Medal Race do Nacra 17 é cancelada no Evento Teste do Mundial de Vela após fabricante anunciar recall

Hoje em dia é muito comum vermos na TV as grandes montadoras anunciando recall em determinados modelos de carros por diferentes motivos. O que não estamos acostumados é ver recall de barco. Pois isto está acontecendo com os novos barcos da classe Nacra 17. Neste final de semana a World Sailing anunciou que a medal race da classe no Evento Teste do Mundial de Classes Olímpicas, que foi disputado em Aarhus, na Dinamarca, até este sábado, foi cancelada por conta de problemas na placa inferior que suporta a nova bolina.

Os barcos que serão usados em Tóquio 2020 possuem fólios e são uma versão atualizada dos barcos usados no Rio 2016. Conversamos com Gabi Nicolino, que faz parte da Equipe Olímpica Brasileira, e acaba de retornar da Itália, onde passou cinco semanas treinando para o Mundial de Nacra, que será disputado a partir do dia 5/9 em La Grand Mote, na França.

“Nós fomos para a Europa na intenção de disputar o Campeonato Europeu, porém, o kit que deveria chegar no final de junho só chegou dia 12 de julho e optamos, então por ficar treinando em Torbole, na Itália, ao invés de competir. Neste kit vem os cascos novos e os foils novos (leme e bolina) todo o resto (mastro, trampolim, velas, etc) nós já tínhamos. Continuar lendo “Medal Race do Nacra 17 é cancelada no Evento Teste do Mundial de Vela após fabricante anunciar recall”

RS:X: Patricia Freitas é 5ª no Evento Teste do Mundial de Classes Olímpicas

Patrícia Freitas_Crédito Jesus Renedo_Sailing Energy_Aarhus Sailing Week

O ano de 2017 tem sido de resultados muito consistentes para a velejadora Patrícia Freitas da classe RS:X Feminina. E o mais recente veio neste sábado, dia 12, com a quarta colocação na Semana de Aarhus, na Dinamarca, que serviu como evento-teste para o Campeonato Mundial de Classes Olímpicas de 2018. Em três competições do circuito da World Sailing (Federação Internacional de Vela) nesta temporada, a brasileira obteve três resultados de top 5.

“Foi uma semana de condições variadas. Esse campeonato foi um teste para o Mundial que acontecerá aqui no ano que vem, até lá eu subo mais um pouco”, afirmou Patrícia.

A velejadora brasileira terminou a Semana de Aarhus com 53 pontos perdidos, empatada com a italiana Flavia Tartaglini, que conquistou o bronze por ter vencido neste sábado a regata de medalha, que era critério de desempate. Patrícia acabou na quarta posição na regata decisiva e ficou apenas um ponto atrás de outra italiana, Marta Maggetti, que levou a prata (52 p.p.). O ouro foi para a holandesa Lilian de Geus (19 pontos perdidos).

Este ano, Patrícia Freitas competiu três vezes em competições da World Sailing, sempre ficando no top 5:

  1. Copa do Mundo de Hyères (França): 5° lugar
  2. Final da Copa do Mundo em Santander (Espanha): medalha de ouro
  3. Evento-Teste do Mundial de Aarhus: 4° lugar

O próximo compromisso na agenda é o Campeonato Mundial de RS:X, marcado para começar no dia 16 de setembro. A competição vai ter um sabor de prévia dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, já que será realizada em Enoshima, a sede das regatas olímpicas daqui a três anos.

Na classe Finn, Jorge Zarif encerrou sua participação neste sábado, ficando em 19° lugar, com 149 pontos perdidos. Jorginho agora volta o foco para o Campeonato Mundial de Finn, que tem início previsto para 1° de setembro, em Balatonfoldvar, na Hungria.

Na RS:X masculina, o brasileiro Gabriel Bastos acabou na 42ª colocação, com 273 pontos perdidos.

Para ver os resultados completos, clique aqui.

