ABCL promove clínica em parceria com YCSA e ICRJ

clinica laser

A Associação Brasileira da Classe Laser (ABCL) promoveu durante o feriado de Corpus Christi uma clínica para velejadores do Rio de Janeiro e de São Paulo no Iate Clube do Rio de Janeiro. O evento contou com a presença de mais de 20 atletas e um excelente nível técnico.

 

“Para mim foi uma das iniciativas mais legais da ABCL até agora. Gostaria de parabenizar a Diretoria da Associação e os clubes que apoiaram o treino. Foi um prazer fazer parte disso e passar um pouco do meu conhecimento para velejadores de diversos estados. A classe tem muito a crescer com isso,” disse Fabio Pillar, técnico da clínica, e ex-integrante da equipe olímpica e campeão mundial de Laser Radial em 2006.

“Assumi a diretoria da casse em fevereiro e este é um trabalho de longo prazo, que visa um aumento do nível técnico combinado com uma elevação do numero de velejadores. Temos vários projetos que estaremos colocando em pratica no decorrer dos próximos meses. Já estamos programando a próxima edição da clínica. Essa foi uma primeira para testarmos e vermos o que da certo e como devemos nos organizar para as próximas. Costumo manter contato com outros países sul americanos e temos planos para enviar convites a velejadores de fora do país”, disse Nicolas Garcia, Diretor Presidente da Associação Brasileira da Classe Laser.

O treino contou com apoio do Yacht Clube Santo Amaro e do Iate Clube Rio de Janeiro.

Equipe do Bigorrilho (PERA/YCSA) vence Paulista de Flash 165.

O Campeonato Paulista de Flash 165 foi disputado no YCSA durante o último feriado. Nove duplas participaram da competição, que teve seis regatas com vento variando de 5 a 12 nós. Com três vitórias, a dupla Marcelo Monteiro e Marco del Porto ficou com o título.

“A classe me surpreendeu, quando se fala em regata muitos velejadores olham para a classe Flash 165 com certo preconceito, mas pude sentir que os barcos são muito parecidos e andam igual os velejadores da classe evoluíram muito o que torna a competição muito divertida e bem competitiva, ganha que acerta na tática e manobras”, afirma Del Porto, que velejou com Marcelo pela primeira vez no primeiro dia da competição.

Samuca e Bruna são campeões brasileiros de Nacra 17

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Samuel Albrecht e Bruna Martinelli conquistaram o título brasileiro da classe Nacra 17 encerrado no domingo (18) no Iate Clube do Rio de Janeiro. A dupla do Veleiros do Sul liderou todo o campeonato e venceu com boa diferença de pontos para os segundos colocados. Samuca, que representou o Brasil nos Jogos do Rio 2016 na classe Nacra comentou o desempenho no campeonato com sua nova proeira.

– Foi uma estreia acima da expectativa, parecia até que já velejávamos há mais tempo. Fiquei surpreso com o desempenho da Bruna, que ainda não completou 20 velejadas no barco. Nosso esforço e trabalho dos últimos dias valeram a pena e nos deixam animados para seguir na campanha olímpica com mais empenho.

O gaúcho Samuel Albrecht e pernambucana Bruna Martinelli depois de dois meses velejando juntos em Porto Alegre deram início a campanha olímpica. Após a Copa Brasil de Vela realizada em março em Porto Alegre, Samuca e Isabel Swan, nossos representantes nos Jogos do Rio 2016 na classe Nacra, desfizeram a parceria. No lugar da velejadora carioca entrou Bruna, 30 anos, que competia na prancha a vela olímpica e foi campeã sul-americana 2016. Ela veio de muda para o Sul e desde o começo de abril treina no Veleiros do Sul.   Depois de período de adaptação os dois velejadores oficializaram a dupla e a campanha para Tóquio 2020. Por enquanto os treinos estão concentrados no Guaíba. Bruna, que competiu na Copa Brasil ainda na classe RS:X e ficou em segundo atrás de Patrícia Freitas, diz que não sentiu dificuldade em velejar na nova classe.
– Comecei na Optimist, passei por outros monotipos, como a Hobie 16, e Oceano. Nos últimos tempos me fixei na prancha vela olímpica na qual consegui vários títulos, mas não estou na Equipe Brasileira de Vela 2017. Então resolvi experimentar a Nacra 17. Há muita relação no velejar entre todos os barcos, por isso não estranhei e também minha condição física favorece o trabalho de proa no Nacra. Neste brasileiro já consegui comprovar isso.
Samuca conta que viu na Bruna um biótipo certo para velejar no barco. “Eu fiz o convite e ela topou esse desafio”.
– Nós estamos no início da campanha e começamos a definir nossos objetivos. Nesse ano queremos correr a Copa Brasil em dezembro em Ilhabela e o Sul-americano da classe que ainda não está com data marcada. Nós vamos treinar muito em Porto Alegre. Em 2018 queremos velejar no novo Nacra 17 foiling, barco que fará parte do programa da vela nos Jogos de Tóquio.

A compra de barco está nos planos de Samuca para o próximo ano e também participar de competições internacionais. Ao desfazer a dupla com Isabel Swan, Samuca perdeu a vaga da Equipe Brasileira de 2017 da CBVela, obtida ao vencer a Copa Brasil nesse ano.
– São investimentos que precisarei fazer, conto com o apoio do Crioula Sailing Team, do Veleiros do Sul e Ministério do Esporte, enquanto Bruna conta com o do Time Pernambucano do governo estadual, mas necessitaremos buscar outros apoiadores.

Deixar o calor de Recife para treinar nas águas geladas do Guaíba nessa época do ano não foi problema para Bruna. Ela comenta que já velejou em outros países e está adaptada.
– O pessoal aqui do Veleiros me recebeu muito bem e então sinto-me à vontade, moro no Clube e faço o treinamento físico na academia, já estou me acostumando aqui no Sul.

Chegar até Tóquio será uma busca permanente para atingir metas a cada ano, mas na cultura brasileira gaúchos e pernambucanos sempre foram conhecidos pela proximidade quanto ao espírito combativo.