49er foi marcada por muitas dificuldades técnicas no equipamento. Em função de quebras no barco, o bicampeão olímpico e o proeiro Gabriel Borges conseguiram completar apenas um das cinco regatas do primeiro dia do Miami Mid Winters, neste sábado (14), no City of Miami Regatta Park, nos Estados Unidos. Robert entrou na disputa como preparação para a etapa de Miami da Copa do Mundo, de 22 a 29 de janeiro, e os problemas não desanimam o maior medalhista olímpico do Brasil.

“Infelizmente aconteceram algumas quebras no barco. Quebrou a adriça da vela balão (cabo para içar a vela) na primeira regata e não conseguimos consertar a tempo para as duas primeiras provas. Com isso, voltamos para correr a terceira regata, mas na quarta quebrou outro componente e tivemos que voltar para o clube. Então, não foi um dia bom, porque das cinco regatas, conseguimos completar apenas uma. Estamos trabalhamos para consertar tudo e velejar neste (domingo, 15). Foi um primeiro dia um pouco frustrante, mas o importante é que temos tempo para nos preparar bem para a Copa do Mundo”, disse Robert, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios de COB e CBVela.

Robert Scheidt e Gabriel Borges chegaram em 11º lugar na terceira regata desta sábado, em Miami. Como não conseguiram pontuação nas outras quatro corridas, ocupam a 12º posição na classificação geral, com 83 pontos perdidos. A liderança é da dupla Diego Botin/Santi López, com 18 pontos. No total, 17 barcos estão na disputa da classe 49er no Miami Mid Winters.

Já a dupla de ouro na Rio 2016 Martine Grael e Kahena Kunze segue mostrando que a medalha foi mais do que merecida e lidera a 49er FX, com dois primeiros e dois segundos lugares.

Novo desafio – Após o quarto lugar nos Jogos do Rio de Janeiro, Robert decidiu, aos 43 anos, encarar o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes das classes Star e Laser, que o consagraram no mundo do iatismo. Após a Mid Winter e a Copa do Mundo, ambas em Miami, a nova dupla pretende participar da Copa Brasil, em Porto Alegre e, a partir de abril, investir mais tempo em treinamento, desta vez na Europa.

O desafio na 49er abre a possibilidade de um novo ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio. “Sempre imaginei que a Rio/2016 fosse a minha última Olimpíada. Eu estava sem definição do que iria fazer quando o Gabriel me ligou perguntando se eu gostaria de testar o 49er. E pensei: ‘Por que não tentar uma categoria nova?’ Ainda tenho lenha para queimar e essa é uma nova motivação. Vamos em frente e deixar as coisas acontecerem até decidirmos se essa empreitada pode se transformar em ciclo olímpico”, contou o maior medalhista do Brasil em Jogos Olímpicos, com cinco pódios.

O recomeço no iatismo é encarado com tranquilidade. “Vejo o 49er como um barco interessante e a ideia é velejar sem compromisso nenhum. Por enquanto, quero aproveitar o privilégio de fazer o que gosto, sem ambição de ser medalhista olímpico de novo. Até porque tenho uma montanha enorme na minha frente. Não tenho background nesse barco. E você toma muita surra no início. Mas estou gostando e o Gabriel é um excelente proeiro (ele fez dupla com Marco Grael no Rio-2016 e terminou em 11º lugar). O tempo vai mostrar até que nível podemos chegar e o próximo ano é decisivo”, afirma Robert.

Sem descanso – Os treinos na nova categoria começaram em novembro do ano passado, na Itália, mais especificamente no Lago di Garda, onde Robert mora com a família. A rotina tem sido exigido muito esforço físico. “As exigências na 49er são diferentes em relação às minhas experiências anteriores. Na Laser, por exemplo, o trabalho é de resistência e alguma força. Agora, as pernas são muito exigidas, pois só se veleja em pé. É preciso velocidade para cruzar o barco. Você apanha muito no começo, mas estou gostando”, conta Robert, que convive com tombos, arranhões e apresenta os joelhos constantemente ‘ralados’.

Após Ri0 2016, Scheidt, Martine e Kahena voltam a competir

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Para os velejadores Robert Scheidt, Martine Grael e Kahena Kunze, o ciclo que leva a Tóquio 2020 começa nos Estados Unidos. A partir deste sábado, dia 14, os três medalhistas olímpicos do Brasil competem pela primeira vez após os Jogos Rio 2016, no Miami Mid Winters, que tem como sede o City of Miami Regatta Park.

