Após dois dias sem vento, Mundial de 49er começa em Portugal

320508_727830_roberto_mundial_porto_web_.jpg

Após dois dias à espera do vento, o Campeonato Mundial de 49er finalmente começou nesta quarta-feira (30), na cidade do Porto, em Portugal. As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze, são as melhores do time brasileiro e ocupam a 4ª colocação no 49erFX. Na 49er, Robert Scheidt e o proeiro Gabriel Borges são os melhores brasileiros na disputa. Com 8º, 24º e 9º lugares, aparecem na 37ª posição no geral. Os líderes são os alemães Tim Fischer e Fabian Graf, com 3 pontos perdidos. Os demais brasileiros em Portugal, Dante Bianchi/Thomas Low-Beer e Carlos Robles/Marco Grael aparecem em 50º e 66º lugares, respectivamente.  O Mundial segue nesta quinta-feira (31), com expectativa de vento forte.

“Finalmente o campeonato começou. Após uma longa espera de dois dias e do período da manhã desta quarta, fomos para a água por volta das 14h. Começou com vento fraco, entre 5 e 6 nós, e terminou, na última regata, por volta dos 10 nós. Largamos bem nas três provas. Na primeira chegamos a estar em terceiro, mas cometemos alguns erros e terminamos em oitavo. Na segunda também tivemos boas chances, contudo não soubemos ler bem o vento e tomamos decisões equivocadas. Na última corrida novamente conseguimos velejar bem. Estamos felizes e vamos com tudo”, disse o bicampeão olímpico.

Resultados

Da assessoria 

Abertura do Mundial de 49er é adiada em mais um dia

21167263_10156596914564972_4989145514703517528_o.jpg

Os barcos continuam em terra na cidade do Porto, em Portugal, à espera de vento para iniciar a disputa do Campeonato Mundial da Classe 49er. Assim como na segunda-feira, neste terça (29) as condições meteorológicas não permitiram a largada das regatas. Para esta quarta-feira (30), a situação deve mudar e apresentar desafios para as quatro duplas brasileiras que participam da comperição: Carlos Robles/Marco Grael, Robert Scheidt/ Gabriel Borges, Dante Bianchi/Thomas Lowbeer e as campeãs olímpicas Marine Grael/Kahena Kuze. Uma frente fria está sendo esperada e deve provocar ventos fortes e ondas grandes.

Scheidt faz sua estreia na maior e mais importante competição na nova classe e está ansioso para colocar seu 49er na água. “Estamos há três dias parados, um de descanso, domingo, e dois por falta de tempo favorável. Nesta terça, não tinha vento nenhum e choveu pela manhã. Mas a expectativa é para a entrada da frente amanhã (quarta), com muito vento e ondas grandes, o que será um desafio para nós. Mas espero mesmo que possamos estrear logo no Mundial”, disse o velejador.

As regatas serão disputadas diariamente e têm início previsto para 6h55 (horário de Brasília). A competição este ano conta com 84 tripulações na 49er. O campeonato vai até este sábado, dia 2 de setembro, data da regata da medalha.

Com informações da assessoria de Scheidt

Falta de vento adia início do Mundial de 49er

320280_726631_robert_porto_web_

A falta de vento impediu a largada das regatas no primeiro dia do Campeonato Mundial de 49er, na cidade do Porto, em Portugal. Participam da competição os brasileiros Carlos Robles/Marco Grael, Robert Scheidt/Gabriel Borges, Dante Bianchi/Thomas Low-beer e Martine Grael/Kahena Kunze. “Ficamos o dia todo na expectativa, mas só tivemos vento girando entre dois a quatro nós, insuficiente para começar a disputa. Com isso, a programação foi cancelada e passa para amanhã(terça)”, Scheidt.

As regatas serão disputadas diariamente e têm início previsto para 6h55 (horário de Brasília). A competição este ano conta com 84 tripulações na 49er. O campeonato vai até o dia 2 de setembro, data da regata da medalha.