Snipe: Paradeda/Mazin perdem o vice-mundial em protesto; Camaradinha/Leleko são os melhores brasileiros

20690241_1012918725512191_2274496981965975328_o.jpg

 

Terminou nesta sexta-feira em La Coruña, na Espanha o Mundial da classe Snipe. O Brasil esteve na frente da competição até o penúltimo dia com Mario Tinoco (Camaradinha) e Leleko Muto, quando o vento apertou e os porto-riquenhos Raul Rios e Mac Agnese assumiram a ponta. Neste último dia, no entanto, Xandi Paradeda e Lucas Mazim foram os melhores, encerrando a competição na segunda colocação geral, com os porto-riquenos em primeiro, porém um protesto tirou a dupla brasileira do pódio. Raul/Mac mantiveram o título, com Gustavo e Rafael del Castillo em segundo e Rayco Alvarez e Gonzalo Quintana em terceiro.

Os melhores brasileiros foram Camaradinha/Leleko em quinto, Alexandre Tinoco (Amiguinho)/Victor Perez em sexto e Bruno Bethlem (Bebum)/Leandro Lins em nono. Xandi/Lucas acabaram na 11ª colocação.

“Hoje tivemos duas regatas com vento de 12 a 18 (mais para 18!), com muita onda, condição bem difícil. Os brasileiros foram muito bem, conseguimos colocar todos as 17 duplas na flotilha ouro e o resultado final foi muito bom. Representamos muito bem o Brasil. Felizmente fui o melhor brasileiro e fiquei muito feliz com isso. O campeonato foi muito difícil, nível técnico altíssimo. Liderei por dois dias, mas no final cometi erros que a flotilha não perdoa. Foi um dos campeonatos mais difíceis da história, com muita gente boa, muitos campeões mundiais e fiquei com gostinho de quero mais. No próximo estaremos lá com um time muito bom!”

Resultado parte 1
Resultado parte 2

Atualizado em 11/8 às 16h15

 

ENTREVISTA EXCLUSIVA: MARTINE GRAEL

m102091_crop169014_1024x576_proportional_1501590655E046.jpg

A velejadora Martine Grael é daquelas pessoas que não tem como não admirar. Talentosa, carismática, simpática e amante da natureza, tem em seu currículo nada menos que uma medalha de ouro olímpica conquistada na sua primeira participação na competição, no ano passado, no Rio de Janeiro, além de diversos títulos internacionais como o Mundial de 49er FX e a prata no Pan-Americano de Toronto na mesma classe, sempre ao lado da parceira Kahena Kunze.

Mas, na semana passada Martine começou um novo desafio: o de integrar a equipe Akzo Nobel na próxima Volvo Ocean Race. A estreia em competições foi na regata Volta a Ilha de Wight, primeira perna da chamada Leg Zero, que não conta pontos para a volta ao mundo, mas que tem a presença de todos os times e, por isso, serve como um grande teste. Dois dias mais tarde ela disputou a temida Fastnet Race, de 600 milhas náuticas, ficando na quarta colocação. Martine, no entanto não seguiu com o time para as outras duas etapas da Leg Zero (Plymouth até Saint Malo e Saint Malo até Lisboa), pois tinha agendado dois compromissos obrigatórios para a participação na competição.

Confira a entrevista abaixo:

Notícias Náuticas: Por que você não seguiu com a equipe nestas duas pernas?
Martine: Acabei ficando em Plymouth para fazer um curso médico e um de VHF neste final de semana. Mas, como a flotilha já vai ter partido, vou direto para Barcelona, na Espanha, para pegar o 49erFX e seguir para o Porto, em Portugal, onde disputarei o Mundial da classe ao lado da Kahena.

NN: E como foi a experiência de participar de uma regata como a Fastnet Race a bordo de um VO65?
M: Foi bem cansativa e estressante, com muitos ganhos e perdas de distância. Foi um exemplo de como os próximos nove meses vão ser. Tínhamos os outros os barcos à vista todo o tempo e a velocidade dependia muito do entrosamento da tripulação.

NN: Como está a adaptação para o oceano depois de tanto tempo velejando de monotipo?
M: O começo foi bem difícil, especialmente com as cargas de peso que temos que carregar das velas. Mas o corpo vai acostumando.  O que tenho demorado mais a me adaptar é a falta de sono. Eu geralmente durmo oito horas por dia e nesses barcos tempo de sono é escasso.

NN: O que você achou desta nova regra da Volvo Ocean Race que meio que obriga os times a serem mistos?
M: Acho que vai abrir muitas portas para a vela feminina no mundo todo. Eu não teria tido uma oportunidade melhor.

