Primeira Copa União de Dingue reúne oito duplas em Pernambuco

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O Dingue Pernambuco realizou, neste domingo, a primeira edição da Copa da União. Esse evento foi concebido de maneira a proporcionar uma maior integração entre os atletas da flotilha, uma vez que os timoneiros mais experientes (Luciana Raposo, René Hutzler, Hans Hutzler, Leonardo Almeida, André Verona, Clovis Holanda e José Araújo) fizeram as vezes de proeiros tanto para velejadores mais novos quanto para aqueles que tinham algumas dúvidas a serem esclarecidas.

Das oito tripulações, sete seguiram tal formato – a participação de duplas não-misturadas também era permitida. Foram realizadas duas regatas, que foram vencidas com facilidade pelo Ver o Mar, timoneado por Roberto Xavier e tendo Hans Hutzler como proeiro. Em segundo ficou o Energia de Alexandre Mercanti / Leonardo Almeida, que protagonizou diversas ultrapassagens mútuas com o Gudino, liderado por Rodrigo Samico e José Araújo, que acabaram na 4ª posição. Em terceiro ficou o Intrépido de Francisco Andrade e Luciana Raposo, que alcançou uma notável recuperação da primeira para a segunda regata do dia. Fechando o pódio, Antonello Cruz e Luca Cruz mostraram habilidade em sua primeira regata na classe Dingue.

RESULTADOS:

1° – Ver o Mar – Roberto Xavier e Hans Hutzler (1o / 1o) 2pts
2° – Energia – Alexandre Mercanti e Leonardo Almeida (2o / 3o) 5pts
3° – Major Tom – Francisco Andrade e Luciana Raposo (4o / 2o) 6pts
4° – Gudino – Rodrigo Samico e José Araújo (3o / 4o) 7pts
5° – Cascudinho – Antonello Cruz e Luca Cruz (6o / 5o) 11pts
6° – Pegasus – Hellayne Santiago e René Hutzler (5o / 7o) 12pts
7° – Gaivota – Vinícius Siqueira e André Verona (7o / 6o) 13 pts
8° – Viagra – Gabriel Pinho e Clóvis Holanda (8o / 8o) 16 pts

Da classe

Com Scheidt como técnico, Zarif estreia no Mundial de Finn com vitória

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Sob o comando do bicampeão olímpico Robert Scheidt, Jorge Zarif ganhou a primeira regata da Classe Finn no Campeonato Mundial de Classes Olímpicas. O torneio é classificatório para os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, e as regatas, que começaram nesta quinta-feira (2), seguem até o dia 12 de agosto, na Baía de Aarhus, na Dinamarca.

Satisfeito com a boa estreia do seu atleta, Robert confia em uma boa campanha na Dinamarca. “Apesar de ser um velejador jovem, é bastante experiente. Já disputou duas olimpíadas e, além do quarto lugar na Rio-2016, título mundial e vitórias em Copa do Mundo, veleja na Finn desde os 16 anos e sabe regular o barco, deixá-lo veloz. A minha função é ajustar pequenos detalhes para que ele suba alguns degraus”, informou ele, que completa. “Estou tentando ajudá-lo a administrar os riscos de uma competição grande como esta, orientando na raia, nos procedimentos antes da largada, na estratégia das regras e, acima de tudo, tentando mantê-lo focado na competição e ao mesmo tempo calmo”. Continuar lendo “Com Scheidt como técnico, Zarif estreia no Mundial de Finn com vitória”

Brasil estreia nesta quinta-feira no Mundial de Classes Olímpicas

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A Equipe Brasileira de Vela entra na água nesta quinta-feira, dia 2, para o início do Mundial de Classes Olímpicas. As primeiras regatas estão previstas para 7h (de Brasília), na Baía de Aarhus, na Dinamarca. Na abertura, o Brasil terá na disputa Jorge Zarif, campeão da Copa do Mundo 2018 na classe Finn; a medalhista olímpica Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 feminina), Geison Mendes e Gustavo Thiesen (470 masculina) e Henrique Haddad e Felipe Brito (470 masculina). Além do título, estarão em jogo as primeiras vagas para os países nos Jogos de Tóquio 2020.

“Neste primeiro momento de busca pela classificação olímpica, temos classes um pouco mais bem posicionadas, como 49er FX, Finn, 470 feminina, RS:X feminina e Nacra 17. Temos boas possibilidades em todas elas. Ainda temos correndo por fora classes como a 470 masculina e a 49er, com chance boa de ficar na flotilha ouro e estar na briga”, avalia Torben Grael, coordenador técnico da Equipe Brasileira de Vela.

