Parceria Notícias Náuticas e Vela Master Brasil: Manfred Kauffmann Jr é nosso novo colunista

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Seguindo o objetivo do Notícias Náuticas, que visa divulgar a vela brasileira, fechamos uma parceria com a Vela Master Brasil, um grupo com ideia original de Manfred Kaufmann Jr., o Fips, velejador de Laser da Guarapiranga, que também será nosso colunista, claro, falando sobre o esporte para os mais experientes. A cada quinze dias ele trará as novidades, dicas, calendário e muito mais para quem já passou dos 35 anos mas que, assim como nós, ama velejar.

Confira abaixo a primeira coluna:

“Observa-se que os eventos Master em diversas modalidades multiplicam-se e ocupam atualmente um lugar de destaque no cenário esportivo.

A categoria Master veio para prolongar a vida esportiva de atletas competitivos, possibilitando a participação em disputas de alto nível entre atletas que gostam do desafio competitivo, tendo o benefício da prática esportiva, bem como da camaradagem e convívio social.

Pude testemunhar recentemente como o esporte Master e a vela Master em particular estão sendo desenvolvidos no exterior. Participei dos World Masters Games 2017 (WMG) realizados em Auckland, Nova Zelândia em abril passado. Trata-se de uma Olimpíada Master que teve, nesta edição, a participação de 25.000 atletas em 28 modalidades. A título de comparação, a Rio 2016 teve aproximadamente 12.000 atletas. O World Masters Games acontecem a cada quatro anos e a próxima edição será no Japão em 2021. Em 2020 acontecerão os Panamerican Masters Games no Rio.

A vela nos WMG 2017 foi disputada em três classes: Laser STD, Laser Radial e Weta. A classe Weta é um trimarã com 4,5 m, mestra+buja+assimétrico e mastreação de carbono (http://www.wetamarine.com/the-boat/ ). Havia mais de 200 velejadores(as) na classe Laser, divididos em 4 flotilhas, duas de STD (AM+M e GM+GGM) e duas de Radial (AM+M, masc. e fem. e GM+GGM+75+, masc. e fem.). Tive a oportunidade de reencontrar diversos concorrentes da época em que inicialmente me dediquei à classe Laser e constatei que levam a disputa Master muito a sério! Muitos não pararam de velejar de Laser desde aquela época.

Existem atualmente duas associações Master regularmente constituídas em nível nacional: natação e atletismo. Há também o Comitê Brasileiro de Esporte Master (CBEM). Acreditamos que a vela Master no Brasil é expressiva e crescerá ainda mais se concentrarmos os esforços para atender os anseios dos velejadores Master no âmbito de um grupo/associação nacional. Divulgamos a iniciativa junto aos velejadores Master das classes Laser, Snipe, Finn e Star, que têm uma boa representatividade dentro da vela no Brasil e que contemplam categorias Master nos respectivos regulamentos. A receptividade da ideia foi excelente!

O objetivo do grupo será fomentar e desenvolver a vela Master no Brasil, cadastrando os participantes, organizando eventos com características próprias, buscando apoio das respectivas associações de classe, da CBVela, das federações estaduais e dos clubes, bem como reconhecendo as atividades de seus membros. O grupo está planejando criar um circuito brasileiro de eventos Master em 2018.

Já foram criados grupos no FB (https://www.facebook.com/groups/velamasterbrasil/ ), no WhatsApp (https://chat.whatsapp.com/BEoKnvk9BYlDAXgmTXM7vL ) e no Google Groups (https://groups.google.com/d/forum/velamasterbrasil ). Participe!

Abraço,

Manfred Kaufmann Jr.”

Foto: Luhan Grolla

Indicações para melhor velejador do ano já estão abertas

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A World Sailing anunciou esta semana que já está recebendo as indicações para o prêmio de Melhor Velejador do Ano. Qualquer pessoa pode se inscrever ou indicar alguém (ou equipe), desde que tenha tido uma performance excelente entre 19 de setembro de 2016 e 31 de agosto de 2017. As indicações podem ser feitas até o dia 1º de setembro. Os vencedores serão anunciados na conferência anual da entidade em 7 de novembro, em Puerto Vallarta, no México.

