Contagem regressiva: 30 dias para Refeno 2016

Refeno faltam 30 dias
Contagem regressiva. Faltam 30 dias para uma das maiores e mais importantes regatas oceânicas do iatismo brasileiro, a Recife-Fernando de Noronha 2016 (Refeno). Quarenta e quatro embarcações já garantiram participação na prova, com partida marcada para o dia 24 de setembro de 2016, do Marco Zero do Recife. A competição também conta com 20 veleiros pré-inscritos.

Dos inscritos, dez barcos são de Pernambuco e de São Paulo. Veleiros de dez outros estados brasileiros e um do Distrito Federal também já garantiram suas vagas na tradicional prova do iatismo brasileiro.

A 28° edição da regata conta, até o momento, com veleiros de oito classes diferentes. São elas: RGS, Aço, Aberta, Bico-de-proa, Mocra, Turismo, Catamarã e ORC.

Os interessados em participar podem realizar a inscrição através do site da regata (www.refeno.com.br) até o dia 22 de setembro, limite máximo para inscrição de novas embarcações.

Criada há 28 anos, a Refeno é considerada a primeira regata oceânica do Brasil. No ano passado, a embarcação gaúcha Camiranga, comandada por Eduardo Plass, ganhou o troféu Fita Azul pela segunda vez consecutiva.

Clique aqui e veja lista dos veleiros inscritos até o momento

Paralimpíada terá três times brasileiros

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Entre os dias 7 e 18 de setembro o Rio de Janeiro será palco da mais linda Paralimpíada da história. Especialmente para a vela, que terá como fundo o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. Três classes estarão em disputa entre os dias 12 e 17 de setembro nas raias do Pão de Açúcar e Escola Naval:

2.4 Metros: Barco projetado em 1982 para uma pessoa, que vai sentada dentro.

Skud18: Barco de quilha para duas pessoas, com balão.

Sonar: Barco para três pessoas, também de quilha 

O Brasil será representado por Nuno Rosa na 2.4, Bruno Landgraf e Marinalva Almeida na Skud, e Antonio Marcos do Carmo, Herivelton Ferreira e José Matias Gonçalves de Abreu na Sonar. A vela é o único esporte na Paralimpíada que permite que pessoas com diferentes graus de deficiência compitam de igual para igual.

Para assistir as competições de pertinho em uma arena super animada, basta garantir o seu ingresso aqui. Os valores variam de R$ 10 a R$ 20,00.

 

Festvela chega a sua sétima etapa

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Neste sábado será disputada a sétima etapa do Festvela, evento promovido pelo YCSA ao longo do ano na Guarapiranga. A competição tem um formato diferente, que soma os pontos do velejador e não do barco, ou seja, se o seu time não puder correr, não precisa desanimar, basta montar uma nova tripulação e seguir na disputa. Para fazer a inscrição, basta acessar este link: https://goo.gl/A4h9gf

 

Vela poderá mudar para Tóquio 2020

As Olimpíadas do Rio foram um sucesso. A Marina da Glória, sede da competição, teve a maioria dos ingressos vendidos em todos os dias de competição, o Brasil chorou de alegria ao comemorar o ouro do argentino Santiago Lange na Nacra 17 e das brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze, na 49er FX.

E apesar de a World Sailing ter decidido que as classes que fizeram parte da Rio 2016 também estarão em Tóquio 2020, o futuro poderá não ser bem assim. De Londres 2012 para o Rio 2016 o número de classes foi mantido, porém, com a saída do Star e do Match Race, os países que se classificaram em todas as classes para o Rio, levaram um atleta a menos.

E é nesta tecla que o Comitê Olímpico Internacional está batendo. O número total de atletas nas duas últimas edições dos Jogos foi de 10.500 e este número está mantido para o Japão. Porém, cinco novos esportes entrarão no programa e se o número vai aumentar de um lado, tem que diminuir do outro. Seis esportes estão sob a mira do COI e a vela é um deles.

“Quando o COI vem para você com este ‘problema’ como você responde? Decidimos pedir para os nossos membros que votem em uma possível mudança na decisão que tomamos quatro anos atrás sobre manter as mesmas classes para o Rio 2016 e para Tóquio 2020. Isto levará tempo, mas não temos ideia como poderemos mudar para as próximas Olimpíadas. Esta decisão não virá em novembro, na nossa reunião, mas talvez em fevereiro. Em novembro talvez consigamos apresentar uma boa solução, mas nada ainda muito certo, pois é um assunto confidencial com o COI.

