AkzoNobel quebra, mas segue velejando na Volvo Ocean Race

Esta quinta-feira, ao dar um jibe nos mares do sul, o barco do Team Akzonobel, que tem Martine Grael a bordo, acabou quebrando o trilho que prende a vela grande ao mastro. O velejador Brad Farrand rapidamente foi içado e resolveu o problema de forma que eles pudessem seguir velejando um pouco mais a norte da flotilha, com ventos mais brandos que os 60 nós de onde estavam mais ao sul.

A etapa partiu da África do Sul e tem como destino a Austrália. A flotilha ainda tem pela frente cerca de 4 mil milhas a serem navegadas.

 

Vento forte e mar agitado preocupam equipes da Volvo Ocean Race

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A terceira etapa da Volvo Ocean Race – percurso entre a Cidade do Cabo e Melbourne – já começa a assustar os tripulantes dos sete times inscritos na competição. Ondas de 13 metros e ventos de 60 nós = 110 km/h são esperados nas próximas horas nos mares do sul. A meteorologia indica que o tempo ruim vai entrar a partir da madrugada desta quarta-feira (13). A etapa deve durar 15 dias e largou da África do Sul no domingo (10).

E os navegadores precisam prestar atenção em um fator importante! Assumir o risco de andar rápido mais próximo do gelo do sul ou encarar as tempestades. A organização da Volvo Ocean Race mantém uma zona de exclusão virtual para manter a flotilha a uma distância segura do gelo da Antártica.

Nenhum dos sete barcos disparou na ponta. Os líderes do campeonato MAPFRE e Dongfeng Race Team estão mais próximos ao sul. Com eles estão team AkzoNobel – da campeã olímpica Martine Grael – e Team Brunel. Mais ao norte estão Team Sun Hung Kai / Scallywag, Vestas 11th Hour Racing e Turn the Tide on Plastic.  Continuar lendo “Vento forte e mar agitado preocupam equipes da Volvo Ocean Race”

Volvo Ocean Race larga da Cidade do Cabo rumo à Austrália

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A terceira etapa da Volvo Ocean Race começou neste domingo (10) na Cidade do Cabo, na África do Sul. A perna deve ter duração de 15 dias e terá como destino final Melbourne, na Austrália. Os sete barcos na disputa, incluindo o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, terão 6.500 milhas náuticas pelos mares do sul, famosos pelos ventos fortes, ondas gigantes e o frio. Logo de cara, os tripulantes pegaram rajadas de até 25 nós.

A previsão é de ventos muito fortes até segunda-feira (11), depois deve diminuir um pouco até voltar a soprar com intensidade novamente já no Oceano Antártico (mares do sul).

”Estou tentando me preparar psicologicamente antes de sair da Cidade do Cabo. Será uma etapa muito dura e difícil. Nós do team AkzoNobel estamos com pensamento positivo para conseguir andar bem e chegar mais perto dos líderes da Volvo Ocean Race”, disse a campeã olímpica Martine Grael. Continuar lendo “Volvo Ocean Race larga da Cidade do Cabo rumo à Austrália”

Volvo Ocean Race: Dongfeng vence regata inport na Cidade do Cabo

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O Dongfeng Race Team venceu, nesta sexta-feira (8), a regata In-Port Race da Cidade do Cabo, a terceira do campeonato. Mesmo não valendo pontos para a Volvo Ocean Race, a prova teve emoção do começo ao fim entre os sete times que disputam a competição. O barco chinês Dongfeng protagonizou uma disputa milha a milha com Vestas 11th Hour Racing, que perdeu velocidade e acabou em quarto. Um problema em uma das velas tirou um lugar entre os três primeiros do veleiro, que defende as bandeiras da Dinamarca e dos Estados Unidos. O pódio teve MAPFRE, que ficou em segundo lugar, e o team AkzoNobel, em terceiro. O barco contou com a brasileira campeã olímpica Martine Grael.

As condições foram espetaculares nas águas da Cidade do Cabo, com ventos de quase 20 nós e céu ensolarado.

“A nossa equipe fez um trabalho fantástico, com um bom manejo do barco e boa velocidade”, disse o comandante do Dongfeng, Charles Caudrelier, após a regata.

“Não largamos bem, mas depois conseguimos atacar e pressionar o Vestas. Esse foi o fator decisivo”.