Esta será a primeira competição de Robert Scheidt na classe 49er. Com cinco medalhas olímpicas no currículo — dois ouros na Laser (Atlanta-1996 e Atenas-2004), duas pratas (na Laser em Sydney-2000, e na Star em Pequim-2008) e um bronze (na Star em Londres-2012) —, o velejador vai fazer sua estreia oficial ao lado do proeiro Gabriel Borges. O Mid Winters vai até o dia 16 e terá disputas nas classes Nacra 17, 49er e 49er FX. O evento serve de preparação para a etapa de Miami da Copa do Mundo da World Saling (Federação Internacional de Vela), que começa no dia 22, no mesmo local.

“Nossa ideia é competir como uma regata de treino para a World Cup. Vai ser nossa primeira regata de 49er. Não dá para esperar muito em termos de resultado. É uma oportunidade ótima de ver como é a competição, sentir as dificuldades para tentar melhorar para depois”, afirmou Scheidt.

Já Martine Grael e Kahena Kunze vão competir pela primeira vez após a conquista do ouro nos Jogos Rio 2016 na classe 49er FX. A dupla já tem um histórico de medalhas no Mid Winters, com um ouro em 2015 e um bronze em 2016.

“Estamos bem animadas para esse recomeço. Vai ser muito legal voltar às regatas e reencontrar o Javier Torres, que foi nosso técnico no ciclo olímpico e agora está aqui ajudando as equipes brasileiras de 49er”, disse Martine Grael.

Mais informações sobre o Mid Winters: http://www.regattanetwork.com/event/13682

Marina da Glória e CBVela fecham parceria pelos próximos 10 anos

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Num marco histórico para o esporte brasileiro, a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) e a BR Marinas assinaram, nesta quinta-feira, dia 15, um convênio que oficializa a Marina da Glória como nova casa da vela no país. A parceria terá 10 anos de duração e representa uma conquista sem precedentes para a modalidade. A sede das regatas olímpicas dos Jogos Rio 2016 – um espaço aberto à visitação pública desde o fim das Olimpíadas e integrado ao Parque do Flamengo – passará a ser a principal base de infraestrutura e treinamento para os velejadores brasileiros.

“Para a Confederação, é a conquista mais importante da história da vela no Brasil. É um legado dos Jogos Rio 2016. A partir de hoje, passamos a contar com estrutura própria para investir no desenvolvimento da modalidade. Pela primeira vez, teremos uma base com saída para o mar. Assim, teremos condições de oferecer um suporte ainda melhor aos atletas de alto rendimento. E, na outra ponta, vamos promover atividades náuticas na Marina, voltadas também para a Vela Jovem, para garantir o futuro do esporte”, afirmou o presidente da CBVela, Marco Aurélio de Sá Ribeiro.

“Esse convênio vai ao encontro da vocação e dos propósitos da Marina da Glória, que é fazer do local uma referência das atividades náuticas no país, de forma a projetar a prática esportiva nacional e internacionalmente. A Marina reúne todas as qualidades para isso: naturais, de infraestrutura e sentimentais. Nas Olimpíadas, vivemos aqui emoções sem precedentes. E que venham muitas outras”, disse Gabriela Lobato, presidente da Marina da Glória.

A cerimônia de assinatura do convênio foi marcada por uma homenagem especial à dupla campeã olímpica da classe 49er FX. Martine Grael e Kahena Kunze voltaram à Marina da Glória, mesmo local de onde saíram com a medalha de ouro no mês de agosto, para reviver um pouco daquela emoção com uma exposição de fotos e vídeo. As duas autografaram o colete que foi usado por Kahena durante os Jogos Rio 2016 e que ficará na sede da CBVela como lembrança desse momento histórico, exposto à visitação da população do Rio de Janeiro e dos turistas que forem ao local.

“Receber esta homenagem é uma honra para nós. Ganhamos a medalha de ouro aqui na Marina da Glória, que agora passa a ser a casa da vela brasileira. Esperamos que mais gente venha aqui para conhecer e praticar o nosso esporte”, disse Martine Grael.

