Com foco em Tóquio, Fontes disputa Mundial de Classes Olímpicas

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Disputado a cada quatro ano, o Mundial de Classes Olímpicas é a principal competição de vela promovida pela World Sailing, reunindo os melhores velejadores do mundo a partir do dia 02 de agosto. Em sua quinta edição, a competição será realizada em 2018 na Baía de Aarhus, na Dinamarca, e o velejador Bruno Fontes será um dos representantes da equipe brasileira. Além de valer o título mundial, o evento distribui vagas para as Olimpíadas de Tóquio, em 2020.

No caso da classe Laser Standard estão em jogo quatorze vagas, sendo que apenas um atleta tem a chance de representar o seu país no maior evento esportivo do planeta. Após garantir o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Lima, em 2019, ao conquistar o terceiro lugar no Campeonato Norte-Americano, Bruno Fontes segue para mais um desafio.

“O Mundial de Classes Olímpicas é a competição mais importante de todo o ciclo até Tóquio. Temos muitos objetivos dentro desse campeonato e o primeiro deles é buscar uma das vagas para 2020. Depois disso, é pensar na Medal Race, na briga por uma medalha e no título. Um passo de cada vez”, afirma o velejador que disputa seu décimo nono campeonato mundial.

Desde 1997, em sua primeira participação, Bruno só não competiu nos anos de 1998, 1999 e 2017. Dentre todos as participações foi em 2010 (Inglaterra) e 2013 (Omã) que Bruno conquistou seus melhores resultados, terminando em oitavo lugar. “Eu ainda tenho algo de muito grandioso para conquistar. Após um ano de muitas mudanças posso dizer que vivo uma das melhores fases da minha carreira. O terceiro lugar no Norte-Americano acendeu aquela chama dentro de mim”, afirma.

Sobre o Mundial de Classes Olímpicas:

O Mundial de Classes Olímpicas reúne as dez classes do programa dos Jogos de Tóquio 2020: RS:X masculina, RS:X feminina, Laser, Laser Radial, Finn, 470 masculina, 470 feminina, 49er, 49er FX e Nacra 17 e as regatas serão disputadas entre os dias 02 e 12 de agosto. Além disso, haverá disputa também no kiteboard (feminino e masculino), como demonstração.

No caso da classe Laser Standard serão dez regatas e a Medal Race, que conta com pontuação dobrada e reúne apenas os dez melhores classificados. As disputas para Bruno Fontes começam na sexta-feira (03) e vão até domingo (05) com seis regatas previstas para a fase de classificação, sendo duas por dia. Na segunda os velejadores folgam e retornam a raia novamente para mais dois dias de regatas, terça (07) e quarta (08), quando acontecem as disputas da fase final. Os atletas ganham nova folga na quinta e sexta (10) retornam para as disputas da Medal Race.

Além de Bruno Fontes, o Brasil conta com os seguintes atletas na competição: Martine Grael e Kahena Kunze (49er FX), Carlos Robles e Marco Grael (49er), Mario Tinoco e Gabriel Borges (49er), Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 feminina), Geison Mendes e Gustavo Thiesen (470 masculina), Henrique Haddad e Felipe Brito (470 masculina), Samuel Albrecht e Gabriela Nicolino (Nacra 17), João Bulhões e Bruna Martinelli (Nacra 17), Jorge Zarif (Finn), Patrícia Freitas (RS:X feminina), Brenno Francioli (RS:X masculina), João Pedro Souto de Oliveira e Lucas Bueno (Laser), Gabriella Kidd (Laser Radial) e Cláudio Cruz (Kiteboard).

Mais informações: https://www.aarhus2018.com

Velejador Aleixo Belov chega a Salvador após expedição ao Alasca

Foto - Erick Salles (1)

Os bons ventos estão trazendo o Fraternidade de volta a Salvador. O veleiro, comandado pelo navegador ucraniano, radicado na Bahia, Aleixo Belov, atraca no Segundo Distrito Naval (Comércio), no dia 4 de agosto, às 10h, após passar cerca de 600 dias em mais um desafio em alto mar. A embarcação, que tem estrutura de aço e mais de 20 metros de comprimento, saiu da capital baiana no dia 3 de dezembro de 2016 com destino ao Alasca, gélido estado norte-americano. Essa é a quinta volta ao mundo de Belov, que ficou conhecido em 1980 como navegador solitário, por se lançar sozinho ao mar, a bordo do barco Três Marias.

Na mais recente aventura, o comandante de 75 anos, que também é engenheiro, empresário e escritor, seguiu viagem acompanhado de outros tripulantes. A primeira e única parada no Brasil foi em Natal-RN. Na sequência, o Fraternidade passou pelo Caribe, Panamá, Galápagos, Ilhas Marquesas, Havaí e, finalmente, ao Alasca. Seguindo o trajeto de volta, regressando à capital baiana, o veleiro navegou pelas Ilhas Marshall, Micronésia, Bali, Durban e Cidade do Cabo, na África do Sul. Foram dias intensos desbravando o mar, o vento, as tempestades, conhecendo culturas exóticas e cenários paradisíacos. Agora, a próxima parada será em Salvador.

