Mapfre é a terceira equipe a confirmar participação na Volvo Ocean Race

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O MAPFRE está de volta à Volvo Ocean Race para a edição 2017-18. O barco espanhol, que leva o nome de uma empresa de seguros global, é o terceiro time confirmado para a regata, que começa em outubro deste ano. Além do espanhóis, a Volta ao Mundo terá o chinês Dongfeng Race Team e o holandês team AkzoNobel.

Na última edição da Volvo Ocean Race, em 2014-15, o MAPFRE venceu a perna de Auckland e pegou pódio em outras três oportunidades. O retorno do barco espanhol é uma prova do sucesso do projeto, que atrelou esporte com lado comercial.

O presidente da MAPFRE, Antonio Huertas, disse é uma honra para a empresa estar numa das competições mais difíceis do esporte mundial. ”A competição de vela representa os mesmos valores que nos definem como uma empresa”.

“Nossa experiência na última edição, com uma grande equipe de profissionais, comprometida e determinada a fazer o melhor nesta regata, foi muito positiva. Além disso, a Volvo Ocean Race terá paradas em alguns de nossos principais mercados, como Espanha, Brasil e Estados Unidos, e assim aumentaremos o reconhecimento da marca da MAPFRE em nível internacional”.

A Espanha tem forte tradição na regata, competindo em oito das 12 edições da Volta ao Mundo. No entanto, nenhum barco do país venceu a regata.

“É uma grande notícia confirmar uma equipe espanhola para a próxima edição e, é claro, é bom ver outro patrocinador voltar para a regata depois de uma campanha bem sucedida”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Mark Turner. “Com Alicante confirmada recentemente como a largada para as três edições seguintes, a Espanha tem um papel significativo na história. Será importante ver os fãs espanhóis nas docas para saludar o time local”.

O diretor da campanha espanhola será mais uma vez Pedro Campos, que iniciou sua trajetória na edição 2005-6 com o MOVISTAR.

Ele irá anunciar o comandante e os tripulantes nos próximos dias. Em 2014-15, o MAPFRE contou com o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como tático e o português Renato Conde como integrante da equipe de terra.

“Estamos muito gratos e orgulhosos de ter o apoio total da MAPFRE mais uma vez pela grande aventura que é a Volvo Ocean Race. É provavelmente o evento mais longo, mais difícil e mais extremo no mundo esportivo. Estar na linha de partida de Alicante com a chance de tentar vencer  é o nosso primeiro grande desafio e nosso trabalho para os próximos meses”.

A largada será em 22 de outubro e as equipes terão os barcos one-design Volvo Ocean 65. Saindo de Alicante, a regata passará por Lisboa, Cidade do Cabo, Melbourne, Hong Kong, Guangzhou, Auckland, Itajaí, Newport (Rhode Island), Cardiff e Gotemburgo antes da chegada em Haia.

Dongfeng é o primeiro time a receber o barco da Volvo Ocean Race

 

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Faltando 10 meses para a largada da próxima edição da Volvo Ocean Race, as equipes começam a receber os barcos que foram reformados da última edição. O primeiro foi o Dongfeng Race Team, que faz a sua segunda campanha na competição.

“Para nós esta foi a melhor marca que atingimos até agora. Foram 15 semanas desde que o Dongfeng nos deu barco para reforma e o prazo para entrega acabava hoje”, disse Neil Cox, responsável pelo programa de reformas do estaleiro da VOR, sediado em Lisboa. “Tivemos três dias de testes na água após três meses e meio de trabalho, o que resultou em mais de 3.500 horas trabalhadas e cerca de 35 pessoas envolvidas”, completou.

A equipe que disputará a regata sob a bandeira chinesa ainda está sendo montada. “Estamos buscando pessoas que sejam competitivas, determinadas ao sucesso e que queiram abraçar a nossa causa”, disse Charles Caudrelier, skipper do barco, que já adianta que o time será novamente um misto de chineses e ocidentais, além de mulheres, como determina a nova regra da regata.

Barcos da classe J/70 já estão sendo fabricados na Argentina

 

A partir de agora ficará mais fácil e barato para os brasileiros comprarem barcos da classe J/70. Isto por que a fábrica da Argentina já está em pleno funcionamento. Com esta nova planta a classe passa a ter uma fábrica em cada continente.

