Volvo Ocean Race começa com crise no AkzoNobel

VOR2

Depois de muita espera, finalmente começou neste domingo em Alicante, Espanha, a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Nesta primeira etapa os sete barcos partiram rumo à Lisboa, Portugal, onde deverão chegar dentro de dois dias aproximadamente.

O que marcou este início, no entanto, não foi a disputa acirrada entre os barcos na largada e sim a crise entre a equipe AkzoNobel e o skipper Simeon Tienpont.

A empresa de Tienpont havia sido contratada pela AkzoNobel para gerir os recursos do patrocínio da equipe. Porém, no início da última semana, veio à tona que ele havia feito uma má gestão destes recursos e, por isto, havia sido dispensado (oficialmente a equipe disse que deu a opção de ele permanecer como skipper do time e ele não aceitou).

Tienpont entrou com recursos para ter o cargo de volta e venceu na justiça. Neste meio tempo Brad Jackson, que era whatch captain, havia assumido o comando da equipe e Rome Kirby foi contratado para reforçar o time. Porém, com a volta de Tienpont, os dois, Joca Signorini e Jules Salter, os velejadores mais experientes do time, pularam fora e não disputaram esta primeira etapa. Martine Grael decidiu seguir com a equipe, pelo menos até Lisboa. O português Antônio Fontes, do Team Sun Hung Kai foi emprestado ao AkzoNobel para esta etapa.

Na manhã desta segunda-feira os times estavam a pouco mais de 1.100 milhas de Lisboa. O Vestas 11th Hour Racing lidera a flotilha, com o Akzo Nobel em segundo, a apenas 4,5 milhas de distância.

Para acompanhar a flotilha, clique aqui.

FOTO: Ainhoa Sanches

 

Pernambucano de Dingue chega ao fim com vitória do Kamikaze

O Cabanga Iate Clube de Pernambuco sediou no último sábado, 21/10, mais um Campeonato Pernambucano da Classe Dingue. A regata foi válida como quarta e última etapa da competição. Os velejadores enfrentaram duras condições de tempo, com rajadas na casa dos 18 nós e mar bastante agitado. Dos 10 Dingues inscritos, quatro sofreram avarias em decorrência do esforço ao qual os barcos foram submetidos.  Mas ainda assim o pessoal seguiu animado para o último treino antes do Campeonato Brasileiro de nossa classe (de 3 a 5 de novembro deste ano).

Por conta do vento, a Comissão de Regatas decidiu fazer percurso trapezoidal (Outerloop) na primeira regata e barla-sota na segunda, variação decorrente do fato de ainda não ser terem sido divulgados os formatos que serão empregados no torneio nacional. Assim, a flotilha teve a oportunidade de treinar duas das formas possíveis de montagem de raia que poderão vir a ser utilizadas em Ilhabela.

Resultado final

Confira o relato de Leo Almeida:

***Primeira regata***

Os barcos Intrépido (Luciana Raposo / Ana Lúcia Monteiro), Caso Sério (Hans e Karina Hutzler) e Kamikaze (Leonardo Almeida / Sofia Hutzler) saíram na frente, havendo o Intrépido queimado a largada. Curiosamente, Caso Sério e Kamikaze (que não escaparam) retornaram à linha de partida e começaram novamente a regata em desvantagem. Apesar da marcação oferecida pelo Black (René Hutzler / Alan Godinho) durante o primeiro contravento, montaram na frente o Caso Sério e o Kamikaze, seguidos pelo Black, Intrépido (que já estava desclassificado pela partida irregular) e Ver o Mar (André Verona / Roberto Xavier).

Mantidas as posições no primeiro través, o primeiro popa viu os dois líderes cometendo um equívoco quanto à posição da marca seguinte, dando espaço para o Black, que não errou, tomar a liderança. Ao montarem a boia para o segundo contravento, Black liderava, seguido por Kamikaze, Caso Sério, Intrépido (OCS), Ver o Mar e Gudino II (José Araújo / Tiago Melo) . Contudo, o Kamikaze e o Caso Sério desenvolveram maior velocidade no decorrer dessa perna e, com os três veleiros trabalhando o bordo da esquerda, o Kamikaze ultrapassou o Black, com o Caso Sério tendo eliminado toda a diferença para o então vice-líder. Montaram a boia para o 2o popa, portanto, Kamikaze – Black – Caso Sério.

