VOR: John Fisher caiu no mar, pois estava sem linha de vida

A organização da Volvo Ocean Race divulgou nesta quarta-feira que o velejador britânico John Fisher caiu no mar, pois estava sem a linha de vida. O tripulante do Sun Hung Kai/Scallywag foi dado como desaparecido na última segunda-feira após o time desistir de encontrá-lo nas proximidades do temível Cabo Horn.

A organização divulgou uma linha do tempo dos eventos que antecederam a queda de John no mar:

  • No dia 26/3 a equipe Sun Hung Kai/Scallywag estava a aproximadamente 1.400 milhas do Cabo Horn, na disputa da 7ª perna da regata entre a Nova Zelândia e Itajaí, em Santa Catarina.
  • O vento estava entre 35 e 45 nós e o mar com ondas de 4 a 5 metros com muitos sprays, o que reduzia a visibilidade. Faltavam 15 minutos para o nascer do sol.
  • O barco velejava com a vela mestra no segundo rizo e a genoa 2. A FR0 estava içada, porém, enrolada.
  • Às 13h UTC o barco surfou uma grande onda, que acabou causando um jibe acidental.
  • Quando a onda acertou o barco, John Fisher estava no cockpit, a caminho da proa para amarrar melhor as escotas da FR0, e por isso havia soltado a linha de vida.
  • Com o jibe, o sistema de escotas da vela mestra o acertou, arremessando-o ao mar. A tripulação acredita que ele estava inconsciente quando caiu na água.
  • Ele estava usando a roupa de sobrevivência, com capuz, luvas e colete salva-vidas.
  • Duas boias foram jogadas ao mar imediatamente para marcar a posição onde ele caiu: JON Buoy, boia com sinalizador que ajuda na manobra de homem ao mar, e a Horseshoe Buoy, boia em formato de ferradura
  • A equipe demorou um tempo para conseguir colocar o barco em ordem e ligar o motor para voltar aonde ele havia caído.
  • Às 13h42 a equipe enviou um e-mail para a organização avisando que da queda e que estava voltando ao local para procurá-lo.
  • A operação de busca e salvamento durou por horas com a ajuda do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo, em Alicante, porém a equipe não encontrou nenhum sinal de John nem das duas boias.
  • Com o tempo ficando cada vez pior, a equipe e todos os envolvidos na operação de salvamento acabaram decidindo por encerrar as buscas e manter a segurança da equipe e do barco.

“A situação ainda não acabou para o nosso time. As condições estão desafiadoras, com vento muito forte e a previsão indicando mar muito agitado nos próximos dias. Nosso único objetivo, com a ajuda do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo, é fazer com que a equipe chegue em terra em segurança. Uma vez que conseguirmos isso, teremos tempo para refletir e ter certeza de que qualquer lição que possa ser aprendida desta situação seja implantada nos outros barcos também”, disse Tim Newton, gerente da equipe.

A organização do Itajaí Stopover promoveu uma ação especial na manhã desta quarta-feira (28/3). No início do dia as equipes da Volvo Ocean Race internacional e da organização nacional do evento se uniram para um minuto de silêncio em frente à Vila da Regata, local que receberá os atrativos da “Fórmula 1 dos mares” entre os dias 5 e 22 de abril.

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