Organização divulga o AR do Circuito Niterói

Entre os dias 8 e 10 de dezembro o Clube Naval Charitas vai realizar o Circuito Niteroi para barcos das classes ORC, IRC,, RGS e HPE30. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail nautica@cncharitas.org.br e custam R$ 100,00 por tripulante até o dia 24/11 e R$ 150,00 após esta data. Sócios da ABVO têm 10% de desconto. Estão programadas cinco regatas para todas as classes.

Confira o AR completo e a ficha de inscrição aqui

Paulista de Snipe terá presença de velejadores gaúchos e cariocas

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Enrico e Fre Francavilla, uma das duplas favoritas ao título

Na próxima quinta-feira vai começar no Yacht Club Santo Amaro o Campeonato Paulista da classe Snipe. São esperadas 40 duplas e até o momento, além de velejadores de São Paulo, também confirmaram a participação velejadores de Ilhabela, Santos, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

A competição tem início às 13h da quinta-feira, com a disputa da Regata de Abertura Flavio Cayubi. Sexta e sábado as regatas têm início às 12h. Oito regatas estão programadas, sendo no máximo três por dia. Todos os dias haverá confraternização no clube. O domingo será dia reserva para caso três regatas não tenham sido realizadas e, por tanto, a série ainda não tenha sido validada.

As inscrições seguem abertas na secretaria do clube e custam R$ 250,00 por barco. Confira o Aviso de Regatas

 

Camiranga é fita-azul da Santos – Rio

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O veleiro Camiranga (Soto 65) mais uma vez conquistou a fita-azul da regata Santos – Rio. Foram necessárias 24h 57 minutos e 9 segundos para que a equipe de Eduardo Plass completasse o percurso e levasse também o título na classe ORC.

“Foi uma regata um pouco difícil, com as condições mudando bastante. Até Ilhabela o vento foi bastante instável, com algumas variações. Sempre conseguimos avançar um pouco mais que a flotilha, o que nos deu bons ganhos. De Ilhabela para frente conectamos em um vento e conseguimos ganhar bastante terreno com relação à flotilha. Chegamos no Rio no amanhecer e conseguimos aproveitar o terral, até cruzar a linha de chegada, perto do meio dia. O barco aguentou bem, fizemos um contravento duro, chegando a pegar 25-26 nós, em um contra-vento de um bordo só. Agora vamos focar no Circuito Rio, que vamos navegar com o Crioula (S40)”, disse Samuel Albrecht, skipper do barco.

Na classe IRC o vencedor foi o Cherne, enquanto na RGS o título ficou com o Grug.

Confira abaixo os resultados:

ORC
IRC
RGS

Foto: Geison Mendes/Instagram

 

Torben Grael e Tutu Lopes são campeões europeus de Star; Bruno Prada é bronze

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Os brasileiros mais uma vez mostraram que, quando se trata da classe Star, eles não estão para brincadeira. Torben Grael e Tutu Lopes conquistaram neste domingo o título do Campeonato Europeu, que foi disputado em Sanremo, na Itália. Bruno Prada, que correu na proa de Augie Diaz, ficou com a terceira colocação, com a mesma quantidade de pontos de Lars Grael e Samuca Gonçalves.

O campeonato começou com vento fraco no primeiro dia. No segundo ele aumentou muito, causando quebras e desistências. No terceiro dia, apenas uma regata foi realizada por conta do vento fraco novamente. No último dia, das duas que estavam programadas, apenas uma foi disputada. Na largada, Prada e Diaz acabaram escapando com bandeira preta e foram desclassificados.

Confira a súmula final aqui.

 

Vestas 11th Hour vence primeira etapa da Volvo Ocean Race

A primeira perna da Volvo Ocean Race terminou no último sábado com a vitória do Vestas 11th Hour Racing. Após sete dias de regata as sete equipes chegaram em Lisboa, onde ficarão por uma semana, até a largada da segunda perna, no próximo dia 6 de novembro.

O Akzo Nobel, time de Martine Grael, foi o quarto a cruzar a linha. O barco largou na última colocação, mas rapidamente conseguiu se recuperar, permanecendo entre segundo e terceiro durante toda a etapa, perdendo o lugar no pódio nas últimas 24 da regata. E mesmo com um tripulante a menos a velejada deu certo. ”A gente teve um começo muito difícil da regata. Teve muitas manobras e com uma pessoa a menos tivemos dificuldades. Praticamente a tripulação inteira mudou um dia antes da largada. Depois desse momento difícil, a gente teve vários acertos de tática, muita comunicação e trabalho em equipe. Saímos de Gibraltar em segundo! Depois a falta de treino foi contando…foi muito bom como time segurar tão bem com as condições que a gente teve”, disse Martine.

Resultado da primeira etapa:

  1. 1. Vestas 11th Hour Racing (DEN/USA), Charlie Enright (USA),  — 14:08.45 UTC
    2. MAPFRE (ESP), Xabi Fernández (ESP) — 16:42.30 UTC
    3. Dongfeng Race Team (CHN), Charles Caudrelier (FRA,  — 16:57:48 UTC
    4. Team AkzoNobel (NED), Simeon Tienpont (NED),  — 18:11:56 UTC
    5. Team Sun Hung Kai/Scallywag (HKG), David Witt (AUS),  — 18:57:44 UTC
    6. Team Brunel (NED), Bouwe Bekking (NED), — 20:29:00 UTC
    7. Turn the Tide on Plastic (POR), Dee Caffari (GBR),  – 20:36:52 UTC

 

Tira-teima: o que pode na VOR que não pode na Santos – Rio?

No dia 28 de outubro de 2017, além da chegada da primeira perna da Volvo, chegou a nossa tradicional regata Santos-Rio. Vendo as imagens da Volvo, é possível ver várias coisas que são proibidas pelas regras de regata, mas permitidas Volvo Ocean Race.