Com informações da assessoria de Scheidt

Mundial de 49er terá quatro duplas brasileiras

170331_Carlos Robles e Marco Grael_Credito Jesus Martinez.jpg

O Campeonato Mundial das classes 49er e 49er FX terá suas primeiras regatas nesta segunda-feira, dia 28, na cidade do Porto, em Portugal. E o Brasil estará na água com nomes de peso. Após uma breve parada para se dedicar à preparação para a Regata de Volta ao Mundo, Martine Grael retoma com Kahena Kunze a dupla que foi campeã olímpica nos Jogos Rio 2016. Na disputa masculina, Carlos Robles e Marco Grael, vencedores da última Copa Brasil, chegam como titulares da Equipe Brasileira de Vela. Mas o país também terá como representante o maior medalhista olímpico do esporte nacional, Robert Scheidt, que participa da competição pela primeira vez, ao lado de Gabriel Borges. Completando a delegação, Dante Bianchi e Thomas Lowbeer também estarão na raia. Continuar lendo “Mundial de 49er terá quatro duplas brasileiras”

ENTREVISTA EXCLUSIVA: MARTINE GRAEL

m102091_crop169014_1024x576_proportional_1501590655E046.jpg

A velejadora Martine Grael é daquelas pessoas que não tem como não admirar. Talentosa, carismática, simpática e amante da natureza, tem em seu currículo nada menos que uma medalha de ouro olímpica conquistada na sua primeira participação na competição, no ano passado, no Rio de Janeiro, além de diversos títulos internacionais como o Mundial de 49er FX e a prata no Pan-Americano de Toronto na mesma classe, sempre ao lado da parceira Kahena Kunze.

Mas, na semana passada Martine começou um novo desafio: o de integrar a equipe Akzo Nobel na próxima Volvo Ocean Race. A estreia em competições foi na regata Volta a Ilha de Wight, primeira perna da chamada Leg Zero, que não conta pontos para a volta ao mundo, mas que tem a presença de todos os times e, por isso, serve como um grande teste. Dois dias mais tarde ela disputou a temida Fastnet Race, de 600 milhas náuticas, ficando na quarta colocação. Martine, no entanto não seguiu com o time para as outras duas etapas da Leg Zero (Plymouth até Saint Malo e Saint Malo até Lisboa), pois tinha agendado dois compromissos obrigatórios para a participação na competição.

Confira a entrevista abaixo:

Notícias Náuticas: Por que você não seguiu com a equipe nestas duas pernas?
Martine: Acabei ficando em Plymouth para fazer um curso médico e um de VHF neste final de semana. Mas, como a flotilha já vai ter partido, vou direto para Barcelona, na Espanha, para pegar o 49erFX e seguir para o Porto, em Portugal, onde disputarei o Mundial da classe ao lado da Kahena.

NN: E como foi a experiência de participar de uma regata como a Fastnet Race a bordo de um VO65?
M: Foi bem cansativa e estressante, com muitos ganhos e perdas de distância. Foi um exemplo de como os próximos nove meses vão ser. Tínhamos os outros os barcos à vista todo o tempo e a velocidade dependia muito do entrosamento da tripulação.

NN: Como está a adaptação para o oceano depois de tanto tempo velejando de monotipo?
M: O começo foi bem difícil, especialmente com as cargas de peso que temos que carregar das velas. Mas o corpo vai acostumando.  O que tenho demorado mais a me adaptar é a falta de sono. Eu geralmente durmo oito horas por dia e nesses barcos tempo de sono é escasso.

NN: O que você achou desta nova regra da Volvo Ocean Race que meio que obriga os times a serem mistos?
M: Acho que vai abrir muitas portas para a vela feminina no mundo todo. Eu não teria tido uma oportunidade melhor.

