Frente fria se aproxima da flotilha da Volvo Ocean Race

A flotilha da Volvo Ocean Race continua sua incansável velejada no sentido leste pela sétima etapa da regata. Nesta quinta-feira (22), os barcos aproveitam todas as opções que os mares do sul oferecem para acelerar rumo a Itajaí (SC), destino final da prova. As equipes lidam com ventos fortes – variando de 20 a 25 nós – o que dá em média 500 milhas náuticas por dia de navegação.

Mas essa situação está prestes a mudar. E para pior! Navegando pelos mares do sul, os velejadores vão se deparar com uma frente fria de ventos soprando de oeste-sudoeste. A velocidade das rajadas deve ultrapassar 40 nós. Os termômetros, que estão em 8 graus, devem cair consideravelmente nos próximos dias.

“Até agora tem sido difícil, mas rápido”, disse Rob Greenhalgh, do MAPFRE. ”Tivemos de 20 a 25 nós, o que é perfeito. Mas em 24 horas esperamos um aumento para 35 nós”. Continuar lendo “Frente fria se aproxima da flotilha da Volvo Ocean Race”

Regata Cidade de Florianópolis ocorre nesse sábado

unnamed (7).jpg

Neste sábado (24) acontece a segunda etapa da Copa Veleiros de Oceano e a competição desse final de semana tem uma conotação ainda mais especial. A Regata Cidade de Florianópolis faz parte do calendário de comemorações dos 345 anos da capital catarinense e a expectativa é de mais um dia de bons ventos e raia cheia, assim como foi na abertura da temporada no começo do mês.

O primeiro evento do ano foi a Regata Fortalezas, que teve como Fita Azul (primeira embarcação a completar o percurso) o veleiro Argonauta 4. Assim como na etapa de abertura da Copa Veleiros de Oceano, a largada será na Baía Norte, mas com um percurso diferente e bastante competitivo. Os veleiros das classes ORC, IRC, C30 e HPE-25 cumprem o percurso de barla-sota, com largada às 12h, em frente ao Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte. As boias 1 e 3, pertencentes a regata dessas classes, serão colocadas nas proximidades do mangrulho e próxima a linha de largada. Continuar lendo “Regata Cidade de Florianópolis ocorre nesse sábado”

Sul-Americano de Snipe começa em Porto Alegre nesta sexta-feira

foto panorâmica do Snipe

A poucos dias do início do grande campeonato, os atletas do Jangadeiros aceleram os treinos para o Sul-americano de Snipe, que será disputado no Clube entre os dias 23 e 31. Para a competição, na classe mais tradicional e de alta exigência técnica da vela mundial, estão sendo esperados mais de 100 atletas da Argentina, Uruguai, Venezuela, Chile e Cuba, além do Brasil. A premiação será no dia 31 (sábado), às 19h.

A delegação cubana foi uma das primeiras a chegar a Porto Alegre e seus atletas já estão treinando. Com as provas se aproximando, é esperada para os próximos dias a presença dos demais atletas estrangeiros e brasileiros. Das duplas masculinas do Jangadeiros, duas são destaque: Gabriel Kieling foi campeão sul-americano duas vezes, em 2009 e 2014, junto com Alexandre Paradeda, e disputará o Sul-Americano com o atual parceiro, Giovane Pistorello. Já Lucas Mazim,  campeão brasileiro da classe nos dois últimos anos, disputará seu primeiro campeonato junto com Rodrigo Duarte, o Leiteiro.

A adaptação da dupla Mazim/Rodrigo tem sido na água. “A gente treina pelo menos uma hora por dia e tenta ajustar os barcos”, diz Mazim. “É muito difícil ter expectativa em um campeonato de vela, pois nunca sabemos como estará o tempo”.

Também está confirmada a participação dos campeões mundiais Júnior, Tiago Brito e Antonio Rosa, Beto Paradeda (Jangadeiros) e Phillip Grochtmann (Veleiros), vice-campeões do Brasileiro, e a dupla feminina Amanda e Geórgia Rodrigues, campeã do último Brasileiro. A competição no Jangadeiros é especialmente importante por oferecer vagas para o Pan-Americano de 2019, que será realizado em Lima, no Peru.

Da assessoria

Lars Grael receberá Troféu Adhemar Ferreira da Silva durante prêmio Brasil Olímpico

Velejador medalhista olímpico em Seul-1988 e Atlanta-1996 será homenageado no Prêmio Brasil Olímpico por valores como ética e respeito

Lars Grael será o grande homenageado da noite na cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico, marcada para a próxima quarta-feira, dia 28 de março, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. O velejador, dono de duas medalhas olímpicas e dos títulos mundiais das classes Snipe e Star, receberá o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, que celebra grandes nomes que representem os valores positivos do esporte.