O resultado coloca a equipe do francês Charles Caudrelier em segundo lugar no geral da série In-Port, logo atrás da MAPFRE, que manteve a liderança após o segundo lugar na Cidade do Cabo. Ao todo somam 19 pontos contra 18 do Dongfeng. Os espanhóis também estão em primeiro na Volta ao Mundo.

A equipe espanhola largou mal, com direito à penalidade (foram obrigados a pagar um 360). Do último, o MAPFRE pulou pra segundo após as seis bóias contornadas .

”Tivemos um pequeno incidente no início com o Vestas, o que nos atrasou muito. Depois subimos e lutamos com AkzoNobel e Vestas, que teve um problema com o spi no final”, disse o comandante Xabi Fernandez.

“Começamos bem”, disse o navegador do Vestas, Simon Fisher. “No segundo barlavento, o Dongfeng fez um ótimo trabalho, nos empurrou para o lado menos favorecido da raia, e isso dói … Em uma flotilha tão igual, um pequeno erro pode ser transformado em uma bola de neve que leva você do primeiro lugar para o último”.

A In-Port teve ainda Team Brunel e Scallywag participaando de uma batalha particular desde o início. Os árbitros penalizaram Scallywag por uma infração e depois de serem penalizados, o time de David Witt permaneceu atrás.

No final, o Brunel quase roubou uma posição do Turn the Tide on Plastic, mas a equipe de Dee Caffari, que teve um ótimo começo, ficou em quinto lugar. O Team Brunel ganhou a segunda In-Port Race em Lisboa.

Agora os barcos se preparam para a largada da terceira etapa da Volvo Ocean Race, que será disputada entre a cidade sul-africana e Melbourne, na Austrália.

Resultados

1. Dongfeng Race Team

2. MAPFRE

3. team AkzoNobel

4. Vestas 11th Hour Racing

5. Turn the Tide on Plastic

6. Team Brunel

7. Sun Hung Kai / Scallywag

 

Classificação geral

1. MAPFRE – 19 pontos

2. Dongfeng Race Team – 18 pontos

3. Team Brunel – 13 pontos

4. Vestas 11th Hour Racing – 12 pontos

5. team AkzoNobel – 11 pontos

6. Sun Hung Kai / Scallywag – 6 pontos

7. Turn the Tide on Plastic – 5 pontos

Mapfre vence segunda etapa da VOR; Martine Grael chega em quinto

A segunda etapa da Volvo Ocean Race terminou neste final de semana. Depois de 7 mil milhas navegadas entre Lisboa e a Cidade do Cabo e 19 dias, uma hora, dez minutos e trinta e três segundos no mar, o Mapfre venceu mais uma vez e assumiu a liderança da regata. O Team Akzo Nobel, com Martine Grael a bordo, foi o quinto colocado, com 20d 07:24:40. Meia hora mais tarde chegou o Team Sun Hung Kai/Scallywag e 1 minuto e 8 segundos depois, o Turn The Tide On Plastic, último colocado.

Os velejadores terão agora 13 dias até a largada da próxima etapa e 6.500 milhas até Melbourne.

Confira os resultados:

1 MAPF Elapsed time: 19d 01:10:33
2 DFRT Elapsed time: 19d 04:02:39
3 VS11 Elapsed time: 19d 05:37:53
4 TBRU Elapsed time: 19d 10:14:47
5 AKZO Elapsed time: 20d 07:24:40
6 SHKS Elapsed time: 20d 07:55:21
7 TTOP Elapsed time: 20d 07:56:29

 

Segunda perna da Volvo Ocean Race larga com ventos de 30 nós

Domingo também foi dia da largada da segunda perna da Volvo Ocean Race. Desta vez o desafio para as sete equipes é maior e eles terão que chegar na Cidade do Cabo, em um percurso de 7 mil milhas a partir de Lisboa. Única representante do Brasil, Martine Grael segue a bordo do Team AkzoNobel.

Mas, logo na largada, os velejadores puderam sentir que de tranquila a velejada não vai ter nada. Foi só sair da costa de Cascais que o vento passou a soprar na casa dos 30 nós e o mar cresceu, ficando com ondas de mais de 4 metros. O Dongfeng Race Team assumiu a liderança e o recorde de velocidade desta edição com 33 nós.