Santiago Lange (ARG) e Hanna Mills e Saskia Clark (GBR) são eleitos melhores velejadores do mundo

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Os indicados antes da premiação na foto de Alex Saldanha

No dia em que o mundo espera o resultado das eleições americanas, a comunidade náutica aguardou ansiosa o resultado de melhor velejador do mundo de 2016. O Brasil mais uma vez esteve concorrendo com as meninas de ouro Martine Grael e Kahena Kunze, porém, este ano o título feminino ficou com a dupla britânica Hanna Mills e Saskia Clark, da classe 470. As duas foram prata no Mundial de 2015, venceram a etapa final da Copa do Mundo de Vela e, após um amargo 16º lugar no Mundial de 2016, conquistaram o ouro olímpico no Rio 2016.

Entre os homens, o vencedor foi Santiago Lange. Argentino, medalha de ouro na Rio 2016 na classe Nacra 17 ao lado de Cecília Carranza (que também concorreu ao prêmio de melhor do mundo), Lange mostrou ao mundo que a vela não tem idade e não tem limitações. Em 2015 ele tirou um pulmão por conta de um câncer e aos 54 anos provou que está em melhor forma que muito garoto ao disputar a sua sexta olimpíada e conquistar sua terceira medalha (ele tem dois bronzes na Tornado em 2004 e 2008).

O Brasil já conquistou o prêmio quatro vezes com Martine e Kahena em 2014, Torben Grael em 2009 e Robert Scheidt em 2004 e 2001.

 

Votação para o prêmio de Melhor Velejador do Mundo está aberta ao público; Grael/Kunze concorrem

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No próximo dia 8 o mundo da vela conhecerá o melhor velejador de 2016. O prêmio, que será entregue em Barcelona durante a Conferência Anual da World Sailing, este ano tem uma novidade. Durante 72 horas, contando a partir desta sexta-feira, o público poderá dar a sua opinião e votar no seu velejador favorito. Mais uma vez as meninas de ouro Martine Grael e Kahena Kunze concorrem ao título. Elas foram eleitas melhores do mundo em 2014. Para votar na dupla, basta clicar aqui.

Os concorrentes são:

Feminino:

Martine Grael and Kahena Kunze (BRA)
Marit Bouwmeester (NED)
Cecilia Carranza Saroli (ARG)
Hannah Mills and Saskia Clark (GBR)
Charline Picon (FRA)

Masculino

Peter Burling and Blair Tuke (NZL)
Sime Fantela and Igor Marenic (CRO)
Santiago Lange (ARG)
Giles Scott (GBR)
Damien Seguin (FRA)

O Brasil já levou o título outras três vezes com Robert Scheidt e Torben Grael. Confira abaixo a lista dos vencedores:

2015 Peter Burling & Blair Tuke (NZL), Sarah Ayton (GBR)
2014 James Spithill (AUS), Martine Grael & Kahena Kunze (BRA)
2013 Mat Belcher (AUS), Jo Aleh & Polly Powrie (NZL)
2012 Ben Ainslie (GBR), Lijia Xu (CHN)
2011 Iker Martinez & Xabier Fernandez (ESP), Anna Tunnicliffe (USA)
2010 Tom Slingsby (AUS), Blanca Manchon (ESP)
2009 Torben Grael (BRA), Anna Tunnicliffe (USA)
2008 Ben Ainslie (GBR), Alessandra Sensini (ITA)
2007 Ed Baird (USA), Claire Leroy (FRA)
2006 Mike Sanderson (NZL), Paige Railey (USA)
2005 Fernando Echavarri & Anton Paz (ESP), Ellen MacArthur (GBR)
2004 Robert Scheidt (BRA), Sofia Bekatorou & Emilia Tsoulfa (GRE)
2003 Russell Coutts (SUI), Siren Sundby (NOR)
2002 Ben Ainslie (GBR), Sofia Bekatorou & Emilia Tsoulfa (GRE)
2001 Robert Scheidt (BRA), Ellen MacArthur (GBR)
2000 Mark Reynolds & Magnus Liljedahl (USA), Shirley Robertson (GBR)
1999 Mateusz Kusznierewicz (POL), Margriet Matthijse (NED)
1998 Ben Ainslie (GBR), Carolijn Brouwer (NED)
1997 Pete Goss (GBR), Ruslana Taran & Elena Pakholchik (UKR)
1996 Jochen Schümann (GER), Lai Shan Lee (HKG)
1995 Russell Coutts (NZL), Isabelle Autissier (FRA)
1994 Peter Blake (NZL) & Robin Knox-Johnston (GBR), Theresa Zabell (ESP)