Alex Veeren é Campeão Brasileiro de Laser Standard 2017; na 4.7 Andrey Godoy conquista o bicampeonato

dsc_0194
Competição terminou hoje no Yacht Club de Santo Amaro

O 43º Campeonato Brasileiro de Laser Standard e 4.7 terminou neste sábado na Capital Paulista. Alex Veeren, de Santa Catarina, foi o campeão da classe Standard, com 13 pontos perdidos. A regularidade foi a grande arma de Alex nesta competição que, pelo número reduzido de regatas, não permitiu que os velejadores descartassem nenhum resultado. Alex  venceu a primeira regata da competição e seguiu entre os cinco primeiros nas outras três regatas válidas para o campeonato. O segundo lugar ficou com João Pedro Oliveira, do Rio de Janeiro. Phillipp Grochtmann, do Rio Grande do Sul, completou o pódio. “As condições foram difíceis e as regatas foram muito disputadas, eu o Caveirinha (João Pedro) terminamos a competição com poucos pontos de diferença e velejamos em níveis bem parecidos, mas no final meus resultados foram melhores. Estou feliz muito e satisfeito com o resultado”, comenta Alex Veeren.

A regularidade nos resultados também foi o ponto forte de Andrey Godoy, do Paraná, que conquistou o bicampeonato brasileiro na classe Laser 4.7. O velejador, que se despede da classe para ingressar na Laser Radial, venceu duas regatas e terminou as outras duas em segundo lugar. Nicolas Bernal, atual campeão brasileiro de Optimist, e Pedro Bomeisel, ambos do YCSA, sede da competição, completam o pódio nas segunda e terceira colocações respectivamente. “Ainda disputo mais um campeonato de 4.7, o Sul-Americano, mas este é o meu último brasileiro na classe e foi muito bom me despedir com esse título”, conta Andrey Godoy.

São Paulo, que sedia pela primeira um Campeonato Brasileiro de Laser, se despede da grande festa da classe com uma de suas marcas mais forte, a garoa. “Foi um campeonato longo e bastante difícil de ser completado por conta da falta de vento. Ainda assim, acreditamos que a competição foi um grande sucesso para a classe Laser do Brasil todo. Quem veio para cá pode se reunir com amigos, que há muito não participavam de um Brasileiro de Laser, e ainda conferir a nova geração que promete continuar a tradição da classe. Enfim, foi uma grande festa”, comentou Nicolas Garcia, novo presidente da Assossiação Brasileira da Classe Laser (ABCL) e organizador do campeonato.

O 43º Campeonato Brasileiro de Laser reuniu as classes Radial, 4.7 e Standard durante 13 dias no Yacht Clube de Santo Amaro, na zonal Sul da Capital Paulista. Foram 130 atletas na raia da Represa de Guarapiranga, berço de grande atletas da vela como Robert Scheidt. A classe Laser Radial teve Martin Lowy (YCSA) e Gabriel Kidd (ICRJ) como grandes campeões. O próximo Campeonato Brasileiro de Laser já tem local certo para acontecer, o Yacht Clube da Bahia, em Salvador, em janeiro de 2018.

Entenda a classe 

A classe Laser é dividida em três, Radial, 4.7 e Standard. Todas têm o mesmo casco, porém as velas possuem tamanho diferente. A 4.7 é a menor de todas, com 4,70m² de área, perfeita para um velejador que pese entre 45 e 60 kg. Já a Standard é a maior de todas, com 7m² de área, o que exige um velejador com peso maior, entre 78 e 85 kg. É a classe olímpica para homens.

O 43º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pelo Yacht Club Santo Amaro e pela Classe Laser SP, tem a chancela da CBVela e da Fevesp e conta com o apoio da Vcat, Notícias Náuticas e Sailstation.

Site oficial: http://laser2017.sailstation.com/

Fanpage oficial: https://www.facebook.com/BrasileiroDeLaser

Sobre o Yacht Club Santo Amaro:  

O YCSA, como é conhecido o Yacht Club Santo Amaro, foi fundado em 1930 às margens da Guarapiranga por velejadores alemães. Ao longo destes mais de 80 anos de história, revelou grandes nomes do iatismo nacional, como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista. No seu quadro de medalhas estão diversos títulos mundiais, pan-americanos, sul-americanos e, claro olímpicos.

