Famílias Senfft/Nicolino fazem dobradinha no Brasileiro de J/24

Entre os dias 24 e 27 o ICRJ realizou o Campeonato Brasileiro de J/24. Treze equipes participaram da competição, que teve nove regatas disputadas. Destaque para a família Senfft, que levou o ouro com o Eurus, de Ronaldo, e a prata com o Maracanã, de Juju, filha dele, que correu com uma equipe 100% feminina. Os dois times contaram com o reforço das meninas da família Nicolino: a mãe Andrea e a filha Lele correram o Eurus, enquanto Gabi, a outra filha, correu no Maracanã. O Nota Jazz, de Camila Fernandes, completou o pódio.

Resultados completos em: http://bit.ly/2gyHwqI

Recordes de volta ao mundo: Joyon desiste enquanto Coville tem tudo para estabelecer nova marca

Thomas Coville está cada vez mais perto de estabelecer um novo recorde de volta ao mundo. A bordo do Sodebo, um maxitrimarã de 31 metros, ele está a 972 milhas à frente do recorde atual, de 57 dias, 13 horas, 34 minutos e seis segundos, estabelecido por Francis Joyon em 2008 a bordo do trimarã IDEC. Esta distância corresponde a pouco mais de um dia e meio de velejada.

Para acompanhar o percurso dele, clique aqui.

E se Coville está feliz em solitário, Joyon não pode dizer o mesmo. Ele não só está vendo o seu recorde de volta ao mundo ser batido, como acabou de desistir de tentar o recorde do Trofeu Julio Verne. Em acordo com a sua tripulação, ele resolveu aproar o seu maxitrimarã IDEC Sport de volta para casa. Após sete dias no mar ele estava 400 milhas atrás do recorde atual, de 45 dias, 13 horas, 42 minutos e 53 segundos, estabelecido por Loïck Peyron a bordo do Banque Populaire V em 2012.

“Com rajadas muito violentas e longos períodos de calmaria, pensei muito antes de consultar o Marcel van Triest se valeria a pena seguir em frente. Parece que a demora para chegar ao Equador iria atrapalhar a nossa chegada na zona de baixa pressão de Cabo Frio, o que significa que chegaríamos muito atrás do recorde no Cabo da Boa Esperança”, disse Joyon.

Quem também segue na tentativa de quebra de recorde é o italiano Gaetano Mura. Ele está velejando sozinho a bordo de um Classe 40 e já chegou na marca dos 30 dias no mar. O recorde a ser batido é de 137 dias, 20h, 1min e 57 segundos, atual recorde mundial, estabelecido pelo chinês Guo Chuan em abril de 2013.

 

 

Vendée Globe: troca de líderes e falta de informação meteorológica marcam o final de semana

Mais um final de semana agitado para os velejadores que estão disputando a Vendée Globe. Jéremie Beyou, atual quinto colocado, confessou que está velejando “às cegas”, depois que seu sistema de satélite quebrou há alguns dias. As únicas informações que ele tem são as enviadas pela organização e o SMA, de Paul Mailhat, que está no seu visual.

Apesar de poder parecer um problema, Beyou já está acostumado a velejar assim, uma vez que ele venceu três vezes a regata Solitaire du Figaro, que proíbe o acesso a informações externas sobre meteorologia.

“Agora estou velejando um dia após o outro. Não estou conseguindo seguir muito o que vem pela frente, já que não estou recebendo as informações sobre previsão do tempo. Estou pegando algumas informações nos boletins de segurança da organização. É difícil fazer um planejamento para mais do que 24 ou 36 horas, então estou navegando observando as condições em volta de mim e corrigindo o curso de acordo com isso. Não é legal, mas me lembra a Solitaire du Figaro, regata na qual não temos acesso a informações meteorológicas. Estou passando muito tempo na carta náutica, mas não é muito eficiente, pois recentemente eu estava esperando vento de 20 nós e acabei com rajadas de mais de 30”, disse ele.

Enquanto isso, a briga pela liderança está acirrada. No sábado Armel Le Cleac’h assumiu a ponta, deixando Alex Thomson na segunda colocação. A diferença entre eles é de menos de 30 milhas. Já Seb Josse, terceiro colocado, está quase 500 milhas atrás.

Acompanhe a regata em tempo real clicando aqui.