Rolex Fastnet Race larga em Cowes, na Inglaterra, com brasileiros na disputa

Trezentos e sessenta e oito. Esta é a quantidade de veleiros de oceano que largou neste domingo de Cowes, na Inglaterra, rumo ao farol de Fastnet e de lá até Plymouth, na tradicional – e temida – Rolex Fastnet Race, com 600 milhas náuticas. Dentre os barcos de 29 nacionalidades, a bordo de um com bandeira holandesa, estão dois brasileiros: Martine Grael e Joca Signorini, que disputarão a Volvo Ocean Race no Team AkzoNobel. A Rolex Fastnet Race faz parte da Leg Zero da VOR, uma série de quatro regatas que não contam ponto para a volta ao mundo, mas que são de suma importância na preparação dos sete inscritos.

A organização espera que os maxitrimarãs, barcos mais rápidos da flotilha, cruzem a linha de chegada nesta terça-feira.

Fastnet Race será regata obrigatória para participantes da Volvo Ocean Race

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E a semana começa com mais um anúncio da Volvo Ocean Race, o sexto de um total de dez. Desta vez o assunto é classificação para a disputa da regata. Para correr a Volvo Ocean Race, não basta ter dinheiro e montar uma equipe, é necessário cumprir com alguns requisitos, como quantidade mínima de milhas navegadas. Para poder participar da edição 2017/18 os velejadores terão, obrigatoriamente, que disputar a Fastnet Race, uma das regatas de percurso mais duras do mundo, além de correrem a nova Lisboa to Alicante, que levará a flotilha do local de treino para o local de largada da regata.

A chamada “Perna 0” terá a largada em Cowes, na Inglaterra, passando pelo English Channel, cruzando Land’s End e seguindo para o Mar Celta. Depois de rondar o farol de Fastnet, na costa sudoeste da Irlanda, a flotilha seguirá para Plymouth, na Inglaterra, em um percurso de 600 milhas. De lá, seguirão em uma regata particular até Lisboa, completando a “Perna 0”. A regata seguinte, de Lisboa para Alicante, será chamada de Prólogo.

“Já disputei algumas Fastnet Races, algumas com muito vento, outras sem vento algum. É um percurso muito bom e é interessante velejar pela costa, com os efeitos das correntes. É um excelente teste, uma regata dinâmica, com tempo interessante. Em dois ou três dias é preciso tomar inúmeras decisões, então é bom não só para testar a velocidade dos concorrentes como também a tomada de decisão sob pressão!” disse Charles Caudrelier, skipper do Dongfeng na última edição.

Ter barcos da Volvo Ocean Race na regata, no entanto, não é novidade. Os times têm usado a competição como treino há muitos anos, como foi o caso do maxiyacht Drum, que capotou na Fastnet enquanto se preparava para a edição 1985/86 da VOR.