Brasileiros são vice-campeões mundiais máster de Lightining

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O time formado por Klaus Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Silva não para de conquistar títulos pelo mundo na classe Lightining. Desta vez os velejadores do YCSA levaram a prata no mundial Master, realizado em Salinas, no Equador com apenas um ponto de diferença. O título ficou com os americanos Ched Proctor, Meredith Killion e Todd Wake. Participaram da competição 23 tripulações de sete países. Confira os resultados.

 

Proeiros brasileiros são destaque na final da SSL em Nassau

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A quinta edição da Star Sailors League Finals reunirá os melhores velejadores do mundo de 4 a 9 de dezembro em Nassau, nas Bahamas. Serão oito brasileiros disputando a premiação de 200 mil dólares: cinco proeiros e três timoneiros entre as 25 duplas selecionadas ou convidadas conforme o ranking anual da SSL, a exemplo do que acontece no tênis em relação ao ATP FInals.

Os rankings consideram cerca de 200 regatas disputadas ao longo do ano em todos os continentes e são elaborados individualmente. Os brasileiros ocupam as seguintes posições entre os proeiros: Bruno Prada (3), Samuel Gonçalves (8), Henry Boening (9), Arthur Lopes (18) e Guilherme de Almeida (42). Na lista dos timoneiros aparecem: Lars Grael (7), Robert Scheidt (12) e Torben Grael (20).

Bruno Prada, o brasileiro mais bem colocado, venceu a primeira edição da SSL Finals em 2013 com Scheidt e foi vice-campeão em 2015 com o neozelandês Hamish Pepper. Neste ano, o tetracampeão mundial de Star terá um parceiro inédito: o sueco Freddy Loof. “Ele é um amigo e rival de longa data. Velejador de primeira linha foi nosso parceiro nos pódios olímpicos de Star dos Jogos de 2008 e 2012, com bronze e ouro”, elogiou Prada, prata e bronze com Scheidt nas duas olimpíadas, respectivamente.   Continuar lendo “Proeiros brasileiros são destaque na final da SSL em Nassau”

World Sailing eleva status da Star Sailors League

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A World Sailing, o órgão máximo da vela mundial, anunciou em sua conferência anual em Puerto Vallarta, México, neste mês, que a Star Sailors League (SSL) foi reconhecida com status de Evento Especial, condição até hoje atribuída apenas a outras seis regatas: Volvo Ocean Race, America’s Cup, Extreme Sailing Series, World Match Racing Tour, PWA World Tour e World’s Kitesports Association’s Freestyle Tours.

O status de Evento Especial garante ao órgão mundial reconhecer e sancionar as competições da SSL. A World Sailing também passará a apoiar a Liga com atividades promocionais e de marketing, além de fornecer juízes e oficiais internacionais de regata. Como parte do acordo, os eventos também serão realizados sob as Regras de Navegação e Regulamentos da World Sailing, não impedindo, porém, que a Star Sailors League altere certas regras. Continuar lendo “World Sailing eleva status da Star Sailors League”

Mundial Jovem de Kite traz promessas da modalidade para o Brasil

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Uma parceria inédita entre CBVela (Confederação Brasileira de Vela), IKA (Internacional Kiteboarding Association), World Sailing (Federação Internacional de Vela) e ABK (Associação Brasileira de Kitesurf), em conjunto com o Bradesco, vai trazer para o Brasil, neste fim de novembro, o futuro do kitesurfe. O paradisíaco litoral de Barra Grande, no Piauí, será a sede do Campeonato Mundial Jovem de Kitesurf, de 26 de novembro a 1° de dezembro. O evento será classificatório para os países da América do Sul para os Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, 2018.

Um menino e uma menina (nascidos entre o ano de 2000 e 2003) se classificarão por continente para os Jogos Olímpicos da Juventude, e outros quatro lugares por gênero também serão disputados no Mundial. O COI (Comitê Olímpico Internacional) reservará ainda uma vaga a mais por sexo para um país que tenha participado dos eventos classificatórios, mas que tenha deixado de classificar por pouco. Continuar lendo “Mundial Jovem de Kite traz promessas da modalidade para o Brasil”

TJV: Prince de Bretagne perde o mastro a 93 milhas de Salvador

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Na tarde desta quarta-feira (15), o barco Prince de Bretagne perdeu seu mastro no litoral brasileiro, faltando 93 milhas náuticas para chegar ao destino final, que é Salvador, na Bahia. O trimarã da classe Ultime da Transat Jacques Vabre navegava em mar calmo com cerca de 15 nós de vento na hora da quebra.