Durante esse segmento, Black e Caso Sério se aproximaram do Kamikaze, porém não o suficiente para tomar a liderança. Montando a boia de popa para o segundo través, o Kamikaze acelerou e recuperou a distância então diminuída, com o Caso Sério assumindo a vice-liderança. Para infortúnio dos atuais campeões N/NE, uma avaria no leme acabou por eliminar o Caso Sério a pouco mais de uma perna de distância da linha de chegada, retirando-o também da segunda disputa do dia. O Black assumiu a vice liderança na regata (e no campeonato) e o Ver o Mar chegou em terceiro, seguido pelo Gudino II, Onça (Henrique Mousinho / Danilo Martinez) e pelo Energia (Roberto Araújo / Erisson Luiz), destaque do dia, que superou e trabalhou em torno de uma quebra na cana do leme para completar a prova.

Estiveram presentes mas não completaram a prova o Intrépido (OCS e teve um problema no tope do mastro), Pegasus (Alexandre Motta / Emir Falangola, quebra no leme), Moleque (Theo Gouveia / Cida Levino) e Caso Sério.

***Segunda Regata***

Com a flotilha reduzida, o Kamikaze partiu na frente, seguido pelo Black, Gudino II, Ver o Mar e Onça. O percurso barla-sota trouxe uma menor variação de posições quando comparado à primeira regata do dia, havendo o Kamikaze e o Black tomado decisões diametralmente opostas em relação ao lado da raia a ser trabalhado – enquanto Leonardo e Sofia optaram pela esquerda, René e Alan foram pela direita. Mais sorte restou para o Kamikaze, o qual abriu certa vantagem no primeiro contravento e a ampliou no segundo, vencendo a prova. Contudo, o Black também se isolou na segunda posição, abrindo larga distância para o terceiro colocado da prova, Onça. Gudino II chegou em quarto e o Ver o Mar, com dificuldades no vento intenso, finalizou o score chegando na quinta posição.

***

Resultado final da etapa:

1 – Kamikaze (Leonardo Almeida / Sofia Hutzler) – 5 pts

2 – Black (René Hutzler / Alan Godinho) – 15 pts

3 – Caso Sério (Hans Hutzler / Karina Hutzler) – 21 pts

4 – Gudino II (José Araújo / Jhonas Gomes) – 27 pts

5 – Ver o Mar (André Verona / Roberto Xavier) – 30 pts

Nossa próxima disputa será o Campeonato Brasileiro (3 a 5 de novembro em Ilhabela/SP), para o qual o Cabanga Iate Clube de Pernambuco enviará sete duplas, recorde nos dezessete anos de existência da flotilha.”

Edval Junior é eleito melhor técnico do Optimist na Semana de Buenos Aires

junior.jpg

O pernambucano Edval Junior, o Juninho, foi eleito melhor técnico da classe Optimist durante a Semana de Vela de Buenos Aires. A competição é considerada uma das mais importantes do calendário da jovem vela latino americana e Juninho esteve à frente da equipe de seis velejadores do Cabanga Iate Clube.

“Você vê que tudo aquilo que planejou e idealizou durante todos esses anos teve resultado. Você percebe que o planejamento deu certo, e que toda a proposta que fizemos de uma evolução de trabalho em cima da equipe, de fortalecimento e nível técnico deu certo. Então essa é a satisfação de ter na cabeça que o trabalho está sendo bem realizado”, comemorou.

Esta não é a primeira vez que ele se destaca como treinador. Durante o mês de junho, no Norte-Americano de Optimist, no Canadá, Edival viajou como técnico da Seleção Brasileira. O mesmo aconteceu durante o Mundial da Classe, em julho, quando fez história sendo o primeiro treinador pernambucano a liderar uma equipe de vela.