Talvez entre o Kite, talvez um barco de foil. Não sei… quem sabe um velho hobby antigo meu, de fazer regatas de longa distância com equipamentos básicos em barcos one design. Estou completamente convencido que vamos conseguir alguém que forneça os barcos para as Olimpíadas de graça. Esta seria uma forma das pessoas competirem em regatas barla-sota e em uma regata de percurso…

Nada está decidido. Não vou ser eu a tomar esta decisão, será o conselho. Com certeza teremos mudanças, mas o que quero dizer é que mexeremos no mínimo  possível para que as pessoas não joguem fora seus barcos e que as nações que façam parte da World Sailing tenham problemas. Estas nações precisam desenhar um programa de quatro anos e precisamos ser rápidos”, disse Carlo Croce, presidente da World Sailing desde 2013.

 

 

Um dia para ser lembrado: Brasil é ouro na 49erFX com Martine Grael e Kahena Kunze

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Prata e bronze que nos perdoem, mas o Brasil é ouro na 49erFX. A conquista, que só veio na última perna da medal race, tirou o grito entalado, dos quartos lugares de Robert Scheidt e Jorginho Zarif, da garganta dos torcedores e um sonoro “É campeão!” foi ouvido por toda a praia do Flamengo. As donas do feito foram Martine Grael e Kahena Kunze velejadoras da 49erFX campeãs mundiais da classe em 2014. A dupla estava em briga direta pelo ouro com as neozelandesas Alexandra Maloney e Molly Meech (prata) após erros que tiraram as espanholas da corrida pelo ouro.

A medal race entregou o que prometeu, emoção. As brasileiras foram melhores, Martine mostrou que herdou a frieza de decisões de Torben e decidiu marcar as neozelandesas na perna final após uma aposta arriscada na perna anterior pelo lado oposto da raia. Martine e Kahena correram com tática e venceram a regata com louvor. Foi um ouro digno dos grandes campeões e as meninas de 25 anos ainda marcaram o nome da história olímpica brasileira com a primeira medalha de ouro da vela feminina.

As dinamarquesas Jena Hansen e Katja Salskov-Iversen ficaram com o bronze da classe.

Na 49er, que também correu sua medal race hoje, Peter Burling e Blair Tuke, da Nova Zelândia, venceram a medal race mesmo com o ouro garantido, os australianos Nathan Outteridge e Iain Jensen, ficaram com a prata, e os alemães Erik Heil e Thomas Ploessel, com o bronze.

18/08/2016, o último dia da vela na Rio 2016, é um dia para ser lembrado para sempre!

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Fotos World Sailing

Conheça os medalhistas da 470 Masculina e Feminina da Rio 2016

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As classes 470 Feminina e Masculina fizeram suas medal races hoje após o adiamento de ontem por falta de ventos. As mulheres foram para a água primeiro e as favoritas Hannah Mills e Saskia Clark, da Grã-Bretanha, confirmaram o ouro. As neozelandesas Jo Aleh e Polly Powrie ficaram com a prata e as francesas Camille Lecointre e Hélène de France com o bronze. A dupla brasileira Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan fechou a participação na Rio 2016 com o 8º lugar geral.

Na 470 masculina, os croatas Sime Fantela e Igor Marenic garantiu a segunda medalha olímpica da história da vela da Croácia com o ouro. Mathew Belcher e Will Ryan, da Austrália garantiram a prata e Panagiotis Mantis e Pavlos Kagialis, da Grécia, foram os medalhistas de bronze.

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Fotos World Sailing

49er e 49erFx fecham Rio 2016 com medal races que prometem muita emoção

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Quatro equipes e três medalhas, essa conta não fecha, mas é assim que vai começar a medal race da classe 49erFX. Quatro duplas têm chances reais de levar o ouro da classe estreante: Tamara Echegoyen e Berta Betanzos (Espanha), Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen (Dinamarca), Alex Maloney e Molly Meech (Nova Zelândia) e as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze entrarão na raia hoje para vencer esta medal race. Com a regata marcada para começar às 15h20, a previsão é de vento sul soprando entre 10 e 11 nós e corações batendo a mais de 100 por minuto.

Na classe masculina 49er, a medalha de ouro já está garantida para os imbatíveis neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke. As outras medalhas ainda estarão em disputa e os alemães Erik Heil e Thomas Ploessel estão apenas três pontos à frente dos australianos Nathan Outteridge e Ian Jensen, atuais campeões olímpicos da classe.

Com velocidade e muita emoção na raia, a classe promete encerrar a vela da Rio 2016 em grande estilo.

Foto World Sailing