Equipe brasileira estreia no Princesa Sofia

“Acredito que foi um bom começo de campeonato. Estou contente pela maneira que consegui velejar, com confiança na minha velocidade. O barco está andando bem, mas sempre dá para melhorar um pouco aqui e ali. É o que vou fazer: tentar melhorar um pouquinho a cada dia”. Este é o resumo de Robert Scheidt para o primeiro dia de disputa do Troféu Princesa Sofia, em Palma de Mallorca, na Espanha, onde conseguiu dois oitavos lugares. A competição é o primeiro grande teste do bicampeão olímpico após decidir fazer campanha para a Olimpíada de Tóquio, em 2020.

Scheidt foi o oitavo nas duas regatas desta segunda-feira (1), entre mais de 190 barcos da classe Laser. A organização do Troféu Princesa Sofia, contudo, cometeu um erro e não computou o resultado do velejador brasileiro na primeira regata. “Entramos com pedido de ajuste e vamos aguardar até amanhã de manhã (esta terça-feira) para ver se deu tudo certo. Mas o importante é que estou feliz com a forma como velejei. Tivemos um primeiro dia bem longo na água, muita espera pelo vento em uma raia bem afastada. Mas estou bem e confiante para seguir na competição”, explicou o maior medalhista olímpico da história do Brasil, com cinco pódios.

Scheidt começa a dar os primeiros passos na caminhada na luta por uma vaga na equipe brasileira que vai à Olimpíada de Tóquio, em 2020, com apenas dois meses de preparação desde a decisão de voltar a treinar na classe Laser. O bicampeão olímpico, de 45 anos, parte em busca da sexta medalha olímpica, a quarta na classe Laser, na qual acumula os ouros em Atlanta/1996 e Atenas/2004 e uma prata (Sidney/2000). Se conseguir a classificação, Scheidt será o recordista brasileiro em participações em Olimpíadas, com sete no currículo.

A preparação para competir em águas espanholas teve dois momentos importantes. O primeiro foi em fevereiro, em Vilamoura, Portugal, com um grupo de velejadores de altíssimo nível. Depois, o brasileiro treinou em Palma de Mallorca, há pouco mais de uma semana do início da disputa. “Também foram sessões bem intensas, com velejadores de alto nível e na raia que vamos competir agora”, informou o atleta.

Em Palma, Scheidt enfrenta alguns dos melhores velejadores da atualidade, como o cipriota Pavlos Kontides, campeão mundial em 2017 e 2018, e o holandês Marit Bouwmeester, medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. O Troféu Princesa Sofia é a competição com maior número de participantes no calendário internacional de classes olímpicas. Este ano, são mais de 1.200 velejadores, de 68 países.

Após o Troféu Princesa Sofia, Scheidt seguirá para outras competições importantes. Neste mês de abril, participa do Campeonato Europeu, em Hyères, na França. Na sequência, vai disputar o Mundial no Japão, a partir de 3 de julho.

Equipe verde-amarela – O Brasil tem 22 velejadores na 50ª edição do evento. Além de Robert, a Equipe Brasileira de Vela reúne nomes de peso como as campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX), as medalhistas olímpicas Fernanda Oliveira (470 feminina) e Isabel Swan (Nacra 17), e o campeão mundial Jorge Zarif (Finn). Por outro lado, a delegação tem estreantes como Giovanna Prada, da RS:X feminina, de 17 anos. A filha de Bruno Prada (companheiro de Robert Scheidt na conquista de duas medalhas olímpicas na classe Star)  prepara-se para o Mundial de Vela Jovem, em julho.

Da assessoria

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