Martin Lowy e Gabriella Kidd são campeões brasileiros de Laser Radial

O domingo na Guarapiranga, sede do 43º Campeonato Brasileiro da classe Laser, foi nublado e com vento fraco. A previsão do tempo acertou mais uma vez e, com isso, os velejadores tiveram que esperar em terra por mais de duas horas até serem liberados pela Comissão de Regata para irem para a raia 2, por volta das 14h30. Das duas regatas que estavam programadas para o dia apenas uma foi realizada, com vento variando entre nove e 12 nós.

Martin Lowy, que levou o título do campeonato com duas regatas de antecipação, venceu também a última regata da série somando dois quartos lugares, dois segundos e cinco primeiros.

“O campeonato foi excelente desde o começo. A organização está de parabéns. O vento ajudou, permitindo a realização de nove das dez regatas programadas. Eventos como este são legais não só para a vela como para a cidade como um todo. Tem muita gente de São Paulo que não conhece a Guarapiranga e que está perto, poderia aproveitar mais. Com gente vindo de todo o lugar do Brasil, a represa passa a figurar como um bom lugar para se velejar”, disse Martin, que se prepara agora para o Brasileiro de Standard, para velejadores um pouco mais pesados. “Não tenho o peso ideal, mas corri o Paulista e vi que dá pra levar, é só fazer um pouco mais de força.”

Entre as meninas, Gabriella Kidd, do Rio de Janeiro, teve mais um dia muito bom, terminando a regata na quarta colocação dentre 69 atletas. “Foi um campeonato difícil, com diferentes condições de vento. No final, com ele um pouco mais forte, consegui velejar melhor e sempre me manter entre os dez. Vim preparada para esse campeonato, passei um mês na Austrália treinando e competindo e acho que deu certo. Agora é embarcar para a primeira etapa da Copa do Mundo de Vela, que começa dia 24 em Miami”, disse ela.

Nesta segunda-feira começa a segunda etapa da competição, para as divisões Standard, para velejadores com peso maior do que 80 kg e olímpica para homens, e 4.7, para os mais levinhos, em torno de 55 kg. Nomes como o catarinense Alex Veeren e o paranaense Alan Godoy já estão no Yacht Club Santo Amaro, sede da competição, fazendo o reconhecimento da raia.

Merece destaque a delegação do projeto Velejar é Preciso, do Iate Clube Lago de Itaipu, que veio com cinco atletas da 4.7, quatro deles estreantes em campeonatos brasileiros. “Fiz a minha estreia em Brasileiros no ano passado, no Rio de Janeiro, quando terminei em quinto. Se no primeiro foi assim, nesse segundo a meta é ficar entre os três”, disse João Pedro Alves, de 16 anos, o mais experiente da turma.

Confira os 10 primeiros colocados após 9 regatas:

1. Martin Lowy, 13 pontos perdidos

2. Antonio Rosa, 29 pp

3. João Emilio Vasconcellos, 32 pp

4. Stephan Kunath, 52 pp

5. Gabriella Kidd, 56 pp

6. Andrei Godoy, 58 pp

7. Iago Whately, 62 pp

8. Carlos Eduardo Wanderley, 64 pp

9. Antonio Carlos Lopes, 64 pp

10. José Hackerott, 67 pp

Entenda a classe 

A classe Laser é dividida em três, Radial, 4.7 e Standard, com mesmo casco, o que muda é o tamanho das velas. A Radial usa vela de 5.76 m² e para os velejadores participarem de uma competição oficial precisam pesar até 65 quilos. Apesar de ser o barco olímpico oficial para as mulheres da classe Laser, o barco admite tanto homens como mulheres nas demais competições.

O 43º Campeonato Brasileiro da Classe Laser é organizado pelo Yacht Club Santo Amaro e pela Classe Laser SP, tem a chancela da CBVela e da Fevesp e conta com o apoio da Vcat, Notícias Náuticas e Sailstation.

Programação do 43º Brasileiro de Laser:  

Laser Standard e 4.7:  

16/01 – Confirmação de inscrição / credenciamento / medição.

17/01 a 21/01 – REGATAS

Site oficial: http://laser2017.sailstation.com/

Fanpage oficial: https://www.facebook.com/BrasileiroDeLaser

Sobre o Yacht Club Santo Amaro:  

O YCSA, como é conhecido o Yacht Club Santo Amaro, foi fundado em 1930 às margens da Guarapiranga por velejadores alemães. Ao longo destes mais de 80 anos de história, revelou grandes nomes do iatismo nacional, como Robert Scheidt, Alex Welter, Cláudio Biekarck, Reinaldo Conrad, Peter Ficker, Gunar Ficker e Marcelo Batista. No seu quadro de medalhas estão diversos títulos mundiais, pan-americanos, sul-americanos e, claro olímpicos.

 

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