Copa Suzuki chega ao final com tradicional Regata de Volta a Ilha

Nos dias 26 e 27 de novembro, 3 e 4 de dezembro o Yacht Club de Ilhabela vai realizar a última etapa da Copa Suzuki, que terá como destaque a Regata Volta a Ilhabela – Sir Peter Blake. Estão convidadas as classes ORC, HPE 25, HPE30, C30, IRC, BRA-RGS A e B, C e RGS Silver. A regata de volta a Ilha, no dia 3 de dezembro, será válida apenas para os barcos com 30 pés ou mais. Os menores e RGC C terão uma regata de percurso médio ou barla-sota. No dia 4 haverá um almoço de confraternização. As inscrições podem ser feitas na secretaria do clube e custam R$ 100,00 por tripulante.

Veja o AR completo aqui.

 

Proeiros brasileiros dão o tom à Final da Star Sailors League

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A tradição e a força da vela brasileira têm elevado ainda mais o nível das competições organizadas pela já consolidade Star Sailors League (SSL), idealizada há pouco mais de três anos pelos próprios velejadores de Star. No final deste ano os brasileiros levarão seu talento às Bahamas para a quarta edição da SSL Finals, de 27 de novembro a 3 de dezembro. Os proeiros contribuirão de forma efetiva para impulsionar os barcos do País entre a flotilha de 25 tripulações.

Com premiação total de U$ 200.000, o evento contará com Henry Boening, o Maguila, na proa de Robert Scheidt, com Guilherme de Almeida, o Madá, ao lado de Torben Grael, além do tetracampeão mundial e líder no ranking da SSL, Bruno Prada. O Brasil ainda poderá ter mais dois proeiros consagrados em Nassau. O atual campeão sul-americano Samuel Gonçalves, o Samuca, e o campeão brasileiro de Star, Arthur Lopes, o Tutu.

Como líder do ranking dos proeiros, Bruno tem o privilégio de decidir com qual timoneiro quer velejar. O medalhista olímpico justifica a escolha por Jorge Zarif, parceiro do Yacht Club Paulista (YCP). “O talento do Jorginho é indiscutível e ainda teremos um mês pela frente para uma boa preparação. Neste ano estou muito mais leve, cerca de 100 quilos, e terei a oportunidade de formar tripulação com peso máximo de 200 quilos em um lugar onde os ventos são fortes. Vai contribuir para o desempenho”.

Bruno relata também, a condição privilegiada que a competição deste ano adquiriu após os Jogos Rio 2016. “A SSL Finals vai reunir o maior número de medalhistas olímpicos e campeões mundiais da história da vela. Será uma grande honra velejar em um local incrível com formato de regatas classificatórias e eliminatórias, o que garante a emoção das grandes batalhas do esporte. Teremos todos os ingredientes de um evento épico: ídolos, tradição e entretenimento”.

Motivação especial para Maguila – O proeiro de Niterói (RJ) conquistou recentemente o Hemisfério Oriental de Star, ao lado do norte-americano Augie Diaz, na Croácia e ocupa a 12ª posição no ranking dos proeiros da SSL. “Recebi o convite do Robert (Scheidt) e estou muito honrado. Formar dupla com quem já foi campeão da SSL Finals nos coloca entre os favoritos. Nosso objetivo é chegar às regatas eliminatórias porque a partir das quartas de final todos têm chances”, afirma Maguila, quarto colocado em 2014 com Jorge Zarif.

Maguila tem treinado no Rio de Janeiro e pretende estar preparado para qualquer condição a ser enfrentada no Caribe. “A tendência é de ventos fortes na raia próxima ao Nassau Yacht Club (NYC), o que me agrada muito. Para o público que acompanha a transmissão ao vivo pela internet as regatas tornam-se ainda mais emocionantes. Porém em 2015, predominou o vento fraco e como não podemos escolher, precisamos nos prevenir”, considera o proeiro de Scheidt.