Lembrando que o Brasil já ganhou o prêmio com Martine Grael e Kahena Kunze (2014), Torben Grael (2009) e Robert Scheidt (2004/2001).

Clique aqui para indicar alguém

 

Site dá informações sobre o vento nas duas pontas do canal de São Sebastião

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Quem veleja em Ilhabela agora tem mais um ponto de marcação do vento em tempo real. Foi instalado na laje dos Moleques um anemômetro que passar as mesmas informações do equipamento já existente na BL3/Iso. Agora é possível conferir o vento nas duas pontas do canal de São Sebastião.

O site para acompanhamento das informações é o http://bit.ly/2vSNoSs

 

 

Regra 69 – Má Conduta (por regras.com.br)

A regra 69 é utilizada para impor uma ação disciplinar a um competidor e, a partir de 2017, uma pessoa de suporte (ex: técnicos) por má conduta, grave infração a uma regra ou falta de boas maneiras. Existe uma discrepância entre a regra 64.4(b) que permite penalizar um competidor por uma ação de uma pessoa de suporte enquanto a regra 63.1 diz que um competidor não pode ser desclassificado sem audiência (Relatorio da US Sailing sobre inconsistência das regras)

Ela é provavelmente umas das regras mais faladas por velejadores, organizadores e juízes. Basta começar algum pequeno bate boca que as pessoas começam a falar “Vou te dar uma 69!”. Mas na prática, a regra 69 é raramente utilizada corretamente, pois poucos velejadores e juízes entendem como ela se aplica. A regra 69 tem características diferentes das demais regras. Além disto, a regra 69 muitas vezes se confunde com a regra 2, navegação leal.

A regra 69 não é uma regra que possa ser infringida. Na verdade, a regra 69 é um procedimento que diz como a comissão de protestos deve agir em casos de indisciplina ou má conduta de um competidor. Um velejador não pode protestar outro pela regra 69. Entretanto, qualquer pessoa pode informar um incidente. Ao contrário de um protesto normal, esse relato pode vir de uma pessoa que não esteja envolvida no evento, como um espectador. Esse relato pode ser feito até mesmo oralmente, apesar de que é preferível que ele seja feito por escrito. A partir desse relato, ou da sua própria observação, a comissão poderá convocar uma audiência para apurar o incidente. Em caso de infrações leves, a comissão pode decidir não convocar uma audiência de regra 69 e resolver o problema numa conversa com o competidor. Alguns exemplos de má conduta que podem levar a uma ação sob a regra 69:

  • Brigar
  • Roubar
  • Intimidar
  • Ofender
  • Avariar deliberadamente a propriedade, incluindo o barco de outro competidor
  • Intencionalmente se recusar a cumprir com instruções da autoridade organizadora
  • Abusar de oficias de regata: medidores, juízes e comissão de regata
  • Mentir numa audiência de protestos
  • Infringir deliberadamente uma regra com o objetivo de levar vantagem.
  • Outras formas de trapaça: falsificar de certificado de medição, não montar uma marca para ganhar posições ou retirar o lastro do barco.

Além dessas razões, a regra P2.3 diz que a comissão de protestos deve considerar convocar uma audiência de regra 69 quando um barco recebe a terceira bandeira amarela por infração a regra 42 (propulsão).

Os procedimentos de uma audiência de regra 69 são diferentes de um protesto comum. A comissão de protestos deve ser formada por pelo menos três membros e deve convocar o competidor protestado por escrito. Nessa convocação deve constar em detalhes quais são as alegações de má conduta de forma a permitir o acusado a preparar a sua defesa. Por não se tratar de um protesto da parte 2,3 ou 4; o competidor pode ser representado ou assistido por qualquer pessoa a sua escolha, incluindo um amigo, familiar, técnico ou mesmo um advogado. Quem fez o relato do incidente, mesmo que seja membro da comissão de regatas ou organização, não é considerado uma parte do protesto. Portanto ele só pode agir como testemunha. Essa pessoa não tem direito de fazer perguntas ao competidor e também não tem direito de apelar caso não concorde com a decisão da comissão de protestos.