NN: Muitos dos tripulantes que estão sendo anunciados na VOR não têm experiência com o Oceano. Por que você acha que os times estão investindo nestes velejadores ao invés de pegar velejadores mais experientes em regatas de oceano?
M: Não me leve a mal, mas os times estão investindo muito nos velejadores mais experientes, mas tem que lembrar que também é uma regata bem dura fisicamente e um pouco de juventude traz a vitalidade necessária. Mas a galera de monotipo que entrou nessa regata tem um peso e tanto: a dupla neozelandesa Peter Burling e Blair Tuke, por exemplo, que estão no Team Brunel e no Mapfre não são velejadores quaisquer. Entendo que tem velejadores que já nasceram no oceano, mas com o velejador você traz a disciplina. O olímpico sempre quer mais, quer a perfeição. E estas regatas são mais duras, mais longas, sim, precisa se acostumar, mas ninguém é bobo. Quando fiz os primeiros treinos eu queria testar. O Peter e o Blair sabem o que podem encontrar pela frente. Sabem que tem o risco de marear e chegar no meio do caminho e pedir pra sair.

NN: E como está sendo a experiência para você?
M: Nunca entendi por que as pessoas ficavam no meio da regata falando “o que eu tô fazendo aqui?” Quando você chega em terra, não lembra o que passou? Só que isso aconteceu comigo. Estava na água pensando “Que que eu to fazendo? Estou muito cansada, fazendo uma mega força” Não estávamos ganhando, mas agora estou aqui em Plymouth pensando “caramba, queria muito estar naquele barco!”. Estou seguindo a regata, com saudade de velejar.. então, realmente não dá pra explicar!

Boa sorte, Martine! Nós e o Brasil inteiro estaremos torcendo por você e te esperando em Itajaí de braços abertos!

 

Volvo Ocean Race: Mapfre vence terceira etapa da Leg Zero

Os espanhóis do Mapfre venceram a terceira etapa da Leg Zero da Volvo Ocean Race, que pariu de Plymouth, na Inglaterra, rumo a St. Malo, na França. O time comandado por Xabi Fernandez cruzou a linha de chegada às 6h29, horário local, seguido por Team Brunel, às 7h10, e Dongfeng Race Team, às 7h19. O Team Akzo Nobel, que contou com o reforço apenas de Joca Signorini (Martine ficou em Plymouth), foi o quinto a cruzar a linha, às 7h32.

“Foi um excelente resultado e uma excelente regata para nós, do começo ao final. Fizemos boas escolhas indo mais para o mar aberto, pegando mais vento e vencendo a corrente, enquanto víamos os outros times caírem nela. Estou muito satisfeito com o resultado”, disse Xabi.

Martine Grael não participou da etapa:
A velejadora brasileira Martine Grael, que compete pelo Team Akzo Nobel, não participou desta etapa. Após a regata Fastnet Race ela ficou em Plymouth, na Inglaterra, para fazer dois treinamentos obrigatórios para a Volvo Ocean Race: um de rádio vhf e outro médico. De lá ela segue para Barcelona, onde pegará seu 49erFX e seguirá para o Porto, em Portugal, onde disputará o Mundial da classe ao lado de Kahena Kunze.

Leg Zero, Terceira etapa, de Plymouth a Saint-Malo:

  1. MAPFRE elapsed time 0629 UTC
  2. Team Brunel 0710
  3. Dongfeng Race Team 0719
  4. Vestas 11th Hour Racing 0728
  5. Team AkzoNobel 0732
  6. Turn the Tide on Plastic 0835
  7. Sun Hung Kai/Scallywag 0908

Resultado acumulado da Leg Zero após três etapas:

  1. MAPFRE 23 points
  2. Team Brunel 20
  3. Dongfeng Race Team 19
  4. Team AkzoNobel 15
  5. Vestas 11th Hour Racing 12
  6. Turn the Tide on Plastic 9
  7. Sun Hung Kai/Scallywag 7

Mundial de Snipe: Paradeda/Mazin são os melhores brasileiros no vento forte

O segundo dia da fase final do Mundial de Snipe foi de vento muito forte em La Coruña, na Espanha. Duas regatas foram realizadas com percurso triangular e vento rondado. Xandi Paradeda e Lucas Mazim terminaram o dia como a melhor dupla brasileira. Os gaúchos venceram a primeira regata e com isso subiram para a terceira colocação geral. Mario Tinoco, o Camaradinha, e Leleko Muto caíram para a quarta colocação geral, a apenas um ponto de Xandi/Lucas. Os porto-riquenhos Raul Rios e Mac Agnese assumiram a liderança, com os espanhóis Gustavo e Rafael del Castillo em segundo. O campeonato termina nesta sexta com a previsão de mais duas regatas.