Confira os melhores classificados após duas regatas:

Laser Standard

1º Alex Veeren, 13 pontos perdidos

2º João Pedro de Oliveira, 15 pp

3º Phillipp Grochtmann, 23 pp

4º Felipe Echenique, 24 pp

5º Ricardo Bittencourt, 25 pp

Laser 4.7

1º Andrey Godoy, 6 pontos perdidos

2º Nicolas Bernal, 21 pp

3º Pedro Bomeisel, 22 pp

4º Luiz Otávio Correia, 23 pp

5º Tiago Monteiro, 26 pp

Copa do Mundo de Miami abre ciclo das classes olímpicas rumo a Tóquio 2020

Jorginho Zarif, da classe Finn, participa da competição Foto: Pedro Martínez/ World Sailing

A primeira grande competição internacional reunindo as classes olímpicas no ciclo Tóquio 2020 será aberta neste domingo, dia 22. A etapa de Miami marca o início da temporada 2017 da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela), no City of Miami Regatta Park. Velejadores brasileiros medalhistas olímpicos estarão na disputa, como Martine Grael e Kahena Kunze, na 49er FX, e Robert Scheidt, agora competindo na classe 49er ao lado de Gabriel Borges. Além deles, Jorge Zarif também estará na água, defendendo a medalha de ouro que conquistou em Miami no ano passado.

“Agora é outro momento, começo de temporada e de ciclo olímpico. Vai ser o primeiro campeonato na Finn depois da Olimpíada, com vários adversários fortes. Não será fácil repetir essa medalha, mas vou em busca de um bom resultado”, afirma Zarif.

As primeiras regatas estão marcadas para terça-feira, dia 24. As regatas de medalha estão previstas para os dias 28 (sábado) e 29 (domingo). De olho em mais um pódio, as campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze chegam ao evento embaladas por um bom resultado na última semana: o título no Miami Mid Winters da classe 49er FX.

Em 2016, o Brasil conquistou três medalhas na etapa de Miami da Copa do Mundo. Foram dois ouros (Jorge Zarif, na Finn; e Robert Scheidt, então na classe Laser); e um bronze (Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, na 470 feminina). No total em etapas da Copa do Mundo (desde 2009), o Brasil soma 39 medalhas, sendo 19 de ouro, 11 de prata e nove de bronze.

Confira a Equipa Brasileira de Vela que participa etapa de Miami para a Copa do Mundo: Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX); Robert Scheidt e Gabriel Borges (49er); Jorge Zarif (Finn); Bruno Fontes (Laser); Henrique Haddad e Breno Abdulklech (470 masculina); Gabriella Kidd (Laser Radial); e Bruna Martinelli (RS:X feminina).

Com vento de volta à represa, Alex Veeren segue liderando o Brasileiro de Standard

dsc_0356

O vento finalmente voltou à Represa de Guarapiranga, onde acontece o 43º Campeonato Brasileiro de Laser, e a Comissão de Regatas realizou mais duas regatas para as classes Laser Standard e 4.7. Mesmo com as disputas, o dia ainda foi marcado por muita espera por causa do vento fraco que diminuiu bastante de intensidade no fim da segunda regata fazendo os velejadores de Laser Standard sofrerem para completar a prova.

A primeira regata largou pouco depois do meio-dia e Antonio Rosa, do Jangadeiros, venceu a regata na Laser Standard; na 4.7, Nicolas Bernal, do Yacht Club de Santo Amaro, sede do campeonato, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada. A CR só conseguiu fazer a largada da segunda regata às 17h30 e, Philipp Grochtmann, do Veleiros do Sul, foi o primeiro na Standard, enquanto Andrey Godoy, venceu na 4.7.

A súmula da Laser Standard mudou pouco com os resultados das regatas de hoje e Alex Veeren, do Iate Clube de Santa Catarina, continua na liderança com 13 pontos perdidos, seguido por João Pedro de Oliveira, do Iate Clube do Rio de Janeiro, com 15 pontos perdidos. “Espero que o vento contribua para pelo menos uma regata amanhã. Se eu fizer uma boa prova ainda tenho chances de conquistar o título. Agora só depende de mim”, comenta João Pedro, segundo colocado na disputa do Laser Standard. A disputa também deve ser acirrada pelo terceiro lugar, apenas um ponto separam Philipp Grochtmann (3º) e Felipe Echenique (4º). Ricardo Bittencourt (5º) também tem chances de subir ao pódio. Continuar lendo “Com vento de volta à represa, Alex Veeren segue liderando o Brasileiro de Standard”

Navegar está cada vez mais fácil no Brasil

Fazer charter  para aumentar a renda é comum entre os proprietários de embarcações em todo mundo, inclusive aqui no Brasil. Apesar disso, a prática ainda é pouco conhecida e acessível para quem não está acostumado com o mundo náutico. Pensando nisso, a startup BnBoats lançou o primeiro sistema brasileiro exclusivo para contratação de passeios náuticos, day-charters e pernoites. Trata-se de um mercado comunitário para quem quer anunciar seus serviços de charter e para quem busca uma opção diferente para as férias ou fim de semana junto à natureza.