O resultado da decisão da audiência deve ser postado no quadro de avisos. Já os fatos e conclusões devem ser mantidos em confidencialidade, já que a sua publicação pode motivar um processo legal. Caso o protestado apresente alguma carta de desculpas, ela deve ser publicada no quadro de avisos e poderá contribuir para reduzir a punição ou levar a comissão de protestos a somente advertir o competidor. A regra 69.2(h) lista diversas alternativas de punição. O competidor pode ser excluído de uma ou mais regatas já realizadas, nesse caso, o barco deve ser desclassificado e essas regatas não poderão ser descartadas. O competidor ou o barco podem ser excluídos das regatas restantes. Caso somente o competidor seja excluído das regatas restantes, o barco poderá continuar competindo desde que as regras em vigor permitam a substituição de tripulantes. A penalidade mais severa é a exclusão do barco ou competidor de todas as regatas da série. A regra 69 permite a comissão de protestos a aplicar qualquer outra punição no âmbito de sua jurisdição. Ela pode, por exemplo, excluir o competidor do local do evento ou, quando há danos, cobrar o ressarcimento do prejuízo. A comissão de protestos não pode suspender um competidor, mas uma punição acima de DNE (desclassificação da regata sem descarte) deve ser informada a CBVELA que poderá suspender a elegibilidade do velejador. Esta é uma mudança significativa na regra 2017. Antes toda punição, mesmo que a desclassificação de uma regata, deveria ser comunicada a autoridade nacional. Por isto, muitas comissões de protestos evitavam penalizar um competidor por infrações mais brandas.

A regra 69 é complexa e é comum a comissão de protesto evitá-la. Todavia, o esporte não pode tolerar a má conduta de competidores e a regra 69 é uma forma de se lida com esse problema.

Por Ricardo Lobato / www.regras.com.brwww.regras.com.br

Maior Clipper Race da história larga em Liverpool, na Inglaterra

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A Clipper Race, regata de volta ao mundo para amadores, largou neste final de semana de Liverpool na Inglaterra, com o maior número de velejadores da sua história. Doze barcos partiram para uma travessia de 35 dias até Punta del Este, no Uruguai, nesta primeira etapa da competição. Durante as 13 etapas, os veleiros de 70  pés percorrerão 40 mil milhas ao redor do globo, tudo sob a supervisão de Sir Robin Knox Johnston, primeiro velejador a dar a volta ao mundo em solitário da história, há 50 anos.

“Nós próximos 11 meses nossas tripulações e equipes irão enfrentar tudo o que a mãe natureza tem a oferecer. Na volta eles terão velejado por todos os oceanos. Poucas pessoas podem dizer que fizeram isso. A Clipper Race está se tornando maior e melhor a cada edição e não posso evitar me sentir incrivelmente orgulhoso, enquanto vejo nosso time partir para algo que com certeza mudará suas vidas”, disse ele.

Para acompanhar a regata, clique aqui.

Está aberta a temporada dos Mundiais de Vela

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Está aberta a temporada de Campeonatos Mundiais de classes olímpicas para a Equipe Brasileira de Vela. A primeira velejadora a entrar na água será Gabriella Kidd, na disputa do Mundial de Laser Radial, que tem as primeiras regatas previstas para segunda-feira, dia 21, em Medemblik, na Holanda. A competição vai até o próximo dia 26.

Nas próximas seis semanas, o calendário de competições será intenso. Haverá disputa de Mundiais em sete classes olímpicas com participação de velejadores do Brasil. Confira a programação na tabela abaixo:

Mundial de Classe Olímpica

Data

Local

Laser Radial

19 a 26/08

Medemblik (Holanda)

49er

28/08 a 02/09

Porto (Portugal)

49erFX

28/08 a 02/09

Porto (Portugal)

Finn

01 a 10/09

Balatonfoldvar (Hungria)

Laser

02 a 19/09

Split (Croácia)

Nacra 17

05 a 10/09

La Grande Motte (França)

RS:X feminino

16 a 23/09

Enoshima (Japão)

Nessas competições, o Brasil terá na água atletas como Carlos Robles e Marco Grael (49er), Robert Scheidt e Gabriel Borges (49er), Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX), Jorge Zarif (Finn), João Pedro Souto Oliveira (Laser), João Bulhões e Gabriela Nicolino (Nacra 17) e Patrícia Freitas (RS:X feminino).