Os dois velejadores do Prince de Bretagne estão à deriva, pois perdeu seu gerador há alguns dias atrás.

Um rebocador da Marinha do Brasil, o Guaratuba, saiu da Baía de Todos-os-Santos no início da noite para o município de Palame, na Bahia.

O barco seria o terceiro e último Ultime a completar o percurso entre Le Havre, na França, e Salvador, na Bahia.

Da regata

O futuro da vela decidido na reunião da World Sailing (por Blu)

Nosso parceiro Ricardo Blu Lobato do site regras.com.br comenta tudo o que foi decidido na reunião anual da World Sailing. Confira abaixo o post atualizado:

Nesta semana que passou, a World Sailing se reuniu para decidir o futuro da vela. Como ex-membro do Comitê de Regras e do Sub-comitê de umpires, tive a oportunidade de participar desta reunião duas vezes. São nove dias de reuniões em diversos comitês para tudo ser decidido neste final de semana. O esquema acima define o processo de tomada de decisão da World Sailing.

Uma crítica constante feita aqui era que não havia uma conexão entre os representantes do Brasil na reunião e os velejadores. Diversas iniciativas foram feitas, principalmente com a criação do Comitê Técnico de Vela (CTV) e a Comissão de Atletas da CBVELA, todos eleitos diretamente. O presidente da CBVELA, Marco Aurélio, participa pessoalmente da reunião sem o tradicional envio de substituto. Esta reunião marca o início da atuação do Torben Grael no conselho da World Sailing como Vice-Presidente. A última vez que tivemos um brasileiro lá foi durante o período entre 1986 e 1994 com Peter Siemsen. Ele foi responsável pela criação de todo o regulamento que permitiu a propaganda nos barcos, iniciando o profissionalismo na vela.

No meio de dezenas de propostas, reuniões e muita politicagem é difícil extrair alguma coisa que possa impactar positivamente o nosso esporte. Separei então alguns tópicos relevantes para a vela brasileira.

Não deixe de enviar seus comentários!

Mulheres e Sustentabilidade

Uma novidade desta reunião foi a transmissão ao vivo. Acompanhei o fórum dobre a participação das mulheres na vela e o fórum de sustentabilidade, assim como a reunião do conselho foram transmitidas ao vivo.

Fórum das Mulheres: A percepção geral é que as mulheres têm as mesmas oportunidades que os homens do Optimist até as classes Olímpicas. A dificuldade ocorre na vela de oceano e America’s Cup. Mas não saiu nada da discussão de ação prática que poderia ser feita pela World Sailing. O exemplo da Volvo Ocean Race seria o caminho. A regra da regata foi alterada para incentivar a escalação de pelo menos duas velejadoras. A ABVO poderia fazer algo semelhante por aqui. Que tal bonificar o barco em 1s/milha para cada tripulante feminina? Nos barcos de classe, poderia ser permitido uma tripulante feminina que não somasse no peso final da tripulação.

Fórum de Sustentabilidade: Outro buzzword deste evento é “sustentabilidade”. O fórum trouxe diversas propostas de ideias, mas a verdade é que muita pouca ação prática foi realizada. Foi criado um belo documento sobre o assunto (http://sailing.org/tools/documents/SustainabilityAgenda2030-[23247].pdf) , mas as metas são muito genéricas. Quando são específicas, são muito modestas e de longo prazo. Por exemplo, querem reduzir em 50% o número de barcos de técnicos nas regatas da World Sailing até 2024. Meu último ato na CBVELA foi escrever uma submissão para restringir os barcos de técnicos totalmente já. A proposta foi completamente rechaçada no Comitê de Eventos ano passado. Inacreditável a situação atual do nosso esporte. Ter barcos como o Volvo 65 que precisam navegar com o motor ligado para poder pressurizar o sistema de quilha pivotante. Nos eventos de classes Olímpicas, é quase um bote para cada barco a vela. Para não dizer que não há propostas de mudanças sobre o tema, a Federação Inglesa propôs que a regra 55 (lixo na água) não pudesse ser alterada, como ocorre na Volvo Ocean Race. Confira o artigo Santos-Rio x Volvo Ocean Race.

