Falta de vento cancela regatas dos Brasileiros de Standard e 4.7

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Se o primeiro dia dos Campeonatos Brasileiros de Laser Standard e 4.7, que está sendo disputado no Yacht Clube Santo Amaro até o próximo dia 21, foi puxado por conta do vento forte, o segundo foi exatamente o oposto. Apesar da previsão do tempo indicar ventos de 9 a 20 nós, ele demorou muito a aparecer e fez com o que os velejadores passassem o dia no clube à espera de uma possível regata.

Às 16h30 a Comissão de Regatas baixou a bandeira Recon, que indica o atraso nas competições, mandando os 75 velejadores (45 do Standard e 30 do 4.7) para a raia 2 da Guarapiranga, debaixo de chuva. Após uma hora, a CR tentou dar a largada, porém acabou desistindo e as regatas do dia foram canceladas.

“Ficar esperando para velejar faz parte do jogo. Aí cada velejador passa o tempo à sua maneira. Tem uns que gostam de jogar baralho, pingue-pongue, outros ouvem música ou vêm conversar com a gente. Em um dia como hoje, em que tentamos fazer ao menos uma regata, existe muita coisa em jogo. Às vezes um velejador é penalizado por algum motivo e acaba levando esta punição para a regata seguinte, então é importante sempre estar focado”, disse Walter Boddener, da Comissão de Protestos, que foi gerente de esportes da vela na Rio 2016.

Os velejadores mais velhos aproveitaram a folga para batizar os novatos, que participam do Brasileiro pela primeira vez, uma tradição em todas as categorias da vela brasileira. “Sempre fazemos brincadeiras com os mais novos nos dias em que não há regata. É uma forma carinhosa de receber estes velejadores e integrá-los com os mais experientes”, disse Nicolas Garcia, presidente da Associação Brasileira da Classe Laser (ABCL).

A previsão é de que três regatas sejam realizadas nesta quinta-feira e outras três na sexta, para compensar as duas que ficaram em atraso. “Precisamos esperar passar esta instabilidade do tempo para que as condições melhorem. Amanhã o vento deve vir um pouco mais forte, de quadrante sul, que é o mais tradicional da represa”, disse Fabio Pillar, técnico dos velejadores do YCSA e campeão mundial de Laser Radial em 2006.

Entenda a classe 

A classe Laser é dividida em três, Radial, 4.7 e Standard. Todas têm o mesmo casco, porém as velas possuem tamanho diferente. A 4.7 é a menor de todas, com 4,70m² de área, perfeita para um velejador que pese entre 45 e 60 kg. Já a Standard é a maior de todas, com 7m² de área, o que exige um velejador com peso maior, entre 78 e 85 kg. É a classe olímpica para homens.

O 43º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pelo Yacht Club Santo Amaro e pela Classe Laser SP, tem a chancela da CBVela e da Fevesp e conta com o apoio da Vcat, Notícias Náuticas e Sailstation.

Programação do 43º Brasileiro de Laser:  

Laser Standard e 4.7:  

16/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição.

17/01 a 21/01 – REGATAS

Site oficial: http://laser2017.sailstation.com/

Fanpage oficial: https://www.facebook.com/BrasileiroDeLaser

Sobre o Yacht Club Santo Amaro:  

O YCSA, como é conhecido o Yacht Club Santo Amaro, foi fundado em 1930 às margens da Guarapiranga por velejadores alemães. Ao longo destes mais de 80 anos de história, revelou grandes nomes do iatismo nacional, como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista. No seu quadro de medalhas estão diversos títulos mundiais, pan-americanos, sul-americanos e, claro olímpicos.