NN: Muitos dos tripulantes que estão sendo anunciados na VOR não têm experiência com o Oceano. Por que você acha que os times estão investindo nestes velejadores ao invés de pegar velejadores mais experientes em regatas de oceano?
M: Não me leve a mal, mas os times estão investindo muito nos velejadores mais experientes, mas tem que lembrar que também é uma regata bem dura fisicamente e um pouco de juventude traz a vitalidade necessária. Mas a galera de monotipo que entrou nessa regata tem um peso e tanto: a dupla neozelandesa Peter Burling e Blair Tuke, por exemplo, que estão no Team Brunel e no Mapfre não são velejadores quaisquer. Entendo que tem velejadores que já nasceram no oceano, mas com o velejador você traz a disciplina. O olímpico sempre quer mais, quer a perfeição. E estas regatas são mais duras, mais longas, sim, precisa se acostumar, mas ninguém é bobo. Quando fiz os primeiros treinos eu queria testar. O Peter e o Blair sabem o que podem encontrar pela frente. Sabem que tem o risco de marear e chegar no meio do caminho e pedir pra sair.

NN: E como está sendo a experiência para você?
M: Nunca entendi por que as pessoas ficavam no meio da regata falando “o que eu tô fazendo aqui?” Quando você chega em terra, não lembra o que passou? Só que isso aconteceu comigo. Estava na água pensando “Que que eu to fazendo? Estou muito cansada, fazendo uma mega força” Não estávamos ganhando, mas agora estou aqui em Plymouth pensando “caramba, queria muito estar naquele barco!”. Estou seguindo a regata, com saudade de velejar.. então, realmente não dá pra explicar!

Boa sorte, Martine! Nós e o Brasil inteiro estaremos torcendo por você e te esperando em Itajaí de braços abertos!

 

Um dia para ser lembrado: Brasil é ouro na 49erFX com Martine Grael e Kahena Kunze

49erfxfinal1

Prata e bronze que nos perdoem, mas o Brasil é ouro na 49erFX. A conquista, que só veio na última perna da medal race, tirou o grito entalado, dos quartos lugares de Robert Scheidt e Jorginho Zarif, da garganta dos torcedores e um sonoro “É campeão!” foi ouvido por toda a praia do Flamengo. As donas do feito foram Martine Grael e Kahena Kunze velejadoras da 49erFX campeãs mundiais da classe em 2014. A dupla estava em briga direta pelo ouro com as neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech (prata) após erros que tiraram as espanholas da corrida pelo ouro.

A medal race entregou o que prometeu, emoção. As brasileiras foram melhores, Martine mostrou que herdou a frieza de decisões de Torben e decidiu marcar as neozelandesas na perna final após uma aposta arriscada na perna anterior pelo lado oposto da raia. Martine e Kahena correram com tática e venceram a regata com louvor. Foi um ouro digno dos grandes campeões e as meninas de 25 anos ainda marcaram o nome da história olímpica brasileira com a primeira medalha de ouro da vela feminina.

As dinamarquesas Jena Hansen e Katja Salskov-Iversen ficaram com o bronze da classe.

Na 49er, que também correu sua medal race hoje, Peter Burling e Blair Tuke, da Nova Zelândia, venceram a medal race mesmo com o ouro garantido, os australianos Nathan Outteridge e Iain Jensen, ficaram com a prata, e os alemães Erik Heil e Thomas Ploessel, com o bronze.

18/08/2016, o último dia da vela na Rio 2016, é um dia para ser lembrado para sempre!

medalha49erfx

Fotos World Sailing

49er e 49erFx fecham Rio 2016 com medal races que prometem muita emoção

fxfinal

Quatro equipes e três medalhas, essa conta não fecha, mas é assim que vai começar a medal race da classe 49erFX. Quatro duplas têm chances reais de levar o ouro da classe estreante: Tamara Echegoyen e Berta Betanzos (Espanha), Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen (Dinamarca), Alex Maloney e Molly Meech (Nova Zelândia) e as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze entrarão na raia hoje para vencer esta medal race. Com a regata marcada para começar às 15h20, a previsão é de vento sul soprando entre 10 e 11 nós e corações batendo a mais de 100 por minuto.

Na classe masculina 49er, a medalha de ouro já está garantida para os imbatíveis neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke. As outras medalhas ainda estarão em disputa e os alemães Erik Heil e Thomas Ploessel estão apenas três pontos à frente dos australianos Nathan Outteridge e Ian Jensen, atuais campeões olímpicos da classe.

