Flotilha da Volvo Ocean Race se aproxima do Brasil; Mapfre volta à regata e Vestas perde o mastro

A imagem pode conter: 8 pessoas, pessoas sorrindo, atividades ao ar livre

O Team Brunel se defende nas milhas finais da sétima etapa da VolvoOcean Race 2017-18 contra o ataque do Dongfeng Race Team. As duas equipes se aproximam rapidamente da chegada em Itajaí (SC) e pelos últimos relatórios da organização, o vencedor será definido na chegada à cidade. Faltam menos de 1.000 milhas náuticas para o fim da prova de 7.600.

“Todo mundo está realmente disposto a terminar a prova, especialmente depois de ouvir sobre alguns dos danos que os outros barcos sofreram”, disse Abby Ehler, do Team Brunel.

“Tivemos um pequeno problema com o nosso leme, que já consertamos, mas ainda há um longo caminho pela frente. Seria incrível ganhar esta perna. Ainda não tivemos uma performance excelente na competição, então ganhar seria excepcional. Dedos cruzados nada pode dar errado com o barco agora”.

A disputa entre holandeses e chineses segue intensa no través da Argentina. A previsão de chegada varia agora entre 3 e 4 de abril. Já o team AkzoNobel, da brasileira Martine Grael, segue em terceiro lugar, 70 milhas náuticas atrás dos líderes.

A sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18 já teve duas desistências (Vestas 11th Hour Racing e SHK | Scallywag). Outros dois times estão com problemas no mastro e navegam mais lentos: MAPFRE e Turn the Tide on Plastic. A prova, que passou quase que toda pelos mares do sul, terá pontuação dobrada. Outro ponto extra foi cedido ao Team Brunel, primeiro barco a contornar o Cabo Horn.

“Os caras mais experientes a bordo estão dizendo para pegar leve no barco”, disse Brad Farrand, do AkzoNobel. “Temos andado com um pouco mais de cuidado”.

Dois dias depois de parar perto do Cabo Horn por 13 horas para fazer reparos na vela grande rasgada e no mastro danificado, os líderes do campeonato, o MAPFRE, finalmente voltam a ter um jogo completo de velas.

“Tivemos muita sorte com o clima, principalmente na direção do vento, mas agora está ficando mais leve, então esperamos poder navegar com a vela grande inteira”, disse o capitão do MAPFRE, Antonio “Neti” Cuervas-Mons. “Parece muito bom, os caras fizeram um ótimo trabalho consertando”.

Enquanto isso, o Vestas 11th Hour Racing está trabalhando opções de logística para levar seu barco das Ilhas Falkland para o Itajaí a tempo da largada da oitava etapa.

E a equipe SHK / Scallywag continua sua longa navegação para a costa chilena após a trágica perda de John Fisher. A chegada é esperada no início da próxima semana. A equipe postou uma homenagem comovente a “Fish” aqui.

Vestas 11th Hour Racing perde o mastro:

O barco Vestas 11th Hour Racing quebrou o mastro na manhã de sexta-feira (30) durante a sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18. O time informou à Direção de Prova (Race Control) que o fato ocorreu às 10h59 (Horário de Brasília). A equipe foi forçada cortar parte do mastro para evitar danos ao casco. O barco estava a aproximadamente 100 milhas náuticas das Ilhas Falkland. O Vestas 11th Hour Racing está a caminho da ilha a motor.

Na hora da desmastreação, o Vestas 11th Hour Racing velejava entre 25 a 30 nós direção norte com ondas de 3 metros. Outros barcos da regata estão próximos e se prontificaram em prestar assistência caso necessário. A MRCC – Maritime Rescue Coordination Centre – foi avisada da situação, mas os tripulantes avisaram que não havia necessidade de apoio para seguir viagem até Falkland.

Mapfre retorna ao modo regata:

O MAPFRE tenta se recuperar na sétima etapa da Volvo Ocean Race 2017-18, percurso entre a Nova Zelândia e o Brasil. A equipe ficou cerca de 13 horas parada no Cabo Horn para consertar o barco, que sofreu avarias por causa das duras condições meteorológicas dos mares do sul. A armada espanhola, comandada pelo campeão olímpico Xabi Fernández, recebeu assistência de sua equipe de terra e até do barco da Família Schürman.

A equipe MAPFRE regressou à competição quando estava 260 milhas atrás da flotilha. O líder da sétima etapa da regata é o holandês Team Brunel, a pouco mais de 1.600 milhas da linha de chegada em Itajaí, no Brasil.

”Tivemos até sorte, pois isso ocorreu perto e tivemos ajuda da equipe de terra”, disse o velejador Pablo Arrarte.

”Não é assim tão fácil, pois a vela grande tem que secar bem, mas vamos arrancar para o Brasil, mesmo não a 100%. Vamos dar o máximo para perder o menor tempo possível”, falou o campeão olímpico Xabi Fernández.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s