“Para ser honesto, está muito difícil. Das três pernas que corri na última edição, não vimos nada perto do que estamos vivendo hoje. Uma onda jogou a Bianca [Cook] longe enquanto ela estava amarrada ao cinto de segurança. Ela ficou presa de costas no cockpit enquanto levava centenas de litros de água na cara. Foi assustador de assistir. A Liz [Wardley] chegou rapidamente nela e conseguiu resolver”, contou Sam Greenfield, On Board Reporter do Turn the Tide on Plastic.

Na manhã desta segunda-feira o Team AkzoNobel liderava a flotilha, com um bordo mais ao sul, a uma velocidade de 20,7 nós, com vento de 19,5 nós. Confira o andamento da flotilha clicando aqui.

Fotos Ainhoa Zanchez/VOR

 

Vestas 11th Hour vence primeira etapa da Volvo Ocean Race

A primeira perna da Volvo Ocean Race terminou no último sábado com a vitória do Vestas 11th Hour Racing. Após sete dias de regata as sete equipes chegaram em Lisboa, onde ficarão por uma semana, até a largada da segunda perna, no próximo dia 6 de novembro.

O Akzo Nobel, time de Martine Grael, foi o quarto a cruzar a linha. O barco largou na última colocação, mas rapidamente conseguiu se recuperar, permanecendo entre segundo e terceiro durante toda a etapa, perdendo o lugar no pódio nas últimas 24 da regata. E mesmo com um tripulante a menos a velejada deu certo. ”A gente teve um começo muito difícil da regata. Teve muitas manobras e com uma pessoa a menos tivemos dificuldades. Praticamente a tripulação inteira mudou um dia antes da largada. Depois desse momento difícil, a gente teve vários acertos de tática, muita comunicação e trabalho em equipe. Saímos de Gibraltar em segundo! Depois a falta de treino foi contando…foi muito bom como time segurar tão bem com as condições que a gente teve”, disse Martine.

Resultado da primeira etapa:

  1. 1. Vestas 11th Hour Racing (DEN/USA), Charlie Enright (USA),  — 14:08.45 UTC
    2. MAPFRE (ESP), Xabi Fernández (ESP) — 16:42.30 UTC
    3. Dongfeng Race Team (CHN), Charles Caudrelier (FRA,  — 16:57:48 UTC
    4. Team AkzoNobel (NED), Simeon Tienpont (NED),  — 18:11:56 UTC
    5. Team Sun Hung Kai/Scallywag (HKG), David Witt (AUS),  — 18:57:44 UTC
    6. Team Brunel (NED), Bouwe Bekking (NED), — 20:29:00 UTC
    7. Turn the Tide on Plastic (POR), Dee Caffari (GBR),  – 20:36:52 UTC

 

Tira-teima: o que pode na VOR que não pode na Santos – Rio?

No dia 28 de outubro de 2017, além da chegada da primeira perna da Volvo, chegou a nossa tradicional regata Santos-Rio. Vendo as imagens da Volvo, é possível ver várias coisas que são proibidas pelas regras de regata, mas permitidas Volvo Ocean Race.

Você sabe o que é permitido na Volvo, mas não é permitido na Santos-Rio? Confira!

Mais um artigo da coluna Tira- Teima em conjunto com Ricardo Lobato, o Blu, do site regras.com.br.

1. Suspender a regata. É como “pedir altos” no pique pega. O barco com a regata suspensa, depois de informar o comando da regata, pode ligar o motor, atracar e içar o barco. Antes de voltar a regata, deve retomar exatamente ao ponto onde a regata foi suspensa. Se a parada for antes das 12 primeiras horas, o barco não pode retomar a regata em menos de 2 horas. Depois de 12 horas de regata a suspensão deve durar ao menos 12 horas. Próximo a chegada ou na última perna, não é permitido suspender a regata.

2. Uso de outriggers. Conhecidas como “muleta”, elas não podem ser usadas se passarem para fora da borda do barco nas regatas normais (regra 50.3). Mas na Volvo, as muletas são permitidas, desde que colocadas num ponto específico na popa para ajudar a dar ponto nas velas code 0.