Confira os resultados da classe Optimist na Semana de Buenos Aires:

Timoneles

Principantes

 

BL3 tem vagas para quem deseja correr a Santos – Rio

SONY DSC

Oportunidade para quem quer participar da Regata Santos – Rio. A BL3, uma das melhores escolas de iatismo do Brasil, ainda possui vagas para a tradicional regata da vela oceânica brasileira. A largada será dada no dia 27 de outubro na baía de Santos e quem quiser participar, poderá trocar experiências a bordo com os comandantes Pedro Rodrigues e Clauberto Andrade. Para informações sobre valores e  quantidade de vagas, entre em contato com a BL3 no (12) 3896-1271/ (12)3896-5885 / (12) 99126-7649  ou pelo e-mail oceano@bl3.com.br.

 

No YCSA, Scheidt confirma fim da carreira olímpica

324152_741004_rdespedida2_web_

Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, Robert Scheidt reuniu a imprensa para anunciar oficialmente o fim de sua participação em Jogos Olímpicos. No encontro da manhã desta terça-feira (17), no Yacht Club Santo Amaro, em São Paulo, o iatista explicou as razões para não seguir com o ciclo até Tóquio 2020 na classe 49er, mas deixou claro que não se trata do encerramento de sua carreira como atleta. “Aposentadoria é uma palavra muito forte. Não me vejo de pijamas, sentado no sofá e assistindo TV. Meu instinto competitivo ainda é muito forte e o esporte está no meu sangue. Seguirei velejando em diferentes classes”, explicou o atleta que tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Quando fala em diferentes classes, Robert se refere a experimentar novos ares na carreira esportiva. “Sempre recebi convites para competições de vela oceânica e sempre disse não, em função dos projetos olímpicos. Agora poderei dizer sim. Temos grandes eventos, como a Volvo Ocean Race e a America’s Cup, entre outros, e, quem sabe, não surge uma oportunidade. Está se fechando uma porta, mas tenho certeza que muitas outras se abrirão”, comentou o bicampeão olímpico, que não vai esquecer as raízes. “Continuarei nas classes Star, agora mais intensamente em 2018, e Laser, pois preciso da adrenalina do iatismo”, revela. O próximo desafio será justamente na Star Sailors League (SSL), em Nassau, no mês de dezembro, ao lado Henry Boenning, o Maguila. Continuar lendo “No YCSA, Scheidt confirma fim da carreira olímpica”

Tira-teima: Entendendo as novidades nas regras da Volvo Ocean Race 2017-2018

 

Na coluna Tira-Teima desta semana, Ricardo Lobato explica as regras da Volvo Ocean Race 2017-18. Confira:

A Regata Volta ao Mundo vai largar neste domingo dia 22 de outubro. Está na hora de entender o que vai acontecer. Temos 3 grandes novidades nas regras da VOR para a regata 2017-2018. A primeira é a nova configuração de tripulantes que incentivou a inclusão de tripulantes femininas. A segunda novidade é um novo sistema de pontuação com pontos ganhos ao invés de pontos perdidos e valorizando as pernas nos Mares do Sul além de prever alguns bônus. A última novidade é o percurso retornou às origens com mais tempo nos mares do sul.

Os barcos continuam os mesmos Volvos 65 da última edição. Eles foram reformados para esta regata e somente um novo barco, AkzonNobel, construído.

Tripulação:

Nesta edição, uma tripulação inteiramente masculina só pode ter 7 tripulantes contra 8 na edição anterior. A novidade é que é permitido levar até mais duas mulheres, em adição a estes 7 homens, num total de 9 tripulantes. Esta será a configuração de todas as equipes com a exceção do Turn The Tide on Plastic que pretende correr com 5 homens e cinco mulheres. Para levar o barco é necessário pelo menos três no deck: O timoneiro, o grinder e o trimer. Os turnos são de quatro horas e normalmente quem está entrando começa no grinder para aquecer antes de ir para o leme ou trimar as velas. O navegador e o comandante não têm turno fixo. Obviamente, em qualquer manobra ou troca de vela a tripulação toda sobe. Continuar lendo “Tira-teima: Entendendo as novidades nas regras da Volvo Ocean Race 2017-2018”

Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel

m46052_13-00-170722-azn-jsb-00012.jpg

Três vezes vencedor da Volvo Ocean Race, Brad Jackson foi confirmado nesta segunda-feira como o novo skipper da equipe holandesa AkzoNobel. Aos quarenta e nove anos, natural de Auckland na Nova Zelândia, Brad Jackson irá participar pela sétima vez na Volvo Ocean Race, depois de, na edição 2015-16, ter sido o treinador da equipe feminina sueca Team SCA.