No Segundo Distrito Naval, Aleixo Belov deseja encontrar amigos e familiares. “Meu sonho é levar o Fraternidade de volta a Salvador, ao seu porto de origem, e abraçar todo mundo. Depois, quero deitar e só acordar três dias depois”, brinca o navegador, revelando que a sua próxima missão é escrever mais um livro para relatar a aventura. “Tenho 15 cadernos de 200 páginas totalmente preenchidos e muito mais de 10 horas de registro em vídeos”, conclui.

Da assessoria / Foto: Erick Salles

No Mundial de Classes Olímpicas, Scheidt estreia como técnico

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A Equipe Brasileira de Vela terá um reforço de peso no Mundial de Classes Olímpicas que começa esta semana, na Dinamarca. Robert Scheidt, dono de cinco medalhas em Jogos Olímpicos como atleta, vai atuar como técnico pela primeira vez, acompanhando o velejador Jorge Zarif, na classe Finn. As primeiras regatas da competição estão marcadas para a próxima quinta-feira, dia 2. Esta segunda-feira, dia 30, foi dia de medição dos barcos.

“Espero ser um facilitador desse processo, mais uma pessoa com experiência para ajudar o Jorge. Estou muito animado com essa primeira experiência como técnico em uma competição oficial e ainda por cima desse nível. Espero contribuir”, afirmou Robert Scheidt.

Os dois já trabalharam em alguns treinamentos da Finn antes de chegarem à Dinamarca. Robert é um dos maiores vencedores da história da vela, com 11 títulos mundiais na classe Laser (incluindo um de Vela Jovem), três na Star, duas medalhas olímpicas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004, na Laser), duas de prata (Sydney-2000, na Laser; e Pequim-2008, na Star) e uma de bronze (Londres-2012, na Star). Mesmo sem experiência prévia como treinador, tem conhecimento de sobra no esporte. Continuar lendo “No Mundial de Classes Olímpicas, Scheidt estreia como técnico”

Próxima edição da Volvo Ocen Race está tomando forma

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A próxima edição da Volvo Ocean Race larga só em 2021, mas, depois do anúncio de que haverá mudanças no evento, ele já está tomando forma. Além da mudança na organização do evento, que saiu das mãos da Volvo e foi para as mãos da Atlant Ocean Racing Spain, a partir de agora duas classes estarão em disputa: os VO65 serão mantidos e entrará também a classe IMOCA 60. E é justamente o fato de serem classes tão distintas que trará um perfil diferente de velejadores para a competição, bem como de designers e de fãs, aumentando o valor do evento para os steakholders.

Os IMOCA 60, monocascos com foils, são muito usados em regatas longas em solitário, tais como a Rota do Rum e a Vendée Globe. Os barcos serão adaptados para a velejada com tripulação. Já os VO65 são barcos ondesign feitos para aguentar a volta ao mundo e os resultados desta última edição da VOR mostraram que são uma classe bastante competitiva, com os resultados mais apertados da história da regata.

Os detalhes dos barcos, bem como do formato da regata serão anunciados em breve pela organização. A largada deverá ser dada em Alicante, na Espanha, em setembro ou outubro de 2021 e a chegada na Europa em maio ou junho de 2022. Neste meio tempo as duas flotilhas deverão parar em oito ou 10 cidades ao redor do globo.

 

Take Ashauer vence Ilhabela Cup na Classe HPE 25

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Os 16 barcos da maior flotilha one design da Semana de Vela de Ilhabela (SVI), abrem o principal evento da vela oceânica brasileira nesta quarta-feira (25). O Take Ashauer levará para a raia a motivação de ter vencido a Ilhabela Cup, torneio que serviu para manter as tripulações da Classe HPE 25 ativas às vésperas da SVI.

Três regatas foram disputadas segunda e terça-feira, a primeira de percurso e as outras duas, barla-sota (entre boias). A vitória do Take Ashauer na primeira, deu à tripulação o privilégio de vencer o torneio com mais um terceiro e um segundo lugares, com seis pontos perdidos, quatro a menos do que o Ginga, vencedor das duas últimas provas. Fit to Fly Maserati ficou na terceira colocação, seguido por Dom e Conquest ecom.

