No YCSA, Scheidt confirma fim da carreira olímpica

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Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, Robert Scheidt reuniu a imprensa para anunciar oficialmente o fim de sua participação em Jogos Olímpicos. No encontro da manhã desta terça-feira (17), no Yacht Club Santo Amaro, em São Paulo, o iatista explicou as razões para não seguir com o ciclo até Tóquio 2020 na classe 49er, mas deixou claro que não se trata do encerramento de sua carreira como atleta. “Aposentadoria é uma palavra muito forte. Não me vejo de pijamas, sentado no sofá e assistindo TV. Meu instinto competitivo ainda é muito forte e o esporte está no meu sangue. Seguirei velejando em diferentes classes”, explicou o atleta que tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Quando fala em diferentes classes, Robert se refere a experimentar novos ares na carreira esportiva. “Sempre recebi convites para competições de vela oceânica e sempre disse não, em função dos projetos olímpicos. Agora poderei dizer sim. Temos grandes eventos, como a Volvo Ocean Race e a America’s Cup, entre outros, e, quem sabe, não surge uma oportunidade. Está se fechando uma porta, mas tenho certeza que muitas outras se abrirão”, comentou o bicampeão olímpico, que não vai esquecer as raízes. “Continuarei nas classes Star, agora mais intensamente em 2018, e Laser, pois preciso da adrenalina do iatismo”, revela. O próximo desafio será justamente na Star Sailors League (SSL), em Nassau, no mês de dezembro, ao lado Henry Boenning, o Maguila. Continuar lendo “No YCSA, Scheidt confirma fim da carreira olímpica”

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Lenda da vela, Scheidt decide não mais fazer campanha olímpica

O velejador Robert Scheidt anunciou neste final de semana que não mais fará campanha olímpica para Tóquio 2020. O paulista havia mudado para a classe 49er, em que velejava ao lado de Gabriel Borges, o Coveiro. Em 2016 ele anunciou que as Olimpíadas do Rio de Janeiro seriam as últimas na qual participaria, porém, sem a medalha na Laser, classe que o consagrou, ele acabou voltando e fazendo mais um ano de campanha na nova classe.

“O volume de treinamento que eu teria que fazer nos próximos dois anos seria muito grande. Então, acabei optando por não dar sequência neste projeto, já que pequenas lesões vão minando sua capacidade de ter um volume muito grande de treinamento”, disse ele.

Sua esposa, a velejadora olímpica Gintare Scheidt Volungeviciute, que representou a Lituania também na classe Laser, também anunciou que não fará campanha para Tóquio 2020.

Robert Scheidt tem duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta/96 e Atenas/2004)e uma prata (Sidney/2000) na classe Laser, mais uma prata e um bronze na Star (Pequim/2008 e Londres/2012). Ao todo, são 11 títulos mundial na Laser e três na Star. Na Rio/2106, terminou na quarta colocação.

 

Patrícia Freitas relata experiência na raia olímpica de 2020

Patricia Freitas foi a primeira velejadora do Brasil a competir na raia olímpica de 2020. Ela esteve no Japão onde disputou o Mundial de RS:X entre os dias 16 e 23 deste mês. Depois de dez regatas em meio a muita onda por conta de um terremoto, ela ficou com a 22ª colocação e fez um relato da experiência em seu blog pessoal. A campeã foi a chinesa Peina Chen. Confira os resultados aqui: http://bit.ly/2xwkskS

Confira o relato da Patricia que foi postado no blog dela: http://bit.ly/2yHuSMj

O Japão é um país pequeno. Deve servir de pré-requisito para tudo que nele existe.

