Final da Star Sailors League terá estrelas brasileiras

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Estão definidas as 25 equipes para a Star Sailors League Finals de 2017. A galeria de campeões mundiais e medalhistas olímpicos incluirá nove entre os dez velejadores mais bem classificados nos rankings de timoneiro e proeiro da SSL na temporada, mais 16 equipes criteriosamente convidadas conforme suas conquistas em classes olímpicas e oceânicas. O Brasil contará com os talentos de oito atletas em Nassau, nas Bahamas, de 5 a 9 de dezembro.

A SSL Finals de 2017 tem o peso de 25 medalhas olímpicas sendo 14 brasileiras, conquistadas por Robert Scheidt (5), Torben Grael (5), Bruno Prada (2) e Lars Grael (2). A Baía de Montagu contemplará ainda o brilho de 40 títulos mundiais, além da experiência dos que já disputaram regatas oceânicas como, Volvo Ocean Race, Louis Vuitton, ambas vencidas por Torben, e a lendária America’s Cup. A premiação total é de 200 mil dólares. Continuar lendo “Final da Star Sailors League terá estrelas brasileiras”

Como protestar? Por Ricardo Lobato

Há vinte anos era possível vencer um campeonato somente com boa velocidade e evitando envolvimento em situações mais apertadas. Com o aumento da competitividade na vela, as táticas de barco contra barco vêm se tornando cada vez mais necessárias. O conhecimento das regras tornou-se um fator decisivo numa disputa de campeonato. Portanto se você gosta de competir em alto nível, você vai ter que gostar de conhecer as regras e, se necessário, protestar.

A vela tem uma característica única: o competidor é também juiz, podendo protestar outros competidores ou reconhecer sua própria infração, se autopenalizando. O pronto reconhecimento de uma infração é o princípio básico da esportividade na vela. Isso é que torna nosso esporte nobre. Ao contrário do futebol, onde é aceitável um jogador simular uma falta para enganar o juiz, a vela depende da honestidade dos competidores. Entretanto, em algumas situações, pode acontecer dos velejadores discordarem qual barco infringiu uma regra. Para resolver esse impasse, é necessário protestar. É nesta hora que muitos velejadores ficam frustrados por não saberem protestar. Continuar lendo “Como protestar? Por Ricardo Lobato”

O que é um proeiro?

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“Proeiro”, s.m. – Marinheiro que vigia a proa do navio, (Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa 2 Edição, 1939).

Sujeito que tem de combinar a agilidade de um macaco com a força de um elefante, a vista de um gavião, o ouvido de um rato, a resistência de um bambu cortado em noite de luar; deve possuir o pescoço de uma girafa – Camelo Pardalis – (para enxergar envolta da buja os barcos que navegam a sotavento) e a capacidade de respirar até debaixo d’água.

São preferidos os que possuem costas largas para fazerem as vezes de bode expiatório e que tenham quatro ou mais braços com as respectivas mãos, estas delicadas – tipo parteira – para desatar nós criminosamente atados por comandantes e imediatos de meia tigela.

Deve saber torcer o pescoço horas a fio, sem descansar, para cantar a buja; deve possuir um peso certo, com tolerância apenas de gramas, uma carne insensível que lhe permita deitar em cima de olhais e escotas, em bolinas cochadas que nunca mais terminam.

Eremita que vive na proa de um barco a vela sem que possa, eremiticamente, dedicar-se a ideias próprias, tendo que estar prestes para executar cegamente qualquer comando que soe do cockpit – mesmo que se trate de mudar uma “Asa de Pombo” seis vezes em cinco minutos. Somente pode beber e se alimentar havendo vento de popa, pois de outra forma, a água o arrancaria do convés com o seu sanduíche molhado e suco quente em dois tempos.

É o sacrificado das regatas vitoriosas, pois, por motivo de uma economia incompreensível, não recebe medalhas, desaparecendo do palco depois de obtida vitória, com o esqueleto doído, os olhos inchados pela água do mar, a boca amarga, as mãos rijas de tanto se agarrar, mas com o coração entornando porque ganhamos!

Autor desconhecido

Regata Volta a Ilha de SC fecha a Copa Veleiros de Oceano

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Após a realização de oito regatas entre os meses de março e novembro, a Copa Veleiros de Oceano, realizada anualmente pelo Iate Clube de Santa Catarina, chega a sua última etapa no próximo sábado (2), com largada às 10h. E nada melhor do que encerrar o calendário de vela oceânica com a tradicional disputa da Regata Volta a Ilha de Santa Catarina, que em 2017 chega a sua 49ª edição.

A mais tradicional regata de vela oceânica do estado é sempre um grande espetáculo e muito aguardada não só pelas tripulações catarinenses, mas também de outros estados que prestigiam anualmente o evento. O percurso de 75 milhas náuticas, aproximadamente 120 km, é contornado por bombordo, ou seja, as embarcações largam em direção ao Sul da Ilha (sempre considerando o lado esquerdo dos veleiros) e terminam a disputa nas proximidades do Forte de Sant´Ana, bem próximo a Ponte Hercílio Luz. Continuar lendo “Regata Volta a Ilha de SC fecha a Copa Veleiros de Oceano”

Organização divulga o AR da Preben Schmidt

A tradicional regata Preben Schmidt, organizada pelo Rio Yacht Club e que encerra o calendário oceânico carioca junto com a Neptunos, já tem data: 16 de dezembro. Estão convidadas as classes Clássicos e Antigos, Bico de Proa, Monotipos de Madeira, BRA-RGS, ORC e IRC. As inscrições custam R$ 40,00 por tripulante até o dia 8/12 e podem ser feitas pelo e-mail ryc@oi.com.br. Após esta data o valor sobe para R$ 70,00 por tripulante.