Ao contrário de Maguila, o proeiro de Torben, Guilherme de Almeida, se pudesse escolheria ventos mais fracos. “Se ventar forte será difícil ganhar do Robert e da molecada que correu de Laser nos Jogos Olímpicos do Rio, mas se o vento estiver mais fraco poderemos chegar na frente”, deseja Madá, sétimo colocado com Torben no Lake Grand Slam da SSL em 2015 na Suíça e pela segunda vez na final das Bahamas.

Diante das necessidades de Madá em sua clínica dermatológica “Dr. Guilherme de Almeida”, em São Paulo, Torben tem velejado com Arthur Lopes, com quem venceu o Brasileiro de Star há um mês em Cabo Frio (RJ). “Torben e Tutu vão chegar a Nassau com uma semana de antecedência para treinar e ajustar o barco. Vamos correr com um barco italiano novo, modelo Lillia, com as mesmas velas utilizadas quando ficamos em quinto lugar da Bacardi Cup, em Miami. Estou otimista com mais uma disputa pela SSL, uma garantia para o futuro da classe Star”, exalta o médico e velejador.

Contagem regressiva: falta um ano para a largada da Volvo Ocean Race

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Daqui a exatamente um ano, no dia 22 de outubro de 2017 oito barcos VO65 estarão em Alicante, na Espanha, prontos para iniciar mais uma edição da Volvo Ocean Race. A competição reunirá os melhores velejadores offshore do mundo em uma disputa de 45 mil milhas náuticas e terá 11 paradas, em todos os continentes, incluindo uma no Brasil, em Itajaí, SC.

A ação na vila da regata, no entanto começará uma semana antes, no dia 14 de outubro, com a disputa da primeira regata Inport. No dia 22 eles partem para Lisboa, Portugal, onde disputam a regata Inport no dia 28 de outubro. A largada da segunda perna, com destino à Cidade do Cabo, na África do Sul, será dada no dia 5 de novembro.  A regata Inport da Cidade do Cabo será disputada no dia 8 de dezembro e a largada para a terceira perna será dada dia 10 de dezembro rumo à China, em uma das pernas mais longas da história da competição.

Para esta próxima edição, uma mudança nas datas das regatas inport vai ser significativa para os times. Ao invés de correrem a regata curta em um dia e largarem no outro, eles terão 24 entre uma e outra. Agora as inport serão disputadas na sexta e as largadas serão dadas sempre em um domingo.

Volvo Ocean Race: Repórteres a bordo não serão fixos em uma só equipe

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Seguindo nas mudanças para a próxima edição da Volvo Ocean Race, a organização anunciou nesta quinta-feira que os On Board Reporters não serão mais fixos em um barco só. A ideia é que eles possam ser mais independentes na hora de contar suas histórias e dividir as lindas imagens da competição com o mundo.

“Estamos focando no papel do repórter e já começamos a seleção, o que permitirá que eles comecem a trabalhar antes mesmo da competição começar. Acreditamos que assim eles vão poder desenvolver a habilidade de balancear a integridade com a confiança nos velejadores. Por diversas razões na última edição tivemos vários estilos de OBR a bordo do Dongfeng e funcionou muito bem”, disse Mark Turner, CEO da VOR.

“É verdade que os OBR acabarão não criando uma relação de longo termo com seus times como foi nas edições passadas e poderemos perder algumas histórias que você acaba descobrindo com este tipo de relacionamento, mas acreditamos que ao fazer esta rotação poderemos deixá-los desenvolver mais o lado jornalístico da função”, disse o diretor de TV da VOR Leon Sefton

O processo de seleção já começou. Foram recebidos currículos de 126 países, com gente experiente em cobertura de guerra, de esporte, documentaristas e web broadcasters, dentre outros backgrounds. Eles terão que trabalhar com seis câmeras fixas a bordo, câmeras móveis e uma pequena ilha de edição, de onde mandarão as melhores histórias dos times.