As pessoas, os quartos, os banheiros, as porções de comida são pequenas. As mesas, cadeiras e degraus são baixos. O espaço designado para cada passageiro nos bancos longitudinais do bonde são microscópicos. Claro que no caso do bonde há uma grande vantagem pois no ombro do estranho encontra-se o aconchego de uma breve cochilada. Os gestos são reservados, o contato humano é restrito. Deve ser o único lugar do mundo onde o pudor do olhar vence a curiosidade. Existe um embaraço da parte das mulheres no que diz respeito à quantidade de pele à mostra. Não estou em Tóquio, pode ser que lá seja diferente. Por trás desse embaraço porém o desejo da provocação sobrevive, derivando soluções estranhas como blusinhas decotadas usadas sobre camisetas de manga comprida. Parece que o monstro da padronização fashion europeia se adaptou para sobreviver no Japão, trocou o sex-appeal escancarado por um faz de conta que não ofende a ninguém. Continuar lendo “Patrícia Freitas relata experiência na raia olímpica de 2020”

Mundial de RS:X: Patricia Freitas estreia na raia olímpica de 2020 nesta segunda

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Patrícia Freitas terá uma honra especial nesta madrugada de segunda-feira, dia 18. Ela será a primeira velejadora do Brasil a conhecer a raia dos Jogos Tóquio 2020, durante a disputa do Campeonato Mundial de RS:X. A competição será realizada no Enoshima Yacht Harbor, local que receberá as provas olímpicas daqui a três anos, e, em função do fuso horário, as regatas têm previsão de início ainda na noite deste domingo (17), às 23h (de Brasília).

A previsão do tempo reserva algumas emoções nesta estreia. A passagem de um tufão pelo Japão promete trazer rajadas fortes nos dois primeiros dias de campeonato. Continuar lendo “Mundial de RS:X: Patricia Freitas estreia na raia olímpica de 2020 nesta segunda”

Brasil encerra mundiais de Finn e Nacra no top 20

Os Campeonatos Mundiais de duas classes olímpicas terminaram neste domingo, dia 10, na Europa, com o Brasil aparecendo no top 20 em ambas as competições. Na jovem classe Nacra 17, que estreou novos barcos com foil na competição em La Grande Motte (França), a dupla João Bulhões e Gabriela Nicolino ficou na 15ª posição, com 143 pontos perdidos, no primeiro evento que fizeram juntos neste ciclo olímpico. E na tradicional classe Finn, no Lago Balaton (Hungria), Jorge Zarif acabou em 16° lugar (149 p.p.) e André Mirsky terminou em 66° (430 p.p.). Continuar lendo “Brasil encerra mundiais de Finn e Nacra no top 20”

Martine Grael e Kahena Kunze são vice-campeãs mundiais de 49erFX

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Martine Grael e Kahena Kunze mais uma vez estão entre as melhores do mundo. O Campeonato Mundial das classes 49er FX e 49er terminou neste sábado (2), na cidade do Porto, em Portugal, com as brasileiras de novo no pódio. As atuais campeãs olímpicas desta vez ficaram com a medalha de prata, com 39 pontos perdidos, atrás somente das dinamarquesas Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen (30 p.p.) e à frente das neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech (49 p.p.).

As três duplas mantiveram seu domínio na classe, já que formaram o pódio também nos Jogos Rio 2016, com as brasileiras no topo. A competição chegou ao fim com uma programação cheia no último dia. Só na 49er FX, foram disputadas cinco regatas: duas pela fase de classificação e três na série da medalha. Martine e Kahena mostraram regularidade, ficando sempre no top 5. No fim, só não superaram as velejadoras da Dinamarca, medalhistas olímpicas de bronze, recompensadas por um desempenho quase perfeito numa semana ora sem ventos, ora com rajadas muito fortes.

A prata no Mundial coroa um ano brilhante para Martine Grael e Kahena Kunze. A dupla brasileira conquistou de forma inapelável a Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela), com três ouros nas três etapas disputadas: Miami, nos Estados Unidos; Hyères, na França; e Santander, na Espanha. E agora encerra a campanha repetindo o vice-campeonato mundial que teve em 2015. As duas já foram campeãs mundiais de 49er FX em 2014.

