Martin Lowy e Gabriella Kidd são campeões brasileiros de Laser Radial

O domingo na Guarapiranga, sede do 43º Campeonato Brasileiro da classe Laser, foi nublado e com vento fraco. A previsão do tempo acertou mais uma vez e, com isso, os velejadores tiveram que esperar em terra por mais de duas horas até serem liberados pela Comissão de Regata para irem para a raia 2, por volta das 14h30. Das duas regatas que estavam programadas para o dia apenas uma foi realizada, com vento variando entre nove e 12 nós.

Martin Lowy, que levou o título do campeonato com duas regatas de antecipação, venceu também a última regata da série somando dois quartos lugares, dois segundos e cinco primeiros.

“O campeonato foi excelente desde o começo. A organização está de parabéns. O vento ajudou, permitindo a realização de nove das dez regatas programadas. Eventos como este são legais não só para a vela como para a cidade como um todo. Tem muita gente de São Paulo que não conhece a Guarapiranga e que está perto, poderia aproveitar mais. Com gente vindo de todo o lugar do Brasil, a represa passa a figurar como um bom lugar para se velejar”, disse Martin, que se prepara agora para o Brasileiro de Standard, para velejadores um pouco mais pesados. “Não tenho o peso ideal, mas corri o Paulista e vi que dá pra levar, é só fazer um pouco mais de força.” Continuar lendo “Martin Lowy e Gabriella Kidd são campeões brasileiros de Laser Radial”

Runaway, do Peru, é fita azul da Cape2Rio 2017

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Dois barcos já cruzaram a linha de chegada da regata Cape2Rio 2017. O peruano Runaway, comandado por Hector Velarde, foi o fita azul da regata que largou de Cape Town no dia 1º de Janeiro. O Runaway cruzou a linha no dia 14 de Janeiro, às 03:04:15 UTC. Apenas outro veleiro cruzou a linha, o Black Pearl, da Alemanha, comandado por Stefan Jentzsch, que chegou às 01:35:13 UTC, de hoje.

Na última atualização, o Saravah, barco brasileiro da competição, estava a 860 milhas da chegada. Já o Mussolo 40, que tem brasileiros tripulação, estava a 521 milhas.

Alex Thompson diminui a diferença para a liderança da Vendée Globe

Armel Le Cléac’h está preocupado. O líder da Vendée Globe está vendo o segundo colocado Alex Thomson chegar cada vez mais próximo conforme a regata vai chegando ao seu final. Depois de 70 dias no mar, a diferença entre eles é de apenas 95 milhas e baixando. Le Cléac’h entrou na competição este ano como favorito, após ter terminado em segundo nas duas últimas edições. Ele tomou a liderança de Thompson no dia 2 de dezembro e a previsão é de que eles levem mais cinco dias para chegar em Les Sables d’Olonne, na França.

Para acompanhar o tracking da regata, clique aqui.

Scheidt e Coveiro têm problema na estreia da 49er; Grael e Kunze lideram

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A estreia de Robert Scheidt na classe 49er foi marcada por muitas dificuldades técnicas no equipamento. Em função de quebras no barco, o bicampeão olímpico e o proeiro Gabriel Borges conseguiram completar apenas um das cinco regatas do primeiro dia do Miami Mid Winters, neste sábado (14), no City of Miami Regatta Park, nos Estados Unidos. Robert entrou na disputa como preparação para a etapa de Miami da Copa do Mundo, de 22 a 29 de janeiro, e os problemas não desanimam o maior medalhista olímpico do Brasil.

“Infelizmente aconteceram algumas quebras no barco. Quebrou a adriça da vela balão (cabo para içar a vela) na primeira regata e não conseguimos consertar a tempo para as duas primeiras provas. Com isso, voltamos para correr a terceira regata, mas na quarta quebrou outro componente e tivemos que voltar para o clube. Então, não foi um dia bom, porque das cinco regatas, conseguimos completar apenas uma. Estamos trabalhamos para consertar tudo e velejar neste (domingo, 15). Foi um primeiro dia um pouco frustrante, mas o importante é que temos tempo para nos preparar bem para a Copa do Mundo”, disse Robert, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios de COB e CBVela.

Robert Scheidt e Gabriel Borges chegaram em 11º lugar na terceira regata desta sábado, em Miami. Como não conseguiram pontuação nas outras quatro corridas, ocupam a 12º posição na classificação geral, com 83 pontos perdidos. A liderança é da dupla Diego Botin/Santi López, com 18 pontos. No total, 17 barcos estão na disputa da classe 49er no Miami Mid Winters.

Já a dupla de ouro na Rio 2016 Martine Grael e Kahena Kunze segue mostrando que a medalha foi mais do que merecida e lidera a 49er FX, com dois primeiros e dois segundos lugares.

Novo desafio – Após o quarto lugar nos Jogos do Rio de Janeiro, Robert decidiu, aos 43 anos, encarar o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes das classes Star e Laser, que o consagraram no mundo do iatismo. Após a Mid Winter e a Copa do Mundo, ambas em Miami, a nova dupla pretende participar da Copa Brasil, em Porto Alegre e, a partir de abril, investir mais tempo em treinamento, desta vez na Europa.

O desafio na 49er abre a possibilidade de um novo ciclo olímpico até os Jogos de Tóquio. “Sempre imaginei que a Rio/2016 fosse a minha última Olimpíada. Eu estava sem definição do que iria fazer quando o Gabriel me ligou perguntando se eu gostaria de testar o 49er. E pensei: ‘Por que não tentar uma categoria nova?’ Ainda tenho lenha para queimar e essa é uma nova motivação. Vamos em frente e deixar as coisas acontecerem até decidirmos se essa empreitada pode se transformar em ciclo olímpico”, contou o maior medalhista do Brasil em Jogos Olímpicos, com cinco pódios.

O recomeço no iatismo é encarado com tranquilidade. “Vejo o 49er como um barco interessante e a ideia é velejar sem compromisso nenhum. Por enquanto, quero aproveitar o privilégio de fazer o que gosto, sem ambição de ser medalhista olímpico de novo. Até porque tenho uma montanha enorme na minha frente. Não tenho background nesse barco. E você toma muita surra no início. Mas estou gostando e o Gabriel é um excelente proeiro (ele fez dupla com Marco Grael no Rio-2016 e terminou em 11º lugar). O tempo vai mostrar até que nível podemos chegar e o próximo ano é decisivo”, afirma Robert.

Sem descanso – Os treinos na nova categoria começaram em novembro do ano passado, na Itália, mais especificamente no Lago di Garda, onde Robert mora com a família. A rotina tem sido exigido muito esforço físico. “As exigências na 49er são diferentes em relação às minhas experiências anteriores. Na Laser, por exemplo, o trabalho é de resistência e alguma força. Agora, as pernas são muito exigidas, pois só se veleja em pé. É preciso velocidade para cruzar o barco. Você apanha muito no começo, mas estou gostando”, conta Robert, que convive com tombos, arranhões e apresenta os joelhos constantemente ‘ralados’.