Na Laser Radial, Gabriella é uma das caras novas da Equipe Brasileira de Vela em 2017. Atleta da categoria sub-21, a velejadora disputará o Mundial pela primeira vez, em busca de uma experiência valiosa no começo do ciclo olímpico de Tóquio 2020.

“Sem dúvida será um Mundial de altíssimo nível. Vou dar o meu 100% e tentar o melhor resultado possível. São muitas velejadoras com experiências olímpicas, algumas bem mais velhas do que eu. Vou ter a oportunidade de colocar em prática o que venho treinando, melhorar meu desempenho e minha técnica, além de observar as adversárias e ganhar experiência”, afirmou.

da assessoria

America´s Cup: Taça não tem espaço para nome do Team New Zealand

O Emirates Team New Zealand anunciou esta semana que o Protocolo da próxima America´s Cup está quase pronto, ou seja, a Copa está tomando forma. Mas o grande problema com o qual o time tem que lidar agora é a falta de espaço para a gravação das informações da 35ª AC. Isto por que o pessoal do Alinghi usou uma fonte maior do que as outras para gravar as vitórias de 2003 e 2007, ocupando todo o espaço disponível da Auld Mug, nome dado à tradicional taça.

O troféu de 169 anos conta a história da competição e tem gravado em sua base todas as regatas disputadas até hoje na competição mais antiga da história e seus resultados. Duas novas bases em prata foram acrescentadas à taça em 1958 e em 1992, porém o espaço acabou. Continuar lendo “America´s Cup: Taça não tem espaço para nome do Team New Zealand”

Protocolo da America´s Cup deverá ser apresentado até o final de setembro

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O chefe do Team New Zealand Grant Dalton confirmou a um jornal neozelandês que as regras da próxima America´s Cup estão quase prontas e deverão ser divulgadas até o final de setembro. A discussão sobre qual tipo de barco será usado – se mono ou multicascos – segue nas rodinhas de velejadores, porém Dalton sinalizou que deverá voltar um pouco às origens da Copa, um desejo do time neozelandês e do Luna Rossa, desafiante da próxima edição. Dalton também quer focar na regra de nacionalidade dos velejadores e país de origem dos barcos. Continuar lendo “Protocolo da America´s Cup deverá ser apresentado até o final de setembro”

Volvo Ocean Race: Mapfre vence a Leg Zero e quer brigar pelo título

Após quase 70 horas de navegação, o quarto e último teste da Leg Zero terminou nesta manhã de quuarta-feira, nas proximidades La Coruña, na Espanha. Com a flotilha praticamente em frente à costa galega e com uma previsão de ventos ruins para os próximos dois dias, a organização tomou, na terça-feira (15), a decisão de encurtar a rota e colocar ponto final na disputa. O Vestas 11th Hour Racing estava na frente e, por isso, ficou com a vitória na etapa. O time comandado por Charlie Enright acabou a competição na quinta colocação geral. Com os resultados acumulados, o vencedor foi o Mapfre, de Xabi Fernández. As quatro etapas da Leg Zero não contam ponto para a volta ao mundo, porém deixaram claro que, com treino e entrosamento qualquer uma das sete equipes poderá andar na frente.

Nas quatro etapas, que incluíram a temida Fastnet Race, os times puderam enfrentar diversas condições de vento e mar, que a skipper do Turn The Tide on Plastic Dee Caffari classificou como “tão duras como velejar nos mares do Sul”. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Mapfre vence a Leg Zero e quer brigar pelo título”

CBVela anuncia comissão de atletas eleitos por velejadores federados

Mais uma demonstração de democracia na Confederação Brasileira de Vela (CBVela). Nesta segunda-feira, dia 14, foi anunciado o resultado da eleição para a nova Comissão de Atletas da entidade. Por meio do voto direto, mais de 250 velejadores escolheram seus representantes na Confederação, que terão mandato até o fim de 2020. Foram eleitos: Bruno Prada (94 votos), Isabel Swan (71), Samuel Albrecht (67), Bruno Bethlem (62) e Bruno Fontes (60). Veja abaixo um perfil de cada um deles. Continuar lendo “CBVela anuncia comissão de atletas eleitos por velejadores federados”