O sistema é o mesmo de outros mercados comunitários online, os proprietários anunciam barcos gratuitamente e só pagam uma comissão pelas vendas que efetivamente realizam. O sistema também permite comprar passagens e tickets de proprietários, tudo via cartão de crédito e com segurança.

Scheidt supera problemas no segundo dia em Miami; Martine e Kahena continuam na liderança

Scheidt e Gabriel Foto: Divulgação
Scheidt e Gabriel Foto: Divulgação

Após um sábado marcado por sucessivas quebras no barco, Robert Scheidt considera que sua estreia na classe 49er aconteceu realmente neste domingo (15), no segundo dia do Miami Mid Winters, quando conseguiu completar todas as regatas. O bicampeão olímpico veleja ao lado do proeiro Gabriel Borges e usa a competição disputada no City of Miami Regatta Park, nos Estados Unidos, como preparação para a etapa de Miami da Copa do Mundo, de 22 a 29 de janeiro.

Sem enfrentar problemas com o equipamento, Scheidt e Borges começam a demonstrar entrosamento e evolução. O melhor resultado da dupla foi um 4º lugar, na segunda corrida do dia. Nas demais, cruzaram a linha de chegada em 9º, 7º e 12º. Com os resultados, os brasileiros ocupam a 12º colocação na classificação geral, com 97 pontos perdidos. A liderança é de Diego Botin/Santi López, com 24 pontos. No total, 17 barcos estão na disputa da classe 49er no Miami Mid Winters.

“O domingo foi um dia um pouco melhor, pelo menos conseguimos velejar sem nenhuma quebra no barco. Estamos evoluindo aos poucos e a participação no Mid Winters está sendo bem produtiva. Na verdade, o primeiro dia foi hoje (domingo), porque as quebras nos prejudicaram muito na estreia. Hoje teremos mais duas regatas, depois vamos descansar dois dias para recuperar as energias e recomeçar os treinos para a World Cup”, disse Robert, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios de COB e CBVela.

Mesmo sem quebras no barco inteiro, o segundo dia de competição em Miami não passou sem problemas. “Como tenho dito, estamos em fase de adaptação, especialmente para mim, que nunca havia corrido de 49er. Um exemplo disso aconteceu na quarta e última regata de domingo, quando viramos e acabamos perdendo algumas posições. Mas acredito que isso está dentro da curva de aprendizado”, completou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios em seis participações nos Jogos.

Já Martine Grael e Kahena Kunze, atuais campeãs olímpicas da 49erFX, continuam liderando a competição com 10 pontos perdidos. Oito regatas já foram disputadas na classe feminina e o pior resultados das brasileiros foi um 3º lugar que já entrou como descarte da dupla. A classe está reunindo 10 duplas femininas no City of Miami Regatta Park.

Camiranga foi o fita azul na Regata Buenos Aires-Punta del Este no Circuito Atlântico Sul

15977736_878443658959699_2564098577076813625_n
O veleiro Camiranga, do Veleiros do Sul, foi o fita azul da Regata Buenos Aires – Punta del Este no Circuito Atlântico Sul Rolex Cup 2017. O Soto 65 do comandante Eduardo Plass cruzou a linha de chegada em Punta neste domingo às 06h49min. No momento da sua chegada as condições de vento eram de NE, com cerca de 8 nós de intensidade.

O Camiranga, que corre na ORC Internacional, não conseguiu bater o recorde em tempo real Regata Buenos Aires-Punta del Este ao fazer a regata de 167 milhas em 18h49min. Ele igualou a mesma marca de Fortuna III, de Cesar Recalde, da Armada Argentina, no circuito do Atlântico Sul Rolex Cup 2005. O registro em tempo real permanece nas mãos de Lola, de Alberto Roemmers com 18h06min51s. Entre os integrantes do time do VDS na tripulação de 14 velejadores do Camiranga, estavam os irmãos Eduardo e Renato Plass, Samuel Albrecht, César Augusto Streppel, Gustavo Thiesen e Alexandre Rosa,  
O segundo barco a chegar em Punta foi outro brasileiro, o Soto 40 Pajero, de Eduardo Souza Ramos às 11h04min56s.O Circuito Atlântico Sul Rolex Cup 2017 segue nesta segunda-feira com o circuito em Punta del Este com as regatas de percurso médio e barla-sota. O Crioula Sailing Team, do comandante Eduardo Plass competirá em outro barco, o Soto 40 Crioula 29, a partir de terça-feira.