Além destes dois fóruns, foram realizadas algumas apresentações no primeiro dia da reunião do conselho. Uma foi um programa que leva a vela nas escolas  http://ac35endeavouropen.com. Vale lembrar que o Projeto Grael já faz isto a 20 anos! Uma apresentação curiosa foi uma “evolução” do Optimist. Colocaram uma nova proa e mastro de carbono no barco. Interessante, mas inapropriado para uma reunião com vários assuntos para resolver. Afinal, a classe Optimist é um sucesso a décadas. E ideia de novos barcos para crianças não faltam. Minha predileta é a do Romel Castro de Brasilia, o Optimaster

Olimpíadas 2024:

Eventos: Sem dúvida é o tópico mais polêmico. A decisão das classes será feita somente na reunião de maio de 2018. Mas alguma coisa já ficou definido. Haverá divisão homogenia entre eventos para mulheres e homens. Isto obrigou a aumentar o número de eventos mistos a um mínimo de dois eventos ou no máximo quatro abrindo novas oportunidades.

Formato: O Comitê de Eventos apreciou algumas submissões sobre alterações no formato. Duas propunham que o vencedor da última regata levaria a medalha de ouro. A Submissão japonesa tinha uma largada com uma linha torta e com posicionamento favorecendo o primeiro do campeonato até o ultimo dia. Já a proposta da classe RSX criaria uma eliminatória até a última regata com 3 pranchas somente. Bem ao estilo da Star Sailing League ou da Snipe Challenge realizada este ano no Rio de Janeiro

Mas nada disto agradou o Comitê de Eventos. Entretanto, numa votação apertada no comitê de eventos (8×6), foi recomendada a troca da medal race por três regatas de 10 minutos no último dia para a classe 49er e FX. As três regatas teriam peso 1 cada e seriam corridas num “estádio”. Na votação informal entre os atletas no facebook a proposta foi rechaçada por grande margem grande margem. Depois de muito debate, o conselho manteve o formato original do Rio 2016 para todas as classes com uma regata da medalha com pontos dobrados. A votação foi apertada (21×19). A única novidade para 2024 será largada de través para o RSX.

Classificação 2020: A classificação para as Olimpíadas de 2020 será decidida com 40% das vagas no mundial da World Saing 2018 na Dinamarca. O mundial de 2019, um evento continental (na América do Sul será no Rio ou Buenos Aires) e os jogos pan americanos irão definir as vagas restantes. Estão tentando a igualdade de gênero em número de atletas já. Isto significa que teremos 44 países representados no Laser Radial em 2020. A média de participação de países no mundial radial feminino é de em torno de 25 países. De onde surgirão 20 novos países neste curto prazo?

Fim do monopólio para a fabricação de barcos Olímpicos

Esta é uma grande novidade e poderia trazer impacto real na melhoria do nosso esporte. Confesso que como ex-Laserista gostava do conceito de um fabricante monopolista. Afinal, isto significaria, na teoria, uma igualde de condições entre os velejadores. Um só fabricante também teria ganho de escala e preços melhores. Mas a realidade é muito diferente. Os fabricantes monopolistas não mantem um bom controle de qualidade e praticam preços acima do mercado. Um exemplo foi o problema com as quilhas das pranchas RSX na campanha para Londres. Os velejadores da classe precisavam comprar dezenas até encontrar uma que funcionasse. Mesmo durante os Jogos os velejadores encontraram problemas com o material fornecido. Com o monopólio, existe também a possibilidade de velejadores com melhor relacionamento com os fabricantes serem beneficiados. Enquanto um poderia escolher o caimento do mastro e peso do seu Laser, outro teria que pegar um barco na sorte. Mas a gota d’água foi o completo caos no lançamento da classe Nacra 17. Longas filas para comprar o barco, diversos defeitos de fabricação nas caixas de bolina, velas com dimensões e formatos diferentes. Sem falar dos preços exorbitantes. A vela é o único esporte equipado onde existe o monopólio na fabricação do equipamento. É verdade que no futebol, vôlei e tênis a bola é fornecida de um único fabricante. Mas cada atleta pode trazer sua raquete, bicicleta, remo ou chuteira. Isto é inclusive uma preocupação dos dirigentes da World Sailing que poderiam estar passíveis a processos legais sobre beneficiamento para estes fabricantes. As submissões 013-17 014-17 015-17 016-17 e 018-17 exigem o fim do uso de marcas registradas, como a Laser, em equipamentos Olímpicos. Não seria mais permitido a seleção de um barco olímpico que não pudesse ser construída por qualquer pessoa. Seria o fim do monopólio da Laser, Nacra e NeilPride!