A partir de agora, Martine volta seu foco momentaneamente para a disputa da Regata de Volta ao Mundo, mas sem deixar de lado a campanha olímpica. Kahena estará presente nesta segunda-feira (4) em Recife, para participar, a partir de 11h, de uma clínica da classe 29er na Copa da Juventude, na subsede Maria Farinha do Cabanga Iate Clube.

MUNDIAL DE 49ER

Na classe 49er, o Brasil teve três tripulações em ação no último dia. Carlos Robles e Marco Grael correram as quatro regatas de sábado na flotilha ouro e terminaram na 20ª colocação na classificação geral, com 83 pontos perdidos. Na flotilha prata também foram disputadas quatro regatas, com Dante Bianchi e Thomas Lowbeer fechando a competição em 36º lugar (94 p.p.), e Robert Scheidt e Gabriel Borges ficando na 40ª posição (102 p.p.). O título do Mundial de 49er ficou com a dupla britânica Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, com 19 pontos perdidos.

Irmãos Grael disputam flotilha ouro no Mundial de 49er; Martine briga pelo título

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Depois de quatro dias de evento (dois de regatas) os velejadores que disputam o Mundial de 49er e 49erFX no Porto, em Portugal, foram divididos em três flotilhas. Martine Grael e Kahena Kunze, são as melhores do time brasileiro, e aparecem em segundo entre as meninas, a três pontos da dupla neozelandesa Alex Malloney e Molly Meech, segunda colocada.

Entre os homens, Carlos Robles e Marco Grael foram os únicos brasileiros a se classificarem na flotilha ouro, na 19ª colocação.

“Finalmente pegamos as condições que esperávamos de Porto, sabemos que aqui tem bastante onda e somado com vento deixam a velejada bem enérgica! Fomos para a agua com a expectativa de fazer 4 regatas e o primeiro objetivo era não capotar, e conseguimos cumprir bem a façanha nas duas primeiras regatas e com bons resultados 6 e 7, já na última com o vento mais forte não teve muito jeito. O barco estava muito rápido e ainda salvamos um 13 que nos deixou na flotilha ouro, agora reduzida a somente 20 barcos (dos 80 competidores). Nesta sexta começa uma nova regata e estamos felizes por cumprir nossa primeira meta, não temos muito a perder, é focar em recuperar!”, disse Marco.

Robert Scheidt e Gabriel Borges aparecem em 35º e Dante Bianchi e Thomas Low-beer, em 38º.

Os resultados podem ser vistos aqui: http://bit.ly/2vLd3sS

André Mirsky e Jorge Zarif disputam o Mundial de Finn

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O Brasil terá dois representantes na Gold Cup 2017, o Campeonato Mundial da classe Finn, que será disputado na cidade de Balatonföldvár, na Hungria. Jorge Zarif e André Mirsky estarão na disputa em uma raia cheia: ao todo, 124 embarcações estão inscritas. As primeiras regatas estão previstas para a próxima segunda-feira, dia 4, a partir de 6h (de Brasília). A competição vai até o próximo dia 10, data da regata da medalha.

Segundo colocado no ranking mundial e campeão da Gold Cup em 2013, Jorge Zarif chega ao campeonato após quatro meses de intensa preparação. O velejador perdeu 8 quilos em busca de um rendimento mais efetivo nos ventos tradicionalmente fracos e rondados do icônico Lago Balaton, local das provas.

“Vai ser um campeonato de média. Top 10 nas regatas é bom resultado. Quem tiver esta pontuação estará na briga. Cresci velejando na Represa de Guarapiranga, em São Paulo, que é bem parecida. Quero ficar entre os três primeiros”, afirmou Jorginho, titular da Equipe Brasileira de Vela e quarto colocado na classe Finn nos Jogos Rio 2016.

