Crioula é o melhor brasileiro no Circuito Atlántico Sur

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O barco Soto 40 Crioula A da equipe do Veleiros do Sul comandado por Eduardo Plass venceu duas regatas da série de sete disputadas na Série A e terminou como vice-campeão nesta categoria. No Circuito Atlântico Sul Rolex a equipe Crioula correu a regata Buenos Aires- Punta del Este, primeira do vento, com o barco Soto 65 Camiranga, com o qual foi o fita azul. Na continuação da disputa do Circuito no Uruguai o time competiu no Soto 40 Crioula A e descartou a pontuação da regata longa.

Os integrantes do VDS que fizeram parte do time Crioula foram: Eduardo e Renato Plass, Samuel Albrecht, César Augusto Streppel, Gustavo Thiesen, Geison Mendes e Alexandre Rosa. Foi o melhor resultado entre as seis equipes representantes do Brasil no Circuito Rolex.

“A ORC Internacional foi bem disputada principalmente porque os argentinos e uruguaios mantêm os barcos competitivos, embora sejam mais antigos, como os de Porto Alegre, possuem boa manutenção, velas boas e tripulação treinada. Também foi desafiante disputar o evento sem ter corrido a Buenos Aires – Punta del Este, que com o Camiranga, então sabíamos que tínhamos recuperar esse “prejuízo” na pontuação geral. Conseguimos velejar bem, tínhamos a consciência que cada regata era muito importante, pois iriamos descartar a regata que não corremos”, comentou o timoneiro do Crioula, Geison Mendes, campeão brasileiro de 470. O tático e velejador Olímpico Samuel Albrecht falou dos próximos desafios do time do VDS.
“Agora os trabalhos continuam, um objetivo maior está aí na frente, quando no dia 11 de Fevereiro largamos na tradicional regata Buenos Aires – Rio de Janeiro. Será um bom teste pro Camiranga e nossa tripulação, numa regata tão difícil e exigente para os barcos participantes”.

Nicholas Grael vence a regata de abertura do Campeonato Brasileiro de Snipe em Ilhabela

A chuva não para em Ilhabela, mas ao menos o vento, ainda que fraco, resolveu dar as caras neste domingo na Capital da Vela. Com rajadas de até 12 nós, foi disputada a primeira regata do 68º Campeonato Brasileiro da Classe Snipe. A regata de abertura não conta pontos para a série, mas serve como treino para as 67 duplas que disputam a competição na Escola de Vela Lars Grael.

Às 14h em ponto a Comissão de Regatas comandada por Cuca Sodré deu a partida da prova que teve cinco pernas. Nicholas Grael, filho de Lars, e João Pedro Moreira foram os primeiros a cruzar a linha de chegada, ignorando a lenda que diz que o velejador que ganha a regata de abertura vai mal no resto da competição. 

“Estávamos há cinco dias esperando para velejar por conta da falta de vento e chuva. Descemos para a água um pouco mais cedo e testamos a raia. Largamos bem e aí foi só administrar. Não acredito muito nesta superstição e espero ir bem no campeonato”, disse Nicholas, atual campeão brasileiro Jr.

Esta é a primeira vez que Ilhabela sedia um Brasileiro de Snipe e o número de inscritos ultrapassou as expectativas. “Trazer um campeonato como este para Ilhabela faz com que a cidade volte a ser a Capital da Vela. Estamos começando a nossa administração com o pé direito”, disse Beto de Jesus, secretário de esportes de Ilhabela. 

O nível do campeonato também surpreendeu, por ser um dos mais altos do último tempo. Ao todo estão na água 16 títulos mundiais, três pan-americanos, 16 sul-americanos e 20 brasileiros. A disputa começa para valer nesta segunda-feira, com até três regatas por dia, com largadas sempre previstas para às 13h.

O 68º Campeonato Brasileiro de Snipe tem a organização da Flotilha 455 Ilhabela, E-ventos e CBVela e conta com o apoio da Prefeitura de Ilhabela, Fevesp, Coordenação Classe Snipe SP, PecciCom, Quantum Sails e North Sails.