Confira o AR completo.

Caiçara garante o título da Copa Suzuki com dois dias de antecipação

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A vitória na Regata Volta à Ilha e em mais duas provas barla-sota (entre duas boias), asseguraram ao Caiçara neste fim de semana (25 e 26) o tricampeonato da Copa Suzuki – Circuito Ilhabela de Vela Oceânica. No sábado, a entrosada tripulação do Caiçara venceu a desafiadora Regata Volta à Ilha, percorrendo 40 milhas (70 km) em 7h17m29, apenas quatro minutos após o Argos, modelo S40, teoricamente muito mais veloz, o que ratifica a força da classe C30.

O eCycle +Realizado foi o segundo C30 a cruzar a linha de chegada na Volta à Ilha, em homenagem ao velejador neozelandês Peter Blake. Nas duas regatas de domingo, com quatro milhas cada, os duelos do Caiçara foram contra Caballo Loco e Barracuda. O campeonato, com sede no Yacht Club de Ilhabela, será concluído no próximo fim de semana, 2 e 3 de dezembro, quando serão premiadas as melhores tripulações da temporada. Hoje, o pódio da classe C30 está formado por Caiçara, Caballo Loco e eCycle +Realizado. Continuar lendo “Caiçara garante o título da Copa Suzuki com dois dias de antecipação”

Volta a Ilha encerra Copa Suzuki em Ilhabela

O sábado e domingo foram agitado em Ilhabela com o primeiro final de semana da última etapa da Copa Suzuki. Como já é tradição, a regata do sábado dá a volta à Ilha e este ano teve a presença especial de um grupo de quatro baleias entre o saco do Sombrio e ponta da Sepituba. A regata começou com 18 nós na largada, depois o vento diminuiu um pouco nas proximidades da Ponta Grossa. O primeiro barco chegou próximo das 19h enquanto o último chegou à meia noite. Já no domingo, o vento começou fraco, na casa dos 6 nós, e foi aumentando no decorrer do dia, chegando a 15 nós. Uma regata barla-sota foi realizada para as classes IRC e RGS e duas para as classes HPE25 e C30.

A competição termina no próximo final de semana com regatas barla-sota, canoa de cerveja e muita festa no Yacht Club de Ilhabela.

Confira os resultados acumulados:

C30

HPE25

IRC

RGS

Marcelo Bellotti e Maurício Bueno são campeões sulamericanos de Star

Terminou neste domingo em Olivos, na Argentina, o Sul-Americano da classe Star. Vinte e duas tripulações estiveram presentes e sete regatas foram disputadas. O Brasil se destaca mais uma vez, com Marcelo Bellotti e Maurício Bueno no lugar mais alto do pódio. Os dois abriram sete pontos do segundo colocado, que terminou empatado com o terceiro.

O Brasil ainda teve mais três duplas do top 10: Admar Gonzaga e Alexandre Freitas ficaram em 5º, Fabio Bruggione e Marcelo Sansone em 7º e Dino Pascolato e Henry Boening em 8º.

Confira os resultados completos: http://bit.ly/2hTqSkB

Brasileiros são top 10 no Mundial de Lightining

Terminou neste sábado em Salinas, no Equador, o Mundial da classe Lightining. O evento reuniu 56 tripulações de 11 países, incluindo uma do Brasil. Klaus Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Silva. O trio ficou com a 10ª colocação. Os vencedores foram os argentinos Javier Conte, Julio Alsogaray e Paula Salerno. A equipe, que começou com um 57 na primeira regata, venceu nada menos que seis das nove regatas disputadas, terminando o campeonato com 12 pontos perdidos. O segundo colocado ficou com 40 pontos perdidos. Desde 1961 uma equipe não vencia no mesmo ano o Mundial, o Norte Americano e o Sul-Americano.

Confira os resultados: http://bit.ly/2Bq7DHS

Brasileiros terminam a Transat Jacques Vabre em 11º

Terminou! Leonardo Chicourel e José Guilherme, únicos representantes brasileiros na Transat Jacques Vabre, chegaram em Salvador nesta segunda-feira após 21 dias no mar. Os dois ficaram com a 11ª colocação dentre os Classe 40. Os vencedores foram Maxime Sorel e Antoine Carpenter, do V And B, com o tempo de 17 dias, 10 horas, 44 minutos e 15 segundos.

Pouco antes de cruzarem a linha de chegada, Leonardo enviou uma mensagem por whatsapp:

“Já dá para sentir o cheiro do acarajé, o gosto do primeiro gole da cerveja gelada, o calor da minha terra e do abraço das pessoas que nos esperam.

Lembro do dia em que fui com meu Pai ver os barcos que tinham chegado da Transat Jacques Vabre, e também de conversar com ele sobre minha vontade de um dia poder fazer uma competição como essa. Obrigado meu amigo Zé, por me dar a oportunidade de dividir esta empreitada com você e por ter me dado a chance de realizar este sonho. Sonho esse que nos deu muito trabalho, nos tirou muitas horas de sono, nos deu calos nas mãos, lesões no corpo, frio, estafa e a alegria de saber que somos capazes de superar os obstáculos e aprender com este velho professor que é o Mar.

Sigo firme no objetivo de evoluir como velejador profissional para representar nossos parceiros, patrocinador e pessoas que torcem pelo nosso sucesso e também nunca deixar de agradecer a cada nascer e pôr do Sol por estar aqui, no Mar.

Já sinto o cheiro do acarajé e o gosto da cerveja gelada…

Axé , muita água sob a quilha e estrelas a barlavento.

Leo”