“Estive no estaleiro em janeiro acompanhando a construção do primeiro barco. Ele deverá ir para a água já em fevereiro. A partir de março a fábrica terá capacidade para produzir até quatro barcos por mês o que influenciará no preço dos barcos que chegam para nós aqui no Brasil”, disse Maurício Santa Cruz. Os primeiros barcos poderão chegar por aqui no segundo semestre deste ano.

Com o crescimento da classe na América do Sul, deverá ser criado um circuito baseado nos moldes dos circuitos americano e europeu. Hoje a maior flotilha está no Chile, com 30 barcos, sede do próximo Sul-Americano. Logo em seguida vem o Uruguai, com 12 e o Brasil com seis. Vinte barcos já foram vendidos na Argentina e deverão ser entregues em breve.

Para mais informações, acesse a página www.j70brasil.com.br

 

 

 

Martine Grael/Kahena Kunze e Jorginho Zarif são ouro na etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela

Miami teve um fim de semana à brasileira na vela. Depois do ouro de Martine Grael e Kahena Kunze, no sábado, na classe 49er FX, Jorge Zarif subiu no topo do pódio neste domingo, dia 29, na classe Finn, na disputa da etapa americana da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (World Sailing).

Foi o bicampeonato do atleta brasileiro no evento, em que tinha sido campeão em 2016, além de dois bronzes em 2013 e 2014. E foi o fecho dourado de uma semana irretocável para Zarif no City of Miami Regatta Park. O velejador não deu chances aos adversários. Já ao fim da primeira fase, não podia mais ser alcançado pelos rivais. Para sacramentar o ouro, bastava completar a regata de medalha, o que o brasileiro fez neste domingo em terceiro lugar. Com o resultado, encerrou a competição com 23 pontos perdidos, bem à frente do britânico Ben Cornish, segundo colocado com 51 p.p.

“Foi uma grande semana. É o começo do ciclo olímpico, então eu estava relaxado, com a cabeça tranquila, sem me preocupar muito com o resultado. Acho que posso tentar mais velejar correndo menos riscos, como fiz aqui. É um ponto que posso levar daqui para frente”, disse o velejador brasileiro, em entrevista para o canal da World Sailing no YouTube.

Outras duas regatas de medalha disputadas neste domingo tiveram presença de velejadores brasileiros. Na classe Laser, Bruno Fontes terminou a regata em décimo lugar, fechando sua participação também na décima colocação, com 161 pontos perdidos. Na 470 masculina, Henrique Haddad e Breno Abdulklech ficaram na décima posição na última prova e em nono na classificação geral (101 p.p.).

A próxima grande competição para os velejadores brasileiros será a IV Copa Brasil de Vela, em Porto Alegre, de 5 a 11 de março. O evento será seletivo para formação da Equipe Brasileira de Vela em 2017.

 

Resultados completos do Brasil na etapa de Miami da Copa do Mundo: 

Classer 49er FX: Martine Grael e Kahena Kunze, 1º lugar, 35 pontos perdidos

Classe Finn: Jorge Zarif, 1º lugar, 23 p.p.

Classe 470 masculina: Henrique Haddad e Breno Abdulklech, 9º lugar, 101 p.p.

Classe Laser: Bruno Fontes, 10º lugar, 161 p.p.

Classe 49er: Robert Scheidt e Gabriel Borges, 16º lugar, com 140 pontos perdidos

Classe RS:X feminino: Bruna Martinelli, 17ª colocação (182 p.p.)

Classe Laser Radial: Gabriella Kidd, 25ª posição (218 p.p.)

Mais informações e resultados completos da etapa de Miami da Copa do Mundo:
https://swc2017-miami.sapsailing.com

 

Xandi Paradeda e Lucas Mazim são campeões brasileiros de Snipe

Depois de cinco dias e nove regatas chegou ao fim em Ilhabela o Campeonato Brasileiro da classe Snipe 2017. Com o nível mais alto dos últimos tempos, era previsível que a disputa seria acirradíssima. O vencedor só foi conhecido na linha de chegada e o gaúcho Alexandre Paradeda, que velejou ao lado de Lucas Mazim, levou mais uma medalha de ouro para casa, a 11ª, com apenas um ponto de vantagem sobre Bruno Bethlem e Dante Bianchi, segundos maiores campeões brasileiros da história da classe com nove títulos.

