Vendée Globe tem mais duas baixas; Ruyant é resgatado após quase afundar

Quando um velejador se inscreve para participar da Vendée Globe, ele sabe que estará sozinho no mar, por um longo período de tempo, enfrentando as mais adversas situações e que incidentes podem acontecer. E é justamente esta parte dos incidentes que nenhum dos 29 inscritos desta edição queria enfrentar. Porém, no final de semana, a regata teve mais duas baixas.

O primeiro foi Stéphane Le Diraison, que viu o mastro do Compagnie du Lit-Boulogne Billancourt vir abaixo no último sábado. No momento do incidente ele estava a 770 milhas da costa australiana, com ventos de 30 a 35 nós. Em conjunto com a sua equipe de terra, o velejador francês, que brigava pela 10ª colocação, vai seguir para Melbourne, na Austrália, com mastreação de fortuna.

O segundo incidente, e bem mais sério, foi com Thomas Ruyant. No domingo o Le Souffle du Nord pour Le Projet Imagine se chocou com um ofni. A batida foi tão forte que o barco quase quebrou ao meio. O barco começou a fazer água na proa e teve o leme de boreste e o deck danificados.

“O barco só não partiu ainda graças à estrutura longitudinal do casco. A ideia é chegar o quanto antes na Nova Zelândia já que a previsão indica ventos fortes a partir de amanhã”, disse nesta segunda-feira Laurent Bourguès, diretor técnico da equipe.

“O dano na proa do barco está aumentando. O casco está abrindo. Estou indo para o sul da Nova Zelândia. Não sei ao certo se o barco permanecerá como uma só peça até lá. O lado de dentro do barco não foi afetado e com as portas estanques eu estou a salvo. A batida foi muito violenta. Me dá arrepios só de pensar. Estava navegando a 17, 18 nós e de repente o barco parou com o choque em algo que deve ter sido um contêiner dado o tamanho do estrago que fez no casco. Toda a parte da frente explodiu e dobrou. Por sorte não perdi o mastro. Foi muito violento”, disse Ruyant.

O velejador optou por seguir para a Nova Zelândia e apesar de ele não pedir ajuda logo após o incidente, a situação piorou nas últimas 24 horas e o barco está afundando. A Marinha da NZ acaba de chegar para resgatá-lo.  O vento no local chegou a passar dos 50 nós, com rajadas chegando a 58 nós, porém agora já diminuiu. O navio da Marinha levou dois velejadores experientes em regatas de volta ao mundo, que já estão a bordo ajudando Ruyant. Eles também levaram diesel e uma bomba d’água, já que uma das duas que ele possui a bordo parou de funcionar. Ruyant já comunicou a organização que se retira da regata. Esta informação é importante pois, com a presença dos dois velejadores a bordo, ele seria desclassificado pelas regras da competição. Com esta operação de salvamento, espera-se que o barco possa ser rebocado para a costa.

Assim como Ruyant, Vincet Riou, Morgan Lagraviere, Kito de Pavant e Bertrand de Broc também desistiram desta edição da regata após se chocarem com OFNIs e terem seus barcos danificados. De Pavant chegou a ser resgatado por um navio após ter que abandonar o barco, que estava quase capotando após perder a quilha. Alex Thomson, que aparece em segundo, também teve problemas em um dos foils ao se chocar com um OFNI no 13º dia da regata.

Enquanto isso, os líderes estão cada vez mais perto do temido Cabo Horn e pouco mais de 8 mil milhas separam Armel Le Cleach’, primeiro colocado, da linha de chegada. A diferença entre ele e Alex Thomson, segundo colocado, aumento e está em mais de 500 milhas.

Para acompanhar o tracking da regata, clique aqui.

 

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