Lars e Samuca vencem o Hemisfério de Star com pódio brasileiro

Em uma disputa acirrada nas duas últimas regatas do dia, Lars Grael e Samuel Gonçalves venceram o Hemisfério da classe Star, disputado em Miami entre os dias 12 e 15 de abril. Paul Cayard, que velejou com Tutu Lopes, acabou na segunda colocação, enquanto Jorge Zarif e Guilherme Almeida ficaram com o terceiro posto. Bruno Prada, na proa de Augie Diaz, ficou com a quarta colocação. Lars e Samuca lideraram a competição de ponta a ponta, vencendo duas das oito regatas disputadas.

“Foi uma disputa acirrada com o Paul e nos dias de vento forte, estamos contentes com o resultado. Foi meu sétimo título continental e o segundo Hemisfério”, disse Lars, que completa o currículo com cinco títulos sul-americanos.

Bruno Bethlem e Rodrigo Lins são campeões sul-americanos de Snipe

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Depois de três dias de competição chegou ao fim no último sábado (31) o Sul-americano da Classe Snipe 2018. O campeonato reuniu no Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, mais de 100 atletas da Argentina, Brasil, Cuba, Chile, Guatemala, Peru, Porto Rico e Uruguai. Para o último dia, estavam previstas mais duas regatas que foram canceladas pela inconstância do vento, somando um total de oito regatas disputadas. 

O carioca Bruno Bethlem conquistou o seu segundo título no Sul-americano, o primeiro foi em 2000. “Foi uma semana bastante difícil, com vento fraco e inconstante. A gente fez uma boa preparação e chegamos bem tranquilos. Estávamos há um bom tempo sem vencer no Snipe depois que eu voltei das Olímpiadas, então teve um sabor especial”, diz Bethlem, que em seu longo currículo de vitórias, constam dois títulos mundiais (2009/ 2013), nove brasileiros e Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos em 2003.

 O título de vice-campeão ficou com uma nova dupla formada no Jangadeiros por Rodrigo Linck Duarte, o Leiteiro, e Lucas Mazim, com uma diferença de sete pontos do 1º lugar. Velejador com duas Olimpíadas no currículo, Atenas (2004) e Pequim (2008), duas vezes campeão brasileiro e vice-campeão mundial, entre outros títulos, Leiteiro comenta a conquista: “Eu e o Lucas (campeão brasileiro em 2017/2018) estamos muito felizes com o resultado. Foi a primeira vez que velejamos juntos e já deu para ver que a gente se acertou bem. Vamos ver se seguimos tendo bons resultados em outros campeonatos e quem sabe vamos competir no Hemisfério, em Buenos Aires”.

O 3° lugar do pódio ficou com o argentino René Hormazabal e Sidney Bloch, da Escola de Vela de Ilhabela. “Foi um campeonato muito difícil para a gente, de alto nível. Chegamos sem expectativas e fizemos uma média boa nos primeiros dias e acabamos com um ótimo resultado”,comenta René.

Em 4º lugar no Open ficou Alexandre Paradeda e Ana Júlia Tenório, dupla campeã no Misto, que representou a Escola de Vela de Ilhabela e garantiu para o Brasil vaga nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima. O 5º lugar é do Uruguai, conquistado pelo multicampeão Ricardo Fabini e a sua dupla Florencia Panizari. Relembrando os títulos: Fabini foi campeão mundial em 1989, do Hemisfério Ocidental em 1991, três vezes campeão no Sul-americano e Medalha de Prata no Pan-Americano.

Na categoria Júnior, o 1° lugar é da dupla atual campeã brasileira na categoria, Felipe Rondina e Christian Shaw, do Iate Clube de Brasília. Os vices-campeões são Philipp Rump e Luis Eduardo Pejnovic, do Jangadeiros, e o 3° lugar foi conquistado por Matheus Oliveira e Rafael Carpallo, da Escola de Vela de Ilhabela.

No Feminino, o título são das gêmeas Amanda e Geórgia Rodrigues, também do Jangadeiros, campeãs brasileiras do Snipe na categoria.

