Gerenciamento de equipe é a chave do sucesso da equipe Crioula

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Os gaúchos do Crioula dominaram o cenário da vela oceânica brasileira neste segundo semestre de 2016. Venceram a Refeno, a Santos – Rio e o Circuito Rio. E tanto sucesso pode ser definido em uma palavra: organização. Segundo o gerente da equipe Samuel Albrecht, com um calendário para 2017 já pronto, fica mais fácil programar as viagens e selecionar quais tripulantes estarão em cada prova. “Organizar com antecedência é fundamental. Todos os tripulantes já sabem o que vamos fazer ano que vem e, por isso, já podem se programar.”

O time foi criado no final de 2010 com o propósito de reunir em um mesmo barco os sócios do Veleiros do Sul que estavam distribuídos em várias tripulações. Renato e Eduardo Plass, Diego Garai, Alexandre Rímoli, Fabrício Streppel, Geison Mendes, Gustavo Thiessen e o próprio Samuel formam a base da equipe, que se adapta ao barco e à competição. Dodão, Jorge Nehm, José Távora, André Gick e Guilherme Roth uma vez ao ano também sobem a bordo para reforçar o time, ao lado dos marinheiros Gilsimar e Rodrigo, que têm participado cada vez mais das regatas, e do skipper Pedro Cruz

Hoje o time possui quatro veleiros, que vão desde o pequeno J/24, para cinco tripulantes e que não tem sido muito usado, passando pelos dois S40 (Crioula 29 e Crioula 03), até chegar no Soto 65 Camiranga, que precisa de ao menos 12 pessoas para ser velejado. Sempre que a competição exige, eles não hesitam em contratar velejadores profissionais, mas sem perder a essência que é a velejada entre amigos.

“Quando só velejávamos de S40, costumávamos treinar mais, porém hoje o barco já anda sozinho. Cada um sabe bem a sua função e uma velejada um dia antes do campeonato começar é suficiente para ajustar o barco e aquecer a tripulação”, disse Samuel.

São poucas as equipes no Brasil que, assim como o Crioula, possuem uma pessoa 100% dedicada a este trabalho. Além de velejar, Samuel é o responsável por reservar hotel, passagem, restaurante, comprar equipamento, uniforme, escolher com qual barco correr cada evento e quem estará a bordo, definir como e com quem o barco vai chegar no local da competição e por aí vai. Com o apoio de Gilsimar e Rodrigo, os barcos estão sempre em ordem, com a manutenção em dia, evitando sustos durante os campeonatos.

“O mais importante para o sucesso da equipe é o fato de sermos um grupo de amigos. Quando precisamos contratar profissionais, o relacionamento a bordo segue tranquilo, com um ambiente muito bom, o que deixa os proprietários satisfeitos e contentes. Além disso, temos um bom orçamento anual para podermos fazer tudo o que for preciso para chegar em perfeitas condições em cada competição.  Resumindo a fórmula do sucesso: bons velejadores, com bom equipamento e bom treinamento. No início passamos um bom tempo sem ganhar nada, mas isso não desanimou a equipe. E os donos não nos cobram por isso. Eles têm confiança em nós. Em Ilhabela, por exemplo, cometemos alguns erros e pagamos por isso, mas demos a volta por cima e recuperamos no Circuito Rio”, disse Samuel.

Resultados do Crioula em 2016:

Semana de Vela de Ilhabela: 5º Lugar da classe ORC a bordo do S40 Crioula 29
Refeno: Fita-azul a bordo do Camiranga
Santos-Rio: Fita-Azul a bordo do Camiranga
Circuito Rio: Campeões da classe ORC a bordo do S40 Crioula 29

 

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