Jackson vai assumir a posição de skipper, mantendo também o seu papel de watch captain em conjunto com o brasileiro Joca Signorini, que vai participar pela terceira vez na prova, tendo vencido a edição de 2008-09. Brad Jackson foi anunciado depois da recente saída do skipper Simeon Tienpont. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Neozelandês Brad Jackson é confirmado como novo skipper do AkzoNobel”

22496244_10155130341282773_4484420425183622830_o

Lenda da vela, Scheidt decide não mais fazer campanha olímpica

O velejador Robert Scheidt anunciou neste final de semana que não mais fará campanha olímpica para Tóquio 2020. O paulista havia mudado para a classe 49er, em que velejava ao lado de Gabriel Borges, o Coveiro. Em 2016 ele anunciou que as Olimpíadas do Rio de Janeiro seriam as últimas na qual participaria, porém, sem a medalha na Laser, classe que o consagrou, ele acabou voltando e fazendo mais um ano de campanha na nova classe.

“O volume de treinamento que eu teria que fazer nos próximos dois anos seria muito grande. Então, acabei optando por não dar sequência neste projeto, já que pequenas lesões vão minando sua capacidade de ter um volume muito grande de treinamento”, disse ele.

Sua esposa, a velejadora olímpica Gintare Scheidt Volungeviciute, que representou a Lituania também na classe Laser, também anunciou que não fará campanha para Tóquio 2020.

Robert Scheidt tem duas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta/96 e Atenas/2004)e uma prata (Sidney/2000) na classe Laser, mais uma prata e um bronze na Star (Pequim/2008 e Londres/2012). Ao todo, são 11 títulos mundial na Laser e três na Star. Na Rio/2106, terminou na quarta colocação.

 

Volvo Ocean Race: Mapfre vence primeira in-port; Akzo Nobel demite skipper

m46047_13-01-171014-pma-02084--720.jpg

A Volvo Ocean Race começou oficialmente neste final de semana em Alicante, na Espanha, com a disputa da primeira in-port race. Com os sete barcos na água, o Mapfre provou mais uma vez que experiência e entrosamento são a chave do sucesso na regata, garantindo a primeira vitória oficial na competição. O time de Xabi Fernandez montou todas as boias na primeira colocação e só teve que administrar a liderança para garantir os 7 primeiros pontos da volta ao mundo.

“A nossa intenção era largar do lado esquerdo, mas o Pablo (Arrarte) viu o espaço, depois de uma manobra ruim do Team Brunel. Aproveitamos para ir para a direita e tudo correu bem. A verdade é que não foi fácil, mas arriscamos na largada”, disse Fernandez.

Em segundo ficou o Dongfeng Race Team, seguido pelo Vestas 11th Hour Racing.

Já o Akzo Nobel, time de Martine Grael e Joca Signorini enfrentou uma crise a bordo, que acabou com a demissão do skipper  Simeon Tienpont. Continuar lendo “Volvo Ocean Race: Mapfre vence primeira in-port; Akzo Nobel demite skipper”

Regata dos Arvoredos agita vela oceânica santista

22548966_1964261797165696_7418678250179982842_o.jpg
No último sábado, o Iate Clube de Santos promoveu mais uma edição da tradicional Regata Volta da Ilha dos Arvoredos-Suunto que, pela primeira vez, trouxe a categoria de veleiros Clássicos para a raia sob a chancela da La Belle Classe, a mais famosa regata de clássicos do mundo e que tem o Comodoro Berardino Antonio Fanganiello como o primeiro e único Embaixador do país.
A competição com percurso de 17 milhas náuticas reuniu 27 barcos das classes IRC e RGS. A velejada foi marcada por ventos sudoeste na casa dos 11 nós. Primeiro a contornar a Ilha, o veleiro Sessentão foi destaque e liderou a disputa. No entanto, pelo tempo corrigido, a tripulação comandada por Alain Simon fechou na 7ª colocação pela classe IRC. Os veleiros Rudá (IRC), Turuna (Clássicos) e Bravo (RGS) fizeram os melhores tempos, com aproximadamente 3h50m, e conquistaram o primeiro lugar de suas respectivas classes.
Confira o resultado no site www.icsantos.com.br