Da assessoria

Renovada, equipe brasileira disputa Trofeo Princesa Sofia

O Brasil vai com uma delegação renovada e jovem para a disputa do Trofeo Princesa Sofia, que tem abertura marcada para esta sexta-feira, dia 30, em Palma, na Espanha. Ao todo, 16 velejadores vão representar o país na 49ª edição da tradicional competição espanhola, que este ano será a maior da história, com cerca de 1.200 atletas inscritos. As primeiras regatas estão previstas para segunda-feira, dia 2. A Equipe Brasileira terá nomes consagrados como Jorge Zarif, 4º colocado nos Jogos Rio 2016 na classe Finn; e revelações como Gabriel Bastos Pereira, campeão da última Copa Brasil na RS:X masculina.

“Esse momento representa muito para mim. É a oportunidade de mostrar resultado. É o sonho de todo velejador estar viajando com a Equipe Brasileira de Vela. Estou muito feliz e espero poder ter o melhor desempenho possível”, afirma Gabriel, de 23 anos, que durante os Jogos Rio 2016 fez parte do programa Vivência Olímpica, de desenvolvimento de atletas do COB.

Para a jovem delegação do Brasil, o Troféu Princesa Sofia é uma grande oportunidade de desenvolvimento. Além disso, o evento será classificatório para a próxima etapa da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela). Só irão para a regata de Hyères, na França, em abril, os velejadores brasileiros que terminarem no top 20 de sua respectiva classe.  As regatas de medalha em Palma estão marcadas para o próximo dia 7.

“O campeonato vai ser de nível muito alto. Meu primeiro objetivo é estar nessa faixa de classificação para Hyères”, diz Gabriel Pereira.

Confira a relação completa de atletas do Brasil na competição:

Laser – Bruno Fontes;

Laser – João Pedro Souto de Oliveira;

470 Masculino – Geison Mendes/ Gustavo Thiesen;

470 Masculino – Pedro Correa/ Rodolfo Streibel;

49er – Carlos Robles/ Marco Grael;

Finn – Jorge Zarif;

Finn – Antonio Moreira;

Nacra 17 – João Bulhões/ Gabriela Nicolino;

Nacra 17  Samuel Albrecht/ Bruna Martinelli;

RS:X Masculino – Gabriel Pereira;

RS:X Masculino – Brenno Francioli.

Na classe Nacra 17, o Troféu Princesa Sofia vai definir a vaga de titular da Equipe Brasileira de Vela. A dupla que tiver o melhor resultado conquista o posto.

Snipe: Paradeda garante vaga brasileira no Pan-Americano

Depois de três dias de competição iniciada no último domingo (25) e um total de seis regatas nas águas do Guaíba, em Porto Alegre, finalmente foram definidos nesta (terça-feira, 27) os quatro países que terão vagas para os Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019: Brasil, Argentina, Porto Rico e Uruguai. 

Campeão mundial em 2001, doze vezes campeão brasileiro, quatro no Sul-Americano e Medalha de Ouro no Pan-Americano do Rio, em 2007, e Prata em Winnipeg, em 1999, o multicampeão Alexandre Paradeda venceu quatro das seis regatas do campeonato, garantindo ao lado da jovem atleta Ana Júlia Tenório, de 17 anos, a vaga para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 2019. 

Xandi e Anna abriram nove pontos de diferença da campeã mundial Feminina Juliana Duque, que correu com Rafael Martins na proa. A vaga para a Argentina foi conquistada por Luciano Pesci e Bárbara Brotons, classificados em terceiro lugar no Sul-Americano. 

A vaga de Porto Rico, foi garantida pelo campeão mundial Raúl Ríos, de 24 anos, e pela sua proeira Sofia Rivera, 7º lugar no Sul-Americano Misto. Raul foi Medalha de Ouro no Pan-Americano de 2015, em Toronto, três vezes campeão norte-americano e campeão nacional nos Estados Unidos em 2013, 2014 e 2015. 

