NN especial Veleiros Clássicos Brasileiros: PELIKAN

 

O Pelikan nasceu de um projeto do Arquiteto americano Gary Mull, inicialmente para os irmãos os Gugeon que há muitos anos fabricam e fornecem nos Estados Unidos adesivos epóxi para construção naval com a marca West Systems. O projeto encomendado chamado de Holtflash era uma half tonner todo construído pelo método de MLSE – ou seja, Madeira Laminada Saturada em Epóxi.

O casco é todo construído com quatro camadas da leve madeira Cedro em laminas fininhas de quatro mm cada, sendo que cada camada tem a fibra da madeira em um sentido, formando ao final uma trama. Todas estas laminas são coladas entre si com colas epóxi impregnante que penetram na madeira e também serve de material de aderência entre as madeiras. O resultado é um conjunto extremamente forte, leve e ao contrario que muitos pensam, a madeira e´totalmente impermeável devido ao epóxi. Continuar lendo “NN especial Veleiros Clássicos Brasileiros: PELIKAN”

Alunos da Escola de Vela de São Sebastião serão tripulantes na Copa Pimentel Duarte

A primeira etapa da Copa Pimentel Duarte para veleiros clássicos contará com um reforço especial. Isto por que os alunos da Escola de Vela de São Sebastião estarão atuando como tripulantes dos veleiros Aventura, Criloa e Marisco.

“Decidi participar da regata em cima da hora, e soube que poderia ter esses meninos como tripulantes. Quem não quer essa energia na tripulação?! Estarei com dois a bordo. O que aprenderei com eles?! Sempre me pergunto. Eles devem ser curiosos e atirados! Sou um pouco “lenta” … acho que será bem divertido”, disse Carina Magri Seixas, do Criloa.

“Espero que seja uma ótima regata, que eu adquira muita experiência e que possa participar mais vezes”, disse Airon Juice, que estará a bordo do Criloa com a Carina.

A escola de vela é municipal e acolhe crianças e adolescentes a partir dos 8 anos. O objetivo maior é formar cidadãos e mão de obra qualificada na área náutica. “A ideia de convidar os velejadores da escolinha foi do Átila Bohm, skipper do Atrevida. Quando ele falou que precisava de tripulantes, logo me veio a ideia de colocar a molecada. Eles estão super afim de aprender e são compromissados, apesar de não terem a experiência do Oceano”, disse Pedro Paulo Granjeiro, que trabalhou na escola.

NN especial Veleiros Clássicos Brasileiros: BL 321 ARIES III

O projeto do Frers F&C 43 foi um sucesso desde o primeiro barco construído, o Fjord VI, em 1969 por German Frers. Foi o primeiro projeto feito pelo Frers pai em parceria com seu filho homônimo. O Fjord VI, gêmeo do Aries III foi 2º colocado geral e 1º na classe na Admiral’s Cup de 1969, época em que a regata estava entre as mais importantes do mundo. Um ano mais tarde mais dois barcos com o mesmo projeto foram para a água: o Red Rock II e o Recluta II. Este último foi 5º colocado geral e 1º na classe na Buenos Aires – Rio daquele ano.

Em 1972 foi realizada a regata Santos – Rio com o maior número de veleiros estrangeiros (Sorcery, Charisma e Safari dos EUA e Matrero, Atrevido, Fjord VI e Recluta II da Argentina), o que inspirou Carlos Brancante e João Zarif  a comprarem dois deles e trazerem para o Brasil. Brancante ficou com o Red Rock II, enquanto Zarif ficou com o Recluta II, que pertencia a Carlos Corna e o rebatizou de Aries III. Corna era conhecido na Argentina como o ‘Magnata do Trigo’. Era um mecenas de Germán Frers, de certa forma, patrocinando seus experimentos. Consta que o Recluta II foi acabado a bordo de um navio, a caminho do exterior, para participar de regatas. Continuar lendo “NN especial Veleiros Clássicos Brasileiros: BL 321 ARIES III”

NN especial Veleiros Clássicos Brasileiros: AVENTURA BL66

Aproveitando a proximidade com a Copa Pimentel Duarte, que começa no próximo final de semana em Ilhabela, o Notícias Náuticas vai publicar a partir desta segunda-feira uma breve história de alguns dos veleiros clássicos brasileiros que estarão presentes no evento. O conteúdo é uma parceria do site com o velejador e skipper do veleiro Atrevida Átila Bohm. O primeiro barco desta série é o Aventura BL66.

AVENTURA BL66 

Em 1954 foi para a água em Connecticut-USA um dos veleiros mais brilhantes do escritório Sparkman and Stephens: o Finisterre. O desenho foi feito especificamente para regatas na regra de tempo corrigido CCA – Cruising Club of America. O exigente iatista Carleton Michell, seu primeiro dono, recebeu, então, um barco versátil, confortável, de pouco calado e muito rápido. O projeto foi um tremendo sucesso e o barco acabou vencendo três edições da regata Newport – Bermuda em 1956, 1958 e 1960. Continuar lendo “NN especial Veleiros Clássicos Brasileiros: AVENTURA BL66”