Copa Suzuki chega ao fim em Ilhabela; regata volta a Ilha será disputada sábado

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Neste sábado e domingo começou em Ilhabela a última etapa da Copa Suzuki. O evento, que completa a sua 16ª edição, reuniu velejadores das classes RGS, ORC, C30, HPE 25 e HPE 30. A competição continua no próximo final de semana, com a disputa da tradicional regata Volta a Ilha, que poderá ser acompanhada em tempo real (em breve divulgaremos o link). Confira abaixo os resultados acumulados após dois dias de competição:

HPE25

C30

Bico de Proa

ORC

Programação para 2017:
1ª Etapa
11, 12 e 18, 19 de março
XVII CIRCUITO ILHABELA (Copa Suzuki)

2ª Etapa / Warm Up
27, 28 de maio e 3, 4 de junho
XVII CIRCUITO ILHABELA (Copa Suzuki)

7 a 15 de julho
44ª. SEMANA DE VELA DE ILHABELA

3ª Etapa
16, 17 e 23, 24 de setembro
XVII CIRCUITO ILHABELA (Copa Suzuki)
2ª. Etapa Campeonato Paulista de Oceano

4ª Etapa e XVII Regata Volta Ilhabela
25, 26 de novembro e 2, 3 de dezembro
XVII CIRCUITO ILHABELA (Copa Suzuki)

 

 

Cayru, Bier Kaai e Moleca vencem regata de clássicos em Búzios

No último final de semana o Iate Clube Armação de Búzios foi sede da Regata de Clássicos 2016. O evento reuniu barcos das classes RGS, Bico de Proa e Batera. Duas regatas foram disputadas, sendo uma no sábado e outra no domingo. O vento forte, clássico de Búzios, e o sol deram o tom da competição, que terminou com muita festa. O resultado final foi o seguinte:

Bico de Proa:

  1. Bier Kaai, Bart Brower
  2. Horizonte, Antonio Carlos Arico
  3. Pai e Filho, Israel Coelho

RGS:

  1. Cayru, Roberto geyer
  2. Aventura, José Guilherme Bastiani
  3. Pirajá, Bruno de Paoli
  4. Ayty, Bernardo Targa Martins

Batera:

  1. Moleca, Walter Tardin Neto
  2. Dourada, João Penna
  3. Maravilha, Vinicius Araujo Jorge
  4. Jeitosa, Alan Joulié

 

Famílias Senfft/Nicolino fazem dobradinha no Brasileiro de J/24

Entre os dias 24 e 27 o ICRJ realizou o Campeonato Brasileiro de J/24. Treze equipes participaram da competição, que teve nove regatas disputadas. Destaque para a família Senfft, que levou o ouro com o Eurus, de Ronaldo, e a prata com o Maracanã, de Juju, filha dele, que correu com uma equipe 100% feminina. Os dois times contaram com o reforço das meninas da família Nicolino: a mãe Andrea e a filha Lele correram o Eurus, enquanto Gabi, a outra filha, correu no Maracanã. O Nota Jazz, de Camila Fernandes, completou o pódio.

Resultados completos em: http://bit.ly/2gyHwqI

Recordes de volta ao mundo: Joyon desiste enquanto Coville tem tudo para estabelecer nova marca

Thomas Coville está cada vez mais perto de estabelecer um novo recorde de volta ao mundo. A bordo do Sodebo, um maxitrimarã de 31 metros, ele está a 972 milhas à frente do recorde atual, de 57 dias, 13 horas, 34 minutos e seis segundos, estabelecido por Francis Joyon em 2008 a bordo do trimarã IDEC. Esta distância corresponde a pouco mais de um dia e meio de velejada.

Para acompanhar o percurso dele, clique aqui.

E se Coville está feliz em solitário, Joyon não pode dizer o mesmo. Ele não só está vendo o seu recorde de volta ao mundo ser batido, como acabou de desistir de tentar o recorde do Trofeu Julio Verne. Em acordo com a sua tripulação, ele resolveu aproar o seu maxitrimarã IDEC Sport de volta para casa. Após sete dias no mar ele estava 400 milhas atrás do recorde atual, de 45 dias, 13 horas, 42 minutos e 53 segundos, estabelecido por Loïck Peyron a bordo do Banque Populaire V em 2012.

