Gaúchos lideram classe 470 na Copa Brasil de Vela

O segundo dia de disputa da Copa Brasil de Vela foi de vento forte de direção sul na intensidade de 18 a 20 nós no rio Guaíba, em Porto Alegre. A classe 470 fez a sua estreia na competição e a dupla do Veleiros do Sul Geison Mendes e Gustavo Thiesen lidera.Nesta quarta-feira é a vez a classe Finn começar a competição pela vaga na equipe olímpica.

Confira os resultados completos após dois dias de regatas.

Nacra 17
49er
29er
470
420
Laser Standard
Laser Radial
RSX Mac
RSX Fem

TEXTO POR RICARDO LOBATO: afinal, o que mudou nas regras de regata 2017-2020?

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A cada 4 anos, logo após o ano das Olimpíadas, o livro de regras é revisado. Neste momento, muitos velejadores ficam preocupados com o que mudou. Mas na verdade, a grande maioria das alterações são ajustes para fazer o jogo dentro d’água mais parecido com o do livro.

Em 1997, houve uma grande alteração nas regras e na terminologia. Antes desta alteração, o barco de sotavento podia orçar o quanto quiser até o barco de barlavento assumir a posição de “mastro pelo través”. Desta vez as alterações foram bem menos significantes e estarei explicando as principais. Uma particularidade desta revisão é que a tradução para o português foi feita pelo técnico da CBVELA Alexandre Saldanha que procurou utilizar expressões de uso comum como “cambar” ao invés de “virar por davante”.

Nas novas regras as punições ficaram mais flexíveis. Por exemplo, a desclassificação sob a regra 2 (Navegação Leal) pode ser descartável ou não, a critério da comissão de protesto. Assim como a punição por jogar lixo na água, que agora pode ser menor que uma desclassificação. Continuar lendo “TEXTO POR RICARDO LOBATO: afinal, o que mudou nas regras de regata 2017-2020?”

Fernada, Ana, Martine, Kahena e Isabel mostram a força da vela feminina brasileira

Copa Brasil_Fernanda Oliveira e Ana Barbachan_Credito Jefferson Bernardes Agência Preview.JPG

No dia Internacional da Mulher, a vela brasileira encontrou razões para ressaltar a força feminina durante a IV Copa Brasil de Vela, em Porto Alegre. A competição tem a presença das quatro brasileiras medalhistas olímpicas da modalidade: as pioneiras Fernanda Oliveira e Isabel Swan, bronze nos Jogos de Pequim 2008 na classe 470; e as jovens Martine Grael e Kahena Kunze, que subiram no lugar mais alto do pódio da 49er FX nos Jogos Rio 2016. E elas destacaram a evolução da participação das mulheres no esporte.

“O esporte vem aumentando substancialmente o número de velejadoras. Antigamente eu era uma das poucas. É importante ter referências e hoje a gente tem resultados expressivos que motivam as jovens meninas que estão chegando”, disse Fernanda Oliveira, velejadora com cinco participações olímpicas na classe 470, que disputa a IV Copa Brasil ao lado de Ana Barbachan.

Isabel Swan, que mudou de classe e agora compete ao lado de Samuel Albrecht pela Nacra 17, ressaltou a capacidade feminina de enfrentar e superar os desafios.

“Para enfrentar ventos fortes é preciso ter força. O Dia da Mulher é importante para lembrarmos sempre da força que temos dentro de nós”

Martine Grael e Kahena Kunze, que além do ouro olímpico também já conquistaram o título mundial da 49er FX em 2014. Neste evento, elas estão na disputa da 49er, classe masculina. Venceram uma regata no primeiro dia e estão na terceira colocação geral.

“Aqui em Porto Alegre, estamos correndo com homens. Tomando este exemplo, diria para as mulheres nunca deixarem de fazer nada do que querem. O gênero não importa”, disse Martine.

“Nós, mulheres, somos guerreiras. Batalhamos e, independentemente do resultado, somos vitoriosas”, acrescentou Kahena.

Sobre a IV Copa Brasil de Vela e a II Copa Brasil de Vela Jovem 

A IV Copa Brasil está sendo disputada nas seguintes classes: RS:X (Masc e Fem.), Laser Standard, Laser Radial (Fem.), Finn, 470 (Masc e Fem.), 49er, Nacra 17 (Misto), Kitesurfe Hidrofoil Open (Tubular e Foil) e Kitesurfe Hidrofoil Amador (Tubular). Paralelamente, está sendo disputada a II Copa Brasil de Vela Jovem, que dá uma oportunidade valiosa para os jovens velejadores terem contato com os atletas das classes olímpicas, com regatas de RS:X (Masc e Fem.), Laser Radial (Masc e Fem.), 420 (Masc. e Fem.), 29er (Masc e Fem.) e Hobie Cat 16 (Aberto). São mais de 100 velejadores inscritos, representando cinco países (Argentina, Brasil, Equador, França e Uruguai) e totalizando mais de 80 barcos.

O evento é uma seletivo para a formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017. Os atletas vencedores da IV Copa Brasil de Vela e os velejadores sub-23 mais bem classificados nas suas respectivas classes passarão a fazer parte do plano de investimento da Confederação Brasileira de Vela (CBVela) para participação nas principais competições internacionais deste ano. Eles serão constantemente analisados no Programa de Desenvolvimento Individual de Atletas durante todo o ciclo olímpico, até Tóquio 2020. A competição também vale pontos para o ranking mundial da Federação Internacional de Vela (World Sailing).