Minha posterior experiência na classe Snipe me ensinou que é muito melhor ter o mercado de barcos aberto com boas regras e uma classe bem administrada. O sucesso da classe no Brasil se deve principalmente à fabricação nacional de um barco extremamente competitivo. O início de um pequeno estaleiro para fabricação de monotipos não necessita de um grande investimento e deve ser incentivada.

Mas, apesar do apoio do presidente da World Sailing e do seu board, a proposta de acabar com o monopólio perdeu feio na votação. Os interesses dos monopólios estão bem enraizados dentro do conselho da World Sailing. Veja a discussão a partir de 2h16 (https://www.youtube.com/watch?v=jW0okGYWzBQ)

Regras

Na minha especialidade, regras, estão sendo discutidas alguns ajustes para corrigir erros e isto será o tema de um novo artigo. Mas finalmente os umpires estão colocando na agenda a utilização da tecnologia a serviço dos competidores. Tracking, drones e demais ferramentas poderiam ser utilizadas para auxiliar umpires e juízes. Outro ponto interessante foi a proposta do presidente do comitê de regras que queria acabar com o prinicipio do reconhecimento das infrações nas regatas de flotilha com umpires, assim como o que acontece no match race onde o velejador só precisa se penalizar se o juiz apitar. Uma alteração que mudará a forma que as regatas são disputadas foi a alteração do caso 78 proposta pela submissão http://www.sailing.org/tools/documents/16517RacingRulesofSailingCase78-[23124].pdf. Ela foi aprovada e limita a marcação a outro barco para beneficiar numa seletiva.

Vela de Oceano

A reunião da World Sailing for realizada em conjunto com a reunião da ORC. foi a criação do primeiro campeonato mundial de veleiros de oceano. As regras de medição estão atraindo cada vez mais o pessoal de barcos de cruzeiros e aumentando muito a participação. Continua o desenvolvimento de um sistema universal de medição (Universal Measurement System – UMS). O medidor Rogerio Albuquerque explicou que isto vai facilitar um barco a medir em diversos sistemas de medição, aumentando chances de qualquer barco de série e atraindo mais gente para a vela de oceano. No lado, competitivo, foi criado o Campeonato Mundial de Vela de Oceano. Ele será disputado em classes monótipos com regatas em águas abrigadas e costeiras, conforme tendência já discutido no meu artigo “O fim da ORC!”.

E-sailing

Desculpem o tom de brincadeira do meu primeiro artigo. Esse negócio é sério e movimenta milhões. A indústria do vídeo game já supera a do cinema. Há programas e canais de televisão transmitindo competições ao vivo.  Os melhores jogadores ganham igual a jogador de futebol e as finais são feitas em estadios de futebol com dezenas de milhares de pessoas assistindo ao vivo. A Intel é a nova patrocinadora do Comitê Olímpico Internacional e o que era brincadeira vai virar esporte. O mundial de vela virtual foi aprovado e o comitê de regras já está trabalhando na adaptação das regras.

Este é o resumo do que aconteceu. Obrigado ao Torben e ao Marco Aurélio por enviar as informações diretamente das sala de reunião. Obrigado também pelos ótimos comentário de todos enquanto ia atualizando as notícias no facebook. Agora é hora de revisar também os rumos da vela nacional!

 

Reunião da World Sailing – Entenda o que será decidido a partir desta sexta (por Blu)

Nesta sexta e sábado o Conselho da World Sailing se reune para decidir o futuro da vela. Como ex-membro do Comitê de Regras e do Sub-comitê de umpires, tive a oportunidade de participar da reunião da World Sailing duas vezes. São nove dias de reuniões em diversos comitês para tudo ser decidido neste final de semana. O esquema abaixo define o processo de tomada de decisão da World Sailing.

 

Uma crítica constante feita aqui era que não havia uma conexão entre os representantes do Brasil na reunião e os velejadores. Diversas iniciativas foram feitas, principalmente com a criação do Comitê Técnico de Vela (CTV) e a Comissão de Atletas da CBVELA, todos eleitos diretamente. Esta reunião marca o início da atuação do Torben Grael no conselho da World Sailing como Vice-Presidente. A última vez que tivemos um brasileiro lá foi durante o período entre 1986 e 1994 com Peter Siemsen. Ele foi responsável pela criação de todo o regulamento que permitiu a propaganda nos barcos, iniciando o profissionalismo na vela.

No meio de dezenas de propostas, reuniões e muita politicagem é difícil extrair alguma coisa que possa impactar positivamente o nosso esporte. Separei então alguns tópicos relevantes e outros curiosos.