Entre os candidatos a pódio estão o britânico Bem Cornish, líder do ranking mundial; e velejadores que ficaram no top 10 dos Jogos Olímpicos, como o sueco Max Salminen, o argentino Facundo Olezza e o australiano Jake Lilley. Com tantos barcos na disputa, a estratégia nas largadas será um dos fatores mais importantes na competição.

“As largadas serão muito grandes e, por isso, muito decisivas. Pretendo sair um pouco mais no limite do que o normal para tentar ‘limpar’ boa parte da flotilha já no começo”, explicou Jorge Zarif.

Os resultados poderão ser acompanhados por aqui: http://bit.ly/2vII4id

Da assessoria/Foto Pedro Martinez

Após dois dias sem vento, Mundial de 49er começa em Portugal

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Após dois dias à espera do vento, o Campeonato Mundial de 49er finalmente começou nesta quarta-feira (30), na cidade do Porto, em Portugal. As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze, são as melhores do time brasileiro e ocupam a 4ª colocação no 49erFX. Na 49er, Robert Scheidt e o proeiro Gabriel Borges são os melhores brasileiros na disputa. Com 8º, 24º e 9º lugares, aparecem na 37ª posição no geral. Os líderes são os alemães Tim Fischer e Fabian Graf, com 3 pontos perdidos. Os demais brasileiros em Portugal, Dante Bianchi/Thomas Low-Beer e Carlos Robles/Marco Grael aparecem em 50º e 66º lugares, respectivamente.  O Mundial segue nesta quinta-feira (31), com expectativa de vento forte.

“Finalmente o campeonato começou. Após uma longa espera de dois dias e do período da manhã desta quarta, fomos para a água por volta das 14h. Começou com vento fraco, entre 5 e 6 nós, e terminou, na última regata, por volta dos 10 nós. Largamos bem nas três provas. Na primeira chegamos a estar em terceiro, mas cometemos alguns erros e terminamos em oitavo. Na segunda também tivemos boas chances, contudo não soubemos ler bem o vento e tomamos decisões equivocadas. Na última corrida novamente conseguimos velejar bem. Estamos felizes e vamos com tudo”, disse o bicampeão olímpico.

Resultados

Da assessoria 

Americano Bora Goulari sofre grave acidente no Nacra 17

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O americano Bora Goulari está hospitalizado após perder três dedos da mão direita durante um treino em La Grande Motte, na França. A cidade será sede do próximo Mundial e ele e sua proeira Helena Scutt estavam treinando, quando, em uma arribada com 18 nós, o barco capotou e ele prendeu os dedos no bordo de fuga do foil. Ele ficou inconsciente e foi resgatado pelo treinador italiano Gabriele Bruni, que estava próximo à  dupla, de bote.

“Eles estavam treinando e em uma arribada o barco entrou com a proa na água, o que é comum. Sua mão, no entanto, acabou no bordo de fuga da bolina de boreste. Eu o puxei para fora d’água, pois percebi que estava meio fraco e, assim que o peguei, vi que estava com a mão cheia de sangue e que seus dedos não estavam ali. Coloquei ele no bote e, pelo rádio, acionei o pessoal em terra, solicitando um carro com urgência. Passei um antisséptico que estava no kit de primeiros socorros do barco, enquanto ele gritava de dor. O pior foi quando ele me pediu que tirasse suas luvas que estavam apertando a ferida”, disse o treinador italiano.

O técnico americano chegou em seguida e ajudou no resgate, assim como o argentino Santiago Lange, que voltou velejando o barco para o clube.

Goulari é campeão mundial de Moth e de Melges 24 e participou dos Jogos do Rio 2016 na classe Nacra 17. a previsão é que ele tenha alta em 4 semanas.

O incidente é só mais um capítulo na classe, que tem estado nas notícias nos últimos dias, por conta de um recall com uma peça que se quebrava facilmente.

Atualizado às 18h36