“Cada campeonato tem sua dificuldade. Começamos muito mal, em 10º, e quando tudo parecia que ia se ajeitar, com um dia quase perfeito com dois segundos e um primeiro lugares, fomos penalizados e um dos segundos acabou virando um 30º. Foram muitas dificuldades que tivemos que superar durante a semana, que deram um gostinho especial a este título”, disse Xandi.

“É muito bom velejar com o Xandi, aprendi muito e a ideia é continuar velejando junto o máximo possível para continuar aprendendo cada vez mais”, disse Lucas, que tem no currículo o título brasileiro jr de Snipe e o brasileiro de Laser 4.7. Continuar lendo “Xandi Paradeda e Lucas Mazim são campeões brasileiros de Snipe”

Volvo Ocean Race anuncia parada na Austrália

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Volvo Ocean Race anunciou, na madrugada desta sexta-feira (27), a participação de Melbourne na edição 2017-18 da volta. O stop-over australiano será na etapa que liga a Cidade do Cabo a Hong Kong. Segundo a organização, os barcos devem chegar a Melbourne no dia 25 de dezembro, ou seja, no Natal.

John Eren, Ministro do Turismo, comentou: “A Volvo Ocean Race é mais uma grande oportunidade para os habitantes de Melbourne, Victoria, verem algumas das melhores equipas de vela do mundo em ação. Os grandes eventos internacionais têm grande impacto na nossa economia – trazem muitas pessoas que nos enchem os hotéis e os restaurantes, e muito animam as nossas zonas comerciais.”

A etapa entre a Cidade do Cabo e Melbourne terá 6.300 milhas náuticas. Os barcos vão ficar uma semana na Austrália e não haverá In-port Race – regata local – em Melbourne.  A largada para Hong Kong, será no dia 2 de janeiro do próximo ano. Ao todo, a Volvo Ocean Race terá 45 mil milhas náuticas. Em comparação com a edição anterior, a regata terá três vezes mais navegação nos mares do sul.

A mudança da rota de 2017-18 colocará a Austrália pela oitava vez no radar da Volvo Ocean Race. No entanto, será a primeira participação do país dos cangurus, em mais de uma década. Continuar lendo “Volvo Ocean Race anuncia parada na Austrália”

Scheidt e Coveiro seguem evoluindo em nova classe olímpica

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Robert Scheidt continua em processo de franca evolução na classe 49er. Nesta quinta-feira (26), terceiro dia de competições da etapa de Miami da Copa do Mundo de Vela, no City of Miami Regatta Park, nos Estados Unidos, ele saltou da 18a. para a 16a. posição na classificação geral. Nesta sexta-feira (27), o bicampeão olímpico volta ao mar para mais três regatas ao lado do proeiro Gabriel Borges, e vai em busca de um lugar na medal race, neste sábado (28), com as 10 duplas mais bem posicionadas.

Aos 43 anos, Robert está em busca experiência nessa nova etapa da carreira, em que decidiu encarar o desafio de velejar em um barco maior, mais veloz e com estratégias diferentes das classes Star e Laser, que o consagraram no iatismo. E está fazendo um bom trabalho. Nas disputas desta quinta-feira, voltou a velejar bem e conseguiu terminar em 6º, 18º e 9º lugares.

Curiosamente, as posições da dupla brasileira repetiram os resultados das três regatas na terça-feira e agora a dupla Scheidt/Borges ocupa a 16a. posição, com 103 pontos perdidos, considerando um descarte. A liderança continua com os britânico Dylan Fletcher-Scott e Stuart Bithell, com 14 pontos perdidos. No total, a classe 49er conta com 26 barcos na disputa de 12 regatas em Miami, mais a medal race.

Scheidt segue cada dia mais satisfeito com a evolução do desempenho na classe 49er. “Velejamos bem novamente e perceber que estamos ganhando mais entrosamento e desenvolvendo melhor a velejada é muito gratificante. Mas sabemos que este é o primeiro passo de uma longa caminhada e seguimos tranquilos dentro do nosso objetivo, que é ganhar experiência. Porém, estamos na briga e vamos lutar pela medal race até as últimas forças”, afirmou o bicampeão olímpico, que é patrocinado pelo Banco do Brasil e Rolex, com os apoios de COB e CBVela.

