Copa Brasil de Vela será disputada em março de 2017

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A IV Copa Brasil de Vela, campeonato que definirá a Equipe Brasileira de Vela para o início do ciclo dos Jogos de Tóquio-2020, será disputada em março de 2017, na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Inicialmente prevista para dezembro de 2016, a competição mudou de data pela necessidade de adequação ao calendário da Federação Internacional de Vela (World Sailing). A entidade que rege a modalidade no mundo marcou para o mês de fevereiro a definição das classes que farão parte do programa olímpico de Tóquio-2020.

“Não faria sentido iniciar o trabalho com a Equipe Brasileira de Vela antes da definição das classes que estarão em Tóquio”, explicou o diretor executivo da CBVela, Daniel Santiago. “O momento é de planejar e ter ações mais assertivas para iniciar o ciclo de forma consistente”.

Outra razão para a decisão foi a alteração de data do Campeonato Mundial da Juventude 2016, que passou para dezembro, coincidindo com a II Copa Brasil de Vela Jovem. O evento voltado para as futuras gerações da modalidade no Brasil também será realizado em março, paralelamente à IV Copa Brasil de Vela.

As duas competições nacionais serão organizadas pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela) em parceria com a Federação Estadual de Vela do Estado do Rio Grande do Sul (Fevers), Veleiros do Sul Associação Náutica Desportiva (VDS) e Clube dos Jangadeiros (CDJ).

Da assessoria

Depois de quebra de mastro, Alinghi se recupera e vence 6ª etapa do Extreme Sailing Series

 

Os suíços do Alinghi foram a sensação da primeira etapa portuguesa do Extreme Sailing Series, disputada entre os dias 22 e 25 de setembro na ilha da Madeira. E não foi só pela vitória, mas sim como esta vitória foi conquistada.

O time de Arnaud Psarofaghis colidiu com o Red Bull Sailing Team no sábado e teve seu mastro quebrado, o que os impossibilitaria de seguir na competição. No entanto, o time de terra trabalhou duro, conseguiu consertar os estragos e, com o pedido de reparação em cinco das 14 regatas, os suíços conseguiram se recuperar e vencer a competição. Com este resultado, apenas três pontos os separam do Oman Air, líderes no acumulado. A próxima competição será em Lisboa, em dez dias.

Com novo recorde, Camiranga é fita-azul da REFENO mais uma vez

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Deu, mais uma vez, o Camiranga. A embarcação do Rio Grande do Sul conquistou, neste domingo (25), o Troféu Fita Azul da 28ª edição da Regata Recife/Fernando de Noronha. O veleiro cruzou a boia de chegada, na praia do Boldró, no Arquipélago, com o tempo de 19h56min40, quebrando o recorde entre os barcos monocasco da regata, que já era seu desde 2015, quando completou a travessia entre Recife/Noronha, 545 quilômetros, com o tempo de 20h26min37.

“Foi uma boa regata, a tripulação velejou forte sempre buscando melhorar nosso tempo. Fizemos manobras boas e o barco sempre esteve trabalhando perto do seu máximo”, comemorou o comandante do Camiranga, Samuel Albrecht.

O desempenho da embarcação pertencente ao Veleiros do Sul/RS, vem chamando atenção nos últimos três anos. Em 2014, o barco, um Soto 65, com 20 metros de cumprimento, completou a travessia em 22h40min43. No ano seguinte, baixou o tempo em duas horas, fechando em 20h26min37. Agora, em 2016, diminuiu para 19h56min40.

Agora, após a premiação em Fernando de Noronha, marcada para a próxima quarta-feira (28), no Museu do Tubarão, o Camiranga retorna para o Rio de Janeiro onde disputará no final de outubro a regata Santos/Rio.“Desde o início nosso objetivo era melhorar o tempo. As condições da regata não foi a melhor para se fazer um tempo ideal. A cada ano que passa a gente vai aprendendo a velejar um pouco mais com o barco. Essa regata mostrou que a gente teve uma pequena evolução em relação aos últimos dois anos”, complementou Samuel Albrecht, que acredita no título da categoria, ORC, no tempo corrigido.

PERNAMBUCO

A boa notícia para Pernambuco foi a chegada, em segundo lugar, da embarcação Jahú 2, do comandante Luis Moriel. O barco realizou a travessia das 292 milhas náuticas em 24h52min13. O veleiro conseguiu diminuir seu tempo em relação a sua primeira participação na Refeno, em 2014, em quase dez horas.

O Jahú 2, catamarã Manelis de 40 pés, com 12 metros de cumprimento que compete na classe Mocra, contou com oito tripulantes. “Viemos com o intuito de chegar a Ilha. Não tínhamos e não viemos com a intenção de ganhar do Camiranga. Para o Jahú 2 foi uma conquista muito grande ter terminado a Refeno 2016 na segunda colocação geral com o tempo na casa das 24 horas”, comemorou Moriel.

Em 2014, na primeira participação do Jahú 2, a embarcação concluiu o trejeto entre Recife e Fernando de Noronha em 35h22min36. “Baixamos o nosso tempo em mais de dez horas. Isso é uma grande conquista”, lembrou o comandante.

“A conquista superou nossas expectativas. A regata foi muito boa, ventos constantes, entre 15 e 18 nós, mar relativamente tranquilo, ondas pequenas e para o barco isso favoreceu muito. Conseguimos ganhar altura para chegar a Noronha andando bem. A tripulação está de parabéns. Todos amigos e família”, finalizou Moriel.

PROBLEMAS

Segundo a Comissão de Regata da Refeno 2016, até o momento duas embarcações tiveram problemas e tiveram que abandonar a competição. O trimarã Travessia, da Paraíba, quebrou o mastro e teve que ser rebocado para Natal. O veleiro Avoador, de Pernambuco, quebrou o leme e retornou para o Cabanga Iate Clube de Pernambuco.

REFENO 2016

Cinquenta e duas embarcações de 11 estados do Brasil e de três países partiram no último sábado (25) do Marco Zero do Recife com destino a Fernando de Noronha. O percurso total é de 292 milhas náuticas, o equivalente a 545 quilômetros de distância. O atual recorde geral da Refeno é do veleiro Adrenalina Pura, da Bahia, com a marca de 14h34min54 em 2007.