O resultado completo pode ser visto  aqui

Volvo Ocean Race: skipper do Team New Zealand é confirmado no Team Brunel

m45427_13-00-170802-asv-3344-07612-edit--1-.jpg

O neozelandês Peter Burling acaba de ser confirmado como tripulante do Team Brunel na próxima Volvo. Burling foi campeão olímpico na Rio 2016 na classe 49er ao lado de Blair Tuke com quem também dividiu a vitória da America´s Cup a bordo do Team New Zealand. Porém, os dois velejarão separados, já que Tuke está a bordo do Mapfre e apenas um terá chance de conquistar a tríplice coroa das competições de vela mais importantes do mundo.

“Sempre quis correr esta regata, apesar de não ter feito muitas provas offshore. Sempre quis me envolver, porém nunca achei tempo. Parece uma ótima oportunidade para aprender com um time que já tem experiência”, disse ele em Plymouth, após a chegada da Fastnet Race, que contou como segunda etapa da Leg Zero da Volvo Ocean Race.

“Peter é um dos mais talentosos velejadores do mundo, conquistando a medalha de ouro na Rio 2016 e na America´s Cup. Ele é uma grande soma no nosso time. É um excelente skipper – um dos mais rápidos – e tenho certeza que vai se adaptar muito rápido”, disse o skipper do Team Brunel Bouwe Bekking.

 

Mundial de Snipe: Camaradinha e Leleco lideram fase classificatória

20645198_1011856918951705_3170341893785771055_o.jpg

A fase final do Mundial de Snipe começou com Brasileiros na liderança. Mario Tinoco, o Camaradinha, e Leleco Muto venceram a primeira das três regatas disputadas nesta quarta-feira em La Coruña, na Espanha, e seguem na primeira colocação, com apenas um ponto de vantagem sobre os espanhóis Gustavo e Rafael del Castillo. Xandi Paradeda e Lucas Mazim também venceram e subiram para a quinta colocação geral. As dezessete duplas brasileiras disputam a flotilha ouro, que terá ainda mais seis regatas nos dois próximos dias.

Para ver o resultado completo, clique aqui.

Volvo Ocean Race: Dongfeng vence Fastnet Race entre os VO65

m45411_13-00-170808-dfg-jrl-00368.jpg

Uma batalha épica. Assim foi a Fastnet Race entre as sete equipes que disputarão a próxima edição da Volvo Ocean Race. Depois de 600 milhas náuticas, o Dongfeng venceu a regata com apenas 56 segundos de vantagem sobre o Mapfre, segundo colocado. O Akzo Nobel, de Martine Grael e Joca Signorini, ficou na quarta colocação, 14 minutos atrás dos vencedores.

Ainda em Cowes, largada do Dongfeng e do Mapfre foi melhor que a dos outros barcos e os dois permaneceram juntos, no visual um do outro, até o final. A regata faz parte da Leg Zero, uma série de quatro provas que não conta ponto para a Volvo Ocean Race, mas que tem extrema importância para que a flotilha possa testar seus barcos e tripulantes e conhecer seus adversários.

Resultados:

1. Dongfeng Race Team: 2 dias 15 horas 38 minutos 10 segundos
2. MAPFRE: 2 dias 15 horas 39 minutos 06 segundos
3. Team Brunel: 2 dias 15 horas 45 minutos 47 segundos
4. team AkzoNobel: 2 dias 15 horas 52 minutos 40 segundos
5. Vestas 11th Hour Racing: 2 dias 16 horas 09 minutos 11 segundos
6. Sun Hung Kai/Scallywag: 2 dias 16 horas 13 minutos 53 segundos
7. Turn the Tide on Plastic: 2 dias 16 horas 17 minutos 32 segundos

Nesta quinta-feira a flotilha parte de Plymouth para Saind-Malo, na França, na disputa da terceira perna da Leg Zero. No sábado haverá uma regata pro-am e a partida para Lisboa na última perna da competição. A largada da VOR será dada em Alicante no dia 22 de outubro.