Confira os melhores classificados após duas regatas:

Laser Standard

1º Alex Veeren, 5 pontos perdidos

2º João Pedro de Oliveira, 5 pp

3º Stephan Kunath, 8 pp

4º Felipe Echenique, 10 pp

5º Phillipp Grochtmann, 13 pp

Laser 4.7

1º Andrey Godoy, 3 pontos perdidos

2º Pedro Bomeisel, 5 pp

3º Luiz Otávio Correia, 8 pp

4º João Pedro Frimm, 10 pp

5º Tiago Monteiro, 12 pp

Angola Cables é o primeiro barco com brasileiro a bordo a cruzar a linha de chegada da Cape 2 Rio

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Publius Vergilius/Divulgação

Depois de 16 dias, 14 horas, 22 minutos e 12 segundos a regata Cape 2 Rio acabou para o angolano José Guilherme Caldas e para o baiano Leonardo Chicourel. Os dois bateram o recorde da categoria double handed a bordo do Angola Cables, um open 40.

“Foi uma regata difícil de se fazer só em duas pessoas, principalmente na saída, que ventou bastante nos três primeiros dias. Acabamos atravessando e perdemos o balão pesado. A chegada no Rio de Janeiro também foi complicada. É muito difícil conseguir manter o ritmo de regata com apenas duas pessoas a bordo. Chegamos a trocar de vela três vezes em uma noite, o que cansa muito. Fazíamos turnos durante a noite, dormindo de duas a três horas cada um. Quando estava mais tranquilo dava para dormir quatro horas. Na chegada, no entanto, ficamos 40 horas sem dormir. No final deu tudo certo e baixamos o tempo da categoria double handed em quase um dia”, disse Leonardo.

Agora a torcida brasileira está toda focada no Saravah, único barco de bandeira brasileira nesta edição da competição. Sob o comando de Pierre Joullié, o time está a 195 milhas do Rio de Janeiro, velejando a 8,64 nós.

Para acompanhar o tracking da regata, clique aqui.

Navegar está cada vez mais fácil no Brasil

Fazer charter  para aumentar a renda é comum entre os proprietários de embarcações em todo mundo, inclusive aqui no Brasil. Apesar disso, a prática ainda é pouco conhecida e acessível para quem não está acostumado com o mundo náutico. Pensando nisso, a startup BnBoats lançou o primeiro sistema brasileiro exclusivo para contratação de passeios náuticos, day-charters e pernoites. Trata-se de um mercado comunitário para quem quer anunciar seus serviços de charter e para quem busca uma opção diferente para as férias ou fim de semana junto à natureza.

O sistema é o mesmo de outros mercados comunitários online, os proprietários anunciam barcos gratuitamente e só pagam uma comissão pelas vendas que efetivamente realizam. O sistema também permite comprar passagens e tickets de proprietários, tudo via cartão de crédito e com segurança.

Trinta e quatro milhas separam os líderes da Vendée Globe no Sprint final

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A Vendée Globe, regata de volta ao mundo em solitário, sem paradas e sem assistência está quase chegando ao fim. Menos de 300 milhas separam Armel Le Cleac’h da vitória, após dois segundos lugares consecutivos. Porém, como a regata só acaba quando termina, isso pode mudar. Alex Thompson, segundo colocado, está a apenas 34 milhas de Le Cleac’h, metade da distância de ontem.

“Não sei se consigo pegar o Armel. A rota está clara, vamos passar perto da Sicília, esperar pela rondada da esquerda e cambar. Não existe muita opção para mim. Acho que minhas opções acabaram. Posso até diminuir algumas milhas, mas está difícil para mim”, disse Thompson, que revelou estar com problema nos instrumentos há alguns dias, inclusive no piloto automático.

“No momento estou tentando me segurar na liderança, mas as últimas 24 horas serão muito difíceis, pois tenho que ser bem cuidadoso uma vez que existem muitos perigos na região. Temos vistos muitos pescadores e navios cargueiros desde ontem”, disse Le Cleac’h, que está sem dormir há mais de um dia.

Quando os velejadores chegarem na marca de 100 milhas para a chegada, o tracking da regata será atualizado de hora em hora e não mais de quatro em quatro horas, como é agora. Para acompanhar tudo, clique aqui.