Emirates Team New Zealand é campeão da America´s Cup

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O placar 7×1, tão emblemático para brasileiros e alemães, também passa a fazer parte da história esportiva de Nova Zelândia e Estados Unidos. Mas não é por causa de futebol e sim, da vela. Nesta segunda-feira, 26 de junho, o Emirates Team New Zealand provou que tem um barco e uma equipe superior e levou para casa a America´s Cup após 14 anos.

 

O time comandado pelo jovem Peter Burling, medalha de ouro na 49er nos Jogos do Rio 2016, precisava de apenas mais uma vitória para recuperar o título. E foi isso que fez na tarde desta segunda-feira nas Bermudas, sede da competição. Aos 26 anos, Burling se tornou o mais novo timoneiro a vencer o troféu mais antigo ainda em disputa no esporte mundial.

“Fizemos o nosso trabalho direitinho hoje. Crescer na Nova Zelândia e ver o Team New Zealand ganhar a Copa e perder a Copa há 14 anos e agora estar aqui nas Bermudas e fazer história é muito bom”, disse Peter Burling, skipper do ETNZ.

“Investir nas pessoas certas e dar a eles responsabilidade foi a chave da vitória. Sabíamos que teríamos que ser diferentes e ter as pessoas que nos fariam ser diferentes”, disse Grant Dalton, CEO do ETNZ.

“Chegamos hoje achando que poderíamos vencer. Colocamos muito esforço na água e em terra e no final do dia vimos que o ETNZ era melhor e só temos que parabeniza-los. Acho que esta foi a melhor edição até agora. Foi tudo muito físico. Ainda não conversamos se vamos continuar a competir na America´s Cup. Aprendemos muito neste ciclo. Olhando para trás vejo que aprendemos muito. Eu gostaria de competir de novo na AC. É um sentimento que não dá para descrever”, disse James Spithill, timoneiro do Oracle Racing.

A trajetória da equipe neozelandesa até a taça foi marcada por inovação, tecnologia, técnica e uma capotada épica. O time optou por usar pedais ao invés de coffee grinders para regular a parte hidráulica do barco e os fóils e até contratou Simon van Velthooven, medalhista de bronze olímpico no ciclismo de pista para ajudar nos pedais. Os neozelandeses também inovaram ao usar um foil com formato diferente, levemente angulado, o que faz com que eles sejam o único time a ficar 100% fora d’água durante toda a regata.

Durante as disputas pela vaga na America´s Cup, os Kiwis passaram para a fase semi-final na segunda posição, perdendo apenas para o Oracle Racing (por isso o ETNZ começou a AC com -1 ponto). Na semi-final, eles optaram por velejar contra os ingleses do Land Rover BAR e garantiram a vaga na final após cinco vitórias e uma capotada épica em um dia com mais de 25 nós de vento. Na final, venceram o Artemis Racing por cinco a dois, repetindo o duelo contra os americanos pela terceira vez (a primeira foi entre o Star& Stripes, dos EUA, e o KZ1 em 1988, e a segunda em 2013, quando os Kiwiis ainda eram comandados por Dean Barker e sofreram a maior reviravolta da história da competição ao verem os americanos transformarem um 8×0 em 8×9 na disputa mais longa até hoje).

Diferente do que muitos pensam, a America´s Cup não tem uma periodicidade e só será disputada novamente quando algum time desafiar o ETNZ, defensor do título. Torcemos para os barcos voltem a ser monocascos, para que a disputa do real match race possa voltar às águas neozelandesas, como foi em 2000 e em 2003 com as disputas entre a Nova Zelândia e a Itália (5×0 para o NZ contra o Luna Rossa, que contou com o reforço de Torben Grael) e Nova Zelândia e Suíça (0x5 para o Alinghi) respectivamente.

Atualizado às 16h50

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