Não deixe de enviar  seus comentários. Principalmente sobre o formato das Olimpiádas e sobre o fim do monopólio na fabricação de barcos de classes Olímpicas.

Olimpíadas 2024:

Sem dúvida é o tópico mais polêmico. A decisão das classes será feita somente na reunião de maio de 2018. O Comitê de Eventos apreciou algumas submissões sobre alterações no formato. Duas propunham que o vencedor da última regata levaria a medalha de ouro. A Submissão japonesa tinha uma largada com uma linha torta e com posicionamento favorecendo o primeiro do campeonato até o ultimo dia. Já a proposta da classe RSX criaria uma eliminatória até a última regata com 3 pranchas somente. Bem ao estilo da Star Sailing League ou da Snipe Challenge realizada este ano no Rio de Janeiro.

Mas nada disto agradou o Comitê de Eventos. Entretanto, numa votação apertada (8×6), foi recomendada a troca da medal race por três regatas de 10 minutos no último dia para a classe 49er e FX. As três regatas teriam peso 1 cada e seriam corridas num “estádio”. Na votação informal entre os atletas no facebook esta proposta estava sendo recusada por grande margem. Vamos ver o que o conselho irá decidir. O formato do Nacra 17 também pode ser alterado enquanto as outras classes tem como recomendação a manutenção do formato tradicional com uma regata da medalha com pontos dobrados.

Fim do monopólio para a fabricação de barcos Olímpicos

Esta é uma grande novidade e pode trazer impacto real na melhoria do nosso esporte. Confesso que como Laserista gostava do conceito de um fabricante monopolista. Afinal, isto significaria, na teoria, uma igualde de condições entre os velejadores. Um só fabricante também teria ganho de escala e preços melhores. Mas a realidade é muito diferente. Os fabricantes monopolistas não mantem um bom controle de qualidade e praticam preços acima do mercado. Um exemplo foi o problema com as quilhas das pranchas RSX na campanha para Londres. Os velejadores da classe precisavam comprar dezenas até encontrar uma que funcionasse. Mesmo durante os Jogos os velejadores encontraram problemas com o material fornecido. Com o monopólio, existe também a possibilidade de velejadores com melhor relacionamento com os fabricantes serem beneficiados. Enquanto um poderia escolher o caimento do mastro e peso do seu Laser, outro teria que pegar um barco na sorte. Mas a gota d’água foi o completo caos no lançamento da classe Nacra 17. Longas filas para comprar o barco, diversos defeitos de fabricação nas caixas de bolina, velas com dimensões e formatos diferentes. Sem falar dos preços exorbitantes. A vela é o único esporte equipado onde existe o monopólio na fabricação do equipamento. É verdade que no futebol, vôlei e tênis a bola é fornecida de um único fabricante. Mas cada atleta pode trazer sua raquete, bicicleta, remo ou chuteira. Isto é inclusive uma preocupação dos dirigentes da World Sailing que poderiam estar passíveis a processos legais sobre beneficiamento para estes fabricantes. As submissões 013-17 014-17 015-17 016-17 e 018-17 exigem o fim do uso de marcas registradas, como a Laser, em equipamentos Olímpicos. Não seria mais permitido a seleção de um barco olímpico que não pudesse ser construída por qualquer pessoa. Seria o fim do monopólio da Laser, Nacra e NeilPride!

Minha posterior experiência na classe Snipe me ensinou que é muito melhor ter o mercado de barcos aberto com boas regras e uma classe bem administrada. O sucesso da classe no Brasil se deve principalmente à fabricação nacional de um barco extremamente competitivo. O início de um pequeno estaleiro para fabricação de monotipos não necessita de um grande investimento e deve ser incentivada.

Mulheres e Sustentabilidade

Uma novidade desta reunião foi a transmissão ao vivo. Acompanhei o fórum dobre a participação das mulheres na vela e o fórum de sustentabilidade.

Fórum das Mulheres:  A percepção geral é que as mulheres têm as mesmas oportunidades que os homens do Optimist até as classes Olímpicas. A dificuldade ocorre na vela de oceano e America’s Cup. Mas não saiu nada da discussão de ação prática que poderia ser feita pela World Sailing.  O exemplo da Volvo Ocean Race seria o caminho. A regra da regata foi alterada para incentivar a escalação de pelo menos duas velejadoras. A ABVO poderia fazer algo semelhante por aqui. Que tal bonificar o barco em 1s/milha para cada tripulante feminina? Nos barcos de classe, poderia ser permitido uma tripulante feminina que não somasse no peso final da tripulação.