A etapa de Miami da Copa do Mundo da World Sailing (Federação Internacional de Vela) é a primeira grande competição do ano, mas a temporada 2017 começou há duas semanas para Scheidt e seu novo parceiro. A dupla disputou a Miami Mid Winters e terminou em 11º lugar na disputa que envolveu 17 barcos. Após a World Cup, a dupla pretende participar da Copa Brasil, em Porto Alegre e, a partir de abril, investir mais tempo em treinamento, desta vez na Europa.

Além da dupla Robert Scheidt/Gabriel Borges, o Brasil tem mais velejadores da etapa de Miami da Copa do Mundo. São eles: Martine Grael e Kahena Kunze (49erFX); Jorge Zarif (Finn); Bruno Fontes (Laser); Henrique Haddad e Breno Abdulklech (470 masculina); Gabriella Kidd (Laser Radial); e Bruna Martinelli (RS:X feminina).

Sem regatas, Rondina/Peiter chegam na final do BRA de Snipe na liderança

A Comissão de Regatas bem que tentou, mas o vento não quis colaborar com os velejadores que disputam o 68° Campeonato Brasileiro de Snipe na Escola de Vela Lars Grael em Ilhabela. No horário previsto para a largada da primeira prova, entrou uma chuva forte que fez com que ele desaparecesse. Enquanto os velejadores aguardavam em terra, mais uma vez a chuva fez o vento sumir e com isto nenhuma das duas regatas programadas para o dia puderam ser realizadas. Os brasilienses Felipe Rondina e João Pedro Peiter lideram com apenas um ponto de vantagem sobre os baianos Mateus Tavares e Gustavo Carvalho,  atuais campeões brasileiros e mundiais, que aparecem em segundo na súmula.

“O campeonato está muito embolado, os cinco primeiros têm chance de vencer e teremos que velejar bem amanhã, sem pensar em marcar ninguém”, disse Mateus.

O interessante deste Campeonato Brasileiro é que, mesmo tendo o nível mais alto dos últimos tempos, com campeões mundiais, pan-americanos, sul-americanos e brasileiros na raia, quem está se destacando é a flotilha junior, de velejadores que têm até 21 anos, como é o caso de Felipe, que tem apenas 19.

“É bom ter essa renovação da classe em alto nível. Dos 11 primeiros somos quatro juniores. Isso mostra a evolução da classe no Brasil. Confesso que não esperava esse resultado tão bom, mas acho que é consequência de muita dedicação.  Eu velejo há 12 anos, sendo seis na classe Snipe. Se tiver regata amanhã vou apenas focar na velejada e no final vemos o resultado”, disse Felipe.

Mateus é um velejador experiente, já fez até campanha olímpica, porém foi com o jovem Gustavo, de 18 anos, que ele conquistou seu primeiro título mundial. “Ele é um excelente atleta, bom velejador, mas o ponto forte é o astral! Com ele não tem tempo ruim. Ele está vindo com essa nova leva de velejadores que está se destacando na classe e tem talento para velejar como timoneiro também”, completou Mateus.

Para esta sexta-feira, último dia de competição, estão previstas até três regatas. No final do dia haverá a cerimônia de premiação no Sea Club.

Para ver os resultados após seis regatas e um descarte, clique aqui.

 

O 68º Campeonato Brasileiro de Snipe tem a organização da Flotilha 455 Ilhabela, E-ventos e CBVela e conta com o apoio da Prefeitura de Ilhabela, Fevesp, Coordenação Classe Snipe SP, PecciCom, Quantum Sails, North Sails e Repelente SBP.

IDEC conquista o Trofeu Julio Verne de barco mais rápido a dar a volta ao mundo

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E não é que eles conseguiram? O maxitrimarã Idec acaba de conquistar o Trofeu Julio Verne, que premia o barco mais rápido a dar a volta ao mundo. Sob o comando de Francis Joyon, Clément Surtel, Alex Pella, Bernard Stamm, Gwénolé Gahinet e Sébastien Audigane completaram a circum-navegação do globo em 40 dias, 23 horas, 30 minutos e 30 segundos, diminuindo o antigo recorde, que pertencia a Loick Peyron, em 4 dias, 14 horas, 12 minutos e 23 segundos. A velocidade média para percorrer as 26 mil milhas foi de 26,85 nós.

Para conhecer a história do Trofeu, confira esta matéria.