Runaway, do Peru, é fita azul da Cape2Rio 2017

runaway

Dois barcos já cruzaram a linha de chegada da regata Cape2Rio 2017. O peruano Runaway, comandado por Hector Velarde, foi o fita azul da regata que largou de Cape Town no dia 1º de Janeiro. O Runaway cruzou a linha no dia 14 de Janeiro, às 03:04:15 UTC. Apenas outro veleiro cruzou a linha, o Black Pearl, da Alemanha, comandado por Stefan Jentzsch, que chegou às 01:35:13 UTC, de hoje.

Na última atualização, o Saravah, barco brasileiro da competição, estava a 860 milhas da chegada. Já o Mussolo 40, que tem brasileiros tripulação, estava a 521 milhas.

Paulista Nicolas Bernal, do YCSA, vence 45º Campeonato Brasileiro de Optimist

16114416_1865200690357985_6631560105844083216_n
Nicolas Bernal é atleta do YCSA, de São Paulo

O dia em Vitória, no Espírito Santo, foi agitado com a final individual do 45º Campeonato Brasileiro de Optimist. O velejador paulista, atleta do YCSA, venceu a competição com 22 pontos perdidos, 13 pontos a menos que o segundo colocado, o baiano Bernardo Pereira, do Yacht Clube da Bahia. O terceiro colocado foi Lucas Urmenyi, também do YCB. Nicolas Bernal estará em São Paulo, na próxima semana, para correr o Campeonato Brasileiro de Laser 4.7 no seu próprio clube.

Entre as mulheres, a pernambucana Marina da Fonte, do Cabanga, conquistou o bicampeonato da competição. A velejadora ainda terminou o Brasileiro de Optimist na 8ª colocação geral.

O 45º Campeonato Brasileiro de Optimist foi realizado em Vitória, no Iate Clube do Espírito Santo.

Vento inconstante impede regatas do terceiro dia do 43º Campeonato Brasileiro de Laser

laserbra13
Comissão prevê três regatas para esta quinta-feira, dia 12

Longa espera, essa foi a marca do terceiro dia do 43º Campeonato Brasileiro de Laser que acontece, pela primeira vez, na Represa de Guarapiranga, Capital Paulista. Com mais de 60 barcos na água, a comissão técnica tentou montar um percurso de barla-sota diversas vezes, mas o vento não firmou e ficou impossível velejar na represa hoje. “As condições de vento na represa são sempre impreviveis, hoje tentamos fazer três largadas, mas com o vento mudando muito de intensidade e direção, não foi possível completar nenhuma. Ainda tivemos problemas com as plantas flutuantes que impediu a passagem dos barcos na primeira marca de contravento da segunda tentativa de regata. Velejar por aqui é sempre estar preparado para esses imprevistos, comentou Claudio Buckup, gerente de regatas da competição.  

A principal responsável pelas condições adversas foi a chuva que caiu sobre a Capital Paulista hoje, no fim do dia os velejadores ainda enfrentaram chuva forte para voltar ao Yacht Clube de Santo Amaro, sede do evento. Para amanhã estão previstas três regatas e a comissão técnica decidiu manter o horário (13h) para a primeira largada do dia.  

Entre os velejadores a expectativa para as regatas oficiais é grande. Ricardo Feitosa, do Iate Clube Pajussara, de Maceió, participa pela primeira vez de um Brasileiro de Laser e treina na represa desde o mês de agosto para esta competição. “Velejo de Snipe, mas tenho amigos na Laser e comecei a treinar no barco no ano passado. Venho para cá uma vez por mês para treinar na represa e espero disputar muitas regatas neste Brasileiro para adquirir experiência na classe”.  

Entenda a classe 

A classe Laser é dividida em três, Radial, 4.7 e Standard, com mesmo casco, o que muda é o tamanho das velas. A Radial usa vela de 5.76 m² e para os velejadores participarem de uma competição oficial precisam pesar até 65 quilos. Apesar de ser o barco olímpico oficial para as mulheres da classe Laser, o barco admite tanto homens como mulheres nas demais competições. 