Com velocidade e muita emoção na raia, a classe promete encerrar a vela da Rio 2016 em grande estilo.

Foto World Sailing

Martine Grael e Kahena Kunze assumem terceira posição na 49erFX da Rio 2016

kunze

Martine Grael e Kahena Kunze estão entre as 5 melhores da 49erFX desta Olimpíada desde o início das regatas da classe e ontem, segunda-feira, as velejadoras conquistaram outros ótimos resultados. Foram dois terceiros lugares e um 11º, pior resultado até o momento, e 46 pontos perdidos. Com isso a dupla assume a terceira colocação no quadro geral e empatadas com as segundas colocadas Alex Maloney e Molly Meech, da Nova Zelândia. A dupla espanhola Tamara Echegoyen e Berta Betanzos lidera a corrida pelo ouro com 43 pontos. A classe 49erFX tem mais três regatas programadas para hoje, último dia da regatas classificatórias. Ontem o vento fraco da raia de Niterói deixou inviável a realização de uma quarta regata para as velejadoras. 

Já na 49er masculina, a dupla brasileira Marco Grael e Gabriel Borges estão na 10ª posição geral com 99 pontos perdidos. A dupla vem conquistando bons resultados nas regatas, mas não está conseguindo manter a regularidade. Os neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke são líderes absolutos com apenas 28 pontos perdidos. A classe 49er também tem três regatas programadas para hoje. 

Foto World Sailing

Brasileiras da 49erFX estreiam com problemas, mas se recuperam na Rio-2016

49erfx

Um problema no barco deixou a dupla Martine Grael e Kahena Kunze no 9º lugar na regata de estreia da classe 49erFX que aconteceu hoje na raia do Aeroporto. Mas as meninas voltaram para a segunda regata com o barco em ordem, e a cabeça também, e arrebataram o primeiro lugar. Com os resultados Martine e Kahena começaram as disputas na segunda colocação geral com 10 pontos perdidos, apenas um atrás das líderes canadenses Erin Rafuse e Dannie Boyd. As francesas Sarah Steyaert e Aude Compan estão na terceira colocação. 

Na 49er, classe em que correm os homens, os brasileiros Marco Grael e Gabriel Borges terminaram as regatas do dia nos 10º e 11º lugares e estão no 11º geral. Os imbatíveis neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke lideram a classe, seguidos pelos irlandeses Ryan Seaton e Matthew McGovern.

A classe tinha três regatas programadas, mas as condições do tempo não permitiram a realização da terceira regata do dia que deve ser compensada amanhã, se o tempo permitir.

Foto World Sailing

Velozes 49er e 49erFX estreiam na Rio-2016 com irmãos Grael nas tripulações

160807_Rio2016_pm_13140

Martine Grael e Marco Grael é a nova geração da família mais tradicional e campeã da vela brasileira. Os irmãos são filhos de Torben, dono de 5 medalhas olímpicas e atual coordenador técnico da Equipe Brasileira de Vela. A 49er não é uma classe mista, portanto cada irmão corre em sua classe.

Marco Grael faz dupla com Gabriel Borges e não tem resultados expressivos na classe, mas chega com a vantagem de velejar no quintal de casa, já que ele cresceu em Niterói e aprendeu a velejar na Baía de Guanabara.

Martine corre ao lado de Kahena Kunze com quem conquistou o campeonato mundial da classe em 2014, foi duas vezes vice-campeã mundial (2013 e 2014) e  medalha de prata no Pan-Americano de Toronto, em 2015. Martine e Kahena também velejam no quintal de casa e vão tentar tirar proveito da raia pra lá de conhecida.

O 49er é um barco com 4,99 metros, daí o nome, e área vélica de 16,1 m2 na classe masculina e 13,8 m2 na classe feminina. Com casco estreito e trapézios onde os velejadores se penduram para fazer contrapeso, é um barco extremamente rápido que costuma proporcionar regatas emocionantes durante as competições.

Hoje a classe Laser volta à raia e as classes Finn e Nacra 17 têm o dia de folga. As regatas começam às 13h.

Foto World Sailing