“Fico extremamente emocionado e lisonjeado com a homenagem, porque é a maior honraria do esporte olímpico brasileiro e leva o nome do primeiro grande herói do esporte olímpico brasileiro, a quem tive o prazer de conhecer e ter como amigo. Essa associação com o Adhemar Ferreira da Silva vem desde a minha infância. É uma pessoa que aprendi a respeitar e admirar. Ser homenageado justo em um momento de transição, de mudança do sistema de governança do esporte brasileiro, carrega um simbolismo muito grande”, afirma o velejador paulista, de 54 anos.

Lars é o segundo representante da vela a ser agraciado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, junto com o irmão Torben, homenageado em 2013. Em Jogos Olímpicos, foi na classe Tornado que conquistou as suas duas medalhas: bronze em Seul-1988 e em Atlanta-1996. Esteve presente como atleta também em Los Angeles-1984 e Barcelona-1992, ficando em sétimo e oitavo lugares, respectivamente; e foi coordenador técnico da equipe de vela nos Jogos de Sydney-2000 e Atenas-2004.

Outros títulos importantes de sua carreira foram o Campeonato Mundial da classe Snipe, em 1983, em Portugal, ao lado de Torben; e o Mundial de Star em 2015, na Argentina, ao lado do proeiro Samuel Gonçalves. Seu vasto currículo de troféus traz ainda 10 títulos continentais e 29 títulos nacionais, além de vários outros resultados de expressão obtidos desde a estreia em 1972.

“É um orgulho muito grande representar toda uma quantidade de velejadores, do meu esporte, que deu ao Brasil tantas medalhas olímpicas para o Brasil. Nessas horas eu paro para pensar nos quatro Jogos Olímpicos que participei como atleta, nas duas medalhas olímpicas que conquistei e nas duas vezes que fui como coordenador técnico da equipe de vela. Esse prêmio representa tudo que venho fazendo em favor do Movimento Olímpico como um todo. Só tenho a agradecer”, celebrou.

Lars vem de uma família de velejadores. Seu irmão Torben é o maior medalhista olímpico da história do Brasil ao lado de Robert Scheidt. Seus tios Axel e Erik Schmidt foram os primeiros brasileiros a conquistarem um título mundial de iatismo. A tradição veio do avô dinamarquês, Preben Schmidt, e chegou aos meninos por meio da mãe, Ingrid.

Em 1998, Lars sofreu um trágico acidente quando velejava em Vitória, Espírito Santo, que resultou na amputação de sua perna direita. Com o apoio da família e graças à sua postura de superação, reconstruiu a jornada esportiva, em cargos de gestão e como palestrante. Ocupou em 2001 a Secretaria Nacional de Esporte. Entre 2003 e 2006, foi secretário de Juventude, Esporte e Lazer de São Paulo. Continua atuando na política esportiva, através do Conselho Nacional do Esporte e da Comissão Nacional de Atletas, da qual é vice-presidente. Nesta comissão, em que foi presidente até junho de 2017, teve papel decisivo para a elaboração dos projetos que ajudaram a criar a Bolsa Atleta e a Lei de Incentivo ao Esporte.

Além disso, a fim de retribuir à sociedade tudo o que recebeu com o esporte, criou o Projeto Grael (Instituto Rumo Náutico), ao lado dos irmãos Axel e Torben, em Niterói (RJ), oferecendo assistência e desenvolvimento social para crianças e adolescentes por meio do esporte.

O Troféu Adhemar Ferreira da Silva

Criado em 2001, o Troféu Adhemar Ferreira da Silva tem como objetivo homenagear atletas e ex-atletas que representem os valores que marcaram a carreira e a vida de Adhemar, bicampeão olímpico no salto triplo, tais como ética, eficiência técnica e física, esportividade, respeito ao próximo, companheirismo e espírito coletivo.

Relação completa de homenageados com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva:

2001 – Nelson Prudêncio – Atletismo
2002 – João Gonçalves Filho – Natação e Polo Aquático
2003 – Amaury Antonio Passos – Basquete
2004 – Maria Lenk – Natação
2005 – Agberto Guimarães – Atletismo
2006 – Aída dos Santos – Atletismo
2007 – André Gustavo Richer – Remo
2008 – João Havelange – Natação e Polo Aquático
2009 – Joaquim Cruz – Atletismo
2010 – Eder Jofre – Boxe
2011 – Bernard Rajzman – Vôlei
2012 – Hortência – Basquete
2013 – Torben Grael – Vela
2014 – Vanderlei Cordeiro de Lima – Atletismo
2015 – Gustavo Kuerten – Tênis
2016 – Bernardinho – Vôlei
2017 – Lars Grael – Vela

Da assessoria da CBVela