Regata Mormaii agita Floripa em final de semana de sol e vento bom

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Realizada pela 15ª vez nesse sábado (8), a Regata Mormaii não poderia ter um cenário mais propício para sua realização. Contrariando as previsões de chuva e vento sul para o meio da tarde, a flotilha oceânica do Iate Clube de Santa Catarina contou com um dia de ventos nordeste, variando entre 6-10 nós, e sol durante a realização da oitava etapa da Copa Veleiros de Oceano.

No início, as expectativas até se concretizaram. Pontualmente às 12h foi dado início do procedimento de largada e as previsões se confirmaram. O vento nordeste soprava na Baía Norte com média intensidade com céu azul e tempo firme. Destaque no início para a largada do veleiro Zeus, comandando por Inácio Vandressn, que saiu na frente, liderando a flotilha.

Durante todo percurso, que passou pelo Mangrulho e seguiu rumo ao norte da Ilha de Santa Catarina, a disputa pela liderança geral ficou entre os barcos da classe C30. À frente aparecia o Zeus, seguido de perto por Cortavento, de Carlos Augusto de Mattos, e Katana, do comandante Cesar Gomes. Campeão brasileiro da categoria em 2016, o Zeus foi o primeiro a apontar na Sede Oceânica de Jurerê e a contornar a Ilha do Francês, antes de montar a boia em Ponta das Canas, a última antes da chegada, novamente em Jurerê.

Nesse momento, com quase três horas de regata, era esperado que o vento virasse para Sul, mas as previsões não se concretizaram e o vento nordeste manteve-se firme, com quase 10 nós de intensidade. Dessa forma, após montarem a última boia, os veleiros fizeram a última perna da regata com vento popa, com os balões içados colorindo o mar de Jurerê.

E o Fita Azul tinha dono. Mais constante durante todo o percurso de 17,9 milhas náuticas, o Zeus foi o primeiro a cruzar a linha, com pouco menos de 2h55min de regata, com quatro minutos de vantagem sobre o Cortavento (2º) e Katana (3º). Logo depois vieram os barcos das classes RGS, HPE e Início/Retorno.

Com seis embarcações na disputa, a classe RGS A foi marcada pela disputa mais emocionante do dia. Os veleiros Bruxo e Plâncton cruzaram a linha bem próximos, com menos de um minuto de diferença entre ambos, e após o tempo corrigido o Bruxo aparecia na frente. No entanto, faltavam cruzar a linha mais quatro barcos. Atual campeão brasileiro da classe, o Zephyrus fazia uma bela regata. Após montarem a boia final em Ponta das Canas, a tripulação comandada por Sergio Sevilliano viu o vento “acabar” bem no final da regata e precisou fazer muitas manobras para cruzar a linha. Mesmo assim, após correção de tempo, a vitória da equipe foi confirmada, com apenas 1m14s de vantagem para o Bruxo.

Na classe HPE, a tripulação do Arretado fez uma boa regata e confirmou a vitória, mostrando ser um barco bastante competitivo para a categoria. Já na classe Início/Retorno a vitória ficou com o veleiro Mar Sem Fim.

Encerrando as disputas deste sábado, a classe RGS Cruzeiro também contou com uma disputa acirrada envolvendo os veleiros Carino e Quival. Primeiro barco a cruzar a linha no percurso menor, o Quival precisou aguardar a chegada das demais embarcações para confirmar sua posição. Comandados por Moacir Carqueja, os tripulantes do Carino fizeram um grande trabalho e ao final da etapa levaram vantagem no tempo corrigido, vencendo mais uma vez na temporada. Completou o pódio a embarcação Xamego.

A próxima etapa da Copa Veleiros de Oceano será realizada no dia 12 de novembro. A Regata Marejada será a penúltima competição do ano e será marcada pelo trajeto entre Florianópolis e Itajaí. Até o momento oito etapas já foram realizadas na Copa Veleiros de Oceano: Regata Centro-Jurerê (fevereiro), Regata Cidade de Florianópolis (março), Regata Fortalezas (abril), Regata Tripulação (junho), Regata Lineares (junho) e Regata Baía Sul (agosto), Regata Arquipélago (setembro) e Regata Mormaii (outubro). Além da Regata Marejada, resta a realização da Volta à Ilha de Santa Catarina, que encerra o calendário náutico do ICSC no mês de dezembro.

Volvo Ocean Race muda as regras e incentiva maior participação feminina

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A Volvo Ocean Race acaba de anunciar uma significativa mudança nas regras da edição 2017-18 visando uma maior participação de velejadoras na competição. Equipes 100% femininas continuam sendo benvindas, com 11 velejadoras, porém, para equipes 100% masculinas, o número será limitado a sete velejadores e a solução será montar equipes mistas, com sete homens e uma ou duas mulheres, sete mulheres com um ou dois homens ou cinco homens e cinco mulheres. Esta configuração pode variar em cada uma das 11 etapas e deve ser a mesma para as regatas inport e para a etapa, com exceção da equipe 100% masculina, que pode acrescentar uma mulher para a inport.

“Se as velejadoras offshore querem competir no mesmo nível que os melhores do mundo, elas precisam treinar com os melhores. Vai ser muito difícil competir com apenas sete pessoas em um VO65 contra times de oito ou nove. Esta nova regra deverá forçar os times a contratarem mulheres e isso vai criar uma ótima plataforma de aprendizagem”, disse Ian Walker, vencedor da última edição da competição.

“Não se trata de diminuir o nível do esporte, como alguns disseram, e sim o oposto. Estamos dando mais oportunidades para que as melhores velejadoras do mundo possam competir de igual para igual com os homens. Vela é um dos poucos esportes nos quais é possível ter times mistos e queremos tirar vantagem disto”, disse Mike Turner, CEO da VOR.

Outra regra que continua valendo é a de velejadores com idade abaixo de 30 anos, completados até o final de julho de 2018. Então, além de incentivar a vela feminina, a competição também tem como objetivo incentivar a vela jovem.

 

Alinghi vence mais uma etapa do Extreme Sailing Series; Lisboa marca estreia de time 100% feminino

Os suíços do Alinghi venceram mais uma etapa do Extreme Sailing Series e estão a apenas dois pontos da liderança da competição, faltando apenas a etapa australiana para o final. A sétima etapa, disputada em Lisboa, foi marcada por muita ação e pela estreia do Thalassa Magenta Project, primeira equipe 100% feminina do evento, que terminou na nona colocação. Quem surpreendeu foi o Red Bull Sailing Team, que, ao conquistar a terceira colocação, deixou o Oman Air, líder da competição, fora do pódio.

 

Montecristo é campeão paulista de Oceano

Terminou neste final de semana em Santos o Campeonato Paulista de Oceano. O evento, que teve etapas em Ubatuba (Ubatiba Sailing Festival), Ilhabela (Copa Suzuki) e Santos, com a regata Volta a Ilha dos Arvoredos, disputada no sábado (8). Vinte e quatro barcos estiveram na água, incluindo o clássico Atrevida e o antigo Aries, da família Zarif.

A largada foi dada às 12h próximo à Ponta Grossa para 24 veleiros das classes ORC, IRC e RGS. Com 3h26 de regata, o Sessentão, de Alain Simon, foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, ficando com a fita-azul. Os vencedores da regata no tempo corrigido foram Chrispin na RGS, Asbar na IRC e Chroma na ORC.

No acumulado do Campeonato Paulista, o título ficou com Montecristo na RGS e Asbar na IRC.

Confira os resultados:

Volta a Ilha dos Arvoredos

Campeonato Paulista