Regata Santos Rio larga nesta sexta em Santos

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Em 4 de janeiro de 1947, foi disputada a primeira regata Buenos Aires-Rio, uma promoção conjunta do Yacht Club Argentino e do Iate Clube do Rio de Janeiro, representado por José Candido Pimentel Duarte. Quatro anos depois, surgia a Regata Santos-Rio, uma realização conjunta do Iate Clube de Santos e do Iate Clube do Rio de Janeiro. A proximidade das datas não era coincidência.

Para muitos os que viveram a vela no período, a regata nacional tinha como principal objetivo “treinar” as tripulações para enfrentar a competição mais importante. Não é de admirar, portanto, que os vencedores das primeiras Santos-Rio tenham sido exatamente os veleiros da Classe Brasil, encomendados por Pimentel Duarte à americana Sparkman & Stephens, para “derrotar os argentinos”. É claro que logo em seguida a regata adquiriu importância própria. Continuar lendo “Regata Santos Rio larga nesta sexta em Santos”

Volvo Ocean Race começa com crise no AkzoNobel

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Depois de muita espera, finalmente começou neste domingo em Alicante, Espanha, a edição 2017-18 da Volvo Ocean Race. Nesta primeira etapa os sete barcos partiram rumo à Lisboa, Portugal, onde deverão chegar dentro de dois dias aproximadamente.

O que marcou este início, no entanto, não foi a disputa acirrada entre os barcos na largada e sim a crise entre a equipe AkzoNobel e o skipper Simeon Tienpont.

A empresa de Tienpont havia sido contratada pela AkzoNobel para gerir os recursos do patrocínio da equipe. Porém, no início da última semana, veio à tona que ele havia feito uma má gestão destes recursos e, por isto, havia sido dispensado (oficialmente a equipe disse que deu a opção de ele permanecer como skipper do time e ele não aceitou).

Tienpont entrou com recursos para ter o cargo de volta e venceu na justiça. Neste meio tempo Brad Jackson, que era whatch captain, havia assumido o comando da equipe e Rome Kirby foi contratado para reforçar o time. Porém, com a volta de Tienpont, os dois, Joca Signorini e Jules Salter, os velejadores mais experientes do time, pularam fora e não disputaram esta primeira etapa. Martine Grael decidiu seguir com a equipe, pelo menos até Lisboa. O português Antônio Fontes, do Team Sun Hung Kai foi emprestado ao AkzoNobel para esta etapa.

Na manhã desta segunda-feira os times estavam a pouco mais de 1.100 milhas de Lisboa. O Vestas 11th Hour Racing lidera a flotilha, com o Akzo Nobel em segundo, a apenas 4,5 milhas de distância.

Para acompanhar a flotilha, clique aqui.

FOTO: Ainhoa Sanches

 

Pernambucano de Dingue chega ao fim com vitória do Kamikaze

O Cabanga Iate Clube de Pernambuco sediou no último sábado, 21/10, mais um Campeonato Pernambucano da Classe Dingue. A regata foi válida como quarta e última etapa da competição. Os velejadores enfrentaram duras condições de tempo, com rajadas na casa dos 18 nós e mar bastante agitado. Dos 10 Dingues inscritos, quatro sofreram avarias em decorrência do esforço ao qual os barcos foram submetidos.  Mas ainda assim o pessoal seguiu animado para o último treino antes do Campeonato Brasileiro de nossa classe (de 3 a 5 de novembro deste ano).

Por conta do vento, a Comissão de Regatas decidiu fazer percurso trapezoidal (Outerloop) na primeira regata e barla-sota na segunda, variação decorrente do fato de ainda não ser terem sido divulgados os formatos que serão empregados no torneio nacional. Assim, a flotilha teve a oportunidade de treinar duas das formas possíveis de montagem de raia que poderão vir a ser utilizadas em Ilhabela.

Resultado final

Confira o relato de Leo Almeida:

***Primeira regata***

Os barcos Intrépido (Luciana Raposo / Ana Lúcia Monteiro), Caso Sério (Hans e Karina Hutzler) e Kamikaze (Leonardo Almeida / Sofia Hutzler) saíram na frente, havendo o Intrépido queimado a largada. Curiosamente, Caso Sério e Kamikaze (que não escaparam) retornaram à linha de partida e começaram novamente a regata em desvantagem. Apesar da marcação oferecida pelo Black (René Hutzler / Alan Godinho) durante o primeiro contravento, montaram na frente o Caso Sério e o Kamikaze, seguidos pelo Black, Intrépido (que já estava desclassificado pela partida irregular) e Ver o Mar (André Verona / Roberto Xavier).

Mantidas as posições no primeiro través, o primeiro popa viu os dois líderes cometendo um equívoco quanto à posição da marca seguinte, dando espaço para o Black, que não errou, tomar a liderança. Ao montarem a boia para o segundo contravento, Black liderava, seguido por Kamikaze, Caso Sério, Intrépido (OCS), Ver o Mar e Gudino II (José Araújo / Tiago Melo) . Contudo, o Kamikaze e o Caso Sério desenvolveram maior velocidade no decorrer dessa perna e, com os três veleiros trabalhando o bordo da esquerda, o Kamikaze ultrapassou o Black, com o Caso Sério tendo eliminado toda a diferença para o então vice-líder. Montaram a boia para o 2o popa, portanto, Kamikaze – Black – Caso Sério.

Durante esse segmento, Black e Caso Sério se aproximaram do Kamikaze, porém não o suficiente para tomar a liderança. Montando a boia de popa para o segundo través, o Kamikaze acelerou e recuperou a distância então diminuída, com o Caso Sério assumindo a vice-liderança. Para infortúnio dos atuais campeões N/NE, uma avaria no leme acabou por eliminar o Caso Sério a pouco mais de uma perna de distância da linha de chegada, retirando-o também da segunda disputa do dia. O Black assumiu a vice liderança na regata (e no campeonato) e o Ver o Mar chegou em terceiro, seguido pelo Gudino II, Onça (Henrique Mousinho / Danilo Martinez) e pelo Energia (Roberto Araújo / Erisson Luiz), destaque do dia, que superou e trabalhou em torno de uma quebra na cana do leme para completar a prova.

Estiveram presentes mas não completaram a prova o Intrépido (OCS e teve um problema no tope do mastro), Pegasus (Alexandre Motta / Emir Falangola, quebra no leme), Moleque (Theo Gouveia / Cida Levino) e Caso Sério.

***Segunda Regata***

Com a flotilha reduzida, o Kamikaze partiu na frente, seguido pelo Black, Gudino II, Ver o Mar e Onça. O percurso barla-sota trouxe uma menor variação de posições quando comparado à primeira regata do dia, havendo o Kamikaze e o Black tomado decisões diametralmente opostas em relação ao lado da raia a ser trabalhado – enquanto Leonardo e Sofia optaram pela esquerda, René e Alan foram pela direita. Mais sorte restou para o Kamikaze, o qual abriu certa vantagem no primeiro contravento e a ampliou no segundo, vencendo a prova. Contudo, o Black também se isolou na segunda posição, abrindo larga distância para o terceiro colocado da prova, Onça. Gudino II chegou em quarto e o Ver o Mar, com dificuldades no vento intenso, finalizou o score chegando na quinta posição.

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Resultado final da etapa:

1 – Kamikaze (Leonardo Almeida / Sofia Hutzler) – 5 pts

2 – Black (René Hutzler / Alan Godinho) – 15 pts

3 – Caso Sério (Hans Hutzler / Karina Hutzler) – 21 pts

4 – Gudino II (José Araújo / Jhonas Gomes) – 27 pts

5 – Ver o Mar (André Verona / Roberto Xavier) – 30 pts

Nossa próxima disputa será o Campeonato Brasileiro (3 a 5 de novembro em Ilhabela/SP), para o qual o Cabanga Iate Clube de Pernambuco enviará sete duplas, recorde nos dezessete anos de existência da flotilha.”