Paradeda faz a melhor média do dia no Brasileiro de Snipe; Rondina lidera

O terceiro dia de regatas do Brasileiro de Snipe que está sendo disputado na Escola de Vela Lars Grael, em Ilhabela, foi o mais longo e o melhor até agora. O vento esteve sempre presente e a chuva que apareceu entre a primeira e a segunda regata só serviu para refrescar o tempo abafado por conta do sol forte. Três regatas foram realizadas com ventos entre 10 e 16 nós. Os gaúchos Alexandre Paradeda, o Xandi, e Lucas Mazin, do Clube dos Jangadeiros, tiveram a melhor média do dia, mas uma penalização na terceira regata prejudicou a briga por mais um título brasileiro.

A primeira regata do dia teve uma disputa especial entre mestre e aluno.  Xandi, que é o maior campeão brasileiro da história com 10 títulos, chegou a liderar, porém Gabriel Kieling, o Bolinha, que foi seu proeiro por oito anos, foi quem levou a melhor, terminando na primeira colocação. Já na segunda regata, com o vento mais forte,  Xandi mostrou que segue em forma para garantir o primeiro lugar.

A terceira regata teve cinco largadas anuladas por conta dos barcos escapados. Xandi começou na liderança,  porém foi o argentino René Hormazabal,  que vive em Ilhabela e conta com o reforço de Sidney Bloch na proa, que cruzou a linha na primeira colocação. Tanto o gaúcho quanto o argentino acabaram penalizados por estarem acima da linha quando faltava um minuto para a largada e tiveramque somar pontos à colocação final da prova.

“É muito bom ver o Bolinha ganhando regata, mostra que os treinos que fizemos deram certo. Ter uma dobradinha do clube em uma regata de Campeonato Brasileiro também é muito gratificante. Conseguimos fazer largadas muito boas, mas esse resultado da terceira regata nos prejudicou bastante. Ainda faltam quatro regatas para o final do campeonato e teremos que velejar muito bem para compensar e poder chegar no último dia brigando por mais um título”, disse Xandi.

Para esta quinta -feira o tempo deve mudar um pouco e a chuva deve aparecer mais forte no final do dia. Duas regatas estão programadas, com largada a partir das 13h.

Para ver o resultado completo após seis regatas e um descarte, clique aquiclique aqui.

 

O 68º Campeonato Brasileiro de Snipe tem a organização da Flotilha 455 Ilhabela, E-ventos e CBVela e conta com o apoio da Prefeitura de Ilhabela, Fevesp, Coordenação Classe Snipe SP, PecciCom, Quantum Sails, North Sails e Repelente SBP.

 

Grael/Kunze estreiam na liderança da Copa do Mundo de Miami

Foto: Sailing Energy

A Copa do Mundo de Vela começou sua edição 2017 em Miami, nos Estados Unidos. Martine Grael e Kahena Kunze lideram a classe 49erFX com dois pontos perdidos após três regatas e um descarte. Jorginho Zarif também fez uma boa estreia, somando cinco pontos para aparecer na segunda colocação da classe Finn após duas regatas. Henrique Haddad e Breno Abduklech aparecem em quarto na classe 470 também após duas regatas.

A competição marca a estreia da dupla Robert Scheidt e Gabriel Borges em eventos do Circuito Mundial da Federação Internacional. Os dois terminaram o primeiro dia em 22º lugar entre 26 barcos. Nesta quarta-feira (25), a dupla brasileira volta para o mar em busca de mais entrosamento e experiência nessa nova etapa da carreira para Scheidt, que, aos 43 anos, decidiu encarar o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes das classes Star e Laser, que o consagraram no iatismo.

Scheidt/Borges foram melhorando a cada disputa. Abriram a competição com um 23º lugar. Na segunda prova os brasileiros subiram para 19º e encarraram sua participação na etapa inicial com a 18º posição na última corrida da programação. Com esses resultados, têm 60 pontos perdidos para figurar em 22º. A liderança está com os franceses Lucas Rual e Emile Amoros, com 20 pontos perdidos. No total, a classe 49er terá 12 regatas em Miami, mais a medal race, programada para ser disputada no sábado (28).

Robert analisou o primeiro dia em Miami. “Em termos de resultados, foi um dia ruim. Apesar de largadas relativamente boas, não conseguimos velejar bem com o vento. Na última regata, até estávamos em quarto lugar, mas erramos um pouco na estratégia do popa e muitos barcos passaram. Mas enfim, a cada dia na água, a cada disputa, estamos evoluindo. Certamente dá para velejar melhor do que hoje (ontem) e vamos com tudo para melhorar isso”, disse o bicampeão olímpico, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios de COB e CBVela.

A etapa de Miami da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela) é a primeira grande competição do ano, mas a temporada 2017 começou há duas semanas para Scheidt e seu novo parceiro. A dupla disputou a Miami Mid Winters e terminou em 11º lugar na disputa que envolveu 17 barcos.

Scheidt entra na disputa da classe 49er na Copa do Mundo confiante após a experiência na Mid Winters. “Foi ótimo ter feito essa competição para ganhar ritmo, ver como são as largadas, a dinâmica da flotilha e a tática da regata, que é muito diferente do que eu estou acostumado. O mais importante é que sentimos ter melhorado a cada dia”, afirmou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios. Após a World Cup, a nova dupla pretende participar da Copa Brasil, em Porto Alegre e, a partir de abril, investir mais tempo em treinamento, desta vez na Europa.

Além da dupla Robert Scheidt/Gabriel Borges, o Brasil tem mais velejadores da etapa de Miami da Copa do Mundo. São eles: Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX); Jorge Zarif (Finn); Bruno Fontes (Laser); Henrique Haddad e Breno Abdulklech (470 masculina); Gabriella Kidd (Laser Radial); e Bruna Martinelli (RS:X feminina).

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