“Com rajadas muito violentas e longos períodos de calmaria, pensei muito antes de consultar o Marcel van Triest se valeria a pena seguir em frente. Parece que a demora para chegar ao Equador iria atrapalhar a nossa chegada na zona de baixa pressão de Cabo Frio, o que significa que chegaríamos muito atrás do recorde no Cabo da Boa Esperança”, disse Joyon.

Quem também segue na tentativa de quebra de recorde é o italiano Gaetano Mura. Ele está velejando sozinho a bordo de um Classe 40 e já chegou na marca dos 30 dias no mar. O recorde a ser batido é de 137 dias, 20h, 1min e 57 segundos, atual recorde mundial, estabelecido pelo chinês Guo Chuan em abril de 2013.

 

 

Vendée Globe: troca de líderes e falta de informação meteorológica marcam o final de semana

Mais um final de semana agitado para os velejadores que estão disputando a Vendée Globe. Jéremie Beyou, atual quinto colocado, confessou que está velejando “às cegas”, depois que seu sistema de satélite quebrou há alguns dias. As únicas informações que ele tem são as enviadas pela organização e o SMA, de Paul Mailhat, que está no seu visual.

Apesar de poder parecer um problema, Beyou já está acostumado a velejar assim, uma vez que ele venceu três vezes a regata Solitaire du Figaro, que proíbe o acesso a informações externas sobre meteorologia.

“Agora estou velejando um dia após o outro. Não estou conseguindo seguir muito o que vem pela frente, já que não estou recebendo as informações sobre previsão do tempo. Estou pegando algumas informações nos boletins de segurança da organização. É difícil fazer um planejamento para mais do que 24 ou 36 horas, então estou navegando observando as condições em volta de mim e corrigindo o curso de acordo com isso. Não é legal, mas me lembra a Solitaire du Figaro, regata na qual não temos acesso a informações meteorológicas. Estou passando muito tempo na carta náutica, mas não é muito eficiente, pois recentemente eu estava esperando vento de 20 nós e acabei com rajadas de mais de 30”, disse ele.

Enquanto isso, a briga pela liderança está acirrada. No sábado Armel Le Cleac’h assumiu a ponta, deixando Alex Thomson na segunda colocação. A diferença entre eles é de menos de 30 milhas. Já Seb Josse, terceiro colocado, está quase 500 milhas atrás.

Acompanhe a regata em tempo real clicando aqui.

Região nordeste sediará pela primeira vez uma seletiva de vela jovem em 2017

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Os bons ventos do Nordeste vão impulsionar a Vela Jovem do Brasil em 2017. Pela primeira vez, a Copa da Juventude será disputada na região. A competição, que está em sua 24ª edição e faz parte do processo nacional de seleção para o Mundial da Juventude 2017, terá como sede o Cabanga Iate Clube de Pernambuco, no Recife. O campeonato tem data prevista para o período de 08 a 14 de abril do próximo ano.

“Para a Confederação Brasileira de Vela, é uma grande satisfação anunciar a Copa da Juventude em Pernambuco. Uma das nossas missões é fortalecer a modalidade no Brasil. Para isso, incluir a Região Nordeste é de suma importância. Tenho certeza de que os ventos e a beleza de Pernambuco vão ser o cenário perfeito para o campeonato”, afirmou Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da CBVela.

A Copa da Juventude é a principal competição dedicada exclusivamente para a Vela Jovem no Brasil. Faz parte do Programa de Desenvolvimento Individual (PDI) da Confederação Brasileira de Vela, voltado para jovens velejadores com o intuito de oferecer oportunidade para atletas trilharem o caminho das campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze, que, antes de conquistarem a medalha de ouro na classe 49er FX nos Jogos Rio 2016, foram ouro no Mundial da Juventude de 2009, na classe 420.

A Copa da Juventude 2017 terá a Federação Pernambucana de Vela e o Cabanga Iate Clube de Pernambuco como parceiros na organização. O campeonato será realizado na subsede de Maria Farinha.

A competição será o evento mais importante no processo seletivo para o Mundial da Juventude 2017, marcado para a cidade de Akko, em Israel, de 08 a 15 de julho de 2017. Os jovens atletas vão competir diante de técnicos da Equipe Brasileira de Vela, que estarão presentes no campeonato.