Embora o Mundial valha classificação para os Jogos Olímpicos, a raia de Aarhus tem características distintas em relação a Enoshima, local da disputa em Tóquio 2020. Continuar lendo “Brasil estreia nesta quinta-feira no Mundial de Classes Olímpicas”

Com foco em Tóquio, Fontes disputa Mundial de Classes Olímpicas

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Disputado a cada quatro ano, o Mundial de Classes Olímpicas é a principal competição de vela promovida pela World Sailing, reunindo os melhores velejadores do mundo a partir do dia 02 de agosto. Em sua quinta edição, a competição será realizada em 2018 na Baía de Aarhus, na Dinamarca, e o velejador Bruno Fontes será um dos representantes da equipe brasileira. Além de valer o título mundial, o evento distribui vagas para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

No caso da classe Laser Standard estão em jogo quatorze vagas, sendo que apenas um atleta tem a chance de representar o seu país no maior evento esportivo do planeta. Após garantir o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, ao conquistar o terceiro lugar no Campeonato Norte-Americano, Bruno Fontes segue para mais um desafio.

“O Mundial de Classes Olímpicas é a competição mais importante de todo o ciclo até Tóquio. Temos muitos objetivos dentro desse campeonato e o primeiro deles é buscar uma das vagas para 2020. Depois disso, é pensar na Medal Race, na briga por uma medalha e no título. Um passo de cada vez”, afirma o velejador que disputa seu décimo nono campeonato mundial.

Desde 1997, em sua primeira participação, Bruno só não competiu nos anos de 1998, 1999 e 2017. Dentre todos as participações foi em 2010 (Inglaterra) e 2013 (Omã) que Bruno conquistou seus melhores resultados, terminando em oitavo lugar. “Eu ainda tenho algo de muito grandioso para conquistar. Após um ano de muitas mudanças posso dizer que vivo uma das melhores fases da minha carreira. O terceiro lugar no Norte-Americano acendeu aquela chama dentro de mim”, afirma.

Sobre o Mundial de Classes Olímpicas:

O Mundial de Classes Olímpicas reúne as dez classes do programa dos Jogos de Tóquio 2020: RS:X masculina, RS:X feminina, Laser, Laser Radial, Finn, 470 masculina, 470 feminina, 49er, 49er FX e Nacra 17 e as regatas serão disputadas entre os dias 02 e 12 de agosto. Além disso, haverá disputa também no kiteboard (feminino e masculino), como demonstração.

No caso da classe Laser Standard serão dez regatas e a Medal Race, que conta com pontuação dobrada e reúne apenas os dez melhores classificados. As disputas para Bruno Fontes começam na sexta-feira (03) e vão até domingo (05) com seis regatas previstas para a fase de classificação, sendo duas por dia. Na segunda os velejadores folgam e retornam a raia novamente para mais dois dias de regatas, terça (07) e quarta (08), quando acontecem as disputas da fase final. Os atletas ganham nova folga na quinta e sexta (10) retornam para as disputas da Medal Race.

Além de Bruno Fontes, o Brasil conta com os seguintes atletas na competição: Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX), Carlos Robles e Marco Grael (49er), Mario Tinoco e Gabriel Borges (49er), Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 feminina), Geison Mendes e Gustavo Thiesen (470 masculina), Henrique Haddad e Felipe Brito (470 masculina), Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino (Nacra 17), João Bulhões e Bruna Martinelli (Nacra 17), Jorge Zarif (Finn), Patrícia Freitas (RS:X feminina), Brenno Francioli (RS:X masculina), João Pedro Souto de Oliveira e Lucas Bueno (Laser), Gabriella Kidd (Laser Radial) e Cláudio Cruz (Kiteboard).

Mais informações: https://www.aarhus2018.com

Velejador Aleixo Belov chega a Salvador após expedição ao Alasca

Foto - Erick Salles (1)

Os bons ventos estão trazendo o Fraternidade de volta a Salvador. O veleiro, comandado pelo navegador ucraniano, radicado na Bahia, Aleixo Belov, atraca no Segundo Distrito Naval (Comércio), no dia 4 de agosto, às 10h, após passar cerca de 600 dias em mais um desafio em alto mar. A embarcação, que tem estrutura de aço e mais de 20 metros de comprimento, saiu da capital baiana no dia 3 de dezembro de 2016 com destino ao Alasca, gélido estado norte-americano. Essa é a quinta volta ao mundo de Belov, que ficou conhecido em 1980 como navegador solitário, por se lançar sozinho ao mar, a bordo do barco Três Marias.