O 43º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pelo Yacht Club Santo Amaro e pela Classe Laser SP, tem a chancela da CBVela e da Fevesp e conta com o apoio da Vcat, Notícias Náuticas e Sailstation.  

Programação do 43º Brasileiro de Laser:  

Laser Radial:  

09/01 e 10/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição.  

11/01 a 15/01 – REGATAS  

Laser Standard e 4.7:  

16/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição.  

17/01 a 21/01 – REGATAS  

Sobre o Yacht Club Santo Amaro:  

O YCSA, como é conhecido o Yacht Club Santo Amaro, foi fundado em 1930 às margens da Guarapiranga por velejadores alemães. Ao longo destes mais de 80 anos de história, revelou grandes nomes do iatismo nacional, como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter FickerGunar Ficker e Marcelo Batista. No seu quadro de medalhas estão diversos títulos mundiais, pan-americanos, sul-americanos e, claro olímpicos.   

Sol e vento rondado marcam segundo dia do 43º Campeonato Brasileiro de Laser

bralaserday1_3
Cerca de 60 barcos participaram da regata de abertura da competição

A tradicional regata de abertura do 43º Campeonato Brasileiro de Laser contou com a participação de cerca de 60 atletas que enfeitaram a raia da Represa de Guarapiranga com suas velas radiais. A corrida não conta pontos para o campeonato e serve de aquecimentos para os atletas que começam a disputa para valer amanhã, dia 11. A represa presenteou os velejadores com ventos que variaram entre 5 e 8 nós e sol entre muitas nuvens. Ir para a água foi um alívio para os competidores que estão enfrentando altas temperaturas na Capital Paulista.

Por não contar pontos, muitos velejadores largaram, mas não chegaram a completar o percurso. Não cruzar a linha também faz parte da superstição de que o vencedor da regata de abertura não ganha o campeonato. Caso da francesa Marie Bolou, que está Brasil para estudar e aproveitou o ano de transição para velejar por aqui. Marie vai disputar a Semana de Miami, mas não perdeu a oportunidade de correr o Brasileiro antes da viagem. “Gosto da represa porque os ventos são mais fracos e consigo relaxar mais no barco”, conta a velejadora que mora no Rio de Janeiro e vai fazer campanha olímpica na classe Laser Radial.

O dia também foi marcado pela cerimônia oficial de abertura da competição que teve a presença de todos os velejadores da classe Laser Radial. Antes do Hino Nacional e o hasteamento das bandeiras, os atletas e organizadores prestaram uma bonita homenagem, com um minuto de silêncio, ao velejador mineiro Pedro Basílio, ativo na classe ele perdeu a vida em um acidente de carro no ano passado.

Com o pontapé inicial dado nesta terça-feira de sol, calor e vento na Represa de Guarapiranga, o organizador da competição Nicolas Garcia, que estava na raia competindo, exaltou a oportunidade de reunir todos os velejadores antes das regatas oficiais. “Foi uma regata muito divertida, fiquei muito satisfeito e feliz em ver tantos barcos na represa”, comentou.

Entenda a classe

A classe Laser é dividida em três, Radial, 4.7 e Standard, com mesmo casco, o que muda é o tamanho das velas. A Radial usa vela de 5.76 m² e para os velejadores participarem de uma competição oficial precisam pesar até 65 quilos. Apesar de ser o barco olímpico oficial para as mulheres da classe Laser, o barco admite tanto homens como mulheres nas demais competições.

O 43º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pelo Yacht Club Santo Amaro e pela Classe Laser SP, tem a chancela da CBVela e da Fevesp e conta com o apoio da Vcat, Notícias Náuticas e Sailstation.

Programação do 43º Brasileiro de Laser: 

Laser Radial: 

09/01 e 10/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição.

11/01 a 15/01 – REGATAS

Laser Standard e 4.7: 

16/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição.

17/01 a 21/01 – REGATAS

Site oficial: http://laser2017.sailstation.com/

Fanpage oficial: https://www.facebook.com/BrasileiroDeLaser

Sobre o Yacht Club Santo Amaro: 

O YCSA, como é conhecido o Yacht Club Santo Amaro, foi fundado em 1930 às margens da Guarapiranga por velejadores alemães. Ao longo destes mais de 80 anos de história, revelou grandes nomes do iatismo nacional, como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista. No seu quadro de medalhas estão diversos títulos mundiais, pan-americanos, sul-americanos e, claro olímpicos.