As muletas para fora do barco a sotavento não são permitidas nas regatas, somente o pau de spi, mas sempre para barlavento.
Foto: Ainhonha Sanchez / Volvo Ocean Race

3. Lastro móvel. A regra 51 é alterada na Volvo para permitir a movimentação do equipamento não lacrado para melhorar a estabilidade do barco. Na Santos-Rio, por exemplo, não é permitido movimentar as velas não utilizadas para barlavento do barco. Esta manobra é conhecida na gíria da Volvo como sail stack. É umas das tarefas mais desgastantes da regata e as mulheres não são dispensadas desta função. O Volvo 65 também tem dois tanques de agua (um na frente e outro atrás) que podem ser utilizados para equilibrar o barco.


Mulheres do Akzo Nobel fazendo força para posicionar as velas a barlavento!
Foto: Conrad Frost / Volvo Ocean Race

4. Abandonar o barco. Calma! Ninguém será deixado para trás. A regra 47.2 é alterada para permitir que os convidados (também conhecido como “jumpers”) possam saltar do barco um pouco depois da largada. Mas, tanto na Santos- Rio quanto na Volvo, não é permitido deixar nenhum tripulante para trás. Mesmo em situações extremas, onde é difícil resgatar alguém com vida, não vale falar coisas do tipo “ele preferiria que continuássemos a regata!”. Nunca um barco pode seguir a regata sem um de seus tripulantes.


Foto: @Turn the tide on Plastic

5. Lixo na água. Esta parece até piada, mas a regra 55 é alterada na Volvo para permitir que as lanzinhas que amarram o balão para facilitar a sua subida possam cair na água. Restos de comida também podem ser jogados no mar. Quero saber se o barco ecológicoTurn the Plastic On está jogando os elásticos e lanzinhas no oceano!

Será que algumas destas inovações não seriam também bem-vindas nas nossas regatas oceânicas como Recife-Fernando de Noronha ou Santos-Rio?

Volvo Ocean Race começa com crise no AkzoNobel

VOR2

Depois de muita espera, finalmente começou neste domingo em Alicante, Espanha, a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Nesta primeira etapa os sete barcos partiram rumo à Lisboa, Portugal, onde deverão chegar dentro de dois dias aproximadamente.

O que marcou este início, no entanto, não foi a disputa acirrada entre os barcos na largada e sim a crise entre a equipe AkzoNobel e o skipper Simeon Tienpont.

A empresa de Tienpont havia sido contratada pela AkzoNobel para gerir os recursos do patrocínio da equipe. Porém, no início da última semana, veio à tona que ele havia feito uma má gestão destes recursos e, por isto, havia sido dispensado (oficialmente a equipe disse que deu a opção de ele permanecer como skipper do time e ele não aceitou).

Tienpont entrou com recursos para ter o cargo de volta e venceu na justiça. Neste meio tempo Brad Jackson, que era whatch captain, havia assumido o comando da equipe e Rome Kirby foi contratado para reforçar o time. Porém, com a volta de Tienpont, os dois, Joca Signorini e Jules Salter, os velejadores mais experientes do time, pularam fora e não disputaram esta primeira etapa. Martine Grael decidiu seguir com a equipe, pelo menos até Lisboa. O português Antônio Fontes, do Team Sun Hung Kai foi emprestado ao AkzoNobel para esta etapa.

Na manhã desta segunda-feira os times estavam a pouco mais de 1.100 milhas de Lisboa. O Vestas 11th Hour Racing lidera a flotilha, com o Akzo Nobel em segundo, a apenas 4,5 milhas de distância.

Para acompanhar a flotilha, clique aqui.

FOTO: Ainhoa Sanches

 

Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel

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Três vezes vencedor da Volvo Ocean Race, Brad Jackson foi confirmado nesta segunda-feira como o novo skipper da equipe holandesa AkzoNobel. Aos quarenta e nove anos, natural de Auckland na Nova Zelândia, Brad Jackson irá participar pela sétima vez na Volvo Ocean Race, depois de, na edição 2015-16, ter sido o treinador da equipe feminina sueca Team SCA.

Jackson vai assumir a posição de skipper, mantendo também o seu papel de watch captain em conjunto com o brasileiro Joca Signorini, que vai participar pela terceira vez na prova, tendo vencido a edição de 2008-09. Brad Jackson foi anunciado depois da recente saída do skipper Simeon Tienpont. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel”