Tira-teima: Entendendo as novidades nas regras da Volvo Ocean Race 2017-2018

 

Na coluna Tira-Teima desta semana, Ricardo Lobato explica as regras da Volvo Ocean Race 2017-18. Confira:

A Regata Volta ao Mundo vai largar neste domingo dia 22 de outubro. Está na hora de entender o que vai acontecer. Temos 3 grandes novidades nas regras da VOR para a regata 2017-2018. A primeira é a nova configuração de tripulantes que incentivou a inclusão de tripulantes femininas. A segunda novidade é um novo sistema de pontuação com pontos ganhos ao invés de pontos perdidos e valorizando as pernas nos Mares do Sul além de prever alguns bônus. A última novidade é o percurso retornou às origens com mais tempo nos mares do sul.

Os barcos continuam os mesmos Volvos 65 da última edição. Eles foram reformados para esta regata e somente um novo barco, AkzonNobel, construído.

Tripulação:

Nesta edição, uma tripulação inteiramente masculina só pode ter 7 tripulantes contra 8 na edição anterior. A novidade é que é permitido levar até mais duas mulheres, em adição a estes 7 homens, num total de 9 tripulantes. Esta será a configuração de todas as equipes com a exceção do Turn The Tide on Plastic que pretende correr com 5 homens e cinco mulheres. Para levar o barco é necessário pelo menos três no deck: O timoneiro, o grinder e o trimer. Os turnos são de quatro horas e normalmente quem está entrando começa no grinder para aquecer antes de ir para o leme ou trimar as velas. O navegador e o comandante não têm turno fixo. Obviamente, em qualquer manobra ou troca de vela a tripulação toda sobe.

Percurso

O novo percurso recupera a tradição da regata com mais tempo nos mares do sul e a volta da perna Capetown – Melburne. Esta perna vai evitar também os perigos da costa da Somália ainda visada pelos piratas. Mas não vão deixar de visitar a China para agradar este mercado. Outra nova perna interessante será Cardiff to Gothenburg, navegando também no temido Mar do Norte.

Etapas:

1.Alicante to Lisbon an approximate distance of 700nm

2.Lisbon to Cape Town approximate distance of 7,000nm.

3.Cape Town to Melbourne leaving Cape Leeuwin to port, na approximate distance of 7,000nm

4.Melbourne to Hong Kong an approximate distance of 6,000nm.

5.Hong Kong to Guangzhou to Guangzhou an approximate distance of 100nm (one point)

6.Hong Kong to Auckland an approximate distance of 6,100nm.

7.Auckland to Itajai an approximate distance of 7,600nm.

8.Itajai to Newport an approximate distance of 5,700nm.

9.Newport to Cardiff an approximate distance of 3,300 nm.

10.Cardiff to Gothenburg leaving Wales, England and Scotland to starboard an approximate distance of 1,300nm.

11.Gothenburg to The Hague an approximate distance of 700nm.

7.2The total distance for the Legs is approximately 45,000 nm.

Pontuação

A regata volta ao mundo na verdade é um campeonato onde cada perna equivale a uma regata. É possível vence-la até sem efetivamente completar todas as pernas. Mas não há descartes. A novidade deste ano é que o sistema passa a ser por pontos ganhos. O primeiro em cada perna ou regata In-Port ganhará 8 pontos, o segundo 7 até o oitavo lugar que ganhará um ponto. DNF e DNS não marcarão pontos. A maior novidade está no sistema de bônus. O primeiro ganhará um ponto extra. As pernas .de Cape Town para Melbourne, Auckland para Itajaí e Newport para Cardiff terão pontos dobrados. A perna de Auckland para Itajaí ainda dará um ponto para o barco que cruzar primeiro o paralelo do Cabo Horn. Outra novidade será um troféu para quem fizer a regata em menos tempo como era nas primeiras edições. O vencedor do troféu irá ganhar também um ponto de bônus. As regatas In-Port são um campeonato separado e não valem para a regata principal. Contudo, no caso de empate, o vencedor da série de regatas In-Port será o grande campeão.

Barcos:

Os barcos são todos do mesmo projeto e construídos por estaleiros certificados, completamente one-design. Até mesmo os reparos só podem ser realizados no “boatyard”da organização para garantir que os barcos não sejam alterados. Os barcos são 400kg mais pesados que os Volvos 70 para aumentar a segurança e quando comparados ao IMOCA estão bem ultrapassados. A intensão para a próxima edição era fazer os novos barcos da Volvo compatíveis com a classe IMOCA, para dar uso aos barcos usados, mas parece que esta classe não está interessada.

O inventário de velas ganhou mais uma buja, a J0. Estas velas são feitas pela mesma veleria e sorteada entre os barcos. No total são um grande, 4 bujas, um balão assimétrico (A-3) e dois code 0, um de tope (MH-0) e o outro fracionado (FR-0). Os reparos da vela são também feitos pelo “boatyard” não sendo permitido alterações nas velas.

A regata tem uma série de regras protocolares e o Jury poderá ter trabalho. As penalidades são todas a critério do Jury Internacional.

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