Na mais recente aventura, o comandante de 75 anos, que também é engenheiro, empresário e escritor, seguiu viagem acompanhado de outros tripulantes. A primeira e única parada no Brasil foi em Natal-RN. Na sequência, o Fraternidade passou pelo Caribe, Panamá, Galápagos, Ilhas Marquesas, Havaí e, finalmente, ao Alasca. Seguindo o trajeto de volta, regressando à capital baiana, o veleiro navegou pelas Ilhas Marshall, Micronésia, Bali, Durban e Cidade do Cabo, na África do Sul. Foram dias intensos desbravando o mar, o vento, as tempestades, conhecendo culturas exóticas e cenários paradisíacos. Agora, a próxima parada será em Salvador.

No Segundo Distrito Naval, Aleixo Belov deseja encontrar amigos e familiares. “Meu sonho é levar o Fraternidade de volta a Salvador, ao seu porto de origem, e abraçar todo mundo. Depois, quero deitar e só acordar três dias depois”, brinca o navegador, revelando que a sua próxima missão é escrever mais um livro para relatar a aventura. “Tenho 15 cadernos de 200 páginas totalmente preenchidos e muito mais de 10 horas de registro em vídeos”, conclui.

Da assessoria / Foto: Erick Salles

No Mundial de Classes Olímpicas, Scheidt estreia como técnico

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A Equipe Brasileira de Vela terá um reforço de peso no Mundial de Classes Olímpicas que começa esta semana, na Dinamarca. Robert Scheidt, dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos como atleta, vai atuar como técnico pela primeira vez, acompanhando o velejador Jorge Zarif, na classe Finn. As primeiras regatas da competição estão marcadas para a próxima quinta-feira, dia 2. Esta segunda-feira, dia 30, foi dia de medição dos barcos.

“Espero ser um facilitador desse processo, mais uma pessoa com experiência para ajudar o Jorge. Estou muito animado com essa primeira experiência como técnico em uma competição oficial e ainda por cima desse nível. Espero contribuir”, afirmou Robert Scheidt.

Os dois já trabalharam em alguns treinamentos da Finn antes de chegarem à Dinamarca. Robert é um dos maiores vencedores da história da vela, com 11 títulos mundiais na classe Laser (incluindo um de Vela Jovem), três na Star, duas medalhas olímpicas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004, na Laser), duas de prata (Sydney-2000, na Laser; e Pequim-2008, na Star) e uma de bronze (Londres-2012, na Star). Mesmo sem experiência prévia como treinador, tem conhecimento de sobra no esporte. Continuar lendo “No Mundial de Classes Olímpicas, Scheidt estreia como técnico”

Alexandre Paradeda e Pedro Caldas são top 10 no Mundial Master de Snipe

O Mundial Master da classe Snipe chegou ao fim em Vilamoura, Portugal, com vitória espanhola na categoria geral. Damian Camps e Jordi Pons venceram nada menos que cinco das sete regatas disputadas. Dentre os brasileiros, Alexandre Paradeda e Pedro Caldas foram os melhores, terminando na 7ª colocação geral. Paulo Santos e Tiago Sangineto, em 26º geral, levaram para casa o título de Master Legend.

Também participaram do campeonato as duplas Adriano Santos e Cristian Franzen (11), Ralph Rosa e Daniel Claro (13), Carlos Menezes e Augusto Gomes (48), Carlos Traversa e Alberto Hackerott (50), Mario Eugenio Bonetti Tavares e Rebeca Abreu dos Santos (54), Roberto Camps e Maria Laura Varela (56) e Enio Lineburger e Eric Lineburger (64).

Confira o resultado completo em: http://bit.ly/2tZTONv

YCP promove Classic Sailing Festival neste final de semana

Neste final de semana o Yacht Club Paulista vai promover a 2ª edição do Classic Sailing Festival. O evento é aberto a todos os barcos de todas as classes desde que tenham mais de 25 anos de construção. Serão disputadas duas regatas de percurso, sendo uma no sábado e uma no domingo. Além da premiação da regata, haverá o prêmio Joia Clássica, que será entregue a cinco barcos que cumpram os seguintes critérios: originalidade, estado geral de conservação, condições de navegabilidade e beleza. Para estar elegível a este prêmio, o barco deverá estar exposto no clube na manhã de sábado e de domingo para avaliação dos jurados.

Confira o AR aqui.

Nota de falecimento: Marcelo Gilabert


Faleceu nesta sexta-feira no Rio de Janeiro o velejador Marcelo Gilabert. Ele começou a velejar muito cedo por incentivo de seu pai, com quem competiu pelo Iate Clube Guanabara na classe Lightining. Velejador extremamente eclético, era participante ativo em diversas classes, desde o Dingue, passando pelo Oceano, J/24 e Ranger 22, classe em que conquistou o título carioca no último dia 23 de abril pelo Praia Clube São Francisco. Era figurinha carimbada na raia do J/24 com seu barco Só Dá Nós. Será lembrado também pela frase que sempre repetia: “Minha cachaça é estar na raia velejando com os amigos”.