Fórum de Sustentabilidade: Outro buzzword deste evento é “sustentabilidade”. O fórum trouxe diversas propostas de ideias,  mas a verdade é que muita pouca ação prática foi realizada. Meu último ato na CBVELA foi escrever uma submissão para restringir os barcos de técnicos. A proposta foi completamente rechaçada no Comitê de Eventos ano passado. Inacreditável ter barcos como o Volvo 65 que precisam navegar com o motor ligado para poder pressurizar o sistema de quilha pivotante. Para não dizer que não há propostas de mudanças sobre o tema, a Federação Inglesa propôs que a regra 55 (lixo na água) não pudesse ser alterada, como ocorre na Volvo Ocean Race. Confira o artigo Santos-Rio x Volvo Ocean Race.

Outros assuntos:

Na minha especialidade, regras, estão sendo discutidas alguns ajustes para corrigir erros e isto será o tema de um novo artigo. Mas finalmente os umpires estão colocando na agenda a utilização da tecnologia a serviço dos competidores. Tracking, drones e demais ferramentas poderiam ser utilizadas para auxiliar umpires e juízes.

Outra novidade interessante foi a criação do primeiro campeonato mundial de veleiros de oceano. Ele será disputado em classes monotipos, conforme tendência já discutido no meu artigo “O Fim da ORC”. Mas a proposta mais incrível foi a Submissão 021-17, que determina que somente a World Sailing pode fazer o mundial virtual de vela (jogo on-line)!

Marit Bowmeester e Peter Burling são eleitos velejadores do ano da World Sailing

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Não deu para a nossa dupla dourada Martine Grael e Kahena Kunze. A holandesa Marit Bowmeester foi a escolhida como melhor velejadora do ano da World Sailing. Entre os homens, o título ficou com o neozelandês Peter Burling.

Marit é velejadora da classe Laser e, após uma série de contusões venceu o Mundial e o Europeu da classe. Burling foi o skipper do Emirates Team New Zealand, vencedor da America´s Cup.

O prêmio foi entregue no final da conferência anual da World Sailing, que este ano aconteceu em Puerto Vallarta, no México. Burling não estava presente, pois está disputando a Volvo Ocean Race a bordo do Team Brunel. Esta é a segunda vez que ele é eleito o melhor velejador do ano. Em 2016 ele levou o troféu (ao lado de Blair Tucke), por ter vencido todos os campeonatos que disputou na classe 49er, incluindo os Jogos Olímpicos.

 

 

Jacques Vabre: Mussulo está de volta na regata após pausa na Bretanha

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Após uma breve pausa no porto de Camaret, na Bretanha, para consertar o barco, a dupla Leoardo Chicourel e Zé Guilherme Caldas, do Classe 40 Mussulo, voltou a competir na Transat Jacques Vabre.

“Estamos saindo agora de Camaret, após resolvermos os problemas no barco. Apesar de um pouco frustados por ter parado, estamos com com muita garra para continuar a regata. Realmente não tínhamos outra opção, pois precisávamos de peças para repor nos instrumentos e outro cabo elétrico para nossa fonte de energia, materiais que só chegaram à noite. Mas tudo tem seu lado bom! Após a subida no mastro, constatamos que tínhamos que trocar alguns cabos estruturais que não estavam bons, mais atraso porém foi resolvido outro problema que provavelmente ia acontecer na viagem.
Seguimos firmes e felizes por estar de volta ao mar! Abraço a todos!!”

Na manhã desta quarta-feira os dois apareciam em 14º, velejando a pouco mais de 11 nós, a 417 milhas dos líderes.

Françoise Gabbart parte em busca do recorde de volta ao mundo em solitário

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François Gabbart, que estava de standby desde o último dia 22 de outubro, finalmente partiu para a tentativa de quebra de recorde de volta ao mundo em solitário. O Francês cruzou no último sábado, a bordo do maxitrimarã Macif, a linha imaginária entre o farol de Creac’h, em Ushant, na França, e o farol de Lizard Point, na Inglaterra. O recorde a ser batido é de 49 dias, 3 horas, 4 minutos e 28 segundos e foi estabelecido em 25 de dezembro de 2016 por Thomas Coville. Na manhã desta segunda-feira ele velejava 251 milhas à frente do recorde.

Para acompanhar a velejada de Gabbart, clique aqui.