Você sabe o que é permitido na Volvo, mas não é permitido na Santos-Rio? Confira!

Mais um artigo da coluna Tira- Teima em conjunto com Ricardo Lobato, o Blu, do site regras.com.br.

1. Suspender a regata. É como “pedir altos” no pique pega. O barco com a regata suspensa, depois de informar o comando da regata, pode ligar o motor, atracar e içar o barco. Antes de voltar a regata, deve retomar exatamente ao ponto onde a regata foi suspensa. Se a parada for antes das 12 primeiras horas, o barco não pode retomar a regata em menos de 2 horas. Depois de 12 horas de regata a suspensão deve durar ao menos 12 horas. Próximo a chegada ou na última perna, não é permitido suspender a regata.

2. Uso de outriggers. Conhecidas como “muleta”, elas não podem ser usadas se passarem para fora da borda do barco nas regatas normais (regra 50.3). Mas na Volvo, as muletas são permitidas, desde que colocadas num ponto específico na popa para ajudar a dar ponto nas velas code 0.


As muletas para fora do barco a sotavento não são permitidas nas regatas, somente o pau de spi, mas sempre para barlavento.
Foto: Ainhonha Sanchez / Volvo Ocean Race

3. Lastro móvel. A regra 51 é alterada na Volvo para permitir a movimentação do equipamento não lacrado para melhorar a estabilidade do barco. Na Santos-Rio, por exemplo, não é permitido movimentar as velas não utilizadas para barlavento do barco. Esta manobra é conhecida na gíria da Volvo como sail stack. É umas das tarefas mais desgastantes da regata e as mulheres não são dispensadas desta função. O Volvo 65 também tem dois tanques de agua (um na frente e outro atrás) que podem ser utilizados para equilibrar o barco.


Mulheres do Akzo Nobel fazendo força para posicionar as velas a barlavento!
Foto: Conrad Frost / Volvo Ocean Race

4. Abandonar o barco. Calma! Ninguém será deixado para trás. A regra 47.2 é alterada para permitir que os convidados (também conhecido como “jumpers”) possam saltar do barco um pouco depois da largada. Mas, tanto na Santos- Rio quanto na Volvo, não é permitido deixar nenhum tripulante para trás. Mesmo em situações extremas, onde é difícil resgatar alguém com vida, não vale falar coisas do tipo “ele preferiria que continuássemos a regata!”. Nunca um barco pode seguir a regata sem um de seus tripulantes.


Foto: @Turn the tide on Plastic

5. Lixo na água. Esta parece até piada, mas a regra 55 é alterada na Volvo para permitir que as lanzinhas que amarram o balão para facilitar a sua subida possam cair na água. Restos de comida também podem ser jogados no mar. Quero saber se o barco ecológicoTurn the Plastic On está jogando os elásticos e lanzinhas no oceano!

Será que algumas destas inovações não seriam também bem-vindas nas nossas regatas oceânicas como Recife-Fernando de Noronha ou Santos-Rio?

Spindrift tentará conquistar o Troféu Julio Verne

A equipe francesa Spindrift está pronta para mais uma tentativa de quebra de recorde de volta ao mundo, o famoso Troféu Julio Verne. Sob o comando de Yann Guichard, o time se prepara para partir no dia 6 de novembro, se a janela de tempo permitir.

O recorde atual pertence a Francis Joyon e é de 40 dias, 20 horas e 30 minutos, estabelecido no início deste ano. A partida e a chegada são entre o farol Le Créac’h e o Lizard Point. Continuar lendo “Spindrift tentará conquistar o Troféu Julio Verne”

Scheidt retoma classe star para disputar o SSL Finals nas Bahamas

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Robert Scheidt anunciou recentemente o encerramento do ciclo olímpico visando os Jogos de Tóquio, em 2020, mas garantiu não se tratar de uma aposentadoria do iatismo. Ratificando a palavra empenhada, o bicampeão olímpico volta a competir na SSL Finals, entre 4 a 9 de dezembro, em Nassau, nas Bahamas. Esta será a quinta edição do evento final da Star Sailors League, na qual o brasileiro vai em busca do segundo título após ter sido campeão logo no ano de estreia.

Scheitd formará dupla com Henry Boenning, o Maguila. Juntos, conquistaram a medalha de bronze no ano passado. Do total de quatro edições disputadas até agora, o bicampeão olímpico competiu em três. Além do título em 2013, conquistado ao lado de Bruno Prada, e do bronze no ano passado com Maguila, Robert foi quinto colocado em 2014, também com Prada. Continuar lendo “Scheidt retoma classe star para disputar o SSL Finals nas Bahamas”

Regata Santos Rio larga nesta sexta em Santos

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Em 4 de janeiro de 1947, foi disputada a primeira regata Buenos Aires-Rio, uma promoção conjunta do Yacht Club Argentino e do Iate Clube do Rio de Janeiro, representado por José Candido Pimentel Duarte. Quatro anos depois, surgia a Regata Santos-Rio, uma realização conjunta do Iate Clube de Santos e do Iate Clube do Rio de Janeiro. A proximidade das datas não era coincidência.

Para muitos os que viveram a vela no período, a regata nacional tinha como principal objetivo “treinar” as tripulações para enfrentar a competição mais importante. Não é de admirar, portanto, que os vencedores das primeiras Santos-Rio tenham sido exatamente os veleiros da Classe Brasil, encomendados por Pimentel Duarte à americana Sparkman & Stephens, para “derrotar os argentinos”. É claro que logo em seguida a regata adquiriu importância própria. Continuar lendo “Regata Santos Rio larga nesta sexta em Santos”