“Aproveitamos a copa para os acertos finais no Take Ashauer. Em uma classe de monotipos, qualquer ajuste pode fazer a diferença. Erramos muito hoje, principalmente nas largadas que precisam ser aprimoradas. O Ginga foi quem menos errou. É o time a ser batido, mas nós estamos com o barco veloz. É só não atrapalharmos”, brincou o tripulante da embarcação vencedora, Cássio Ashauer. Continuar lendo “Take Ashauer vence Ilhabela Cup na Classe HPE 25”

Com campeãs olímpicas de volta, Brasil vai para a disputa do Mundial da Dinamarca

Martine Grael e Kahena Kunze_Reprodução

A Equipe Brasileira de Vela vai reforçada para o principal campeonato do calendário 2018. As campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze estão de volta às competições da 49er FX após um ano e vão integrar a delegação de 20 velejadores do Brasil no evento. O Mundial de Classes Olímpicas será disputado na cidade de Aarhus, na Dinamarca, com regatas a partir do próximo dia 2 de agosto. Além do título, estarão em jogo as primeiras vagas para os países nos Jogos de Tóquio 2020.

“Estamos vindo com sangue nos olhos (risos). Mas sabemos que não será fácil. Ficamos esse tempo fora enquanto outras meninas não pararam. É claro que queremos a vaga para os Jogos Olímpicos. O melhor é não ter muitas expectativas, mas vamos entrar para dar o nosso melhor”, afirmou Martine, que passou o último ano dedicada à participação na Volvo Ocean Race. Continuar lendo “Com campeãs olímpicas de volta, Brasil vai para a disputa do Mundial da Dinamarca”

Disputas acirradas marcam o Mundial de Vela Offshore

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Terminou nesta sexta-feira em The Hague, na Holanda, o Mundial de Vela Offshore. O evento contou com a participação de 86 barcos, de 15 países, medidos nas classes ORC e IRC e foi um marco na vela mundial ao juntar os dois sistemas de rating em um só. A disputa pelo título nas três categorias (A, B e C) teve regatas barla-sota e de percurso e ficou em aberto até a última regata do último dia. Na classe B, a CR teve que dar quatro largadas, até que finalmente, com a bandeira preta, nenhum barco largasse escapado. O campeão da classe A foi o Team Beau Geste, de Hong Kong. Na B, quem levou a melhor foi o Santa, da Noruega. Na C o vencedor foi o holandês de bandeira francesa J Lance 12.

“Faz muitos anos que estamos trabalhando com os amigos da RORC para combinar as regras e esse foi um importante primeiro passo. Gostaríamos de convidar a todos para o Mundial do ano que vem, em Sibernik, na primeira semana de junho”, disse Bruno Finzi, presidente da ORC.

Mundial da Juventude: Brasil aparece no top 10 em cinco classes

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As meninas do Brasil estão arrasando no Mundial da Juventude, que está sendo disputado em Corpus Christi, nos Estados Unidos. Todas elas estão no top 10 das suas classes após dois dias de regata. Larissa Schenker, da RS:X, é a melhor, em sexto. Dentre os meninos, Tiago Quevedo é o melhor colocado, na quarta colocação da classe Laser Radial.

A competição reúne 382 velejadores de 66 países em nove classes e segue até o próximo dia 21.

Confira os resultados dos brasileiros:

420 Marina da Fonte e Marina Arndt 10º

29er Guido Hirth e Stefano Geronimi 18º

29er Rafaela Salles e Fernanda Blyth 9º

Laser Radial Taigo Quevedo 4º

Laser Radial Cristine Reimer 8º

RS:X Guilherme Plentz 19º

RS:X Larissa Schenker 6º

Equipe brasileira estreia em oitavo no Mundial de TP52

Começou nesta segunda-feira em Cascais, Portugal, o Mundial de TP52. Os nove times inscritos disputaram duas regatas com um swell que foi crescendo ao longo do dia e permitiu belas planadas nas pernas de popa.

A disputa está acirrada entre o italiano Azzurra e o americano Quantum, cada um com uma vitória e um segundo lugar. Os brasileiros do Onda, comandados por Eduardo Souza Ramos e com Robert Scheidt na tática, aparecem na oitava colocação, com um sétimo e um oitavo lugares.

A competição segue até o dia 21 de julho e pode ser acompanha ao vivo no site da classe: http://www.52superseries.com/

Com pódio no Norte Americano, Fontes classifica o Brasil para o Pan

 

 

 

Velejando no mais alto nível, Bruno Fontes retornou às competições conquistando o terceiro lugar no Campeonato Norte-Americano de Laser, disputado em Long Beach, Califórnia (EUA). Com 69 velejadores de 18 países, Bruno mostrou seu melhor desempenho dos últimos tempos, subiu ao pódio e ainda garantiu a vaga do Brasil para os Jogos Pan-Americanos de Lima-2019, no Peru.

“Estou em um novo momento na minha carreira. Após um período de indecisões decidi que iria me desafiar mais uma vez, pois sei que ainda tenho muito aqui dentro guardado. Sai do Brasil sabendo que seria um grande campeonato. Estou em um momento incrível no lado pessoal e nunca me senti tão bem fisicamente quanto agora. O Norte-Americano foi a prova de que ainda posso velejar no mais alto nível e que a busca pela medalha olímpica segue acesa dentro de mim”, revela Bruno Fontes.  Continuar lendo “Com pódio no Norte Americano, Fontes classifica o Brasil para o Pan”