49er e 49erFx fecham Rio 2016 com medal races que prometem muita emoção

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Quatro equipes e três medalhas, essa conta não fecha, mas é assim que vai começar a medal race da classe 49erFX. Quatro duplas têm chances reais de levar o ouro da classe estreante: Tamara Echegoyen e Berta Betanzos (Espanha), Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen (Dinamarca), Alex Maloney e Molly Meech (Nova Zelândia) e as brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze entrarão na raia hoje para vencer esta medal race. Com a regata marcada para começar às 15h20, a previsão é de vento sul soprando entre 10 e 11 nós e corações batendo a mais de 100 por minuto.

Na classe masculina 49er, a medalha de ouro já está garantida para os imbatíveis neozelandeses Peter Burling e Blair Tuke. As outras medalhas ainda estarão em disputa e os alemães Erik Heil e Thomas Ploessel estão apenas três pontos à frente dos australianos Nathan Outteridge e Ian Jensen, atuais campeões olímpicos da classe.

Com velocidade e muita emoção na raia, a classe promete encerrar a vela da Rio 2016 em grande estilo.

Foto World Sailing

Disputa adiada: 470, Feminina e Masculina, ainda terão disputa final da Rio 2016

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A falta de ventos impediu a realização das Medal Races da classe 470, Masculino e Feminino, ontem e Fernanda Oliveira e Ana Barbachan estarão na raia hoje para a disputa final da Rio 2016. A dupla não tem mais chance de medalha, mas espera fazer uma boa medal race para fechar o ciclo com resultado melhor do que o 8º lugar que elas ocupam na classificação geral. A classe já tem a medalha de ouro definida com as britânicas Hannah Mills e Saskia Clark no lugar mais alto do pódio. Seis duplas estarão na disputa das medalhas de prata e bronze: Nova Zelândia, Eslovênia, Estados Unidos, França, Japão e Holanda.

Na 470 masculina nada definido. Croácia, Grécia, Austrália, Estados Unidos, Suécia, Grã-Bretanha, Áustria, França, Nova Zelândia e Suíça estarão na água hoje em busca de uma medalha.

Foto World Sailing

Nacra 17 não dá medalhas ao Brasil, mas arranca lágrimas com pódio argentino

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Na vela, diferentemente de outros esportes, a rivalidade com a Argentina é sempre deixada de lado, ainda mais quando o argentino no barco é o simpático Santiago Lange, velho conhecido dessas águas de cá. Com 54 anos, Lange chegou aos Jogos do Rio 2016 sem muitas chances de medalha, mas com muitas vitórias, na carreira e na vida.

Santiago só resolveu disputar este ciclo olímpico na Nacra 17 para ficar mais perto dos filhos Yago (28 anos) e Klaus (21 anos) velejadores da classe 49er. Com Cecilia Carranza, de 29 anos, Lange conquistou a vaga olímpica, mas um câncer de pulmão quase o tirou da disputa. Com a doença superada e um só pulmão, Santiago começou a competição com resultados irregulares, fazendo 11º, 2º e 13º lugares no primeiro dia de provas. No segundo dia, mais resultados inconsistentes, 13º, 2º e 12º lugares. Mas, a partir do terceiro dia de regatas, os bons resultados começaram a ficar mais constantes e Lange e Carranza se firmaram nas primeiras colocações chegando à medal race na terceira colocação com chances reais de medalhas. Lange e Carranza velejaram com garra e mesmo chegando na 6ª colocação na regata final, eles garantiram o ouro, deixando para trás as duplas da Austrália e Itália, que terminaram a fase de classificação na frente.

Lange que é dono de duas medalhas de bronze conquistadas na classe Tornado em Atenas-2004 e Pequim-2008 e representou a Argentina em cinco edições de Jogos.

Sem dúvidas foi o pódio mais emocionante da vela. O hino nacional da Argentina arrancou lágrimas de Santiago e do público que aplaudiu muito o velejador. Lágrimas que também rolaram ainda dentro d’água quando os filhos de Lange pularam na água para abraçar o pai e Cecilia logo após a medal race. Foi emocionante e inspirador.

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Pódio: Jason Waterhouse e Lisa Darmanin, da Austrália ficaram com a prata da classe Nacra e Thomas Zajac e Tanja Frank, da Áustria, com o bronze. Os brasileiros Samuel Albrecht e Isabel Swan terminaram na 10ª posição geral.

Fotos World Sailing

 

Jorge Zarif, da classe Finn, faz bela medal race e fecha Rio 2016 no 4º lugar

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O jovem Jorge Zarif, velejador brasileiro da classe Finn, terminou a medal race de ontem, realizada na raia do Pão de Açúcar, na terceira posição e ficou em 4º no geral, a 11 pontos da medalha de bronze. O resultado não era o esperado por Jorginho que sonhava em conquistar uma medalha olímpica em águas brasileiras, mas mesmo assim não deixa de ser uma grande vitória. Jorginho participou dos Jogos de Londres-2012 e saiu de lá sem ao menos disputar a medal race, no 20º lugar geral. Com apenas 19 anos, Jorginho estava com o joelho lesionado e sem apoio para a campanha olímpica. Saiu daqueles Jogos determinado a ser grande em sua classe, a mesma em que seu pai defendeu o país em duas Olimpíadas (Los Angeles-1984 e Seul-1988). Durante os últimos quatro anos Jorginho se dedicou inteiramente à vela e foi campeão mundial júnior e campeão mundial, sendo o atleta mais jovem a conquistar o título. Ele soube aproveitar como ninguém o incentivo que o esporte recebeu nesse ciclo olímpico que antecedeu os Jogos do Rio. Ontem Jorginho não escondeu a decepção do 4º lugar, mas saiu da água já pensando em Tóquio 2020.

A Finn, conhecida como a classe dos gigantes por exigir do atleta peso perto dos 100 kg e altura de mais de 1,80 m, é dominada por atletas mais velhos — Giles Scott, atual campeão olímpico, tem 29 anos. Jorginho ainda tem 23 anos e muitas chances de figurar entre os maiores atletas da classe. Ben Ainslie, dono de três ouros na classe, conquistou a primeira medalha olímpica na Finn aos 27 anos — antes ele velejava de Laser e conquistou uma prata e um ouro. 27 anos será a idade de Jorginho nos Jogos de Tóquio-2020, portanto, se a CBVela e os patrocinadores continuarem investindo em nossos atletas, temos grandes chances nas próximas Olimpíadas.

Giles Scott, da Grã-Bretanha, garantiu o ouro antes mesmo da medal race. Com 29 anos, ele precisou esperar Ben Ainslie se aposentar para, finalmente, brilhar na classe. Com anos de treinamento ao lado da lenda da classe, Giles não decepcionou e garantiu a hegemonia da Grã-Bretanha na classe. Mesmo dominando as regatas, Giles parecia incrédulo com o título antecipado. O americano Caleb Paine também comemorou muito o bronze da classe, a prata ficou com o esloveno Vasilij Zbogar.

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Fotos World Sailing