O país vizinho Uruguai, também conquistou a sua vaga com o multicampeão, Ricardo Fabini, classificado no campeonato em 8º lugar ao lado de Florencia Panizari. Fabini foi campeão mundial em 1989, venceu o campeonato do Hemisfério Ocidental de Snipe em 1991, foi campeão sul-americano em três edições e Medalha de Prata no Pan-Americano em 1995. 

O top 5 na categoria Misto foi completado com a dupla argentina Luis Soubie e Brenda Quagliotti, 4º lugar, e Mário Sérgio Júnior, da Escola de Vela de Ilha Bela, em dupla com Amanda Rodrigues, do Clube dos Jangadeiros, em 5º.

“Foi um campeonato bem difícil, longo, de vento forte, uma competição dura. Muita gente lutando pela vaga no Pan-Americano, com quatro campeões do mundo, para se ter uma ideia o cubano, bicampeão Pan-americano e mundial não conseguiu a vaga, para ver o nível de dificuldade do evento. Amanhã (quarta-feira), vou seguir correndo com a Ana até sábado no Sul-americano Aberto. E depois, vamos correr juntos todos os campeonatos dentro do Brasil para pegar entrosamento e ter chance de brigar pela vaga na eliminatória do Pan, em novembro”, diz Alexandre Paradeda. 

Na categoria Master (timoneiros com idade acima de 45 anos, e com o timoneiro e proeiro atingindo o limite mínimo de 80 anos quando somadas as idades) os campeões foram Fernando Kessler e Rolf Peter Nehm, do Clube dos Jangadeiros. 

 

Resultados:

Misto
Master

Da assessoria

 

Colisão tira dois barcos da 1ª etapa do Extreme Sailing Series

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O penúltimo dia da 1ª etapa do Extreme Sailing Series foi marcado por uma grande colisão entre o New Zealand Extreme Sailing Team e o Red Bull Sailing Team. Os dois barcos ficaram bastante danificados, forçando as equipes a se retirarem das regatas do dia. Ninguém se machucou.

O incidente aconteceu na boia de popa da quarta regata do dia, quebrando os lemes dos dois barcos. Chris Drapper, do Red Bull, ficou desapontado: “É muito frustrante do nosso ponto de vista. Teremos uma noite longa de trabalho para estar de volta à água amanhã de manhã e é frustrante perder estes pontos que poderão nos custar caro mais pra frente no campeonato. Nós voltaremos a velejar e daremos nosso melhor amanhã.”

A competição está sendo disputada em Muscat, nos Emirados Árabes e tem como líder até este penúltimo dia o Team France Jeune, de Solune Robert.

 

Scheidt é prata na Bacardi Cup; Grael/Gonçalves ficam em 4º

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Robert Scheidt é medalha de prata na edição 2018 da Classe Star na Bacardi Cup. Neste sábado (10), em Miami, nos Estados Unidos, o bicampeão olímpico cruzou a linha de chegada em 2º lugar na última regata da competição. Com isso, ganhou uma posição no pódio, subindo do 3º para 2º na classificação geral. O título não ficou com o velejador brasileiro e seu proeiro, o norte-americano Brian Fatih, por dois pontos. Os campeões, os italianos Diego Negri e Sergio Lambertenghi terminaram com 14 pontos perdidos, contra 16 de Scheidt/Fatih.

Além de Robert Scheidt, o Brasil teve mais barcos na disputa da Bacardi Cup. Lars Grael e Samuel Gonçalves terminaram na quarta posição e as demais duplas brasileiras conseguiram os seguintes resultados finais: Alessandro Pascolato/Henry Boening (27º lugar), Admar Gonzaga Neto/Alexandre Figueiredo de Freitas (32º), Fabio Prada/Cristiano Ruschmann (40º), Marcelo Fuchs/Ubiratan Matos (76º). O melhor proeiro brasileiro foi Pedro Trouche, que ficou em 9º com o americano Luke Lawrence. Bruno Prada, que veleja com o norte-americano Augie Diaz, ficou na 12º colocação. Guilherme de Almeida, com o italiano Luca Modena, ficou em 16º. Arthur Lopes, com o holandês Thomas Allart, ficou em 23º.  Continuar lendo “Scheidt é prata na Bacardi Cup; Grael/Gonçalves ficam em 4º”

Brasileiros aparecem no Top 10 da Bacardi Cup

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Começou na última segunda-feira em Miami a tradicional Bacardi Cup para a classe Star. Setenta e seis duplas participam da competição, que teve duas regatas disputadas até agora. Robert Scheidt é o melhor brasileiro, na terceira colocação. Robert veleja com o proeiro Brian Faith. Os noruegueses Eivind Melleby e Joshua Revkin lideram a classificação geral. A competição segue até o próximo dia 10.