Vendée Globe: Safran é o terceiro a desistir da regata após quebra no leme

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O velejador francês Morgan Lagravière abandonou a Vendée Globe nesta quinta-feira após problemas com o leme do Safran, enquanto ocupava a quarta colocação. “Tive uma noite muito dura, com problemas no piloto automático. Velejava em cerca de 20 a 25 nós de vento, mas o barco estava incontrolável. Fui jogado de um lado ao outro umas quatro ou cinco vezes. Enquanto estava tirando uma soneca durante a tarde, senti o barco aproar. Quando fui colocá-lo de novo no rumo, percebi que o leme de sotavento havia saído da base e que 2/3 dele estavam quebrados. Acho que foi por que bati em um OFNI. Infelizmente não tenho ferramentas suficientes para consertá-lo, então este é o fim para mim. Quero manter a mente positiva nesta aventura: foram 18 dias de uma regata incrível, com um barco muito bom, que sempre me colocou na briga. A regata em solitário foi uma oportunidade para que eu pudesse me conhecer um pouco melhor e sobre o que é importante na vida. Quero agradecer meu time e os fãs que me apoiaram”, disse ele.

Lagravière está seguindo para a Cidade do Cabo, onde deverá chegar em três dias.

Enquanto isso, Alex Thomson, que também teve problemas a bordo, segue velejando cada vez mais rápido. Ele baixou em 5 dias o tempo de Armel Le Cleac’h até o Cabo da Boa Esperança. Em 2012 o francês havia chegado a este ponto com 22 dias e 23 horas de regata. Thomson foi o mais rápido em 27 anos de Vendée Globe, com o tempo de 17 dias, 22 horas e 58 minutos.

Para acompanhar a regata em tempo real, clique aqui;

Aleixo Belov parte para nova expedição no Alasca

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O navegador ucraniano, Aleixo Belov, está preparando o veleiro ‘Escola Fraternidade’ para mais uma aventura em alto mar. Radicado na Bahia e homenageado recentemente com o Prêmio Cabral 2016, o comandante está com a rota traçada para o Alasca. O barco vai desatracar do Segundo Distrito Naval, em Salvador, no dia 3 de dezembro, às 10h. A Marinha do Brasil já confirmou que amigos, familiares e público em geral vão poder presenciar o momento da partida.

Conhecido como navegador solitário e primeiro brasileiro que deu a volta ao mundo, Belov vai seguir viagem acompanhado de outros tripulantes, tanto da capital baiana quanto de Natal, onde haverá a primeira e única parada no Brasil. Na sequência, o veleiro passará pelas Ilhas Granadinas e Martinica, no Mar do Caribe; depois Panamá, atravessando o Canal, e passando para o Oceano Pacífico. Também faz parte da rota Ilha de Galápagos, Polinésia Francesa, Hawaii, Ilhas Aleutas e vários portos do Alasca.

“É bem provável que a viagem se transforme numa quinta volta ao mundo. Na realidade, não se deseja engessar o roteiro nem o prazo, deixando que o destino vá escolhendo o caminho e os momentos de parar e seguir. A viagem não tem duração e nem volta prevista, só tem data de saída. A ideia é seguir para onde o vento levar”, explica Aleixo Belov.

O comandante

Nascido na cidade de Merefa, Ucrânia, Aleixo Belov é empresário, engenheiro, navegador e escritor, que adotou a Bahia como estado para viver e representar. Na década de 80, ele recebeu da Marinha do Brasil o diploma de primeiro navegador a completar, sozinho, a volta ao mundo, a bordo do veleiro Três Marias (construído por ele), portando a bandeira do país. Mais tarde, criou o Escola Fraternidade para dar oportunidade a jovens que amam o mar, mas não podem ter um barco.

A bordo do maxitrimarã Sodebo, Coville veleja à frente do recorde de volta ao mundo em solitário

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E na tentativa de quebrar o recorde de volta ao mundo em solitário, Thomas Coville já veleja 360 milhas à frente do atual tempo, de 57d 13h 34m 6s, estabelecido por Francis Joyon em janeiro de 2008. Mas a vida a bordo do Sodebo Ultim, um trimarã de 31 metros, não está fácil. Após quatro dias de muitos jibes, as condições agora permitem que ele manobre menos. Nesta terça-feira ele reportou ter se chocado com um animal enquanto navegava a 30 nós de velocidade, mas aparentemente o barco nada sofreu. Não temos notícia do animal. A previsão é que ele cruze o cabo Leeuwin nesta quinta-feira, faltando apenas o cabo Horn para a lista de três cabos obrigatórios na volta ao mundo.

Para acompanhar a saga, clique aqui