Chuva e raios cancelam regata de abertura do Brasileiro de Laser STD e 4.7

Começaram nesta segunda-feira no Yacht Club Santo Amaro, na Guarapiranga, em São Paulo, os Campeonatos Brasileiros de Laser Standard e 4.7. Cerca de cem velejadores, de seis estados participam da competição, que segue até o próximo sábado, 21.

Neste primeiro dia estava programada a regata de abertura. Os velejadores das duas classes foram para a água e largarm, porém a chuva forte que chegou com muitos raios fez com que a Comissão de Regatas cancelasse a prova e mandasse todos os velejadores em segurança para terra. A regata de abertura é tradicão nos campeonatos brasileiros, porém, reza a lenda que quem cruza a linha de chegada não vai bem na competição.

“Eu não termino uma regata de abertura nem que esteja ganhando”, disse Alex Saldanha, que foi técnico de Robert Scheidt neste último ciclo olímpico. Aos 46 anos o atleta carioca volta a competir na classe após 16 anos afastado. “Meu objetivo é completar as regatas”, disse ele, que está em plena forma e aproveitou o dia para treinar e reconhecer a raia.

A partir desta terça-feira estão programadas duas regatas por dia, com largada sempre às 13h. Caso alguma regata não possa ser realizada, ela fica automaticamente agendada para o dia seguinte.

“A diferença deste Brasileiro para o de Radial, é que agora são duas classes competindo, o que dificulta um pouquinho o gerenciamento, pois são duas largadas. Como a velocidade dos barcos também é diferente, precisamos pensar bem em como fazer a chegada para os 4.7, que são menores”, disse Claudio Buckup, chefe da Comissão de Regatas.

Entenda a classe 

A classe Laser é dividida em três, Radial, 4.7 e Standard. Todas têm o mesmo casco, porém as velas possuem tamanho diferente. A 4.7 é a menor de todas, com 4,70m² de área, perfeita para um velejador que pese entre 45 e 60 kg. Já a Standard é a maior de todas, com 7m² de área, o que exige um velejador com peso maior, entre 78 e 85 kg. É a classe olímpica para homens.

O 43º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pelo Yacht Club Santo Amaro e pela Classe Laser SP, tem a chancela da CBVela e da Fevesp e conta com o apoio da Vcat, Notícias Náuticas e Sailstation.

Programação do 43º Brasileiro de Laser:  

Laser Standard e 4.7:  

16/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição.

17/01 a 21/01 – REGATAS

Site oficial: http://laser2017.sailstation.com/

Fanpage oficial: https://www.facebook.com/BrasileiroDeLaser

Sobre o Yacht Club Santo Amaro:  

O YCSA, como é conhecido o Yacht Club Santo Amaro, foi fundado em 1930 às margens da Guarapiranga por velejadores alemães. Ao longo destes mais de 80 anos de história, revelou grandes nomes do iatismo nacional, como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista. No seu quadro de medalhas estão diversos títulos mundiais, pan-americanos, sul-americanos e, claro olímpicos.

Scheidt supera problemas no segundo dia em Miami; Martine e Kahena continuam na liderança

Scheidt e Gabriel Foto: Divulgação
Scheidt e Gabriel Foto: Divulgação

Após um sábado marcado por sucessivas quebras no barco, Robert Scheidt considera que sua estreia na classe 49er aconteceu realmente neste domingo (15), no segundo dia do Miami Mid Winters, quando conseguiu completar todas as regatas. O bicampeão olímpico veleja ao lado do proeiro Gabriel Borges e usa a competição disputada no City of Miami Regatta Park, nos Estados Unidos, como preparação para a etapa de Miami da Copa do Mundo, de 22 a 29 de janeiro.

Sem enfrentar problemas com o equipamento, Scheidt e Borges começam a demonstrar entrosamento e evolução. O melhor resultado da dupla foi um 4º lugar, na segunda corrida do dia. Nas demais, cruzaram a linha de chegada em 9º, 7º e 12º. Com os resultados, os brasileiros ocupam a 12º colocação na classificação geral, com 97 pontos perdidos. A liderança é de Diego Botin/Santi López, com 24 pontos. No total, 17 barcos estão na disputa da classe 49er no Miami Mid Winters.

“O domingo foi um dia um pouco melhor, pelo menos conseguimos velejar sem nenhuma quebra no barco. Estamos evoluindo aos poucos e a participação no Mid Winters está sendo bem produtiva. Na verdade, o primeiro dia foi hoje (domingo), porque as quebras nos prejudicaram muito na estreia. Hoje teremos mais duas regatas, depois vamos descansar dois dias para recuperar as energias e recomeçar os treinos para a World Cup”, disse Robert, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios de COB e CBVela.

Mesmo sem quebras no barco inteiro, o segundo dia de competição em Miami não passou sem problemas. “Como tenho dito, estamos em fase de adaptação, especialmente para mim, que nunca havia corrido de 49er. Um exemplo disso aconteceu na quarta e última regata de domingo, quando viramos e acabamos perdendo algumas posições. Mas acredito que isso está dentro da curva de aprendizado”, completou o maior medalhista olímpico do Brasil, com cinco pódios em seis participações nos Jogos.

Já Martine Grael e Kahena Kunze, atuais campeãs olímpicas da 49erFX, continuam liderando a competição com 10 pontos perdidos. Oito regatas já foram disputadas na classe feminina e o pior resultados das brasileiros foi um 3º lugar que já entrou como descarte da dupla. A classe está reunindo 10 duplas femininas no City of Miami Regatta Park.

Camiranga foi o fita azul na Regata Buenos Aires-Punta del Este no Circuito Atlântico Sul

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O veleiro Camiranga, do Veleiros do Sul, foi o fita azul da Regata Buenos Aires – Punta del Este no Circuito Atlântico Sul Rolex Cup 2017. O Soto 65 do comandante Eduardo Plass cruzou a linha de chegada em Punta neste domingo às 06h49min. No momento da sua chegada as condições de vento eram de NE, com cerca de 8 nós de intensidade.

O Camiranga, que corre na ORC Internacional, não conseguiu bater o recorde em tempo real Regata Buenos Aires-Punta del Este ao fazer a regata de 167 milhas em 18h49min. Ele igualou a mesma marca de Fortuna III, de Cesar Recalde, da Armada Argentina, no circuito do Atlântico Sul Rolex Cup 2005. O registro em tempo real permanece nas mãos de Lola, de Alberto Roemmers com 18h06min51s. Entre os integrantes do time do VDS na tripulação de 14 velejadores do Camiranga, estavam os irmãos Eduardo e Renato Plass, Samuel Albrecht, César Augusto Streppel, Gustavo Thiesen e Alexandre Rosa,  
O segundo barco a chegar em Punta foi outro brasileiro, o Soto 40 Pajero, de Eduardo Souza Ramos às 11h04min56s.O Circuito Atlântico Sul Rolex Cup 2017 segue nesta segunda-feira com o circuito em Punta del Este com as regatas de percurso médio e barla-sota. O Crioula Sailing Team, do comandante Eduardo Plass competirá em outro barco, o Soto 40 Crioula 29, a partir de terça-feira.