“Tivemos ventos entre 10 a 14 nós, condições boas para velejar. Conseguimos uma largada bem melhor do que no primeiro dia. E largando bem, montamos o primeiro percurso na sexta colocação e depois recuperamos para cruzar em terceiro lugar. Foi um bom resultado, subimos para o top 3 e vamos seguir na luta para conseguir continuar velejando bem até o final”, explicou o maior medalhista do Brasil, com cinco pódios.

O Brasil tem mais barcos na disputa em Miami: Lars Grael / Samuel Gonçalves (17º), Alessandro Pascolato / Henry Boening (31º lugar), Admar Gonzaga Neto / Alexandre Figueiredo de Freitas (27º), Fabio Prada/Cristiano Ruschmann (37º), Marcelo Fuchs / Ubiratan Matos (74º). Os proeiros brasileiros são:  Bruno Prada, que veleja com o norte-americano Augie Diaz, e aparece na quinta colocação, Pedro Trouche, que veleja com o americano Peter Vessella está em 11º, enquanto Guilherme Almeida, que veleja com o italiano Luca Modena, aparece em 12º. Arthur Lopes, na proa do holandês Thomas Allart é 16º.

Resultados

Brasileiros são pentacampeões sul-americanos de 470

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Geison Mendes e Gustavo Thiesen venceram o Campeonato Sul-americano da classe 470 que encerrou neste domingo no Club Náutico San Isidro, em Buenos Aires. A boa regularidade dos resultados nas 10 regatas fez a dupla do Veleiros do Sul alcançar o título de pentacampeã sul-americana. Geison e Gustavo fazem parte da Equipe Brasileira da CBVela 2018 e estão em campanha olímpica para Tóquio 2020.

As demais classificações do Veleiros do Sul foram: 5º Ricardo Paranhos e Andrei Kneipp, 8º Pedro Correia e Rodolfo Streibel e 9º R. Regusci e J. Regusci (VDS/YCU). As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan ficaram em terceiro na classificação geral e primeiro na categoria feminina.

Da assessoria de imprensa / foto: El Ojo Nautico

Camiranga tem problemas e desiste da RORC Caribbean 600 em Antígua

A regata RORC Caribbean 600 largou nesta segunda-feira em Antígua, no Caribe, com a maior flotilha já vista nos 10 anos da competição. O Brasil está sendo representado pelos gaúchos do Camiranga, porém a equipe de Samuel Albrecht teve problemas na vela e acabou abandonando a regata e voltando para Antígua.

O começo da regata não foi fácil, com rajadas de mais de 20 nós na largada e mar bastante mexido. Na manhã desta terça-feira 16 barcos já haviam desistido da regata.

Para acompanhar o tracking da regata, clique aqui.

Velejador holandês corta a perna e é operado após incidente de Nacra 17

O holandês Christian Peter Stephensen Lubeck foi mais uma vítima do Nacra 17. O velejador teve que passar por uma cirurgia após cortar a perna no leme do barco. O trapézio de Lubeck quebrou, arremessando-o contra o leme, enquanto ele disputava a Oceanbridge NZL Sailing Regatta, em Auckland, Nova Zelândia, ao lado da parceira Lin Ea Christiansen.

Este foi o segundo incidente sério com um velejador de Nacra 17. Em agosto de 2017 o velejador americano Bora Goulari perdeu parte de três dedos enquanto velejava na França.

A classe Nacra 17 é faz parte do programa olímpico de Tóquio 2020 e está nos holofotes da mídia por conta dos incidentes e também por conta de um recall feito em uma peça da bolina.

foto: Yachting New Zealand